30.3.12

O homem que ganhava 13 000 salários mínimos

Imagem do Kaos


Portugal é um país surpreendente, dado que raramente estagna, e nunca tem retomas, a não ser em regime de bomba nuclear.
Desta vez, retomou para o “Guiness”, como aquele país onde há um cretino que consegue ganhar 13 000 salários mínimos.
O realizador de esplanada de Cascais, que fez aquela merda “What the Finns need to know about Portugal”, esqueceu-se de colocar esse fenómeno, não do Entroncamento, mas da EDP, e foi pena, porque se os Finlandeses, na altura de votarem mais dinheiro a fundo perdido para a Cauda da Europa, tivessem sabido que o alguém ganhava, a descoberto, 13 000 salários mínimos, certamente nos teriam, e com muito gosto, emprestado muito mais do que aqueles trocos que enviaram para cá.

Estamos a falar do Mexia, um cancro da Democracia, um indivíduo – e tanto que eu aprendo à mesa de certos restaurantes… -- que já era corrupto no tempo em que servia o corrupto Mira Amaral, no tempo em que ele era Ministro da Economia do corrupto Aníbal Cavaco Silva.

O Mira Amaral era genial, porque, ao mesmo tempo que ia distribuindo pelos amigos do Aníbal os Fundos Estruturais, que vinham para tornar os Portugueses um povo europeu, cuidava da sua vida privada, e nunca é de mais recordar o maravilhoso episódio da rotina diária do Ministério, quando alguém ia colocar serviço no gabinete da esposa, uma pobre demente, para fingir que ela estava apta para trabalhar, já que o divórcio nunca mais avançava, e o Mira Amâghàl, esse cancro da Economia, da Democracia e dos Valores Humanos, tinha medo de que o tribunal lhe o recusasse, já que ficava mal a alguém divorciar-se de uma pobre desgraçada que tinha enlouquecido…

Outras eras, outros valores: serve agora a boceta da mulata, à frente do BIC, e acabará “Honoris Causa”, um dia destes, como a Leonor Beleza, que vai receber o seu, pela Universidade Nova de Lisboa, por muy nobres serviços causados ao serviço do Sangue.


O Mexia, como diria o defunto Viegas, já era corrupto, antes de haver corrupção, posto que, ainda o Mira andava a gamar os fundos, já o Mexia se andava a mexer nas trafulhices das Energias Renováveis, naquilo que poderíamos chamar uma subempreitada da corrupção, mas tão descarada que o Mira Amaral, o Papa da coisa, lhe teve de pôr uns patins, como Luís XIV -- com as devidas distâncias, já que estamos a falar da ralé da ralé... -- pôs ao Intendente Fouquet.
Pelo Princípio de Peter, “alavancado” pelo Cavaquismo, pelo Guterrismo, pelo Barrosismo, pelo Santanismo, pelo Socratismo, e, finalmente, pelo Segundo Cavaquismo, ou Cavaquismo de Alzheimer, de Passos Coelho, o canalha Mexia conseguiu-se mexer ao ponto de se tornar no Senhor que mexe em Treze Mil Salários Mínimos, uma coisa que eu não sei o que seja, porque sou mau em contas de cabeça e, sobretudo, tabuadas da miséria humana, mas posso ir às contas: a acreditar na “Wikipédia”, um salário mínimo, na Cauda da Europa, é de 475 €, o que, multiplicado por 13 000 dá qualquer coisa como 6 175 000 €. A dividirmos isso – e vou ser generoso, e considerar o 2012, como bissexto… – por 366 dias, a soma dá, diariamente, um número de 16 871 €.

Mesmo eu, que sou gastador, teria alguma dificuldade, aliás, sentiria uma estranha forma de tédio, em poder desbaratar, por dia, esse número incómodo, chato, impertinente e desolador.

Coração nas mãos, uma pessoa como eu, que em nada se compara ao Mexia, já que tenho refeições livres, cartões de crédito sem teto, ajudas de custo, deslocações pagas, em executiva, dividendos de coisas estranhas, e mais valias de acções ainda mais estranhas, rendimentos a prazo, a risco e à ordem, “prendas” e dinheiro líquido, convites para jantares com gente interessante e duvidosa, sei lá, tantas coisas em que o Mexia nunca mexeria, nem que pudesse, porque o Mexia teria de se mexer muito para me chegar aos calcanhares, ora, depois disto tudo, que fazer, eu, com, vá lá 16 800 € por dia?...

Como toda a gente sabe, desde a queda do Concorde que não dá para ir almoçar a Nova Iorque e voltar no próprio dia, e os Cartiers enjoam, a partir do centésimo, tal como as écharpes “Hermès”, nem que a benemerência me fizesse distribuir umas quantas por dia, para melhorar o conforto dos sem abrigo do Martim Moniz e da Gare do Oriente, pelo que sou solidário com a presente dor e angústia do Mexia.

Por outro lado, o Bando, perdão, Banco de Portugal, onde ainda impera a célebre Teodora Cardoso, esposa há 1 500 anos do Basileus Justiniano, a tal que tinha o sexo não onde a natureza lhe o tinha colocado, mas na face, anuncia que vamos crescer nada por cento, e que ainda haverá, assim, a jeito de ejaculação precoce, 170 000 novos mil desempregados, já este ano.

Como se sabe, desde que o Vítor Constâncio se refugiou em Frankfurt, para não ser linchado na Fnac do Chiado, onde aparecia, depois do almoço, a cambalear, de bêbedo, não podemos confiar nestes números, porque corremos o risco de ter 170 000,54 desempregados, em vez dos 170 000, dos quais, como é sabido, mais de 40% têm habilitações superiores, ou seja, não estão ao nível dos analfabetos empresariais e políticos que transformaram Portugal no cataclismo em que se encontra.

Eu sei que estão desorientados, mas eu dou-vos uma pista. SIS, Secretas, Serviços de Informação, infiltrados, gente séria, e outros, filhos da puta, apesar de andarem a perder tempo a ler mensagens do “Facebook”, violar emails e sabotar blogues, estão em alerta vermelho, embora só declarem o laranja, por causa das cores do PSD, porque há rumores de que poderão começar a surgir atos anárquicos, descoordenados e imprevisíveis, mal a “Troika” declare, em maio, que entrámos, definitivamente, em derrapagem, e que o País vai acabar, num estado que fará, da Grécia, um conto de fadas. 
Todos os sinais apontam para isso, na forma dos mais variados escândalos, e num país onde o Rei Ghob vai para a prisão 25 anos, enquanto o pedófilo Eurico de Melo jubila entre os amigos mama pilinhas, dos Ferraris do Vale do Ave, e o Carlos Cruz quer uma investigação (?) à investigação do “Casa Pia”, dele, e dos amigos dele. Claro que os órgãos de intoxicação social, o tarado do Medina Carreira e os abrações universitários dos ex ministros das finanças de Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates continuam a fingir que não estamos num barril de pólvora a que só falta atear o rastilho.

