26.2.12

Desemprego júnior, ou pluriemprego senior?

Imagem do Kaos




Há muito tempo que é claro, para toda a gente, que o ministro Miguel Relvas já devia estar preso, aliás, eu até vou recuar um pouco, e refazer a frase: é claro, para toda a gente, que Miguel Relvas, antes de ter tomado posse como ministro, já deveria estar, há muito, preso. A segunda evidência é menos evidente, porque deriva diretamente da pergunta, "então se deviam estar há muito presos, por que vão para ministros?...", e aqui entramos num nível pré tautológico, que se resume na seguinte frase: como ninguém, no seu estado mínimo de decência, ingressa, hoje em dia, naquela plataforma de desclassificação a que se chama "Política", todos para lá vão, atrás de uma compreensível avidez, que é a da imunidade, que o estatuto lhes garante, e é, em política, o equivalente àqueles padres nossos e avés marias que se têm de rezar, em caso de penitências graves, e os casos sucedem-se: Portas não é ministro, por decência, mas tão só porque sabe que, um dia ou outro, apesar de não ter sido ele a empochar o dinheiro dos submarinos, mas Durão Barroso, que já devia estar preso há muito tempo, sempre que o queiram encurralar, lhe podem desenterrar o Processo do Parque, para o manter calado, já que ele dirigiu a "troupe", que, nas gloriosas eras do "Independente", fez cair o primeiro Cavaquistão.

Chegados que estamos ao segundo Cavaquistão, cuja cabeça de lista, Cavaco Silva, já devia estar presa há muito tempo, mas não está, para andar num penoso arrastar por Belém, é natural que todos estejam entalados pelo rabo, uns mais literal, outros, mais metaforicamente, do que os primeiros, como "Nosferata" Nobre Guedes, que já devia estar presa há muito tempo, mas não está, porque o seu ex cônjuge integra o atual governo, para não "ir dentro", por causa do Processo dos Submarinos, cujo dinheiro Durão Barroso, que já devia estar preso há muito tempo, empochou, enquanto ele ficava com a fama, como com a do disparate da Catherine Deneuve, que era o Ministro da Saúde de Durão Barroso, que já devia estar preso há muito tempo, mas não está, e é, por essas e por outras, que os cadastrados vão emergindo, em lugares cada vez mais altos, e com um perfil cada vez mais inimputável, como Leonor Beleza, que já devia ter sido presa há muito tempo, ou Lurdes Rodrigues, que só agora se tornou claro que já devia estar presa há muito tempo, ou o exilado de Paris, cujas faces ocultas já o deveriam ter mandado preso há muito tempo, ou o Dias Loureiro, que, apesar de já dever estar preso há muito tempo, ainda conseguiu ir a Conselheiro de Estado, por ordem do Vacão de Boliqueime, que já devia ter nascido duas vezes, ou já estar preso há muito tempo, desde a época em que o Duarte Lima, que já devia estar preso há muito tempo, lhe dirigia as bancadas parlamentares das maiorias absolutas que destruíram Portugal -- e, aqui, faço uma pausa, para respirarem... -- que, finalmente, mas só de fora -- os Brasileiros -- vão conseguir condenar quem já devia estar preso há muito tempo.

Miguel Relvas, um fácies típico dos gangs de Chicago dos anos 20, com um olhar permanentemente alucinado pelo ódio e pela "vendetta", coisa que, como é voz corrente, desde os célebres jantares dos grupos de benemerência que compravam empresas falidas e, depois, as não pagavam, facto que já o deveria ter posto preso, há muito tempo, Miguel Relvas, um rosto de Lombroso, foi encarregado por aquele desgraçado de Massamá, que já devia ter sido avisado, há muito tempo, da escória que o rodeia, foi encarregado, dizia eu, de organizar uma merdunça qualquer, com um daqueles nomes cheios de esperança, tipo, Jornadas para o Enterro da Juventude, com a promessa de que ia solucionar ter a geração mais qualificada, de sempre, desta vergonha de país, estar quase toda desempregada, a empregada, quando toda a gente sabe que colocar um assunto desses nas mãos de um gajo que já devia estar preso há muito tempo, é idêntico ao Hugo Marçal, que masceu do chão, quando se tratou de arranjar um "advogado" para defender os acusados do "Casa Pia", coisa escusada, já que como no caso do Rui Pedro, nunca nada aconteceu, só uns boatos e rumores de adolescentes, com o esfíncter anal todo rebentado, ou de pretinhos, que ainda hoje relembram, com um doce sorriso, as bocas sapudas de Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso, que os mamavam, embora fosse tudo mentira, porque Portugal é como Bollywood: para os papéis difíceis, há sempre sósias e duplos, que alombam com as difíceis tarefas, e se Carlos Cruz fosse pedófilo, também o Carlos Mota o era, e se Carlos Mota fosse pedófilo, também o Eurico de Melo e o Jaime Gama o seria, e, como não o podem ser, o Afonso Dias ficou inocente, por mais chiliques que a Dona Filomena tenha, que ainda não percebeu que os advogados, apesar de serem como o dinheiro, e não deverem ter cheiro, por vezes, devido aos pântanos que frequentam, às vezes ganham-lhes o fedor, como esse Ricardo Sá Fernandes, da estirpe dos zés que não faziam falta nenhuma, mas estão sempre na linha da frente do branqueamento, uma espécie de sanitários móveis, que fazem, de vara em vara, o mesmo papel de lixiviamento, desempenhado pelo tristemente célebre Tribunal da Relação.

