25.4.12

Noite e madrugada, de 24 para 25 de abril de 2012


Dedicado à A. Campas e ao P. Fernandes, para ver se "vão já dentro", e eu não tenho de continuar a descontar, para lhes pagar as reformas douradas...

Dia 24 de abril

23.00 - A TSF passa o tema "A noite é loucura" de Ana Malhoa. É a senha, para toda a zona do Cais Sodré

23.05 - Cais do Sodré. Movida. A palavra de passe é "dá-me mais um shot", e os telemóveis começam a tocar na Rua da Atalaia.

23.10  - P.S.P.- Esquadra das Mercês dá ordem de saída aos agentes, com instruções "sem agenda"

23.15 - Rádio Renascença põe, no ar, o tema "Avé Maria", cantado, em Fátima, por Fafá de Belém

23.20 - Vasco Lourenço, já tocado, é chamado ao telefone do Restaurante da Associação 25 de abril. Após dois minutos de conversa, dirige-se, a cambalear, para o seu telemóvel

23.25 - Vasco Lourenço telefona, em alta voz, para o Luís Montez, e grita, para todos ouvirem, que o negócio da "Herdade do Sardão" fica cancelado, apesar de a Patrícia Cavaco Silva já ter posto todos os pagamentos devidos no "off-shore" do Luxemburgo. Termina com um "a tua mulher é uma puta, e vais ver o que eu vou fazer agora ao teu sogro, meu cabrão!...", bem alto, para ninguém ter dúvidas sobre o que, e quem, estavam a falar

23.30 - A Rádio Renascença volta a passar "Avé Maria", de Fafá de Belém, para o caso de não se ter ouvido, com a batida do Bairro, do Cais Sodré, Docas e Santos

23.35 - Esquadras da Praça do Comércio, Santa Marta e Rato dão ordem de saída aos seus efetivos, "sem agenda", exceto o sinaleiro do cruzamento de S. Mamede, dados os seus jeitos de mãos, e conhecida orientação sexual

23.38 - Aníbal Cavaco Silva, conduzido pelo Chefe da Casa Militar da Presidência, abandona o Palácio de Belém, disfarçado de Teresa Guilherme, e os netos vestidos de Maddie. Dentro de 15 minutos estarão, a salvo, no "bunker" dos Paraquedistas, no Alto de Monsanto

23.40 - Polícia Militar, Corpo de Intervenção e Lanceiros 2 saem da Calçada da Ajuda, e cruzam-se com Maria Cavaco Silva, de bandeira branca na mão, a apresentar uma rendição, na sua qualidade de mulher de centro-esquerda. É o primeiro triunfo dos revoltosos

23.45 - Rádio Renascença volta a passar "Avé Maria", de Fafá de Belém, o que é entendido como sinal de arranque para as guarnições de Coimbra, Aveiro, Gaia e Porto

23.50 - André Wilson da Luz Viola e o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, são detidos no Palácio da Ajuda, ao abrigo de uma lei do Estado Novo, por se encontrarem, ambos, com "aquilo na mão", "a mão naquilo", "aquilo na boca", e "aquilo" em vias de ir para trás

23.55 - Miguel Relvas recebe um telefonema de Miguel Macedo, sobre rumores de movimentações de forças militares e paramiltares

23.56 - Jantar de muamba de Pedro Passos Coelho é interrompido, por telefonema do chefe de gabinete de Miguel Relvas, seguido de telefonema do S.I.S. A Laura recebe imediata ordem de parar de dançar kizomba, e há troca de telefonemas com as embaixadas de Angola e da Venezuela

25 de abril

00.00 - O golpe está em marcha. Grupo de Ocupas e Anonymous dirige-se para Santa Apolónia, onde procede ao desvio do Alfa Pendular, para o Porto, com ligeiro atraso, devido a inspeção surpresa da ASAE à carruagem bar

00.05 - Telemóvel de Otelo toca, na mesa de cabeceira do colchão de água, redondo, e a segunda legítima levanta-se, tapa os saquinhos descaídos, com o lençol, e pergunta, "já vais ter com a outra?..." Otelo põe um ar solene, veste as Springfield às riscas, e profere uma frase histórica: "Vou mas é fazer a folha à Jeová!..."