Acontece que as informações que circulam nos serviços de informação da República, todas, dizem que o rastilho já foi mesmo ateado, e eu, como muitos dos comentadores não pagos para enganar os Portugueses, estamos, de bancada, à espera de que a coisa rebente, e mal, como aconteceu no fim da Monarquia, e daquele permanente enxovalho maçónico, a que chamaram “I República”. 

Como não tenho revólver e não sei fabricar bombas, tenho um conselho que dou à sombra que nos trouxe até este abismo, Cavaco Silva, o incontinente de Boliqueime: dia 10 de junho, agarre em 10 mexias, prenda-os, e pendure-os numa jaula, na Praça do Pelourinho, onde poderão estar expostos aos “carinhos” de uma população vexada, humilhada e extremada. Melhor: junte a sua carcaça neuro degenerada aos 10 mexias, e teremos 13 000 vezes 10 salários mínimos, o que faz 130 000 salários mínimos, a distribuir pelos 170 000 novos desempregados. Se esticarmos as reformas do “Presidente”, mais as calotes dos amiguinhos do BPN, ainda arranjamos salários médios para 1 000 000 de Portugueses. Não acham a ideia boa? Eu acho, Tem, tão só, um senão: é que 10 de junho parece-me uma data muito longínqua para a vida política que os rumores atribuem ao Saloio de Boliqueime, o que é pena, porque até podíamos resolver, assim, a crise do Desemprego, numa só manhãzinha de medalhas, com as artroses da Maria, a desfiarem o terço, filha da puta, ignara como as casas. Bem hajam.


(Quarteto do 12 de maio, Dia do Sapato, o Cavaco vai resignar, no “Arrebenta-Sol”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e no sabotado pelo filho da puta Miguel Relvas, todas as semanas, “The Braganza Mothers”)



29.3.12

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

Mesmo falando como um estropiado, assassinando as concordâncias, os tempos dos verbos e eliminando pronomes clíticos para convencer a maioria iletrada, costume rasca que nos vem já do Mário Soares, merece um grande aplauso (Note-se como os hábitos que produzem votos são adoptados por todas as oligarquias, independentemente das suas cores – como a intenção de ludibriar é comum).

A falsidade empolada do primeiro-ministro – com base numa sólida perfeição na desonestidade e hipocrisia, reconhecidas em tribunal – demonstra a incapacidade do governo em tirar o país da crise que o Cavaco originou com a sua destruição do tecido produtivo nacional, pelo caminho que adoptou; que se aproveita da situação para implantar os princípios neoliberais do novo PSD, tal como há anos apregoados pelo Cagão Feliz, Manela Leiteira e sabujos acólitos (ninguém os ouviu?); que quando existem outros métodos para atacar a crise e se ataca a população em geral deste modo, isentando os partidos, os magistrados e os mais ricos – precisamente aqueles que conduziram o país onde ele hoje se encontra –, o seu procedimento é condenável por traição. Noutros tempos seria arrastado pelas ruas atado a um cavalo e enforcado junto a um pelourinho para exemplo. Não se exceptua, pois, o dever de substituir o cavalo por um veículo moto-mecânico nem que traidores deste calibre se pendurem a uma das estátuas daqueles que em tempos defenderam o país, alguns com a própria vida.

O modo como o miserável mente atesta a o profundo enraizamento da mais escabrosa falsidade e desonestidade, já encontrados pelo tribunal criminal de Évora. O modo como o novo PSD quer destruir os serviços sociais com a desculpa do necessário para desenvolvimento, às qualidades anteriores acrescenta a incapacidade e a malvadez. Porque existem outros meios e porque os escolhidos estão condenados ao fracasso.

Com a caixinha de conluio entre jornaleiros falseiros, por um lado, politiqueiros corruptos de meia-tigela, por outro, não é possível à grande maioria da população conhecer nem as apreciações dos economistas estrangeiros sobre o que vai acontecer ao país pelo caminho tomado pelo governo, nem sobre os resultados obtidos pelas suas medidas nalguns países em estado semelhante, nem o que a esse respeito preconizam e recomendam os economistas que não estão vendidos aos partidos nacionais.

Portugal não é a Grécia? É só ver onde as políticas económicas deste governo nos vão conduzir em linha tão recta que todos a quem não tapem os olhos o vêem. Como economistas dignos desse nome prevêem o futuro do país simplesmente em óbvia consequência das medidas que este governo tomou para matar a maioria dos portugueses enquanto outros se vão enriquecendo.

É fácil ouvirmos a jornaleirada a martelar-nos, diariamente e sem descanso, com as imposturas e falsidades das máfias oligárquicas nacionais. É difícil procurar conhecer na internet como se pensa e faz, e quais a verdadeiras consequências noutros países, mesmo europeus. Todas as informações são filtradas. Pior do que o dito lápis azul porque nesse tempo os jornalistas não eram jornaleiros imundos e desinformadores e como as informações políticas eram censuradas, eles esforçavam-se verdadeiramente por informar e conseguiam-no. Agora é precisa e literalmente o contrário. É uma desinformação a todo o vapor por uma desenfreada banda de cavalgaduras rascas e ignóbeis.

É valendo-se destes factos, simples mas determinantes, que as oligarquias injectam as suas ideias infectas nas massas ignorantes. Ignorância propositadamente infligida pelo conglomerado info-político, em que vivem um do outro e para o outro, defendendo-se mutuamente com uma ilusória algazarra de permeio para distracção das massas. Vimos bem como na entrevista do Coelho a esparvante da Judite Sousa, repetiu perguntas desnecessárias com um fingido ar malicioso, mas sem jamais perguntar o que importa: – Como justifica o governo as negras previsões de famosos economistas mundiais, entre tantos outros, sobre onde o caminho escolhido por este governo nos vai levar e em diametral oposição ao que ele afirma?

De igual modo, a razão do partido para destruir o sistema de saúde só pode ter as mesmas origens: incompetência e malvadez. É certo que o modo como esse serviço está concebido e funciona baseia-se em princípios errados ou mal aplicados (neste caso se comparados a países onde ele foi há muito adoptado com êxito). A este conhecimento acrescente-se que existem países onde o sistema de saúde é 100% privado, 100% igual para todos sem uma única excepção, 100% democrático e que para os que não o podem pagar é o estado que paga as suas quotas e comparticipações. São factos actulíssimos.

Uma prestação nacional totalmente privada, e tanto os ignóbeis vigaristas oligárquicos como a canalha desinformadora permanecem mudos como pedras. Se eles apregoam que deve ser privado e não o fazem é para poderem permitir os enormes lobbies da saúde, que não existem nos países com nenhum sistema, mas que cá nos podem roubar à vontade. Um exemplo que a maioria pode conhecer é o da Suíça, por tantos lá terem familiares emigrados. No entanto, pouco nisso se fala, pelo que os monstros de moeda-falsa se aproveitam para continuarem a impor as suas ideias destruidoras. Incompetência ou malvadez ou ambas, o certo é que continuam a matar gente em plena impunidade.

