19.6.14

Bilderberg 2014, na forma das "rapidinhas" de um mundo cada vez mais estupidificado, para quem ISIS, Maddies, Ucrânias, MH 370 e abdicações españolas são só milagres da fé e causas naturais de um ensaio geral do pior que para aí vem







Creio que só para os incautos as reuniões do Clube de Bilderberg ainda são entendidas como uns chás de amigos, e não como sinistros encontros, para decidir os figurinos de extermínio primavera/verão, dos anos em que ocorrem.

A novidade deste ano é que se tornaram menos discretos, abriram página, e tudo, e resolveram olear as coisas, para serem mais despachadinhas e terem efeitos mais rápidos.

Da Maddie, acho que nem vale a pena falar, porque já toda a gente percebeu que aquilo tresanda a satanismo e odor de cadáver, por tudo quanto é fresta. O Gonçalo Amaral já lhes começou a dar o tratamento devido, e devia convidar a Kate Healy para o "Bairro Alto", para ela experimentar a célebre bebida do "Pontapé na Cona", que entretanto já fechou, mas a Maddie também, embora as Sombras até a Scotland Yard tenham conseguido pôr em campo -- isso custa uma fortuna, não custa?... --, para chegarem a uma conclusão extraordinária: pesquisaram uns quintais, e como não encontraram cadáver, a Maddie estava viva!... O Aristóteles iria adorar incluir, no seu "Organon", este tipo de silogismo (?), e Santo Anselmo suspiraria, por saber que, em pleno século XXI, continuava a ter seguidores, e tem.

A seguir, vêm as coisas grotescas, um Goya do nosso século, com Juan Carlos, "El d'Elephantes", a ser discretamente substituído por um Felipe Cinco e Meio, de onde se augura que os Bourbons de España começaram com um Filipe e acabarão com outro. Acho-o uma figura para lá deste Mundo, uma espécie de Cristiano Ronaldo, sem lesões, mas empolado de vazios e vaidades, e casado com uma esferográfica, parideira de fendas com ovários, com ar de meninas do "Shinning", e que ainda não percebeu o virote que vai levar. Para os apreciadores de História, o Rey de España representa Castela, e a Rainha, Aragão, ou seja, a Monarquia é bicéfala, e em regime de paridade, e por mais constituições fanhosas que depois tenham feito, Sofia representa a longa linhagem da Casa da Dinamarca, e Letízia os cenários de uma televisão de segunda escolha. A escolha, portanto, mal Sofia se divorcie do vexame que foi a sua humilhação por Juan Carlos, chama-se Aragão, ou seja, Cataluña, o que anuncia um curioso divórcio, mas mais não digo. Fica para os próximos episódios.

A seguir, vêm as coisas piores, porque implicam execuções, genocídios e extermínios, dentro da lógica de Bilderberg. Os Neo Zelandeses resolveram pôr em livro, e o que virá sobre o ato de guerra que representou o MH 370 não agradará, nem na generalidade, nem na especialidade, a ninguém, embora talvez abra um pouquinho mais os olhos a quem costuma ver o solzinho a dançar, ou tenta ignorar que a Interpol está a desmentir estar a investigar o asco que é a COPA 2014, entre búzios e biliões.

A Ucrânia é outra etapa da tentativa de destruição da Zona Euro e do Espaço Económico Europeu. Foi para isso que Obama e Durão Barroso foram eleitos, e têm cumprido bem os seus papéis, sobretudo nesta fase final dos seus mandatos. Todavia, tenho uma vaga ideia de que vão falhar, e o primeiro voltará à sua condição inicial de escarumba hipócrita, e o segundo à de maoista não licenciado. Putin, pelo seu lado, já está a ser contornado, e ainda não percebeu bem, mas deixa-me calar a boca.