00.15 - GNRs de serviço da Assembleia da República selam o edifício, e detêm Dª. Adelaide Pinto de Sousa, que estava a bater à porta da Fundação Mário Soares, para tentar convencer os locatários de que o Fim do Mundo estava aí

00.30 - Operacionais do G.O.E. iniciam a tarefa mais difícil do Golpe: tentar deter todos os primos, semiprimos, tios, semitios e ex chefes de gabinete e assessores de joelhos de José Sócrates

00.45 - A Armada junta-se aos revoltosos, e ocupa o Palácio das Necessidades. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, é conduzido a casa, e mantido em prisão domiciliária, dado o luto da família. Um núcleo de operacionais encarrega-se de informar as embaixadas estrangeiras de que a Ordem Constitucional, em Portugal, se encontra, provisoriamente, nas mãos de uma Junta Militar

00.50 - Embaixadas e Consulados Portugueses, em Paris, Frankfurt e Sal recebem ordens de detenção sumária do ex primeiro ministro, José Sócrates, do vice presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, e de Dias Loureiro.

1.00 - EDP, PT, Estradas de Portugal, RTP, Estúdios da SIC e da TVI, bem como as rádios com sede em Lisboa são ocupadas pelas unidades operacionais. Judite de Sousa anuncia que, brevemente, Carlos Cruz irá proceder à leitura de uma comunicação, ao País, redigida pelos novos detentores do Poder.

1.05 - Paulo Macedo é detido, na sua cela da Opus Dei, onde estava a proceder ao habitual martírio noturno, com os cilícios de São Balaguer. Tinha as costas numa chaga

1.10 - Fontes próximas do Gabinete 5003, indicam que o ocupante do Gabinete 5001, da Assembleia da República, Senhora de Mota Amaral e respetivo motorista, João Jorge Lopes Gueidão, "se encontram em parte incerta"

1.20 - A informação é desmentida por brigada de trânsito, no posto de Montemor, que registou a passagem, nas portagens, de um BMW, com matrícula 86-GU-77, onde se supõe que o casal esteja a dirigir-se para a fronteira, após breve paragem na área de serviço, para satisfação de necessidade sexuais, dada a tensão

1.25 - António Mexia, Mira Amaral, Faria de Oliveira, Carlos Tavares, Zeinal Bava, Pinto Balsemão, José Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Pinto Monteiro, João Lobo Antunes, José Carrapatoso, Braga de Macedo, o Catroga e o Borges, entre outros, dão entrada, sob ordem de prisão, no Forte de São Julião da Barra

1.30 - Atos de vandalismo, de populares, verificam-se, contra o Restaurante "Eleven", havendo notícias de atos isolados de saque, na Quinta da Marinha e na Quinta da Beloura. Américo Amorim, Isaltino de Morais e Armando Vara são declarados vítimas de balas perdidas

1.35 - Leonor Beleza é detida, de roupão, e rolos na cabeça, e entregue a um auto denominado "Comité Hemofílico do 25 de abril"

2.00 - Iate de Isabel dos Santos entra na Barra de Lisboa e tenta negociar saída pacífica de Miguel Relvas, Carlos Moedas e Álvaro Santos Pereira, embora o último continue a declarar nada ter a ver com os restantes

2.30 - Maria Cavaco Silva tenta negociar saída do marido e netos, sem qualquer sucesso. Cães da pradaria, que mantêm a página humorística do "Facebook" de Cavaco Silva, substituem a imagem pela de Américo Thomaz, com música de fundo do Toy. No Twitter já se podem seguir os acontecimentos em @ganzarevolucao

3.00 - Comando militar do Porto junta-se aos revoltosos, e é dada ordem para o fecho das fronteiras, a norte do Douro

3.30 - Todas as fronteiras terrestres e aéreas estão encerradas, e o tráfico de droga, romenas pedintes, putas moldavas e ouro fundido das velhinhas, é suspenso, sine diae, em Peniche, Aveiro, Guincho e Costa Algarvia

4.00 - Vasco Lourenço, já mais lúcido, considera que o golpe é um sucesso. Todas as praças das cidades do País se encontram iluminadas, e com um número crescente de populares

4.30 - Comando Regional da Madeira detém Alberto João Jardim, que deverá ser trazido, em avião militar, para Figo Maduro.

5.00 - Hercules C-130 aterra, trazendo, a bordo José Sócrates e Diogo Infante, que são imediatamente conduzidos para os calabouços da Polícia Judiciária de Lisboa

6.00 - Ocupas, saídos de Lisboa, tomam a Escola do Alto da Fontinha, após violenta batalha com forças militarizadas. Rui Rio e Pinto da Costa são detidos, e levados para o Quartel de Gaia. Populares invadem os escritórios do Estádio do Dragão, destruindo toda a documentação e incendiando o edifício

6.30 - Fernanda Câncio apresenta a rendição, após algumas horas de cerco, no "Diário de Notícias"

7.00 - Às primeiras horas da manhã, multidões enfurecidas tomam de assalto, e incendeiam, sedes da Maçonaria e da Opus Dei

7.30 - Manifestações do P.N.R e de Anarquistas chegam a acordo, em Setúbal, e decidem defender a causa constitucional.