O assunto, todavia, não é este, já que comecei com o Miguel Relvas, que já devia estar preso há muito tempo, mas não está, e foi encarregado de entreter uma geração à rasca, que precisa de ser entretida, não lhe vá passar um solavanco de antónio arroio pelos cornos, e o arrede do Governo, antes de ele fazer os fretes todos que anda a fazer a Angola, para onde quer que enigrem, e depressa, que a legislatura é curta, as gerações motoras do País. Acontece que o desemprego jovem é uma ficção, já que não existe enquanto tal, mas apenas como derivado de um status quo bem mais enraízado, que é o do pluriemprego senior.

Eu sei que estão a pensar no desgraçado do Catroga, que tem de andar a viver de pintelhos, e que, de cada vez que se quer reformar, é empurrado para um conselho qualquer, uma comissão, ou coisa afim, onde vai ganhar muitas dezenas de salários de jovens que nada deles verão, e continuará a ocupar, como uma sombra, os espaços que deveriam, há muito, se os tivessem prendido a tempo, estar hoje a ser moldados pelas gerações mais qualificadas.
Também não falo do Sr. Aníbal, porque as suas célebres reformas estão ao nível de miserabilismo mental que sempre incarnou: a pobreza de um gasolineiro, que juntou alguns tostões, e agora é vexado, por um país inteiro que se remorde na inveja e cobiça dos bens alheios. Por acaso, apetece-me falar da situação de um só, um só, sim, mas há muitos mais como ele, gente boa, que acumula por acumular, como um tal de Paulo Teixeira Pinto, de que já devem ter ouvido falar, que arruinou o Millennium-BCP, à sombra da "Obra", um gang de criminosos ajoelhados, que se intitula Opus Dei, e que começou logo bem, como poderão ver na "Wikipédia", porque andou a fazer o mesmo curso, de Direito, em dois lugares, ao mesmo tempo (!) -- chama-se válvula de segurança, sinal de que alguém ficou sem vaga pelo meio... -- para depois ocupar o lugar de dois professores, simultaneamente, nas duas universidade. Já então a "Obra" achava que era pouco, e elevou-o ao lugar de Secretário geral da Universidade Livre de Lisboa, certamente, não por pertencer à Opus Dei, mas por ser o mais habilitado para cavalgar tudo e todos. A partir de aí, nunca mais parou: entre advogado e consultor jurídico, foi acumulando com as maiorias absolutas de Cavaco Silva -- um gajo que arruinou Portugal, e que deveria estar preso, desde que foi primeiro ministro, durante dez anos de política de terra queimada, em que destruiu agricultura, pescas, siderurgia, indústria do têxtil e do vidro, e se tornou Portugal num casebre de importações e amigalhaços da função pública, ao som de la ferias e de violinos de chopin -- lugares de secretário e porta voz do crime de um governo gerido, na sombra, pelas vinganças da "Obra". A "Obra", como se sabe, vive de vampirismo bancário, e o Sr. Aníbal, que devia estar preso, libertou então os balcões nacionalizados, para que emergisse essa maravilha peninsular, chamada Banco Comercial Português, um antro do crime organizado, com Jardim Gonçalves, que já devia estar preso há muitos anos, e que ele, no meio de muitas acumulações, frequentou. Como nestes camarotes de filhos da puta há sempre uns que são mais filhos da puta do que outros, e nenhum conseguiu que o outro fosse imediatamente preso, enredaram-se no canibalismo, e o Teixeira Pinto, uma alma boa, cheia de poesia, virou-se para as "literaturas", assestando o extraordinário património, já então extorquido, para acumular a "Ática", a "Guimarães" (que publica os cagalhões da Agustina), desbundar para a "Babel", cavalgando para a Presidência dos Editores e Livreiros, sempre em acumulações, porque a besta é acima de todas as potencialidades de 10 000 000 de ignorantes. O resto, eu vou copiar literalmente da "Wikipédia", para que os desempregados júniores percebam o que pode gerar o eucaliptismo sénior de um gajo que já devia estar preso há muito: "Presidente do Conselho Fiscal do Novafórum e da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, e vice-presidente da Assembleia-Geral do TagusPark, membro do Conselho Geral do Grupo Lena, consultor jurídico na Abreu Advogados, membro do Conselho de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa e dos Conselhos Consultivos da Universidade de Lisboa e do Plano Tecnológico.

