23.5.12

Justiça Portuguesa —
Justiça Fantoche e Corrupta

Transcrição integral dum e-mail recebido do conhecido movimento Fartos Destes Recibos Verdes sobre uma tentativa de calar as justas reclamações e comentários no site dos Precários Inflexíveis. Lendo-o, vemos como uma justiça corrupta se esforça por defender ladrões de justas críticas e reclamações. A pestilenta jornaleiragem também não faz qualquer referência. Ladrões é o termo adequado à corja que diz que os esforços são para repartir por todos, mas que se conserva imune a esse esforço e protege todos os que estão a roubar o Estado com os seus privilégios e ganhos desmesurados, grupo que inclui gestores, juízes, magistrados e tantos outros chupistas e parasitas.

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[Início da transcrição integral – conservam-se os erros]

Boa tarde,

Pedimos que tenham em atenção este comunicado de imprensa, pelo enorme ataque à liberdade de expressão que constitui. O tribunal colocou-se do lado de um empresa que pretende que mais de 350 comentários, muitos deles denunciado situações fraudulentas, sejam apagados.
Apelamos ainda que este seja divulgado pelos meios que considerarem adequados.


Empresa ataca liberdade de expressão em Blogue dos Precários Inflexíveis

22 de Maio de 2012

  O movimento Precários Inflexíveis foi alvo de uma Providência Cautelar pela empresa Ambição International Marketing. Esta empresa, dizendo-se injuriada por vários comentários (escritos por centenas de pessoas) num post de denúncia, avançou com um processo em tribunal para forçar o movimento a apagar todos os comentários do blogue. Independentemente de serem ou não contra esta empresa, independentemente do que está escrito, a empresa quer que sejam apagados cada um dos mais de 350 comentários. Infelizmente o Tribunal colocou-se do lado da empresa de uma forma mais do que inesperada: na sentença proferida, condena o PI a retirar, não todos, mas muitos dos comentários escritos pelos cidadãos que por vezes nem sequer referem a empresa . Como sempre dissemos, nunca faremos qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões, por isso, discordamos frontalmente da justiça executada.

Apresentamos alguns factos:
  - A empresa em causa, Ambição Internacional Marketing exige que se retirem os comentários sobre um texto que é sobre outra empresa a Axes Market, e não sobre qualquer texto em que fosse citada.
  - A Ambição International Marketing, que avançou com o processo, nunca pediu direito de resposta ao PI, nunca dirigiu qualquer carta ou contacto ao movimento.
  - Nenhuma das empresas (ou talvez a mesma com nome diferente) avançou com qualquer processo ou queixa contra quem escreveu os comentários. Portanto, o que preocupa a administração da empresa é a liberdade de expressão na internet. O mesmo preocupa o Tribunal.
O movimento Precários Inflexíveis defende e defenderá sempre, a liberdade de expressão e a igualdade na exposição de textos e ideias, críticas, ou outras, na internet, salvo excepções sobre textos violentos sob qualquer ponto de vista, físico ou social. A internet deve continuar a ser um espaço de liberdade e igualdade.

  O PI vai reagir judicialmente, porque não aceita que o Tribunal e a Justiça possam ser os instrumentos para afirmar que as empresas podem exigir que os comentários negativos sejam apagados ou os seus textos e marcas valem mais do que as opiniões e denúncias dos cidadãos. Particularmente quando centenas de pessoas denunciam actividades suspeitas de empresas como esta. A liberdade é a base da democracia, porque, antes de mais, significa igualdade. Lutaremos por elas até ao fim.

  Pedimos a divulgação ampla desta luta que diz respeito a todos e a todas – é a de quem defende que a liberdade e o espaço público, virtual ou não, não pode ser contra a democracia.


Alguns dos comentários que o Tribunal sentenciou como sendo para suspender ou ocultar:

“Eu fui lá ontem,e achei que a empresa era séria,agora chama-se International Marketing Lda e encontra-se na Rua dos Fanqueiros Nº277 2ºesq,chamaram-me para ir lá hoje passar o dia e não sei o que fazer,sei que disseram-me o mesmo que vós disseram,mas não parece que estejam a enganar.mas hoje vou tirar isso a limpo com a Ana Santos”

“ola boa tarde
na sexta feira ligou me uma senhora a dizer que fui seleccinada e deu os parabens
tinha que ir la hoje as 18h falar com o director
a empresa encontra-se rua dos fanqueiros nº277 2ºesq e falar com uma senhora chamada ana santos com o contacto 910903870
a vaga era para gestora de marketing. a empresa e a mesma internacional marketing lda... mas qdo fui ver o site deparei com os vossos testemunhos. era para ir la hoje mas ja nao vou.... muito obrigada”

“Boa tarde,
Fui a primeira entrevista ontem na rua dos fanqueiros e confirmo tudo o que está aqui, uma espanhola a falar a mil, fui "selecionado" para passar um dia com eles na segunda-feira, podem me explicar em que consiste o trabalho??”

“É para vendas porta-a-porta ou "peditórios", conforme a campanha com que estejam actualmente. É 100% à comissão, logo não tens direito a nenhum subsídio, ou seja, pagas a tua alimentação, roupa (que tem que ser formal!) e deslocações para o "escritório", e daí para o local para onde te enviem. Espera-se que trabalhes 12h/dia, de segunda a sábado.
Ah, e quando te vais embora não te pagam sequer as comissões das vendas que fizeste, que foi o que me aconteceu a mim.”