8.00 - Chefes militares da revolta são entrevistados nas Manhãs do Goucha, enquanto Carlos Cruz lerá, à Nação, o comunicado da Junta de Restauração da Constituição

9.00 - Na E.D.P., Chineses são agarrados, por populares, em fúria, aos gritos de "vai para a tua terra, meu filho da puta!..."

10.00 - Tribunal Constitucional é tomado de assalto e são presos todos os seus membros com ligações a sociedades secretas. Assunção Esteves, "a Suricata", aceita chefiar um gabinete extraordinário, desde que haja consenso entre operacionais da Maçonaria e Opus Dei, e marca Eleições Parlamentares para o dia 10 de junho

11.00 - Reuniões autónomas da Madeira e Açores declaram formalmente aceitar a nova ordem constitucional

12.00  - Governo provisório da Guiné-Bissau é o primeiro estado a reconhecer a Revolução Portuguesa, e propõe a assinatura imediata de tratados, que garantam a manutenção do fluxo de droga

13.00 - Com a dignidade própria de uma revolução exemplar, Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva, ainda mascarado de Teresa Guilherme, apanham o voo de Luanda, após negociação de exílio com o estado irmão angolano

14.00 - Troika anuncia retirada de Portugal, e reconhece que assuntos com agência de rating são águas passadas, bem como fim da extorsão coerciva

15.00 - Comissão Europeia reconhece nova ordem portuguesa, e Portugal como estado de pleno direito do Espaço Económico Europeu. Obama não está "zangado", sindicatos apontam para 13 de maio, em Fátima, o maior 1º de maio jamais visto, e Maria Elisa Domingues fecha, simbolicamente, as pernas 

(Cravos que a Irmã Lúcia assim nos desse este amén, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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21.4.12

Para sair da crise


O trabalho das pessoas e das equipas deve ser racionalmente avaliado pelos resultados e não pelos gestos e apalavras por mais elegantes que aqueles sejam e por mais elaboradas e eruditas que estas se apresentem.

Pode, no entanto, haver pessoas que refutem esta afirmação, indicando exemplos de cabeças vazias mas que, com as suas atitudes e palavras agradáveis, conseguiram conquistar a simpatia de gente influente e guindar-se a cargos de alta responsabilidade com remuneração de elevado «preço de mercado». Mas é devido a tais casos menos racionais, embora mais frequentes do que o desejável, que se caiu numa crise muito grave, em que ainda não se vê um mínimo sinal positivo de recuperação.

É fácil jogar com os números criando cenários falaciosos de esperança que servem para «enganar os tolos» como se fossem «papas e bolos».

Quanto à forma como tem sido encarada a crise, os resultados vão aparecendo, ultrapassando as aparências, furando as malhas falsamente optimistas do estilo relvista. A crise está mais grave do que há um ano – Receitas fiscais caem mais do que o previsto e agravam contas públicas -- Receita do Estado desce e despesa aumenta -- e o trimestre há pouco encerrado – Défice do primeiro trimestre ficou abaixo do limite da "troika" -- mostrou resultados demasiado preocupantes em contraste com a esperança gerada nos portugueses desde há mais de nove meses, um largo período de gestação.

Curiosamente, tem havido variados alertas, quer de economistas de alta reputação internacional, quer de partidos da oposição, de comentadores e opinadores e até de figuras públicas dos partidos da coligação governamental – Ferreira Leite acusa governo de dar “caldos de galinha” a alguns -- Ministra percebe "dor" dos funcionários públicos mas país "está na bancarrota"-- Mas, apesar desses alertas e avisos, o Governo ignora-os e continua firme no seu método de «custe o que custar», como se fosse o detentos único da verdade absoluta. E continuamos a ver que não se passa das palavras enganadoras, sem conteúdo real, por vezes recusadas ou contrariadas no dia seguinte, que apenas servem para ofuscar os portugueses e reduzir-lhes o raciocínio e a capacidade crítica.

Apesar do muito que tem sido prometido, que se «garante» e que se «assegura» para 2013, depois para 2014 e, por fim, para 2015, esgotando o tempo que falta para as próximas eleições legislativas, não existe nada seguro, firme, que possa justificar uma ponta de esperança e de confiança num futuro satisfatório.

Impõe-se, sem demora, uma análise cuidada e completa da situação que preocupa os portugueses da qual resulte a definição de um objectivo a atingir e da linha estratégica que a ele conduza, de forma flexível para absorver e reagir positivamente aos acidentes de percurso, sem ter de haver retrocesso, sem perdas de tempo, que é um recurso irrecuperável.