Dizem, repetem e aplicam que o estado não pode pagar tantos subsídios a toda a gente. Pois não, têm absoluta razão. Só que não fazem como nos países em que se pagam poucos: as pessoas ganham o suficiente para não terem necessidade deles. Em vez de começarem pelo princípio e fomentarem o desenvolvimento por competência e qualidade na produção, criarem as condições para se viver melhor, cortam e põem a maioria na miséria. Note-se que têm razão quanto aso maus hábitos de mândria e que é necessário pôr a população a trabalhar em lugar de ocupar o lugar do emprego (há muitos anos aqui defendido), mas que os estão a querer resolver de modo que mais errado seria impossível.

Foto do Kaos antiga. Entretanto cresceu mais.

Parabéns Coelho, que ouvindo-te falar pela nossa desinformação nos convences. És um mestre em vigarice reconhecida pelo tribunal criminal de Évora e consegues superar o teu indesejável predecessor em quilómetros. Mereces um estrondoso aplauso pela mestria que demonstras. Noutros lados dar-te-iam a corda, mas cá consegues ser um rei. O rei (ou o chefão) dos ladrões é sempre o maior ladrão de entre eles.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

23.3.12

CAV Anulado? Mentira!

O Cadastrado anunciou que o projecto do comboio a alta velocidade tinha sido definitivamente anulado. Trata-se de mais um golpe do mais nojento marketing político.

Com efeito, o governo nem tem poder para tomar tal decisão, posto que foi o mesmo PSD que no seu último governo se comprometeu em seguir o plano europeu de alta velocidade que ele é obrigado a cumprir, quer queira quer não. Vigaristas de diz e desdiz e que não cumprem a palavra, nem em todo o lado são tolerados com ena bandalheira em que as oligarquias mafiosas converteram Portugal.

Aproveita-se agora o aldrabão da oportunidade da dívida para pedir a suspensão a Bruxelas, mas nunca a anulação do projecto europeu, uma decisão da UE com grande comparticipação.

Recordemos que o que tinha revoltado a população contra esse projecto tinha sido o oportunismo do anterior governo para acrescentar linhas e percursos desnecessários por duas razões simultâneas. Uma era a de satisfazer desejos de inveja de outras regiões, por a linha única necessária e obrigatória ser a de Lisboa a Madrid, para a desejada e imposta ligação à rede europeia de alta velocidade. Em segundo lugar para garantir a possibilidade de mais roubos da parte das empresas de construção, cujos grandes investidores e dirigentes estão associados à máfia política. Nenhuma das outras linhas tinha o aval da UE, não fazia parte do projecto europeu nem era obrigatória. Agora a ligação Lisboa–Madrid é.

Ainda temos sorte em que as outras linhas que de nada serviam por serem curtas e não cortarem mais que uns minutos nos seus percursos tenham sido agora excluídas, que era um desperdício de dinheiro. Tal não se passará, porém, com aquela que faz parte integrante do projecto europeu, que é útil por ser de longa distância.

Mais uma vez constatamos as monstruosas imposturas dos políticos. Pobre Portugal, governado por vigaristas chefiados por um cadastrado. Isto leva-nos a reflectir na perda de autonomia cedida à UE, que é mau, mas não tanto como se os políticos continuassem a tomar todas as decisões que quisessem. Se reconhecermos este facto, não podemos deixar de considerar também que só o controlo dos políticos pode evitar que façam o contrário do que queremos e ao mesmo tempo debelar a corrupção. Nem vale a pena tentar melhoras sobre estes assuntos por outros caminhos. Isso é o que eles pretendem para que continuem a impor-nos o que não queremos, que a sua representatividade não passa do papel.

Como os governantes não contemplam a rectidão, aplique-se a máxima de Fernando I do Sacro império Romano-Germânico: Fiat justitia et pereat mundus. (Faça-se justiça, ainda que o mundo deva perecer).

Enforquem-se depois de os arrastar pelas ruas de Lisboa para exemplo da canalha. Se não for a bem, como seria preferível, terá que ser a mal, como tem sempre acontecido em Portugal. Será que o povo cobarde terá medo que seja possível que possa ficar pior do que a cloaca em que nada? Seria um estupidez impossível. Fazem-nos passar fome, torturam-nos tirando-lhes as cases, correm-nos do trabalho e deixam-nos sem cheta, tiram-lhes os feriados para os massacrarem inutilmente, matam-nos proibindo-lhes o acesso à saúde. E gozam-nos impondo-lhes aquilo de que se auto-isentam sem direito. Pior só se começarem directamente a matar o povo a tiro de bazuca.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

21.3.12

Valores mais importantes que o dinheiro

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

E para terminar:
"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."

Agradeço à Amiga Celle o envio destes preciosos elementos.

Imagem do Google

20.3.12

Parque Escolar........ LADRÕES É NA CADEIA!!!


"...os valores apresentados nos relatórios da empresa pública eram muito diferentes dos fornecidos pelas escolas. Com variações na ordem dos 100 aos 400 alunos..." - CADEIA!!! Adulterar dados para aumentar as empreitadas.

"...os computadores adquiridos pela Parque Escolar para a execução do programa na reforma da rede pública de escolas secundárias custaram mais 50% do que valem, em média, no mercado..." - CADEIA!!! Alguém que compra centenas de computadores consegue preços bem abaixo do mercado!!!

 "...o custo unitário das escolas em 2007 era de 2,82 milhões de euros. Actualmente atingem os 15,45 milhões de euros..." - CADEIA!!! Como é possível derrapar assim o custo de uma obra? Derrapou? AZAR! Paga-se o que estava no orçamento! É assim que se faz!

E eu revelo:

Na minha escola (Secundária de Lousada) alguém viu a factura do custo da rede protectora do novo espaço desportivo. Com IVA andava à volta de 2000€.
Nós (profs. de Ed. Física) pegámos nos catálogos das diversas empresas que fornecem material desportivo......................fizemos a conta à rede mais cara (!!!) (nem sabemos se a aplicada é tão boa) e nem chegava aos 400€........................ + um cabo de aço, 2 buchas e 1 hora de mão de obra...

Pois!!!

LADRÕES É NA CADEIA!!!