"Olá a todos. Obrigada pelos vosso comentários. Recebi um mail de resposta à candidatura para o INTERNATIONAL MARKETING LDA, mas achei estranho a forma como estava redigido, centrando-se muito na "sorte" que se teve ao ser-se um dos escolhidos entre muitos. Também achei estranho o facto de termos de ser nós a telefonar-lhes e não oposto. Fui procurar na net informação sobre a empresa e não encontrei nada, deparei-me apenas com os vossos testemunhos.
Isto assusta-me muito. na realidade já existem empregos em que o patrão se aproveita do trabalhador perante a garantia do seu desespero em manter-se empregado. Questiono-me se não nos fizermos respeitar onde é que as injustiças laborais vão parar. O esquema dessa empresa parece-me um futuro negro que se pode multiplicar e tornar a realidade. Obrigada a todos."

“Só queria dizer, que fui a essa BF Group, e também passei o dia das 10h as 19h, com eles porta-a-porta, e rejeitei o que eles me pediam. Tou desempregado, mas hj vi um anuncio de emprego para essa international markting portugal, e obrigado pelos vossos testemunhos, mas assim ja n vou la fazer nada.....”

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www.precariosinflexiveis.org
Linha Precários Inflexíveis: 925335549

www.leicontraaprecariedade.net
www.antesdadividatemosdireitos.org

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FERVE
Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com

INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS:
Lei Contra Precariedade
www.leicontraaprecariedade.net

1 MAIO - O PRECARIADO SAI À RUA!

MayDay Porto
www.maydayporto.blogspot.com

MayDay Lisboa
www.maydaylisboa.net


[Fina de transcrição]
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Querem fazer-nos aceitar a desgraça e a miséria que nos impõem enquanto eles mesmos – os verdadeiros autores da crise nacional – se arrogam o direito de nada sofrerem. Sem que eles e os incapazes e arrogantes fidalgos da justiça podre dêem o exemplo não devemos segui-lo nós. Pode ser-se mais justo e claro?

Até antes da campanha eleitoral, os ladrões do presente governo diziam abertamente o que queriam fazer. Desde o início da campanha não param de mentir em todos os azimutes. Aproveitam-se da desculpa da crise para porem em prática o que antes anunciaram. É mais que evidente que uma das razões por que nos mentem e dizem que tudo em breve irá bem é por terem medo duma revolta e de serem corridos e mandados à mãe. As instruções dadas recentemente a uma polícia inapta por falta de treino e de ensino adequados, para espancar os participantes, é uma prova real. Há já cerca de três meses que verdadeiros economistas de renome mundial, não a soldo do neoliberalismo nos afirmavam que «com a política deste governo Portugal está morto.» Literalmente. Não obstante, os malvados continuam a negar as consequências das suas acções. O ministro da economia apenas provou que as teorias que publicou nas suas obras eram todas inaplicáveis: errou em todas as direcções.

Em países até menos afectados pela crise que Portugal, os governos inteiros e os políticos deram o exemplo em colaborarem, reduzindo os seus ganhos entre 20% e 30%. Na semana passada, a França juntou-se ao grupo dos -30%. Em Portugal os F. da P. roubam-nos, escarnecem-nos e gozam-nos com 5%.

Nestas condições, esta canalha infecta e ordinária não têm o direito de reduzir os ganhos a quem quer que seja. Nem tampouco merece um mínimo de consideração. Salteadores.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

18.5.12

Manifesto para uma rápida expulsão da Alemanha de Leste da Zona Euro



Com o aproximar do desemprego do 1 000 000 de portugueses, a importância das mulheres a dias ganhou uma relevante importância.

Para quem, como eu, vai bater uma sorna nos centros de falência da força laboral, a frase mais ouvida, daquelas bocas de saltos altos da Indecência Social é, “temos aqui uma vaga de doméstica, para servir um general na reserva, com algumas fantasias sobre criadas”...

É evidente que a Sónia Sofia, que ainda há pouco gastava fortunas no traje académico e foi à queima das fitas de Direito, no Audi do pai, não está para o número de ver se o Sr. General Mathyas do Amaral tem um pico na gaita, e claro que prefere continuar a curtir as mágoas pela noite fora, no Bairro, ao som da mediocridade do Sassetti, ou ex Sassetti, como prefiram. O importante, todavia, não é esta permanente recusa dos licenciados se converterem em mulheres a dias, mas o movimento inverso das mulheres a dias ascenderem a cargos políticos de enorme relevância, como a da Chancelaria Alemã, que já foi ocupada por beneméritos da Humanidade, tão ilustres, como, por exemplo, o austríaco Adolph Hitler.

Angela Merkel é um carcinoma do tecido político europeu contemporâneo, como Mussolini, nos seus belos tempos; Cavaco, quando transformava Portugal numa potência de trânsito de tráficos, ou o benemérito Sarkozy, um cocainómano, cujos tique só passavam despercebidos a mulheres de bigode da Nazaré, e ajoelhadinhos da Santa Saloia, da Fossa dos Milagres, da Cova da Iria.

A Grécia, a quem devemos tudo, desde o congelamentos dos familiares, em arcas frigoríficas, para que o Estado continuasse a pagar as pensões – uma espécie de imaginário Rei Ghob de lá – ou financiar estradas ao custo de auto estradas – um pouco como os estádios do Euro 2004, da “joint venture” pedófilo Carlos Cruz/escroque José Sócrates, até coisas menores, como a Democracia, a Moeda, a Filosofia, Fídias e Homero, prepara-se agora para apresentar à Mulher a Dias de Leste uma solução islandesa, que se resume num “não pagamos”, que vai gerar uma situação historicamente interessante, que é ver como um pequeno estado, que estava no âmago do imaginário da Cultura Europeia, e já decadente, vai agora, mercê da globalização, voltar a estar no centro de todos os pesadelos mundiais.