O pior dos problemas, na verdade, por que incontrolável, imprevisível e sem fronteiras ainda definidas, chama-se "ISIS", ou lá que nomes lhe foram dando, e começou por ser um ensaio de uma coisa que, como nascida da coxa de Zeus, "naturalmente" Bilderberg pôs a circular em tudo o que são televisões assalariadas, como se desde sempre lá tivesse estado. Assim, contada por alto e às criancinhas, eram uns bandoleiros que, em três dias, percorriam milhares de quilómetros, e conquistavam um país, sem que ninguém desse por nada, nem sequer os célebres satélites contadores de alfinetes da NSA. Vieram não se sabe de onde, já com nome e tudo, e conquistaram a Síria, o Iraque, e fizeram dos mauzões de Teherão uns possíveis aliados. Como se sabe, o negócio da venda de armas não tem senão uma regra, a de vender, e desde logo Ingleses e Americanos descobriram que podiam vender em novos mercados. Ao mesmo tempo, arranjaram-se uns excessos populacionais de Londres, da Holanda e de Madrid, para se irem lá alistar: livram-se deles com ligeireza, e não têm de descer à indignidade do canalha Passos Coelhos, de os "mandar emigrar".

A solução foi tão maquiavélica que nem a Maquiavel lembraria, e, em vez de andar a enviar e a trazer para casa riqueños, monhés e outras raças consideradas "inferiores" pelos Americanos, com uma perna, umas mãos ou uns olhos, a menos, o melhor, mesmo, era explorar as dissensões religiosas entre os próprios muçulmanos, e porem-se a matar-se uns aos outros, poupando os filhotes das mães gordas do Michigan. No fundo, é um ovo de Colombo, e nem está mal visto, uma jihad entre jiahdistas, que tornou o Irão respeitável, poupou mísseis a Israel, e pode estar a caminho de cortar o pior dos nós górdios da região, o célebre tratado de totós anglo-francês, que dividiu a região entre os Estados que tinham petróleo e os que não tinham. Como já escrevi, e é a posição (im)possivelmente oficial do Patriarca Siríaco de Antioquia, os Ingleses ficaram com o petróleo, e os Franceses com o resto, chamado Síria e Líbano, entre outros, para os que tinham o petróleo depois virem bombardear e destruir, e fazer com que esses países ficassem nas mãos do Banco Mundial, para pagarem durante décadas a destruição inflingida.

A coisa foi bem estudada, deve ter rasteirado o próprio Czar Putin, que vai acordar mal, e permitiu fazer a reentrada do velho Irão Persa, no xadrez dos "estados amigos". Brevemente a macaca de Washington apalpará, com carinho, o cu a alguma madame de algum harém de algum ayatolah conservador; os Curdos terão o seu país, retalhado nalguns desertos da Síria e do Iraque, e não haverá homens louros e de olhos azuis mortos no terreno, mas tão só uma drástica diminuição de excessos populacionais muslim, e um aumento muslim de multidões de cegos, amputado, castrados e extropiados.

Parece que, desta vez, o alvo é mesmo o cancro da região, a Arábia Saudita, pátria e banca do terrorismo internacional.

Talvez Bilderberg tenha decidido a queda da Casa de Saud, com a mesma ligeireza com que o dos elefantes abdicou, mas como isto é por episódios, iremos aguardar os próximos, com toda a certeza de que nada do que está a acontecer é o que nos querem fazer acreditar. Será que a Caaba Santíssima será destruída por uma nuvem de drones?... Será que Michele Obama irá para o harém do Emir do Qatar?... O que é certo é que vamos assistir à entrada em cena das poderosas armas informáticas, já ensaiadas no "acidente" do MH 370. Mas o que interessa isso, perante as penosas amarguras do Raul Meireles, das mais pura escumalha portuguesa, e os tiques de favela do Fábio Coentrão?...