17.3.12

Cavaco Silva: das Presidências Abertas às presidências completamente fechadas

Imagem especialmente encomendada, para o evento, ao Kaos
                                                                                                                                                                                                                                              Andante molto cantabile, Allegro sanguineo



Quando Garibaldi teve aquelas pretensões de unificar a Itália, para que Berlusconi, quase século e meio depois,  já a encontrasse unificada, embrutecida e putificada, Sua Santidade Pio IX, um dos papas mais estúpidos, ignorantes e reacionários, de toda a longa história de crimes da ICAR (hoje declarado "Santo" (!) pelo pedófilo nazi, Ratzinger), declarou-se "prisioneiro" do Vaticano, situação de que, para aqueles que gostam de História, só o Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e os Papas-Reis dos Estados Pontifícios, os libertou, entregando, doravante, na situação de monarca absoluto, o Vaticano, S. Pedro, uns jardins e sanitários anexos, onde a Guarda Suíça, durante dia e noite, se entrega a atos contra a natureza, e Castel Gandolfo, uma quinta destinada a repousos e retiros pedófilos, como a Casa de Elvas, onde Carlos Cruz nunca esteve, mas só costumava ir.

Toda a gente sabe que os abismos que separam Itália de Portugal, para lá dos milénios de Civilização, e de Neanderthal nunca ter escolhido o ninho de Leonardo, Rafael e Dante, para a sua postura fora de época, são flagrantes, ao ponto de toda a Europa culta sentir alguma vez, a necessidade de fazer a "Viagem a Itália", e, só com o cinto já muito apertado, a viagem a Portugal, exceto em caso de absoluta necessidade, ou para ajustes de contas familiares, como os McCann, que não sabiam onde livrar-se da sua Maddie.

Portugal, curiosamente, tornou-se agora muito Italiano, ou, melhor, mesmo muito pontifício, com um "Presidente" que se encontra tecnicamente prisioneiro dos Jardins do Palácio de Belém, com algumas escapadelas para a Quinta da Coelha, ou idas à campa do Cavaco pai, a Boliqueime, terra que até produziu duas aberrações, uma, na política, e outra, na Língua, a Lídia Jorge, que chegou ao estrelato por não saber escrever, mas levar porrada do Capitão de Abril que lhe pacobandeirava a boca da servidão, mas é melhor eu não me esticar muito sobre isso, não vá a Escandinávia nobélizá-la, para mais uma vergonha nossa.

Voltando ao tema, o Sr. Aníbal, cuja senilidade é uma verdadeira preocupação para os notáveis conselheiros que o cercam, e, sobretudo, a equipa clínica do Doutor Lobo Antunes, que já lhe introduziu um chip no cóccix, para saber, por GPS, com uma aproximação de 1 metro, se Sua Excelência está a conseguir circular regularmente, de sala em sala, sem se borrar pelas pernas (abaixo), apesar daquela casa de banho intermédia, que já teve de ser incrustrada no Palácio, não tenha ele uma daquelas aflições que o poderiam levar ao estádio do fraldário presidenciado avançado.

Ora, dado o estado de penúria da Nação, e o avançado estado de degradação do seu Supremo Magistrado, é sabido que o orçamento da Casa Presidencial dificilmente suportaria a construção de retretes de metro a metro, não fosse o Palácio de Belém começar, penosamente, a assemelhar-se à Fundação Amélia das Marmitas.


Decidiram, então, os Doutores que era melhor, mal por mal, pôr a carcaça do Sr. Aníbal a arejar de vez em quando, com o pretexto de a sua Maria, de Centro Esquerda ir inaugurando presépios, ao logo do Portugal dos Pequeninos, sob a tutela do Anísio, ou Anaísio, ou lá como é que o gajo se chama, que, quando não está nisto, anda a apanhar no cu com um ar de compungido, mas isso seria um mero escólio deste texto, e não é para hoje, que o tempo é grave.

O Sr. Cavaco Silva, prisioneiro da sua senilidade, das insustentáveis intervenções públicas, que puseram em causa a magistratura que exerce, ao ponto de os Militares, enquanto garantia da Soberania Nacional, estarem à beira de ter de intervir, e substituir a III pela IV República, pela obscena repetição de um Américo Thomaz, mas incapaz de despertar qualquer humor ou anedota.

Matematicamente, o fenómeno Cavaco Silva, se alguma coisa essas criaturas pardas, que nós pagamos para manterem de pé um cadáver, percebessem de Matemática, já entrou na fase irredutível da Catástrofe da Cúspide, de René Thom, ou, para os apreciadores de Engenharia dos Materiais, de acordo com a Lei de Hook, o Aleijão de Boliqueime já passou da fase elástica para a fase plástica, ou seja, já não é preciso mais nenhum esforço de tensão, para que se deforme e afunde, por si mesmo: basta, agora, sociologicamente falando, que apareça, ou tente aparecer, em público, para imediatamente se desencadearem imprevistas reações sociais, como iremos assistir, nos tempos breves que nos separam do fim da coisa.

Em Democracia é insustentável que exista um Presidente que está impedido de sair à rua, pelo que o colapso da situação, que, a mim, indefetível inimigo da criatura que gangrenou o Regime e destruiu económica e financeiramente Portugal, já tem uma ampulheta a correr, variando as apostas sobre o tempo, mas sendo todas coincidentes na sua iminência, está a dar particular prazer.

Para os que são de memória curta, o gasolineiro filho foi o único primeiro ministro de Portugal que se enfiou dentro de uma viatura blindada, ato de pavor e cobardia, a quem nem Salazar, que muito mais teria, pelas evidências, a temer. A Maria, pelo seu lado, mal o aborto conjugal se tornou primeiro ministro de Portugal, mandou pôr vidro à prova de bala, nas miseráveis salas de aulas que frequentava na Católica, nas raras vezes que lá, nos intervalos das faltas, como se alguém se desse ao trabalho de desperdiçar uma bala, que fosse, com tão patética figura...



Acontece que os tempos mudaram radicalmente. O Portugal do respeitinho ao Sr. Doutor, ao Sr. Engenheiro e ao Sr. Arquiteto, colossalmente estrangulado por um Sistema, que dia após dia, se revela impiedoso com os fracos, e cada vez mais submisso com os fortes; o Portugal da Senhora de Fátima, cobarde por essência, e que prefere violar crianças, espancar mulheres, e esquartejar avós, em vez de se voltar para os carrascos, que estão acima, tem assistido aos sucessivos trambolhões do Sr. Aníbal, um cúmplice de uma das maiores fraudes e assaltos de há memória no Regime, o BPN; que foge de adolescentes, em idade escolar; incapaz de viver com 20 000 € de reforma, e que se dessolidarizou dos problemas reais, de uma população envelhecida e de faca escolaridade, que era a sua base eleitoral de apoio, como o fora, durante décadas, do Vacão de Santa Comba Dão, que nunca se atreveria a humilhar o seu povo, dizendo-lhe que, ao contrário da outra, roesse côdeas, já que o Sr. Aníbal mal tinha dinheiro para meio brioche, desse Senhor Aníbal, cujos poderes constitucionais teriam atempadamente permitido que demitisse o "Engenheiro" Sócrates, quando a sua cáfila estava a dar cabo do que restava da má saúde do país, mas prefere, cobardemente, aparecer a lamentar-se, num prefácio de um livro que nunca ninguém lerá, e que dificilmente ele terá escrito, mas que já lhe serve de epitáfio, pelo grotesco da forma e a prova de insanidade de quem subscreve tal conteúdo, sem, mais grave ainda, se retractar. Cavaco Silva vive imerso num delírio de neurocompensadores, para a sua degenerescência neurológica, coisa que já vem de muito atrás, como refere a raposa Soares, que revela que, o então primeiro ministro, Cavaco Silva "tinha visões (!)" (procurem a entrevista, que hoje não me apetece...), e ainda não percebeu que já resvalou para aquele limiar perigoso, onde o povo português, turvo, sonso, e falso, já não o vê como uma figura "acima", mas alguém que rasteja no patamar dos seres fracos sobre os quais costuma exercer os seus atos de vingança sádica.