Nesse trabalho de análise, decisão, planeamento e programação não pode ser esquecido que o que está em jogo são os legítimos interesses dos portugueses, e que a virtualidade dos números e dos modelos matemáticos – Recado de Maria da Conceição Tavares para os jovens economistas -- não passa de ferramentas de trabalho para esse objectivo de criar bem-estar para os cidadãos, cuja grande maioria tem sido vítima dos interesses de poucas dezenas de beneficiados pelo Poder.

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20.4.12

O último Rey da Ibéria


Quando a Goldman Sachs falir, na forma incarnada do seu banco, o Mundo acaba.

Ora, nada disto teria qualquer relevância, se não fosse já para junho, e se nós pudéssemos continuar a assobiar para o ar, com os infortúnios do Fábio Coentrão, que o Real Madrid quer recambiar para a barraca, de onde nunca deveria ter saído.

O Goldman Sachs, enquanto banco, é uma instituição criminosa, que transformou o Dinheiro num holograma onanista, e que está para os Estados Unidos como o BPN está para Portugal, com algumas pequenas ressalvas, que passo a enumerar: aparentemente, tinham o vício de ir buscar os melhores, enquanto o BPN, à portuguesa, se contentava com os piores; os diplomas de ouro tinham sempre nele assento, enquanto as quartas classes da chico espertalhonice profileravam na Sociedade Lusa de Negócios, com exceção de Rui Machete, que já era mau antes de o ser. O outro  "je ne sais pas quoi" é que o BPN era uma saloice à escala dos presépios da Cavaca Velha, enquanto o Goldman Sachs opera à escala global, pelo que, através de uma regra de três simples, mais ou menos manhosa, se o BPN, do Cavaco e do Dias Loureiro foi suficiente para afundar Portugal, a falência, de aqui a dois meses, do Goldman Sachs arrastará o Mundo para a Bancarrota.

Até aqui, nada de mal, dirão as Portuguesas, dos programas da tarde, das generalistas, com os seus célebres, "é assim, temos que nos acostumar...", ou o "eles é que sabem, eles é que mandam, a gente só tem de cumprir".

Todavia, desta vez não vai ser assim, porque, ao colapsar o Sistema Financeiro, a nível mundial, a Globalização, que consistiu no ir explorar chinesinhas e vietnamitas, para vender coisas no Ocidente a preços ligeiramente mais baixos, e com margens de lucro, de intermediários, infinitamente astronómicas, destruindo empregos e toda a estrutura do Estado Social, a Globalização, dizia eu, vai para o caralho, e como tudo isto está colado com cuspo, países como o nosso, que se tornou residual, importador bruto, e bandeira de conveniência de drogas, e outras coisas que não servem para a alimentação, um belo dia vai acordar, e, ao contrário do que se pensa, o problema não vai estar em meter o multibanco na ranhura, e não haver notas, mas em ir à prateleira das sucursais da Jerónimo Martins, e nada haver para comer.

É certo que o canibalismo resta, como solução, mas com o conselho -- avisado, diga-se de passagem --, dos sicários de Passos Coelho, para "emigrarmos", o que sucederá será que não vamos poder comer sequer, frango, mas só galinha velha, daquela que se arrasta para Fátima, para ver o solzinho dançar, e eu odeio alimentação fora de prazo, pelo que não me apetece acabar os meus dias a ratar uma artrose de uma crente da Beata Lúcia.

Afora o humor, esta merda está-se a desintegrar, por algumas razões que são evidentes, posto que algumas medidas previstas pela "Troika", dado o poder de não previsão de quem assinou aquele compromisso, tinham, como efeitos colaterais, a prisão de meia classe política, e ir mexer nos vespeiros que movem, na sombra, a nossa bandeira de conveniência.

Era evidente que não se ia mexer nos salários mais elevados dos gestores, porque isso era ir mexer nos salários dos gajos que tinham ido para esses lugares de gestão, depois de terem fielmente cumprido o papel político de desintegradores da Coisa Pública. Também não se podia mexer nas parcerias público privadas, porque a própria designação é aberrante: uma coisa ou é pública, ou privada, exceto os eventos sexuais de quem nos governa, e, à Portuguesa, resolvemos bem a questão: era tudo pago pelo Estado, só que umas tinham o nome de "Estado" e as outras não tinham. Também não se podia desmantelar o cancro das autarquias, porque as metástases eram famílias inteiras, caciquismo partidário generalizado, a provocar rombos fabulosos nas contas públicas, de maneira que só havia duas saídas: ou se deixava tudo na mesma, como aconteceu, e se preferiu ir para umas medidas cosméticas, para intimidarem os cafres, como roubar nas reformas, e pôr as velhinhas de oitenta anos a calcetar as ruas, ou se tentava meter parceiros duvidosos no baralho, como países onde a prática democrática deixa muito a desejar, como Venezuela, Angola e a China.