(Quarteto da Fraude ISIS, Osiris e Hórus, santíssima tríada dos Illuminati, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

10.6.14

Cavaco Silva, ou a indigna "reação vagal" em que Portugal se decompôs, após uns meros e ininterruptos, cousa pouca, 900 anos de História




Para quem frequente bruxas, como eu, que sou usuário semanal de videntes, solzinhos que dançam e deitadoras de búzios, toda a gente sabe que, quando os sinais surgem, não são para ignorar. Há uma semana, se bem me lembro, por que tenho memória cada vez mais curta para as anomalias do Regime, Passos Coelho, uma das mentes brilhantes do nosso séc. XXI, reclamou sobre o Tribunal Constitucional, dizendo que os juízes do mesmo deviam ser "mais bem escolhidos", e acho que tem toda a razão, já que sendo a sua escolha por proposta política, indica, por polissilogismo, que os políticos que os escolhem também deviam ser "mais bem escolhidos", e que, como os políticos são escolhidos pelos partidos, os partidos igualmente deviam ser "mais bem escolhidos", e os cidadãos que neles votam, com acrescidas razões ainda fruto de uma muito melhor escolha, e aqui vamos direitos ao assunto, já que todas as hierarquias eleitas das sociedades democráticas são fruto, mais ou menos direto, da iliteracia que as elege.

Eu sei que isto é chato de se ouvir, e até vou revelar onde está a falácia, que é relativamente elementar, e reside naquele hiato em que os que votam "com o coração" em certos partidos -- e têm todo o direito cívico de o fazer -- muitas vezes se esquecem de que estão a passar carta branca para que os partidos em que votaram depois lá enfiem quem muito bem lhes apeteça, e isso é mato, matagal, floresta, o rosto mesmo da corrupção e decadência em que hoje estamos completamente imersos. Todavia, há 10 anos que digo que deveríamos ter cuidado em quem pomos como Chefe do Estado, já que não podemos incorrer no risco de terem mais "ataques" em ocasiões públicas.

Por que há um tempo para envergonhar, e um tempo para resignar.

Quanto aos juízes, há duas qualidades de juízes: os que vêm do tempo da Santa Inquisição, e nunca foram substituídos, ou seja, sobreviveram, incólumes, a todas as revoluções políticas, e os outros, que, afetados pelos solavancos políticos tiveram a sorte de ser substituídos por outros, piores do que os anteriores. O Tribunal da Relação, também conhecido pelo "Tribunal da Prescrição", é exemplo disso, embora eu, iliterato judicial, desconheça se pelas causas primeiras se pelas segundas, o que aqui é irrelevante, já que converteram a Justiça inteira num Gato de Schrödinger, e só mesmo esventrando o juiz se perceberia se era dos "antigos", se daqueles nomeados pelas seitas modernas... Para os apreciadores, há os nichos de espécie, com pequenos ecossistemas associados, como os célebres desembargadores jubilados, que, mesmo depois dos 80 e 90 anos conseguiam decidir, no primeiro Cavaquismo, se as expropriações do IP4 valiam, para os estranhos 1€/m2, e para os "amigos" 1000 vezes mais.


A minha questão é que o Tribunal Constitucional é coisa pouca, já que a sua única função é apenas defender a Constituição, um papel, ora, em período de crise é injustificável que se andem a pagar salários milionários para um bando de Chancerelles de Machete andarem a defender um mero... papel. Para isso, arranjava-se uma solução mais barata, enchendo aquilo de Relvas, Galambas, Pintos da Costa, Joanas Vascocelos e Inêzes, Pedrosas ou de Medeiros, consoante o gosto e o timbre. Acontece que acima, ou, pelo menos, ao lado, está o Supremo Magistrado da Nação, que hoje, depois de um "reação vagal", distribuiu caricas por tudo o que era a Brigada do Reumático, desde a Romana, a Ágata, a Teresa Guilherme, o Tony Carreira (está mal, coitado...), a Fanny, da "Casa dos Segredos" e a Betty Grafstein (está quase ligada às máquinas...) Até o Eduardo Lourenço apareceu, mas num estado de quem já nem percebia o que estava a fazer ali.