Cavaco Silva caiu naquela zona crepuscular dos que incendeiam os gatos, apedrejam os vidros dos comboios, e queimam os caixotes do lixo. É natural que, de um povo turvo, se esperem, pois, perigosas reações turvas, mas os dados já estão irremediavelmente lançados: aparentemente, os conselheiros querem agora fazer um derradeiro esforço, e levar, no seu "Cavacamóvel", o cadáver político a inaugurar, este sábado, mais um presépio..., perdão, um passeio a Mirandela. Com as instabilidades barométricas em curso, pode ser que as secretas, ou um comissário da polícia, mais avisado, se lembre de o fazer recuar, à última hora, como aquando da António Arroio. De qualquer maneira, está irremediavelmente condenado.

É dramático, e pungente, quando um povo perde o respeito pelos seus governantes, mas é totalmente lícito, quando os seus governantes também deixaram de os respeitar.

Sinceramente, não tenho pena nenhuma do Sr. Aníbal, mas, por favor, se se decidirem livrar dele hoje, por favor, evitem imagens chocantes: no estado em que ele está, basta que puxem, silenciosa, e piedosamente, o autoclismo.

Sim, até pode ser em Mirandela, pois pode, aliás, neste momento, qualquer sítio serve, desde que seja eficaz...

(Quadrado do adeus Cavaco, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")


14.3.12

Que futuro nos preparam ?

A actual situação, apesar de fantasiosas palavras optimistas e frequentes «garantias» sem fundamento, é muito séria e não é visível predisposição para procurar, de forma ousada e lógica pistas para soluções sólidas e sustentáveis para os superiores interesses nacionais.

O ex-primeiro-ministro grego Georgios Papandreou, com a experiência vivida no seu País, considera que Portugal corre o risco de seguir o mesmo caminho da Grécia se não houver uma solução europeia para a crise.

A nível dos poderes financeiros mundiais, «Com a declaração da Grécia em incumprimento restrito ou selectivo e um leilão de credit default swaps ligados à dívida helénica marcado para a próxima segunda-feira, Portugal ocupou o primeiro posto do «clube da bancarrota». O foco de atenção dos investidores vai, agora, virar-se para Lisboa.»

Por cá são frequentes e variados os alertas para a necessidade de decisões corajosas e bem preparadas para bem dos portugueses. Agora em Coimbra, no debate seguido à apresentação do livro "A Classe Média: Ascensão e Declínio", do professor Elísio Estanque, da Faculdade de Economia de Coimbra, são merecedoras de reflexão as palavras de José Pacheco Pereira e de Manuel Carvalho da Silva de que se reproduzem algumas:

De Pacheco Pereira, antigo deputado do PSD e professor universitário:

"Isso é, quanto a mim, o maior risco para a nossa democracia. Não é tanto que haja um golpe militar, ou que haja uma tentativa autoritária", disse, frisando que o ambiente de crise o favorece, com "uma forte deslegitimação do sistema político, dos políticos e dos partidos".

Democracia e demagogia "são completamente diferentes, mas muito parecidas", pois "ambas têm uma forte presença daquilo a que podemos chamar opinião popular", com a segunda a recorrer muito aos meios que a Internet propicia.

"Estamos a atravessar um momento de muitos perigos. Essa possibilidade demagógica e populista virá pela televisão, por alguém que será simpático para um número significativo de pessoas e que fale a linguagem anti-política", afirmou, salientando que tanto pode ser de direita como de esquerda e até pode passar por eleições.

Na sua perspetiva, "o populismo ganha eleições e depois governa-se sem lei ou com pouca lei. E como há uma grande desagregação do sistema judicial e uma grande desagregação da autoridade do sistema judicial, uma desagregação, no fundo, do primado da lei, está criada essa cama".

Se "a cama está posta", diz que é uma questão de ver "quem se deita nela", pois já "houve tentativas que não vingaram".

Quanto á actual obsessão pela austeridade, defendeu que "há que ser ponderado, e que ter em consideração não apenas questões de ordem económico-financeira, mas questões de natureza social e política", e acrescentou que no final pode não haver capacidade para introduzir dinamismo na economia, pela destruição de "uma classe média frágil".

De Carvalho da Silva, ex-director da CGTP e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra:

Advertiu que o empobrecimento dos estratos considerados da classe média não esconde um outro facto, a "pobreza imensa" que existe.

"Este empobrecimento do emprego, das condições materiais das pessoas, dos salários, da retribuição do trabalho, vem associado a um empobrecimento da democracia, quer pela perda de dimensões do Estado Social, quer pela perda de liberdades na sociedade".

Na sua perspetiva, "uma pessoa que fica mais pobre fica menos livre e a democracia portuguesa está a ser muito atingida por este processo".

Defende que "o caminho é o "de recomposição de outra utilização e outra distribuição da riqueza".

Vítor Gaspar:

Para compor o ramalhete, recorda-se que, lá para o topo da pirâmide do Poder, Vítor Gaspar, à falta de qualquer hipótese de solução que tivesse formulado para desenvolver a economia e a felicidade dos portuguese, referiu a sua fé em que a história garante que a crise passa !!!.

Tal tipo de fé não se trata de medida apontada por nenhum economista célebre e, para quem gosta de História, é sabido que as crises foram sempre resolvidas pela força do cano das armas, com sacrifícios de vidas e de património e criação de deficientes que passaram a viver à custa do erário.

E, por falar em fé, a sua colega da Agricultura declarou em Janeiro a sua fé em que Fevereiro trouxesse chuva. No entanto a seca que vem desde Novembro, ainda não terminou.

Parece que ninguém sabe para onde estamos a ser levados embora, frequentemente, ouçamos governantes a «garantir» que…

Imagem de arquivo

9.3.12

Fracos com os fortes, e fortes com os fracos, seguida de uma urgente necessidade de matança do porco, na forma de Ferreira do Amaral

Imagem do Kaos

Todos os governos têm direito a um certo estado de graça, e a este eu dei-lho, aliás, na forma de prazo de validade, "governo para ano, ano e meio", evitando atacar o Passos Coelho, por causa de algumas relações próximas, e porque uns mesitos de experiência até podem transformar as almas. A verdade é que não transformaram coisa nenhuma, e Passos Coelho, neste preciso momento, não é mais do que um boneco engraçado, com figura relativamente agradável, considerando a média do pançudo e labrego português, herdado de Neanderthal, e da Moda Beirã, de onde vem tudo, ou quase tudo, o que arruinou Portugal.