A Alemanha teve azar, porque isto vai acontecer numa altura em que os patrões estavam fora de casa, e a gestão do lar estava a ser assegurada por uma filha de pastor alemão – padre, não cão, entenda-se – e de uma judia, para não variar. A combinação, como seria de esperar, saiu maravilhosa, uma espécie de flacidez facial, à Ferreira do Amaral, com um pouco da nádega do João Soares, depois do acidente em que os marfins e os diamantes fizeram cair o helicóptero, muito antes de ele ter ido oferecer ao Jonas Savimbi o Nokia, cujo localizador GPS finalmente permitiu ao assassino José Eduardo dos Santos fazer a “limpeza”. Suponho que, por debaixo do soutien e das “coulottes” a miséria ainda seja muito pior, tal como as desgraçadas que trabalhavam 18 horas por dia, no estertor fim da República de Weimar, quando a Rosa Luxemburgo dedicava a cuequinha menstruada ao Yiddish Vladimir Ylitch Lenine.

No início do séc. XXI, a Alemanha está refém de uma lavadora de escadas e de um entrevado, com fácies nazi, e que já aparecia no “Mulholland Drive”, do David Lynch: um anão, subproduto de Bilderberg, refém da deficiência que guarda um ódio e um ressentimento freudojungiano sobre todos os que ainda mexem as pernas, e que decide que os melhores lugares serão para os menos aptos. Acontece que esses dois filhos da puta, que deviam ser fuzilados, estão, a todo o custo, tentar provocar o colapso da Europa civilizada.


Uma criatura como esta, obviamente, tem na mão todos os políticos, aliás, os fantoches políticos, que chafurdam na lama das suas biografias sórdidas e maculadas: bastava que o Sr. Shäuble desse ordens ao viciado na "branca", Sarkozy, para ele imeditamente vir lamber os grande lábios da badalhoca Merkel, “olhe, venha, senão contamos tudo, inclusive, o seu estado de dependência, e de onde vieram os seus dinheiros Kadafi…”, “sim, sim, eu vou já!...”; “Sr. Berlusconi, olhe que nós sabemos que as suas meninas de 15 anos, afinal, têm 14...”; “Sr. Sócrates, olhe que os seus venezuelanos lhe roubaram da gaveta os códigos do “off-shores” de Gibraltar, depois de lhe terem arrombado o esfíncter das traseiras…”, e só Putin lhe consegue fazer frente, aliás, no próximo eixo do crime Eslavo-Tedesco, com Breivik como Ministro dos Negócios Estrangeiros, a dominar uma nova estranha Europa desfigurada, muito para além das queimaduras de Hiroshima.

Eu sou do Sul.
Gosto do Sol, e nutro pelo trabalho das formigas o mais profundo desprezo.
Sempre que vejo uma alemã, lembro-me de uma ariana pronta para me enfiar numa câmara de gás, ao menor incumprimento, e eu adoro cumprir apenas o que me apetece, e nunca cumprir ordens nem de russos, nem de chineses, nem de alemães, nem de angolanos, nem de nenhuns povos que não saibam o valor do meu mar oceano, que é fundamentalmente mediterrânico, azul, e não cor de lama, como as fossas de Hamburgo. Tenho, pois, uma proposta para a saída da crise.

Como muito bem dizia Adriano Moreira, enquanto a Europa idiotizada impedia a Alemanha de se rearmar, a folga do não rearmamento ia criando um exército sombra, que era o investimento brutal nos produtos de qualidade, em que o Mundo se viciava: essa é uma das maiores glórias dos Alemães, que obnubila toda a vilania dos criminosos que os governam.

Quando se perdoavam à Alemanha pós nazi todas as dívidas de Guerra, de ter destruído um continente europeu, por causa de muitos shäubles de suástica, os Estados estavam a ser generosos, na ilusão de que passado era Passado. Não era: neste momento, todos os traumatismos dessa corja, a infância difícil da Merkel, nos subúrbios de cidades pardas e miseráveis, de uma Albânia de língua boa para falar com os cavalos, os carrinhos de feira, que envergonhavam os produtores de Mercedes, e as auto-estradas do Reich, dos anos 30, estão agora a ser utilizados para traumatizar a população europeia.

Eu não quero viver no sistema de saúde que dava injecções nas velhinhas, a partir de certa idade, nem quero ver impossibilitados de se reformarem, a calcetarem ruas, aos 80 anos.

Nós queremos saber quanto custou aos nossos bolsos a reunificação alemã.

Queremos saber quanto é que os contribuintes europeus estão a pagar para continuar a tirar das trevas essas pocilgas campónias, rebatizadas “Mecklemburg-Vorpommem”, “Brandenburg”, “Sachsen-Anhalt”, “Sachsen” e “Thüringen”.

Eu não quero pagar, nem continuar a pagar os 2 000 000 000 000 € que custou essa fantasia alemã da reunificação.

Quero que esses badadochas sejam imediatamente expulsos do Euro, e que seja devolvida ao cidadão europeu a liberdade que lhe foi retirada pelos ex comunistas, que querem agora governar um continente que sempre os desprezou, e que fez uma guerra sangrenta, para deles se libertar.

Para sempre.

 Imagem do Kaos

                                             (A “Coisa” já começou, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)


17.5.12

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

A realidade é que as leis feitas por bandos de ladrões permitem que as empresas expulsem os pais e dêem emprego aos filhos por ordenados muito inferiores, causando a miséria nas famílias. É o que se está realmente a passar. Sim, o desemprego jovem existe, mas é inferior ao que poderia acontecer, caso esta táctica não se tivesse tornado possível com a bênção do antro de pulhas que é a coelheira governamental. As provas abundam, mas a escolha de um dos maiores vigaristas conhecidos para ministro, o Corta Relvas, e um governo encabeçado por outro vigarista, condenado pelo Tribunal Criminal de Évora, são mais que eloquentes.