Quanto a Angola, é certo que tínhamos, e temos, porque ainda não foi pelos ares, com uma bomba de um anarquista, o célebre Miguel Relvas, que, depois de beijar o cu ao bode, na sua Loja Maçónica, também foi lamber o cu à Isabel dos Santos. Ora quem lambe o cu a um bode e à Isabel dos Santos, depois disso, lambe qualquer cu, em qualquer circunstância e a qualquer preço.

Acontece que o procedimento de Miguel Relvas, por alegoria, se poderia entender como a postura de todo o bando de marginais, que enturmou, com Passos Coelho, sob a designação de "Governo".
Na realidade, não há Governo, há só um grupo de pessoas, aterrorizado, a tentar, de três em três meses, com a chico espertice típica deste povo desolado e desolador, tentar enganar a "Troika", que vem ver, se de facto, estamos a cumprir. É já mais do que claro que não estamos, exceto nos tais pormenores que não custam nada e que mantiveram a população em estado catalético, durante os escassos meses que esta tortura tem durado.

Subitamente, as coisas começaram a parecer estar a mudar, porque, para esta gente, que não reage a nada, começaram a tocar nos árbitros, nas maternidades e na escolinha das suas crias, ou seja, no património intra uterino, que se conjuga entre a homofilia dos estádios e a ditadura das mulheres de bigode.

Para Stephen Hawking, Portugal terá entrado numa singularidade espácio temporal, e, numa terra habituada a queimar gatos e a deitar azeite a ferver nas crianças, deu-se um evento inusitado, que foi a tentativa de um "desperado" se imolar pelo fogo, frente à Câmara Municipal do Porto, onde reside um dos maiores mafiosos de Portugal.

Ora, a onda de choque disto é imprevisível, e vamos ver para que lado encosta, se para os cravos de abril, se para os cravas de maio, ou se para mais uma gigantesca procissão do adeus, em Fátima. Pessoalmente, inclino-me mais para esta última, mas isso faz parte do solipsismo nacional já que, na realidade, por mais horas que passem a fazer grandes planos, televisivos, do focinho da santa com cara de saloia, o que está em cena é uma enorme ampulheta, que já está a escorrer para o lado oposto, sobretudo  em España, onde o último dos Bourbons já está num estado de degenerescência neurológica só comparável com a de Cavaco Silva, já que, todos nós aprendemos, desde pequeninos, que ninguém mata elefantes por equívocos, embora, por equívocos desses, possam cair Monarquias, como já caíram com os brioches da Joana Josefa de Lorena, arquiduquesa de Áustria, e rainha de França, e em outras tantas circunstâncias. Quando a Monarquia cair, a España transforma-se nos Balcãs peninsulares, com a Cataluña e os Bascos centrífugos, e, enfim, malhas que o Império tece, a Galiza a querer "ajuntar-se" ao Norte, para que Lisboa deixe de ser a capital do Porto, e seja finalmente substituída, nessa função, por Vigo.

Já nessa altura terá falido o Goldman Sachs, não haverá comida, e o escarumba que os "soixant- huitardes" tanto aplaudiram, sem perceber que era a mais espantosa ratoeira que a América neo fascista lhes tinha aprontado, não só terá conseguido dar cabo do Euro como terá destruído o Dólar.

Eu sei que tudo isto é uma chatice, mas como é inevitável, aconselho-vos a entreterem-se, nesta trégua de dois meses, antes do Apocalipse, com as vitórias do Sporting, ou como eu, que, metido numa interminável forma de sufoco e tédio, dei hoje comigo, estupefacto, a olhar para as mamas da Joana Amaral Dias.


(Quarteto do Armagedão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal". no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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15.4.12

Os Assassinos da Juventude Nacional

A falsidade, a embusteira, a hipocrisia e a malvadez são os valores básicos deste governo de coelheira. Aproveitando-se da ignorância geral, fruto da desinformação, escondimento e aldrabice dos fazedores e manipuladores de notícias, em aberto e descarado conluio, podem mentir e enganar a população a quem foi tirado o conhecimento, sem receio e com a maior audácia, cometer até crimes hediondos.

Ultimamente, somos bombardeados com duas notícias. Uma delas é sobre o fumo em recintos fechados de volume reduzido. Apresentam-nos muitas opiniões, mas como sempre é de factos que necessitamos e não opiniões avulso que nem os factos consideram. Vamos limitar-nos a reflectir sobre um ponto que é escamoteado em todas as notícias, um facto.