Passos Coelho é um joguete de toda a porcaria acumulada, ao longo de décadas de "Democracia", e eu vou reconstruir a matrioska em que ele se tornou.

Há uns cavalheiros que gostam de situar a Origem do Mal, no Mário Soares. Pessoalmente, considero o aldrabão Mário Soares a única figura com estatura mundial que esta merda, a que chamam "Democracia", produziu. Começo, portanto as minhas causas da decadência dos povos peninsulares com uma coisa infinitamente pior do que todos os defeitos do trafulha, ladrão, vende pátrias, Mário Soares, e que se chama Aníbal Cavaco Silva, um Salazar de segundas vias, sem o maquiavelismo e a certa finura jesuítica do Vacão de Santa Comba Dão.
Com Salazar, sempre que se escava, encontra-se, por detrás de um crime, ou de uma multidão de imperdoáveis horrores, um determinado lugar em que uma certa alma pátria se revelava inviolável, e eu devo estar completamente drogado, ou tão desiludido, para escrever a linha que escrevi agora, mas já saiu e não a retiro...
Essa coisa de, num determinado momento, após anos de penúria, de vexames, de atrasos, de perseguições, de obscurantismo... essa coisa de se sentir que, no momento capital, o carrasco, afinal, levanta a mão, para nos proteger, e dizer "alto, que esse é dos nossos", é uma sensação transversal a muitos lugares da ética e da política, que Salazar, com tudo o que lhe é imperdoável, de quando em vez sabia fazer. Num caso extremo, não era qualquer um que levava a doutoramento o mais célebre preso político, Álvaro Cunhal, o deixava finalizá-lo, com a melhor nota, e o voltava a despejar na prisão.

Esses gestos seriam impossíveis, nesta multidão de reis ghobs que nos governa.

A corja que nos governa não sabe, e não sabe, mas não é de agora: não sabe, desde o tempo em que o Sr. Aníbal, que sabia tanto da aranha universal salazarista como sabe de postura humana e política, decidiu destruir o tecido produtivo e a coesão nacional do célebre "pobrezinhos, mas honrados". Quando lhe cheirou a dinheiro, ele, um canalha eurocético, que trazia um poço de boliqueime na imaginação, e uma cartilha mais desatualizada do que os neosalazaristas, saltou-lhe a bimbice toda para fora, e resolveu fazer o papel da virgem impoluta, na qual, honra lhe seja feita, Alberto João Jardim se desenvencilha de um modo muito mais brilhante, por detrás da aparente grosseria, ou traduzindo a coisa em lógica, o Alberto é um gebo por fora, e um hábil manipulador, por dentro, enquanto o Cavaco é um gebo por fora, por dentro, e aos lados.

Tudo aquilo de que Cavaco se rodeou era mau: o topo da escumalha, que ele incarnava, e incarna, conseguiu arregimentar uma legião de coisas pavorosas, ainda mais abaixo: ranhosos, como Duarte Lima, o Mister "Magoo", Marques Mendes, uma criação de sarjeta, nascida da coxa pedófila de Eurico de Melo; Dias Loureiro, um cadastrado de todos os crimes, mas ainda sem qualquer cadastro, o que é um dos milagres da fé do atual estado de desintegração do Sistema, e, depois, uns sucedâneos de uma velhas famílias de favores e linhagens, como o clã Beleza, onde uns davam ministros e outros criminosos, e o famigerado gang do Ferreira do Amaral, que vinha de carnificinas de Macau, onde tornou uma antiga gentileza imperial, num imperdoável vexame colonial .

Naturalmente, a linhagem não melhorou, ao ponto de chegarmos ao mais espantoso fundo de desapairação dos Fundos Estruturais, que foram as infraestruturas do Cavaquismo: estradas a fazer de autoestrada, com curvas e declives de morte, com fortes poupanças na camada de desgaste, para o tempo suficiente de fazer vista, e as célebres indmenizações dos IPs, onde os juízes conselheiros de 80 e 90 anos faziam variar o metro quadrado das expropriações entre os 5 tostões e os 5 milhões, consoante a graça dos interesses da corja que os detinha.

Essa forma de crime, uma das que precisava, e vai precisar, de um tribunal marcial, porque, como certos cancros, se desenvolveu, na sombra, subreptícia, mas eficazmente, até minar o país inteiro, ao contrário do título do Cesariny, num enorme Inverno Subjugado das Estradas, tem como focinho o focinho de porco de Ferreira do Amaral.

Dizem as más línguas que a célebre Ponte Vasco da Gama, que não acabava em lugar nenhum, acabava, afinal, nos terrenos por expropriar, da famelga Do Amaral. Os jornalistas que investiguem, porque, ao pé disso, o Freeport, dos Kusturica de Vilar de Maçada, que também deviam estar todos presos, é uma brincadeira de crianças. O Mineiro ficou com o resto, e as ostras receberam as sobras. E, quando eles deviam estar presos, também devia estar preso o presidente que permitiu o desastre do Socratismo, esse cobarde, sempre o mesmo, Cavaco Silva, que se borra com adolescentes da Francisco Arroio, e mais se borrou, ainda, com a Camorra do Aventalinho, o  Superpower da Pedofilia, e todos os "lobbies" a que sempre se vergou.


A sua última vergonha, chama-se Passos Coelho, para um ano, ou ano e meio, e as semelhanças com Américo Thomaz e Marcello Caetano são tão vagas que vai ser entre o tiro misericordioso e puxar do tubinho da eutanásia que a coisa vai findar.

A "Troika", essa epifania do Armagedão, como é sabido, vinha com a cartilha de eliminar o sarro acumulado entre os facínoras de Cavaco e os gangsters de Sócrates, as célebres parcerias público-privadas, onde o caseiro pilhava o Estado, arrogando-se de... privado; as coutadas, das empresas com pior serviço e mais pessoal da Europa civilizada -- talvez excetuada a França, onde fomos buscar todos esses "defeitos maus" -- a RTP, onde a Pedofilia grassava, desde a inocência de Carlos Cruz; a TAP, das putas e paneleiros, cujas estadias em hotéis de luxo continuamos a pagar, para ter o aeroporto mais inoperacional e corrupto da Europa; as autarquias das rotundas dos mil e uns isaltinos; os institutos dos salários de topo; o BPN, onde um gajo de que nunca se ouviu falar, vai receber metade daquilo que o mafioso do Mira Amaral, um joguete da mulata da Bonnie & Clyde, pago dos nossos bolsos, e mais uns tantos etc., todas essas coisas fortes, o Sr. Passos Coelho não afrontou, não fosse o Sr. Aníbal borrar-se pelo caminho, mas foram ferozes nas reformas das velhinhas, nas taxas moderadoras e no passe social, para o povinho não andar a armar-se em papa luxos.
Foi carinhoso, no motorista do pederasta Mota Amaral, mas decepador nas carreiras do subúrbio; cortou, nos subsídios da Dona Almira, que tinha 600 €, mas manteve as ajudas, nos muitos andrés wilsons da luz viola, que grassam na desgraça dos gabinetes, onde medra o analfabetismo, o compadrio, o apelido e a mediocridade.