Apoiante da Monarquia, integra o Conselho Privado de D. Duarte Pio de Bragança e preside à Causa Real. Anteriormente foi também presidente Assembleia-Geral da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Publicou livros de âmbito jurídico (Do Direito ao Império em D. Sebastião, em 1985, e Compêndio de Direito Económico e Financeiro, como co-autor, em 1991), de índole política (Um dever chamado futuro, em 2001, e Querer Crer, em 2002), e um livro de poesia (LXXXI - Poema Teorema, em 2008[1]). É comendador da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém. É defensor da liberalização das drogas" única coisa que deve ter em comum com a Geração à Rasca, já que, no restante, com um perfil destes, é um dos cabecilhas pela acumulação de cargos e empregos, e pela destruição do lugar para os outros, e dos mais esperançosos horizontes de fileiras, atrás de fileiras, de gente que quereria ter podido fazer alguma coisa, nesta terra, sem "ter de emigrar", mas não pode, porque o país está cheio de casos como o atrás descrito, e deste devemos ter pena, porque foi reformado (!) milionariamente, por estar com Parkinson (!)
Não queria acabar este longo texto sem uma nota positiva: nem todos os que vão para ministros deviam estar presos. Há aqueles, como Vítor Gaspar, que, depois de décadas de andaram a ensinar modelos monetaristas falhados, a alunos que se riem de tais disparates, resolvem levar o país inteiro a exame, para chumbar, e ter de repetir 900 anos de curso. Melhor ainda, há aqueles palhaços que precisam de público, que não teriam noutras circunstâncias, como o anormal da "Economia", a quem encarregaram de arranjar trabalho para os filhos de alguém, já que os "tachos" das crias também estavam a começar a ser afetados pelo endemismo do desemprego dos licenciados, pondo-os a ser "gestores de carreira de desempregados" (!), que é o mesmo que dar lições de natação, no Deserto do Sahara, com a diferença de que o instrutor recebe, para ensinar a nadar, onde não há água, e o instruído fica a olhar para a linha do horizonte, a tentar ver miragens de navios, até morrer, e ser despejado numa viela escura de um parque de Bruxelas.
De facto, e terminando com o humor, esta gente devia estar, há muito, presa, mas o que agora me inquieta é que me dá ideia de que já passámos essa linha da justiça justiçada pelas mãos da Justiça normal, e que entrámos naquele limite da justiça feita pelas próprias mãos.
O leitor, por exemplo, que teve paciência de chegar aqui, não se está a ver a pôr mais 300 000 000 € nas mãos do banco do Dias Loureiro, que já devia estar há muito preso, para ele passar para as mãos do Mira Amaral, que já devia estar, há muito, fuzilado?... Eu, por acaso, já decidi que não vou pôr, nem deixar que isso suceda, nem me apetece ser súbdito da Isabel dos Santos. Por tudo isso, só tenho uma pequena dúvida, de caráter histórico: o Sidónio foi, no seu tempo, resolvido como foi, mas como irá agora alguém tratar, cem anos passados, não do Sidónio, mas do nosso miserável Possidónio?...
(Trio do "aux armes citoyens", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", e em "The Braganza Mothers")  

25.2.12

Os Carneiros Pagam a Crise Provocada Por Políticos e Agiotas

Quantas vezes ouvimos o primeiro-ministro e outros ministros da oligarquia governamental – excepto o da economia (porque será?) – e até o coveiro de Portugal afirmarem que os sacrifícios decorrentes da aplicação do plano capitalista que dá o nosso dinheiro aos bancos é para todos. Será mesmo? Será o que se está a passar ou estaremos a ser mais uma vez vítimas do roubo descarado das máfias políticas?