O fumo é permitido em locais comerciais ventilados por se considerar que a ventilação forçada, a renovação permanente do ar leva consigo os produtos nocivos, praticamente eliminando os perigos inerentes à sua respiração. Em qualquer veículo fechado com a ventilação em bom estado o fluxo de ar é muito superior e mais rápido que o de qualquer circuito de ventilação em qualquer imóvel. Não existem imóveis de utilização normal com uma renovação de ar comparável à que se mede num vículo automóvel.

A outra noticia é cantarem-nos um hino à preocupação da corja sobre os acidentes e a mortandade que tem afligido a juventude nacional devido ao abuso de bebidas alcoólicas a que os bastardos iletrados da desinformação jornaleira apodam de alcolémia. Será a preocupação demonstrada genuína? Coisa fácil de averiguar num país atrasado; pela única vantagem consequente do atraso, basta conhecer o que se passou há muitos anos nos outros países, como abordaram o assunto, os resultados que obtiveram e no fim comparar com o que cá se passa.

Na Inglaterra, as bebidas alcoólicas estão submetidas a uma regulamentação única, pelo que nem vale a pena falar, pois que as medidas foram ainda mais pesadas. Passemos aos outros países. Quando a publicidade do tabaco foi proibida em Portugal, havia já uns bons anos que o tinha sido nesses outros países. Ora vejamos bem que muito pouco depois também lá foi proibida a publicidade de bebidas alcoólicas, sempre e sem excepções. Até aos fabricantes de cerveja nacional, que para resistir às importadas tinham anúncios do género «A nossa cerveja é boa», foram constrangidos em abdicar da publicidade.

Comparemos com o que a esse propósito foi feito em Portugal. A publicidade continua de vento em popa. De que serve ser proibida na televisão até uma certa hora, quando se sabe que os pais rascas deixam os seus rebentos acordados até altas horas e vão dormir no dia seguinte para a escola? Que a toda a hora, na rua, no metropolitano, na rádio e na televisão se é matracado com publicidade alcoólica, incluindo patrocínios de festivais de música e outros, os quais, sabemos bem, são ímanes para a juventude?


É mais uma falsidade troante dos canalhas que deste modo assassinam a juventude. É um acto pelo qual mereciam que os espancassem até lhes sair a pele como as batas nas máquinas de descascar, que lhes introduzissem palitos sob todas as unhas e no fim os enforcassem num pelourinho. São assassínios conscientes premeditados, intencionais, que escondem com lágrimas de crocodilo.

São factos.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

5.4.12

Isabel Moreira e as suricatas da Assembleia "Nacional"



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Este texto é dedicado a Isabel Moreira, pela qualidade humana, e pela coragem, no meio da escumalha que se apoderou do Partido Socialista


Portugal é uma vergonha, e tornou-se num “study case” de Etologia, que daria a obra prima de Attenborough, se ele se dedicasse a estudar as suricatas da Assembleia “Nacional”.

A Assembleia “Nacional”, como já diversas vezes repeti, é um ajuntamento de pessoas, que representam diversos interesses, debaixo das bandeiras de conveniência dos chamados “Partidos Políticos”.

A bandeira de conveniência, que, inicialmente, era uma instituição de navegação, explicava que houvesse tantos navios, com pavilhão panamiano, por exemplo, para descartar responsabilidades, tal como os “off-shores”, que são uma caixa de correio, sem morador atrás, para onde é encaminhada toda a correspondência das trafulhices que os seus detentores praticam, por toda a parte do Universo.

Portugal tem cinco, seis, se contarmos com aquela excrescência dos “Verdes”, que toda a gente sabe ser a casota de arrumações do PCP, bandeiras de conveniência, e, por detrás dessas cinco bandeiras de conveniência, move-se uma realidade turva, que as pessoas não querem, não conseguem, ou não suportam ver.