O essencial é que a coisa dure, o tal ano, ano e meio, até que o Miguel Relvas consiga passar os restos de Portugal para as mãos criminosas do clã Dos Santos. Tudo o resto, acreditem, é mero entretimento -- medina carreirismo, com dizem alguns... -- para parolos.

Na verdade, não me apetece escrever mais: estou só à espera de que isto caia, e caia mal, e sobre os verdadeiros culpados. Já lhes escarrapachei os nomes aqui. A "Bruxa", do PSD, queria seis meses de suspensão da Democracia. Creio que se enganou na designação, porque nunca chegou, salvo raros suspiros, a haver Democracia. Ela antes queria dizer que era preciso suspender o Sistema durante seis meses. Por mim, era suspenso sine diae, aliás, melhor do que isso, os atores do Sistema deviam ser retirados, a bem ou a mal, o mais rapidamente possível deste palco deprimente, e levados a tribunal marcial. Infelizmente, não tenho armas, a não ser a da Escrita.

Mais uma vez, aqui ficou...

(Trio do rantaplan, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers") 

2.3.12

O Capitalismo, na forma da boca da servidão da sua criada de fora, Angela Merkel

Imagem do Kaos




Tenho algumas lacunas na minha cultura, uma das quais é não saber o que quer dizer "capitalismo”, mas, sendo o étimo “capital”, suponho que tenha tido origem nas sedes de governo dos diversos países, onde as gentes honestas traficavam bocados de papel, em troca de favores, diamantes, petróleo, órgãos e muitos caixões de madeira, como dizia o Marx, que, já no tempo dele, enfardava valentes enxertos, na defunta esposa.

Também desconheço o que seja o dinheiro, porque adoro gastar muito mais do que o que tenho, e até não me tenho saído mal, como qualquer comum dos mortais, por uma razão simples que se prende com valores, quase infantis, que nos enformam, e regem, para a vida inteira. Eu explico: contrair um crédito não é um defeito, é um sinal de que estou num momento estável da minha vida terrena, de que estou dignamente inscrito numa estrutura social, onde o meu papel, mais, ou menos, trabalhoso, mais, ou menos, intelectual, é indispensável, e não tem prazo de validade, porque as civilizações – pelo menos, era assim, antigamente – tinham tendência para se tornar mais civilizadas, e não o inverso.

Bizâncio, por exemplo, durou 1000 anos, o que será sempre muito mais do que os gangs da noite, do Pinto da Costa, por mais que se esforcem em multiplicar-se, em adeptos, claques e numerário, e o Egito, apesar de dominado pelos militares, tem pirâmides que já lá estão há mais de 4000 vezes os penosos anos de osteoporose da Maria Cavaca. Portugal, em contrapartida, teve uns altos e baixos, e, agora, por fim, entrou naquilo que eu designaria por “muitíssimo baixo crónico”, ou “má moeda”, com a efígie do Napoleão de Boliqueime.
Aparentemente, Sá Carneiro, que os traficantes de armas do extinto Ultramar grelharam, num avião a cair de podre, onde um dos pilotos – só podia ser… – era meu familiar, sonhava com uma coisa maravilhosa, que era a versão dois da Evolução na Continuidade: "um Presidente, uma Maioria, um Governo”.

Creio que, se fosse vivo, e olhasse para o que isso tem dado, em Portugal, corrigiria a frase, mas agora, é tarde demais, e quem se lixou fomos nós…

O Senhor Aníbal, coitado, está num estado de saúde lastimoso que já não nos engana e não nos deixa quaisquer dúvidas, e conseguiu o que só se costuma conseguir nos finais de Regime: ser tão mau que o seu desempenho pessoal se confunde com a completa decadência do Sistema, ou seja, Aníbal de Boliqueime conseguiu a proeza de desdourar a República ao ponto de sentirmos vontade de enterrar os dois, conjuntamente, mais a deplorável Maria, uma coisa do tempos das cerzideiras de Camilo Castelo Branco. O Governo é um agente de Chineses, Mafias do Pau de Cabinda e cancros venezuelanos, e a Maioria, como se sabe, não existe, já que é uma geometria oscilante de traficantes de escritórios de advogados, apostadores de baixo coturno de interesses, neofascistas de camisa negra, disfarçados de independentes, traficantes de armas, cavalheiros ligados aos negócio dos órgãos, da droga e do plutónio, escroques, “lobbies” do “empurrão” e do Aventalinho, ajoelhados da Opus Dei, e, novidade das novidades, os novos agentes dos agentes colonizadores de Angola, que, passe a errata do texto, querem fazer de cada um de nós um pequeno Gungunhana falido, a ser passeado pelas ruas mal iluminadas das sedes de crime e concelho, mãos e pés atados num pau, como um qualquer javali peninsular.

Mas vamos ao crédito, que é coisa mais vasta: quem contrai um crédito acredita na segurança de hoje, e na esperança de amanhã, ou seja, há uma palavra que resume, e é o substrato granítico do endividar, que é a ideia de “fluxo”, e da sua continuidade. Numa sociedade saudável, podemos falar, sem receio, de coisas como “de aqui a um ano”, ou "de aqui a dez anos”, já que foi com horizontes muito mais vastos que se fizeram as Pirâmides, a Catedral de Milão, ou a Grande Muralha da China... Eis senão quando, como dizia o outro, começaram aos gritos que não havia amanhã, nem estabilidade, e que eram tudo erros de ontem, para pagar já hoje, quando muito, ao fim da tarde, já com juros agravados.

Uma sociedade que entra nesta histeria não está boa da cabeça, ou, como naquele célebre filme da Ingrid Bergman, alguém lhe quer fazer crer que não está boa, embora esteja, e muito mais do que nunca.