Outra faceta que conta, mas que em que não nos falam para nos desviarem a atenção para factos secundários, é que se o desemprego de jovens sem ou com poucas responsabilidades é mau, o dos adultos com famílias para sustentar é de longe muito mais grave. Escondem, mas qualquer pessoa sabe que se os pais estiverem desempregados os filhos sofrem; se forem os jovens a não terem emprego, mais ninguém sofre e ainda assim, se os pais mantiverem o seu emprego ainda lhes podem dar algumas migalhas que não terão no caso contrário. Até porque, em princípio, um empregado experiente é mais bem pago que um inexperiente.

Uma outra faceta é a inabalável manutenção dos sugadores do dinheiro público que são as instituições e fundações, verdadeiros albergues para parasitas improdutivos dos partidos que vivem exclusivamente à nossa custa.

Outra faceta ainda é o governo de bandidos estar desde o seu início a criar creches de emprego para os seus filhos, parentes, políticos, e amigos. Centenas de novos lugares/empregos foram literalmente inventados exclusivamente com esta finalidade. O costume não é novo, dirão, mas a promessa de mudança desse costume é. Salvo raríssimas excepções, estes novos lugares de «especialistas, assessores, assessores de especialistas, colaboradores de especialstas, adjuntos, assistentes técnicos, assessores técnicos e nomenclaturas semelhantes têm sido açambarcados pelos filhos da canalha parasita com idades inferiores a 30 anos. Acontece a nível nacional, em todos os ministérios. São estes os verdadeiros parasitas do governo e não o número de deputados calões que deveriam trabalhar com um número mínimo de assistentes de todo e qualquer tipo.

O bando da coelheira governamental e o Coveiro Nacional que destruiu os meios de produção do país, têm perdido imenso tempo em discursos e alusões vigaristas e da mais malcheirosa banha da cobra do tipo «O esforço de recuperação e os sacrifícios são a dividir igualmente por todos». Só os cegos mentais ainda não viram como estas afirmações estão a ser cumpridas. Os parolos emprenham pelos ouvidos e acreditam em tudo, até quando os estão a matar, que é o que se passa literalmente com o sistema de saúde. São domáveis e mansos e a corja está bem consciente dessa característica destes animais inferiores.

Em todos os países europeus que foram tomadas medidas contra a crise, políticos, governantes e funcionários reduziram os seus ganhos de acordo com escalões que começam em cerca 30%. Até a França, não tão fortemente atingida pela crise, baixa os ordenados dos seus ministros em 30%. A redução em Portugal foi de 5% e igual para todos – ridículo e autêntico gozo do Zé Povinho –, o que gerou uma ainda maior desigualdade. O que se passa não é só mais um roubo, mas uma afronta a uma população parola que se deixa gozar parvamente, sobretudo depois de termos ouvido tantas e contínuas alusões dos corruptos, como citado no parágrafo precedente.

Outra afronta recente à população reside na desigualdade de atribuição das ajudas de custo atribuídas aos funcionários e aos políticos em casos idênticos de deslocação.

Há quase uma década que alguns canalhas da corja que agora ocupa o governo preconizam a tomada das decisões agora em curso e que geram a desigualdade. Não é novo, estão a fazer aquilo que anunciaram sem mentir. Apenas mentiram, como sempre, durante as eleições porque sabem que o povo é estúpido e amnésico, iria ignorar as intenções que há tanto proclamavam: aumento da miséria para os mais pobres e maiores ganhos para os mais ricos. O alargamento da já maior fossa entre ricos e pobres da UE. Se os amnésicos se deixaram enganar é costume, e a coelheira governamental está apenas a aplicar a doutrina que tem vindo a anunciar abertamente há já tempo suficiente para ser conhecida.

A população continua a aceitar toda a merda que lhe é dada a comer. Acreditaram que «Portugal não é a Grécia», como se a Grécia fosse um país do Extremo Oriente ou que o que originou a sua catástrofe não tivesse sido a mesma destruição dos meios de produção enquanto outros países os incrementavam, o mesmo desgoverno e a mesma corrupção que originaram a portuguesa. No entanto, os gregos já começaram a tomar algumas medidas que os portugueses domados por uma desinformação jornaleira que lhes mente e esconde o conhecimento continuam incapazes de seguir. Os mansos morrerão enquanto os predadores dos partidos lhes chupam os ossos impunemente com belas palavras de que «os sacrifícios são para todos». Mais do que merecem a sua sorte, ficarem sem casa, sem comer, sem tratamento, atirados para o covil dos lorpas como o lixo que na verdade são.

As mentiras constantes sobre as acções do governo benéficas para a economia verificar-se-ão a seu tempo, tal como anunciado neste blog. O descalabro, as opiniões dos economistas mundiais e independentes sobre o caminho de Portugal, o aumento do miséria, a impossibilidade de reduzir o défice deste modo, o desemprego a ultrapassar os 20% pelo final do ano, etc., tudo isso acontecerá impreterivelmente apenas porque é onde leva este caminho.

Uma pequena nota sobre uma assunto que não é objecto do presente, mas que é básico e fundamental, também escondido com verdadeiro afã, sobretudo pelos neoliberais e pela ralé jornaleira desinformadora. A culpa primeira da crise é a dívida monumental dos EUA (ex.: há mais de 20 anos que a China, segundo a Newsweek, é praticamente dona dos EUA) e o ataque ao sistema social europeu e ao euro, que tanto incomoda os norte-americanos, aproveitando e agarrando-se aos maus resultados que alguns países obtiveram graças à corrupção, incapacidade e má administração de alguns governos.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

12.5.12

A Factura das barragens

Post "picado" do Do Portugal Profundo.


Excelente serviço público do jornalista Carlos Enes, e de outros patriotas, na reportagem «Faturas de betão», na TVI,  ontem, 7-5-2012, que pode ser vista em toda a sua extensão no seguinte link:http://www.tvi.iol.pt/videos/13623427.