Contando comigo, fomos dois: eu e ele.

Todavia, realmente preocupante, foi a "reação vagal" do Vacão de Boliqueime. Há por aí um vídeo extraordinário, da "SIC-Notícias", (afinal é este, e é da "TVI"), em que se percebe que a criatura, cheia de comprimidos, para se manter de pé, quando começou a deixar de se poder manter em pé, e foi amparada por uma multidão se carcaças, nem sequer percebeu que já não estava ali, e que estava num estado que não era estado para estar onde quer que fosse, muito menos para estar a vexar um Estado chamado Portugal, no seu Dia Nacional. 

Como não há miséria que não atraia miséria, depois de arrastarem o cadáver adiado para detrás de um tapume, veio o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas reclamar que se respeitasse Portugal e as suas Forças Armadas, ora, a questão está posta ao contrário, posto que um país que decaiu ao ponto de estar mundialmente a ser representado pela Caricatura de Boliqueime, ainda por cima, Comandante Supremo das Forças Armadas, necessita urgentemente que essas mesmas Forças Armadas o ajudem a recuperar a credibilidade mundial, aconselhando o cidadão, visivelmente debilitado, a que se retire, enquanto estamos no tempo de manter a dignidade. Na verdade, Cavaco Silva está muito próximo do estado em que estava o Salazar, depois de cair da cadeirinha, só que nós ainda não percebemos, ou não queremos perceber isso.

Não são os cidadãos que estão a desrespeitar a República, é Cavaco Silva que a está continuadamente a vexar, com o beneplácito das Forças Armadas, que juraram defender a Constituição, que, como corre por aí em anedota, já deu origem ao "Violador de Massamá", de tantas as vezes que Passos Coelho a violou. Um Governo que todos os anos viola a Constituição não é um Governo, é uma associação de malfeitores, que decidiu, com o beneplácito do Doente de Boilqueime, trair a Pátria.

Miterrand escondeu, durante dois mandatos, que tinha um cancro na próstata, coisa irrelevante, por que a próstata não comanda países nem exércitos: grave é quando a próstata se chama degenerescência neurológica, e arrasta um país para o abismo, durante décadas e, mesmo assim, não descola. Creio que a tal "reação vagal" -- mas isto sou eu, um otimista, a pensar alto -- não tenha sido mais do que um sobressalto da consciência, daquelas visões que se têm na hora da morte, e Aníbal de Boliqueime tenha finalmente olhado para trás, e visto o enorme e vago vazio que foi a sua presença na História de Portugal. Ao contrário de Pascal, a quem o silêncio eterno daqueles espaços infinitos apavorou, talvez também Cavaco tenha entrevisto com que letras vergonhosas irá ficar manchado para a Eternidade.

Para que não seja tudo miséria, os parabéns para o criminoso António Borges, que também foi "caricado" postumamente, pelos serviços prestados, contra Afonso Henriques, à apátrida Goldman Sachs. Por fim, gostaria de celebrar Camões, e aqui fica uma única palavra para a grandeza, no meio dos dejetos atrás percorridos. Creio que, para além disso, também hoje aprendemos mais qualquer coisa, e que inverte o que nos ensinaram sobre repúblicas e monarquias. As últimas tinham a má fama de serem lá postas e ficarem para sempre; as segundas, de poderem saltar a qualquer momento. Como somos um país de aberrações, aquilo a que hoje mais uma vez assistimos é a prova provada do contrário: os reis começaram a perceber quando era chegada a sua hora de sair com dignidade; as lapas, depois de arruinarem uma nação, continuam a achar que têm direito a um prolongamento, sim, e têm, no país da Marisa, da Joana Vasconcelos e do Cristiano Ronaldo.

É a seleção da nossa seleção e é justo que perca até ao fim.


(Quarteto do inconseguimento vagal, sem classificação possível, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 


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