Creio que, aqui, começamos a tocar na ferida, que tem a forma da boca da servidão de Angela Merkel, uma Fossa das Marianas, com cheiro a resíduos de Chernobyl. Embora os órgãos de intoxicação social nos tenham amestrado, para fazer esquecer a ideia de "ontem”, exceto quando “ontem” foi mais um jogo da Mafia Russa do oligofrénico Mourinho, a verdade é que ontem, e nos dias que antecederam os dias de ontem, se falava muito da dívida dos países do Terceiro Mundo, uma coisa fabulosa, em dígitos, que traduzia a dinâmica do “Capitalismo”, que era emprestar dinheiro aos cafres, para eles comprarem armas, e se matarem uns aos outros, e terem depois vontade de pedir mais dinheiro emprestado, para poderem matar mais, e ficarem mais ainda endividados. Como se sabe, a dívida -- ao contrário do empréstimo, que está ligado ao otimismo da esperança -- a dívida está ligada ao pessimismo do irresolúvel, e foi nesse maravilhoso cenário que Isabel dos Santos, nata de dois cenários do crime, Angola e a Rússia, nasceu, cresceu e se desenvolveu, em pura forma de iate.

O ciclo seguinte, e já não me lembro como se passou por lá, porque meteu muitas transferências do Cristiano Ronaldo, muitas cuspidelas do Sá Pinto, muitos milhões do Vale e Azevedo e merdunças afins, o ciclo seguinte, dizia eu, começou a falar de dívidas perdoadas, de potências emergentes, e de novos tigres. Não vale a pena pôr-lhes aqui os nomes, porque toda a gente os sabe: Chinas, Brasis, Índias, Áfricas do Sul, Coreias, e outros etc., e o Mundo parecia ir tornar-se maravilhoso, com um deslumbrado com a melanina da sua pele de Senador vazio e vaidoso, do Illinois, o célebre “yes we can”, da puta que o pariu, mais à mulher, e à avó, que é bruxa no Quénia, mas a verdade é que não se tornou, embora o tenham acreditado aqueles anormais da Academia Escandinava, que lhe deram o Nobel da Paz, e o Nobel da Literatura, ao Saramago, que havia de ser lindo a ser obrigado a transliterar agora a sua peçonha no novo Accordo Ortográphico, mas adiante, porque o centro da questão não é este, nem nenhum dos anteriores.

Ao diminuir a dívida incobrável do Terceiro Mundo, e com o Terceiro Mundo a caminhar para Primeiro, o Sistema de Usura Mundial, tal como Ezra Pound o descreveu -- e, por isso, foi pendurado numa jaula, pelos Americanos -- como não haver dívida implica não haver juros, e não haver juros implica os agiotas morrerem todos à fome, alguém, muito mansamente, assim como quem não quer a coisa, tipo carreira do Mega Ferreira, ou do Sousa Homem, também conhecido por Francisco José Piegas, o Judeu, resolveu deslocar o foco da sangria para o Mundo Civilizado, atirando, em meia dúzia de anos, o Ocidente para um estado tão lastimável como os Burkina Fasos, as Etiópias e as Somálias, de há década e meia, ou seja, descobriram o ovo de colombo de, em vez de andarem a sugar dinheiro a quem não tinha, passarem a sugar dinheiro ao público acima, de quem pensava ter algum… O processo, e disto espero que se lembrem, foi juntar toda a gente, e pôr os órgãos de intoxicação social, os cabrões do “comentário político”, os sousas tavares, os catrogas, as constanças cunhas e sás, os ferreiras do amaral, os medinas carreiras, os moita flores, enfim, todos esses gatos fedorentos, a soldo do Sistema, a dispararem sobre o cidadão incauto, dizendo-lhe que não havia amanhã, que o seu emprego era uma choldra, que se iria desfazer com um empurrão, e que a esperança que associara ao seu crédito e à expectativa de uma melhoria de vida, que lhe tinham andado a vender na véspera, estava totalmente errada, e era já para pagar hoje, com a alternativa de morte, sem reforma. Ora, é evidente que tudo isto só resulta, e durante um tempo limitado, devido ao efeito de choque, porque, depois de se apanhar um empurrão destes e se ir com os cornos ao chão, gente como eu, que é de reações rápidas, e não sou o único, começa a olhar em redor e a perceber que está envolvido numa fenomenal mentira.

Eu estou-me zenitalmente cagando para que se tenha criado uma teia de especulação entre filhos da puta, vendedores de caixões de betão e especuladores bancários, que inflacionaram o ninho, onde a Mafalda ia pôr o ovinho do Martim, com dois lugares de estacionamento na cave, mais o São João de Brito, para o Diogo, que já vinha a caminho, com severo acompanhamento das ecografias do Cuf-Descobertas, dizendo-lhes que podiam pagar em 30 anos, e que ainda havia espaço para depois trocarem por um maior e mais caro, quando a inseminação artificial começasse a levar à célebre conta do casado e pai de três filhos, ou que o Jerónimo, do Laranjeiro, tivesse arranjado um T2 para a sua Tânia Vanessa mais a trissomia-21 da Joana, que ele acha que nem é filha dele, do pittbull e da tv das Finais da Taça, com tração a quatro rodas.

Pessoalmente, não me apetece ser tratado no mesmo regime com que esses cavalheiros, que, há séculos, vivem do juro, tratavam, há uns aninhos poucos, os países que estrangulavam com as suas “dívidas”. As minhas dívidas são uma opção de vida, e correspondem ao amanhã a que eu, e as gerações que me vão suceder, têm absoluto direito. Não me apetece pagar hoje o que me foi prometido poder pagar amanhã, depois de amanhã, e de aqui a cinco anos, e até quero que o meu emprego, onde funciono na qualidade de excelência, não venha a ser destruído por um badochas, que deslocalizou a sua unidade fabril para uma terra de meninos escravos.

Deslocalizou?...

Produz lá fora?...

Quer vender muito caro, cá dentro, o que custou as cabeças dos dedos dos meninos do Vietname e do Cambodja e das Filipinas?...

Pois então, senhor industrial, o seu produto, que foi produzido bem longe das fronteiras ocidentais vai ter de ser taxado de forma muito alta, de modo a garantir o emprego e bem estar dos seus concidadãos. Não quer!???... É acusado de crime de lesa pátria e ergue-se uma forca de corda curta, e o seu sucessor já não incorre no mesmo erro, vos garanto.
Quanto aos senhores banqueiros, tenho demasiados anos de estudo, de cultura e de civilização para que, sequer, vos conceda o direito de me olharem como um desgraçado, que morre de fome, em redor de uma fonte seca. Ao contrário desses seres humanos, que vocês exploraram, mutilaram, e trataram, como lixo anímico, nós, Ocidentais, temos o dom da literacia, e eu, totalmente impermeável ao vosso Futebol, às vossas claras ferreiras alves, aos vossos catrogas, aos vossos gaspares, às vossas Fátimas e aos vossos politicamente corretos, faço aqui a solene jura de vos bombardear com os meus textos, até que as gerações inquietas acordem, vos identifiquem, e vos exterminem. E olhem que esse dia está a chegar… 

(Trio do cafre era o preto que engravidou a rata da tua mãe, meu cabrão, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal” e em “The Braganza Mothers”)

Related Posts with Thumbnails