Um patriota que colabora com este blogue forneceu informação que explica o esquema lucrativo  das novas barragens socratinas, realizadas através de parcerias público-privadas, que implicam um verdadeiro imposto insuportável para os consumidores de eletricidade portugueses. Um negócio que não é apenas com a EDP, mas também com as espanholas Ibredrola e Endesa.

O projecto socratino das novas barragens avançou devido à conveniência financeira do Governo (que obteve, à cabeça, uma receita que aplicou nas parcerias público-privadas dos transportes e no financiamento do défice do assistencialismo) e às receitas esperadas pelo concessionário:
  1. A maior receita nas novas barragens será obtida pela bombagem através das eólicas.
  2. Outras receitas menores serão obtidas quer seja mediante da energia hídrica (30 dias por ano) e das garantias de potência.
  3. A lei da água foi alterada de modo a que o concessionário da Barragem possa concessionar a água a terceiros bem como a possibilidade de comercializar o uso (usufruto) das margens.

Esta conclusão pode foi retirada do documento sobre as parcerias público-privadas elaborado pelo Ministério das Finanças (p. 16).
«5.2. Energia - Recursos Hidroeléctricos

A Lei da Água (Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro) determinou a reformulação do regime de utilização de recursos hídricos criando, por um lado, um novo quadro de relacionamento entre o Estado e os utilizadores dos recursos hídricos, baseado no reconhecimento da garantia dos direitos do uso privativo de um bem público e, por outro, a introdução da figura da concessão para a utilização de recursos hídricos por particulares.
Considerando os objectivos definidos para o aproveitamento da energia hídrica face à actual potência hidroeléctrica instalada, foi lançado o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), aprovado em 07.09.2007, e cuja implementação em 2008 passou pela outorga dos seguintes contratos de concessão DAS NOVAS BARRAGENS:
A construção, exploração e manutenção das infra-estruturas nas novas barragens são asseguradas por investimento privado, mediante o pagamento ao Estado concedente dos direitos de uso da água.»
Leia-se o seguinte texto que explica o processo (ver o próprio sítio da EDP):


O custo, principalmente financeiro, será pago ao longo de décadas... pelos consumidores de electricidade que vêm a sua fatura exponencialmente inflacionada. Além de que as concessionárias das novas barragens receberam o bónus de poderem explorar ou ceder a exploração do fornecimento da água dessas albufeiras.

O défice energético crescente é um problema grave. Sobre isso, ver o video «There's no tomorrow», comentado pelo António Maria.

Os socialistas devem gritar que a culpa da ruína do País é do caso BPN (aliás, nacionalizado pelos Governo Sócrates que não quis ceder os 600 milhões de euros do Plano Cadilhe e acabou por originar um custo de 8,3 mil milhões...): a corrupção de Estado e as parcerias público-privadas socratinas nada têm a ver com falência do País!...


* Imagem editada daqui.

3.5.12

Expropriação da igreja ou extorsão do dinheiro público?



Ainda bem que o estado tem por hábito favorecer a igreja com dinheiro do povo e com PRIVILÉGIOS FISCAIS e outros que tais.. Porque assim, pode o estado garantir que um dia quando precisar, a igreja também irá retribuir, facilitando a vida ao estado!!!
Mas não...  vejamos este escândalo, que mais parece a igreja a extorquir dinheiro ao estado, do que uma expropriação do estado á igreja.
Pagou-se 1,2 milhões de euros á igreja, por um terreno do tamanho de uma piscina!!!!...  

E o mais engraçado é que o estado paga, será que quem assinou este pagamento era temente a Deus? É que realmente somos levados a crer que pagar tão elevada quantia por tão curto terreno, só mesmo por razões que a própria razão desconhece. 
Extractos da noticia:  "A Estradas de Portugal - EP, SA pagou ao Patriarcado de Lisboa uma indemnização de mais de um milhão de euros (€1 116 600) pela expropriação de uma faixa de terreno na Buraca, com mil e duzentos metros quadrados. Um valor que excede em muito o preço do metro quadrado na Avenida da Liberdade (3 mil euros) ou mesmo nos parisienses Champs Elysées (sete mil euros). (...)  EP pagou mais de 800 mil euros pela desvalorização do terreno da Igreja, Além disso, a EP pagou ainda uma indemnização de €80 mil para transformar um antigo caminho pedonal no acesso de veículos pesados à Casa do Bom Pastor. Mas não basta: a EP comprometeu-se ainda a pagarmensalmente € 10 mil como "indemnização pela não utilização da Casa.
Ora, acontece que todos estes valores foram obtidos com base numa avaliação que terá sido feita pela própria Igreja, não se sabe por que técnicos, nem com que critérios ou objectivos. Essa "avaliação", é citada no considerando C do acordo com a EP a que o i teve acesso e atribui à propriedade o valor de (6 milhões de euros). Assim se compreendem os valores pagos pela EP." 
Fonte

Discurso 1 de Maio SAR. D. Rosário XXII duque de Bragança

1 Maio 2012 

Portuguesas e Portugueses, na minha qualidade de chefe da Casa Real Portuguesa, venho mais uma vez, dirigir-me a vós, nesta data que simboliza os direitos adquiridos dos trabalhadores, ao longo da sua secular luta, contra o capitalismo selvagem e a escravidão. 

Hoje mais do que nunca, pairam sobre os trabalhadores, todo o tipo de ameaças à sua estabilidade laboral, cujas repercussões se estendem muito para além do local de trabalho. Um trabalhador insatisfeito e mal pago, não pode ser um bom chefe de família nem uma pessoa feliz. 

“ Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!” 

É pois consciente do ataque que os trabalhadores estão a ser alvo que a Casa Real Portuguesa, vem propor, neste dia, algumas medidas urgentes e necessárias, para resgatar o poder de compra dos trabalhadores, consequentemente das famílias e dessa forma contribuir para a recuperação da economia. 