É difícil imaginar que aquelas vozes cavas e decentes do PSD, nos jantares de fins de semana, se juntem com elementos de Extrema-Direita, e façam a saudação nazi, jurando pela pele a certos adversários políticos. O PS, por mais que o desminta, tinha o Ferro Rodrigues a mamar no pretinho da Casa Pia, que o Pedroso lhe arranjou, e chamam a isso “fação de esquerda”. No meu léxico, confunde-se substancialmente mais com o célebre “ajoelhou/rezou”, mas nem vale a pena insistir nisso, num país onde ainda toda a gente acha que o Marco Paulo é um solteirão cobiçadíssimo, e a Senhora de Mota Amaral uma virgem consagrada, da Opus Dei. No CDS é ainda mais dramático falar da coisa, sobretudo naquele último Conselho Nacional, em que a Senhora de Ribeiro e Castro, a quem alguém encomendou o frete de fazer de “mulher alibi”, resolver votar contra um feriado qualquer, e imediatamente foi condenada por umas caras pavorosas, muito conhecidas dos oratórios de ajoelhamento do Terminal do Rossio e das defuntas plateias do “Olympia”. Houve uma fase em que o Portas os recrutava no “Trumps”, agora, com o declínio do Estado da Arte, recruta-as nas sucatas do “bas-fonds” porno do “Cine Paraíso”, e chamam a isso “Política”. No fundo, até têm razão, porque, dado o estado da coisa política, é normal que as pessoas sejam recrutadas nesses bastiões, já que, ao contrário do que disfarçam, com esses, ao menos, já se sabe com o que se conta: estão no nível da Amélia dos Pentes, mas, um pouco… abaixo. O PCP é uma exceção, porque anda a fazer testes de resistência à coqueluche do Arménio Carlos, uma coisa em quem nem a família acredita, e vai daqui uma saudação para o Cajó, o sobrinho, que, com estes que a terra há de comer, vi eu, ao meu lado, a assinar a folha de presenças, no dia da greve geral de 22 de março, que eu também furei, porque não faço mais fretes a comissários políticos, já que os sindicatos existem para representar as forças produtivas do país, e não as forças produtivas do país, para adubarem o narcisismo da incompetência, em forma de pseudo protesto de rua. Sem querer adiantar mais, com a progressiva dissolução da Ordem Pública, os Sindicatos acabarão a apanhar nos cornos, por cumplicidade, compadrio e negociatas, por debaixo da mesa, com os caciques reinantes: é uma questão de meses, e não muitos, porque isto está a derrapar, e mal España dê ordem de arranque, Portugal transforma-se num caixa de ressonância do estado de insuportabilidade em que isto se tornou.
Acho que me esqueci de falar do Bloco de Esquerda, mas não me apetece, porque não sou perfeito: eles que se autocritiquem, que têm bom corpo para isso.

Vem este texto a pretexto do acontecido com a Isabel Moreira, bem nascida, e filha de um dos homens mais inteligentes de Portugal, da velha escola, em que o pronunciamento só era possível com o conhecimento absoluto de todos os bastidores florentinos da deriva política, e não a ligeireza com que trastes, como os comentadores políticos que, diariamente, nos atentam contra a inteligência, vão aumentando a entropia do estado explosivo da situação portuguesa.

O P.S., no rescaldo de Sócrates, está no mesmo estado de ruína em que ficou o PSD, depois da neoplagia Cavaco Silva: ingovernável durante décadas, até cair, nesta anomalia de Massamá, que devia estar a fazer muamba num musseque de Cabinda, em vez de estar a tornar Portugal numa muamba de Cabinda, em forma de musseque, Miguel Relvas. Não tenho seguido o debate político, pela simples razão de que não há debate político: há uns cavalheiros e umas gajas que se reúnem, depois do almoço, cheios de álcool e de outras substâncias, e entre sms, jogos de consola, telefonemas para combinar a foda do fim do dia, ou o próximo negócio sujo, do gabinete de advogados que representam, votam, de braço no ar, as próximas leis que vão assegurar a ruína do país.

Parece que a Isabel Moreira votou contra aquela aberração que é o Código do Desemprego, que nos faz abandonar a plataforma da Civilização, para regressar aos cenários dos textos extremados de Marx, e das revoluções pré nihilistas de 1848.

Aparentemente, já não se trata de vender Portugal directamente aos criminosos que governam Angola, a Venezuela e a China, mas de experimentar, em bruto, cá, e à força, o Modelo Chinês.

O Arménio Carlos protesta, mas é tudo na ordem do faz de conta., porque o que lhe interessa é contar cabeças, e tentar perceber quantos parvalhões é que plebiscitavam o seu nome à frente da CGTP, a coberto de “lutas laborais”.
Lutas laborais, o caralho, meu amigo: os Portugueses não são objetos de experiência de manobras partidárias, obsoletas desde que a “Nomenklatura” se desmantelou, na defunta União Soviética, e, ou vocês fazem um “aggiornamento” à situação de tumulto para-anarquista que se está a montar nas ruas, ou vão na mesma crista do maremoto, mas isso é um problema que só a vocês diz respeito, já que eu me estou zenitalmente borrifando para que vos aconteça, tal como vocês estão absolutamente desinteressados do que nos possa suceder, nesse vosso vergonhoso conluio com o Poder.

A chave decisória da crise social já se deslocou para o centro das ruas, na forma direta dos-sindicatos-que-se-fodam, porque, o suicídio de um reformado, em Atenas, dizendo que não suportava mais o que estava a presenciar, poderá ter, na forma de onda de choque das sociedades europeias, o mesmo efeito do rapaz que se suicidou, em Tunes, e provou o desmoronar das ditaduras do Magreb. Todos nós somos o suicidado da Praça Syntagma.