1- Criação de um imposto a favor do trabalhador. O estado deve eliminar o IRC e transformar este imposto numa colecta a favor do trabalhador. Esta ideia simples fará com que os trabalhadores, se sintam motivados, pois quanto mais lucro geraram na sua empresa, mas recebem no final do ano deste imposto. O estado não perde nada, porque os trabalhadores ao terem mais dinheiro consomem mais, o que o estado perde em IRC ganha em IVA. Mais, se o estado der capacidade de fiscalização das empresas aos trabalhadores, diminuirão brutalmente as fugas ao fisco, pois o trabalhador terá todo o interesse em manter a gerência da empresa debaixo de olho, de forma a haver lealdade na altura de apuramento deste imposto a favor do trabalhador. 
Os trabalhadores não precisam de trabalhar mais horas desmotivados, precisam é de trabalhar mais motivados e com alegria no que fazem e na sua vida, pois só dessa forma darão mais de si, fazendo mais e melhor em menos horas de trabalho diário. E com o incentivo do imposto a favor do trabalhador, sabem que no final do ano, as horas e a motivação que se traduza em mais lucros para a sua empresa reverterão também a seu favor. 
2-O estado deve legislar urgentemente no sentido de proibir despejos de famílias de suas casas, por incumprimentos de pagamentos ao sector bancário resultante da crise. Os trabalhadores estão a ser roubados nos seus subsídios de férias e natal, dinheiro de impostos, etc. para tapar os erros e burlas do sector bancário. Se um trabalhador deixa de poder contar com este dinheiro e por esse motivo entra em incumprimento não pode estar a ser despejado, uma vez que tal se trata da sórdida consumação do roubo da forma mais vil e brutal. 
3-Mais o estado deve transformar o roubo forçado que está a ser feito aos trabalhadores em crédito bancário e títulos do tesouro. Quero com isto dizer que se por exemplo um militar, uma professora ou outro trabalhador do estado a quem estão a fazer cortes do ordenado para dar ao sector bancário, os valores desses cortes devem obrigatoriamente transformar-se em créditos para esse trabalhador. Se o trabalhador em causa tiver dividas ao banco as mesmas serão amortizadas na proporção do valor que está a ser roubado ao trabalhador e no caso de se concretizar a amortização total, ou do trabalhador não ter qualquer divida deverão ser emitidas acções do banco ou títulos do tesouro a um preço especial e com uma taxa de juro decente e os mesmos oferecidas como forma de compensação pelo roubo forçado às vitimas isto é aos trabalhadores. 


4-Dada a importância do sector do ensino na construção uma sociedade, uma palavra especial aos professores que se traduz num apelo urgente ao governo para que pare de perseguir os professores com absurdos, pois são das classes mais bem formadas e preparadas e mais mal pagas e não se justifica tanta avaliação uma vez que a sua formação permanente e académica já e mais do que garante das suas qualificações. 

Estas ideias absurdas do ministro tem um objectivo claro que é meter mais boys na estrutura do estado, via ensino, através do controlo de admissões ao emprego de professor e por essa via subjugar toda uma classe profissional aos interesses político partidários. 

Um escândalo! 

O Governo que se imponha a si próprio e a toda a classe politica, das juntas de freguesia, à chefia de estado os mesmos critérios de exigência que está a querer impor aos professores e a outras classes profissionais e os mesmos baixos vencimentos e regalias, de forma a provocar a debandada de todos os oportunistas incompetentes que vivem e se servem da politica, pois só dessa forma se verá quem está ao serviço de Portugal e dos portugueses! 

Certamente não sobrará nenhum dos políticos actuais! 

Neste dia que é um dia de luta apelo aos portugueses que se unam e apoiem a Casa Real Portuguesa, pois eu vos garanto um outro rumo para Portugal, um rumo que vos libertará das garras dos agiotas nacionais, internacionais e dos políticos vendilhões da pátria. 

Saberei tomar as medidas de salvaguarda dos interesses dos portugueses. 

Defenderei o povo contra o capitalismo selvagem e oportunista. 

Defenderei o povo contra a rapina politica. 

Incentivarei as medidas de recuperação da agricultura, das pescas e da indústria, único caminho da salvaguarda do emprego e da recuperação económica. 

Defenderei a nacionalização dos sectores vitais do estado que devem estar no domínio público e não nas mãos de privados, destacando os sectores da energia, comunicações as águas e alguma banca. Pois só dessa forma se poderão baixar os preços e manter os lucros na estrutura estatal, isto é a favor do povo de forma a incentivar o crescimento económico e manter a boa qualidade dos serviços públicos. 

Portugal foi uma grande nação enquanto foi uma monarquia, em 100 anos a república, particularmente esta 3ª república destruiu Portugal, perdemos em condições dramáticas o território Ultramarino, perdemos soberania, com a adesão a União Europeia, perdemos soberania e capacidade decisória em matérias económico financeiras com o Euro, o país está em risco de desaparecer e de ser ocupado insultuosamente pela Alemanha, sendo verdade que já o é pela TROIKA, que na realidade governa Portugal, sendo os políticos simples fantoches nas mãos dos especuladores. 

Deixo para terminar a seguinte pergunta aos portugueses: 

Querem continuar a ser roubados pelos políticos e pela TROIKA consentindo este roubo que vos humilha e envergonha os vossos avós? 

Ou querem dar um murro na mesa, dizer basta e resgatar os ideais da pátria e fazer de Portugal a nação que servirá de exemplo ao mundo, orgulhando os vossos antepassados e garantindo o futuro dos vossos filhos? 
A escolha é vossa e eu aqui estarei para vos servir e fazer da vossa a minha voz! 
Se o vosso coração for verdadeiramente português, eu serei Portugal! 

Viva Portugal 

Vivam os Portugueses!

2.5.12

Um BPN chamado Boliqueime





Imagem do Kaos

Depois de 500 longos anos de doença crónica, Portugal está em fase terminal. Nada de espantoso, até aqui, não houvesse 10 000 000 de habitantes que tivessem estado a descontar para a História, ao longo de todo este tempo, e se vissem agora na iminência de morrer como cães.


Fomos exemplares na nossa postura, já que nunca nos indignamos, e estamos sempre preparados para transformar tudo em piedosas procissões, como no Pingo Doce, ou na miserável Fátima, de Miguel Portas.

Podemos dizer que também fomos jeitosos, no nosso experimentalismo político, já que andámos pela Monarquia, que se provou ser uma forma decadente da República; experimentámos a República que era uma forma decadente da Monarquia; passámos pela Ditadura, que era uma forma decadente da Democracia, e acabámos a vegetar numa Democracia, que é uma forma decadente de Ditadura.

Até aqui, ainda tudo bem, porque a Polónia conheceu destinos piores, os Curdos e Palestinianos ainda estão à espera, e de Israel é melhor nem falar.

Focando-nos na agonia, o meu problema não é o fim do fim, mas as enfermeiras, os auxiliares e os médicos que temos em redor.

Se me perguntarem quando é que a coisa começou, talvez, algures, quando D. Manuel começou a gastar muito mais do que o que tinha, e, depois de andar pelo Mundo a viver do que o que o Mundo tinha, expulsou os Judeus, para começar a viver com o que tinham os da própria casa. Este sinal, como é sabido nos bairros problemáticos do País, como o do Cerco, o da Bela Vista, o da Quinta da Marinha e da Beloura, que é o começar a roubar no próprio quarteirão, é sempre sinal de que a coisa está em riscos de implodir, depois de ter andado a explodir.

As formas do fim, ou os fenómenos do fenómeno, como diria o Petitot, podem ser polimorfas ou metastáticas, ou “ambas as duas”, à Portuguesa, e as nossas, são de facto, “ambas as duas”.
A minha memória política é curta, tão curta quanto intensa a minha memória ética, e, já que falámos de Ética, o último ministro que se demitiu, já em pleno pântano, foi o Jorge Coelho, depois de cair uma ponte com uma camioneta cheia de almas simples, que iam ver florir as cerejeiras. Acabaram por não ver, e muitos – paz às suas almas – por não voltarem a ser vistos, enquanto o Coelho, dizem as más línguas, encontrou um excelente pretexto para ir dirigir a teia de crime que a Mota-Engil oculta. A partir de aí, se bem se lembram, ética, não politicamente, todos passaram a ficar hirtos e firmes, sem mexer um músculo, na expectativa de que passasse a memória da baixaria em que chavascavam. Houve um Portas que não se foi embora, nem depois de um Reitor xexé, de uma “Universidade” indecente, ter dito que aquilo não era um lugar de aulas, mas de “coisas horríveis, que metiam mulheres, tráfico de droga e armas”.

Na altura, devem ter pensado que era o nome completa da cadeira de Inglês Técnico de lá, e deslocaram o “staff” todo para os antros seguintes, sei lá, a “Independente”, onde os sicários de Isabel dos Santos vinham buscar o diploma, para passarem diretamente de gorilas de dorso prateado, para “senhores engenheiros” e “doutores”. No embalo, passou um Sapatilhas, que era Secretário de Estado do péssimo ambiente em que vivíamos, e sacou um diploma, cuja validade era tão nula como a de muita gente que perceveja a nossa realidade política, como o Henrique Neto, que é “doutor” em causa própria, o Vasco Franco e o Vara, que aspiram, o primeiro, a mestrados da “Lusófona”, a fraude que se seguiu, e o célebre Miguel Relvas, que parece que chegou a um primeiro ano de Direito, e a partir de aí intuiu os restantes que lhe faltavam para Doutor. É, portanto, o Primeiro Ministro sombra, nesta fase de agonia, e é normal que o seja, porque já se percebeu que não é um diploma, que, em qualquer estado do Espaço Europeu, só pela suspeita de falsificação, faria o passarinho ter de sair do poleiro, aqui provoca reação. O Primeiro não se demitiu, e fecharam a “Independente”. Com o Tribunal Constitucional, os Aventalados e os do Cilíco estão agora a intentar a mesma coisa. Por cá, nada disso interessa, entretidos que estamos com o lugar a que Pinto da Costa chegou, com um número mínimo de investimento nos árbitros. Portanto, lá seguimos em frente e a coisa até melhorou, até se estar agora a afundar na Bancarrota.

Sócrates, apesar de ser um canalha, tinha apenas uma ligeira quota parte da culpa, já que, como aquele dissidente chinês, ceguinho dos olhos e da ideologia, a família Sócrates tinha procriado, como coelhos, contrariamente ao padrão oficial chinês, que defende a máxima “um tio, um off-shore”, e havia tantos parentalhos quantos dinheiros ocultos, mas, como se diz na Bíblia, não podemos culpar o sobrinho por serem todos os tios tão maus, nem os primos de pior teor, mãe incluída, já que, como adoradora de Jeová, apenas conhecia as pragas e preceitos do Livro Velho, desconhecendo todas as benesses do Ingénuo dos Quatro Evangelhos.

Por outro lado, e agora vai o texto adensar-se, um tal de Senhor Aníbal, que representa uma espécie de sopa da pedra, feita com todos os restos dos defeitos de regime atrás expostos, mais umas sobras do vomitado da ementa mediterrânica algarvia, um “estrangeiro”, já que não fazia parte do Reyno, mas dos Algarves, lembrou-se de emergir, pelo meio de uma ligeira fresta de liberdade, que estas pessoas, agora em estado final, gozaram, algures, entre meados dos anos 70 e 80, e veio-nos recordar que a nossa vida era um vale de lágrimas, com as paredes cobertas de misérias estéticas de Foz Coa, e as margens do canal recheadas de presépios, com os porquinhos a obrarem directamente na ribeira.