Eu sei que tudo isso é uma história mal contada, mas aconteceu, e do que nós mais precisamos, presentemente, é de coisas que realmente aconteçam, não guerras do alecrim e manjerona, com o Arménio Carlos e o seu quintal.
Na Assembleia “Nacional”, cheia de corruptos e da pior escória que esta país produziu, tentaram trucidar a Isabel Moreira, que ainda pensa de luva branca, e tem “pedigrée” suficiente para os enfiar a todos no chinelo, até à terceira geração.
Objetivamente, embora não devamos julgar ninguém pelo seu aspeto físico, António José Seguro, com o seu ar de merceeiro, nunca devia ter passado do balcão de mercearia virtual, no qual se move. É, portanto, excelente, que tenha acontecido o que aconteceu, porque já há vozes que falam aí no regresso do famigerado Sócrates, que, com todos os seus defeitos, era uma máquina de guerra, ao pé destes atrasados mentais, do aventalinho, da pedofilia e dos sacos azuis. Por mim, sobretudo desde que o Diretor das Sciences Po apareceu morto em Nova Iorque, quando descobriu que tinha como aluno o famigerado Vigarista de Vilar de Maçada, aposto tudo na Isabel Moreira: mulher, educação refinada, para pôr na valeta todos os merceeiros, as amostras clínicas, as edites estercos e toda a escumalha, que tornou o PS, num partido infrequentável.
Sim, amigos, gente que desce, como vocês descem, ao nível de tratar a Isabel Moreira por “essa fufa” (!) finalmente dão razão à existência de espaços alegóricos, como o “Braganza Mothers”, que vocês tanto odeiam, porque vos descobre as carecas, através de um léxico igual ao das vossas conversas privadas.

Só que nós fazemos ficção, e andamos: vocês... não: vivem diariamente atascados nessa linguagem e nessa sórdida realidade.

O resto é ainda pior: Um Ministro da Administração Interna que tem pavor dos Indignados e que põe processos disciplinares ao elo mais fraco, os polícias, depois de lhes ter dado ordem para carregarem sobre a multidão; Passos Coelho, o Vigarista de Massamá, fala de um país onde os cidadãos vão ter cortes de subsídios, o que é anticonstitucional, por mais que aquela maria amélia do Jorge Miranda – outra que adora chupetas de rapazinhos… – diga o contrário.

Parece que é para resgatar o País.

Não é, caros concidadãos, é para resgatar o BPN, do filho da puta do Cavaco e seus amigos.

Como o suicidado da Praça Syntagma, eu recuso-me terminantemente a resgatar o BPN, os salários do Mexia, do Catroga e do filho da puta do Mira Amaral. Recuso-me a pagar os golpes do Álvaro Sobrinho, no BES-Angola. Não quero pagar o salário do André Wilson da Luz Viola, nem do motorista da paneleira da Senhora de Mota Amaral, através de quem a Opus Dei faz fretes à Maçonaria, nem as dívidas das associações mafiosas de farmacêuticos. Não quero pagar a alimentação do Isaltino de Morais, nem antes, nem depois, de preso. Não quero que a Odília Pereirinha esteja de baixa fraudulenta, em Nova Iorque, com o dinheiro dos meus impostos, a receber salário, para apoiar o estripador do filho, só porque era mandatário da juventude do Cavaco, em Cantanhede. Não quero pagar mais motoristas, mais assessores, mais cartões de crédito de parasitas de empresas públicas falidas. Não quero pagar os salários de famílias inteiras que vivem penduradas em coios autárquicos. Não quero pagar o estrume do Berardo. Não quero pagar as rotundas e as esculturas de merda de que as rechearam.
Aceito contribuir para o pagamento das dívidas que o País tenha, mas só depois de ver esta gente toda na prisão, e não a receber doutoramentos honoris causa, como a assassina Leonor Beleza. Não quero ver o dinheiro dos meus impostos, a pagar as suricatas da Assembleia “Nacional”, a começar pela Suricata Mor, a Bimba da Assunção Esteves, com os seus penachos louros, à Lady Gaga, que percebe tanto daquilo quanto eu, e que me dá vontade de estrangulá-la, de cada vez que fala , com aquele sotaque de marimba, entalada no palato.


A isto chama-se Direito de Indignação, e quero que se juntem comigo todos que sentem exatemente o que eu sinto, para ver se, ainda este ano, fazemos a limpeza geral.

Contamos convosco, cidadãos, porque a hora é nossa.


(Quatro pontos cardiais, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)



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