O homem parece que passara diretamente das sementeiras e das snifadelas da última gota, não do piço, mas da mangueira do saloio do pai, para um permanente êxtase, que o levou a York, onde a Universidade, recém formada, dava doutoramentos aos mendigos do Sul – coitadinhos, também precisam… -- e como este era do Sul do Sul, ainda veio com mais tesão, e uma sapiência que era obsoleta como tudo na vida dele, 50 anos de atraso, intelectuais, teóricos e de emoção. Naquele tempo, ter um doutoramento era tão extraordinário como ver o solzinho a dançar, embora, no caso do Aníbal, eu preferisse que ele tivesse ficado a ver o solzinho a dançar, já que, mal se enfiou na Nova, começou a dar faltas em barda, tal como a fêmea fazia, na Católica, onde ensinava João de Deus, aos meninos da samarra.

Como se sabe, Política e Ensino são incompatíveis, embora a Política seja um enorme escola, e a Escola um enorme convite a NUNCA enveredar pela Política, quando a Opus Dei fez um golpe de estado, através do Partido Alien de Ramalho Eanes – um tal de P.R.D., se não me engano, que era um coio de oportunistas, ressaibiados e pedófilos – já o Sr. Aníbal estava a navegar como Primeiro Ministro, com um valente processo disciplinar em cima, do Reitor, Fraústo da Silva, por nunca pôr as mãos suadas nas aulas da Universidade. Felizmente, Deus e a sua profetisa, a Irmã Lúcia, são grandes, e João de Deus Pinheiro, outra nódoa do regime, ocupava a Pasta da Educação, o que fez com que o processo se evaporasse, o que pôs o Senhor Aníbal em estado de permanente agradecimento, elevando a nódoa Pinheira a Ministro dos Negócios Estrangeiros, onde se dizia que “le Ministre Portugais des Affaires Étrangères est étranger à ses affaires”, a Comissário Europeu, e a uma longa série de cargos vegetativos, que se torna difícil enumerar, já que representam uma espécie de Princípio de Peter, em forma de montanha russa.

Aqui, já vocês devem estar a pensar que me perdi, mas não me perdi, e quero que se centrem no lado de gratidão que o Sr. Aníbal demonstra, para com todos os que o servem, ou serviram, tal como o de vingança, já que, mal se apanhou na sua Maioria Absoluta, tratou de desvincular da Carreira de Juízes a Carreira de Professores Universitários, provocando um choque remuneratório nesse nojento Reitor, que se atrevera a mover-lhe um processo disciplinar.

Como ele próprio diria, se duas vezes voltasse a nascer, duas vezes o faria, e fez, já que, como na Política deve imperar a Ética, exceto nos momentos em que a emergência possa levar a invocar Maquiavel, mal se apanhou, na segunda metade de 80, com a sua primavera salazarista nas garras, tratou de se rodear da pior escória que Portugal já conhecera à sua frente, pelo menos, até à primavera socratista.

É evidente que as pessoas envelhecem, e os anos as tornam sérias. Cavaco Silva é uma puta cujos anos nunca conseguiram tornar séria, e, quando, com a maior desfaçatez, nega ter alguma vez ter tido alguma coisa com os canalhas que lhe preencheram os alvéolos dos governos que destruíram o aparelho produtivo, tornaram Portugal num canal de circulação de todos os tráficos, e arruinaram la feericamente a Cultura, está a renegar a cama onde todos se esfregavam, o que revela uma ingratidão vaginal, indigna do mais alto útero da Nação.

Claro que todos nós sabemos que o cidadão Cavaco Silva nada teve a ver com o BPN, que provocou o colapso do Estado Português, mas, em contrapartida, o BPN tinha, e tem, tudo a ver com o cidadão Cavaco Silva, já que se trata de uma anomalia financeira, um “Cisne Negro”, na terminologia de Taleb e Mandelbrot , criado pela gentinha e gentalha a quem ele deu a mão, para ascender na escada descendente dos últimos 30 anos da ética política portuguesa, os tais Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o traidor Mira Amaral e o assassino Duarte Lima, entre tantos outros.

Numa Europa civilizada, um Presidente sobre o qual recaísse uma simples suspeita de jogadas financeiras, saltava fora, como aconteceu com o Alemão. Este… não, e para provar que nada tinha a ver com essa gente, nomeou-os para o Conselho de Estado, e nasceu duas vezes, quando os segurou por lá, até depois do impossível.

Alguém teria de explicar a esse homúnculo, cobarde e retorcido, que é a Ética, e não a Política, que, neste momento, o impede, definitivamente, de continuar a manchar o elevado cargo que ocupa.

A agonia de Portugal é, pois, esta: ao pé do BPN, o “Freeport” não passa de uma brincadeira milionária, destinada a alimentar uma família numerosa. Se me perguntassem se gostava de ver Sócrates, ao lado do vende pátrias, Miguel Relvas, na prisão, é evidente que gostaria disso, como qualquer Português dotado de um mínimo de sensibilidade, mas, para este novo Pedro de Boliqueime, que, cobardemente, nega e renega tudo o que, ao logo do seu miserável percurso, fez e promoveu, num permanente papel de possidónio do Monte das Oliveiras, eu, sinceramente, gostaria de um castigo mais refinado, mais à altura, mais ao nível rasteiro em que a sua existência se construiu: a marquise de cobertura, do topo da base.

Aparentemente, estão-lhe a prepará-lo para 12 de maio.

Assim seja.

(Quarteto do tenha vergonha e vá-se embora, seu manequim dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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