Os portugueses estão habituados ao fanatismo partidário, pelo que sempre desconfiam com razão, mas mal, pois que excepcionalmente se escapam a cair como parolos nas artimanhas das oligarquias políticas. Acreditam mesmo que o dito Movimento para a Democracia Directa, iniciado por um pequeno punhado de gente honesta, não esteja comido pelo partidarismo sectário que se aproveitou desse movimento como o lobo na história do capuchinho vermelho. É verdade que ainda lá continua uma parte de democratas honestos, mas a malvadez dos outros destruiu a louvável obra dos seus fundadores. Que miséria! E há quem se que os políticos procederem de forma tão semelhante.

Esta artigo é uma sequência lógica de outros anteriores que nos avisavam sobre o que este presente viria a ser. Sobre a fonte de todos os problemas do país. Dada a desconfiança e simultânea incredulidade, muitos têm acusado estes artigos como partidaristas, tanto como atacam as más acções dum governo como as de outro de suposta – mas não verdadeira – ideologia diferente. Afinal, o que interessa não é a ideologia dum qualquer partido, mas o que ele faz pela nação ou contra ela, e neste país há muito que só se vê destruição. Os discursos dos mafiosos não passam da mais barata e ordinária banha da cobra, que convencem a maioria numa conjuntura criada com a imprescindível ajuda da jornaleiragem dominada por um conglomerado financeiro selvagem que filtra, modifica e fabrica as notícias para que estas defendam os sus interesses, aos quais as corjas oligárquicas se associaram.

Ter feito compreender a população que não necessitava mais de trabalhar por ter aderido à UE foi um crime. Deram-se-lhe os fundos de coesão que não foram directamente para os bolsos da máfia cavaquista (mais tarde também para outras máfias) em lugar de as usarem para preparar o seu futuro, agora, evitando a miséria que se vive. Simultaneamente, destruiu-se todo o tecido que de algum modo desse lucros ao país ou pudesse ser exportado. Se confrontarmos um gráfico dos montantes dos fundos de coesão recebidos da UE ao dos montantes do empréstimos contraídos pelo país, até um cego consegue ver e compreender que são simetricamente opostos, completando-se e provendo ao país a mesma liquidez que lhe permite continuar com a vida de meio-luxo sem trabalhar nem produzir. Estes gráficos juntos formam um par inseparável. Qualquer um deles apresentado sem o outro serve unicamente para iludir e ludibriar a quem os veja viúvos.

Se todos os governos seguiram esta mesma linha, como defender um contra outro, neste assunto específico que compreende ainda a falta de restruturação dos meios produtivos, sem isenção de partidarismo? Todos induziram os portugueses a endividar-se e a dar o seu já pouco dinheiro aos bancos. Todos permitiram aos bancos assaltarem a população e extorquirem-lhes o que pouco tinham, até perseguindo-os com ofertas aliciantes para lhes sacarem ainda mais. Todos os governos o fizeram ou o permitiram, pelo que todos são culpados sem excepção, embora tudo tivesse começado pelo Cavaco, o carrasco do povo e o seu coveiro. Donde se vê a estupidez crassa e espírito suicida de quem o elegeu por duas vezes. O Arrebenta, que conhece bem este processo e tão magistral e fielmente o documenta, parece recear fazer esta última afirmação.

O ditado «cada povo tem o governo que merece» exprime aqui todo o seu significado. Se este povo continuar a julgar-se inteligente e esperto e que ninguém o engana, jamais se libertará do jugo daqueles que vivem precisamente para o enganar e roubar e que jamais quererão deixar de o dominar. Há dois caminhos para aprender: ser ensinado ou aprender pelos seus próprios erros. Para o segundo modo, porém, é imprescindível que se compreendam e admitam os erros. O orgulho que por cá se encobre com o epíteto de auto-estima tem como único resultado cegar as pessoas, impedindo-as de progredir por não saberem como ao não compreenderem os seus erros e como são atrasados e tansos. Como almejar progredir quando já se tem a si mesmo como melhor que todos?

Analisemos a desgraça para onde o país está a ser levado e se tivermos cabeça, sabedoria, compreensão e espírito democrático, ajamos em lugar de apoiarmos greves desnecessárias, estúpidas ou abusadoras, como as recentes dos ferroviários, já melhor pagos que toda a população em geral e que nos emmerdam (galicismo comum) a vida. Não têm razão de ser e há outros modos de luta mais eficientes e que envolvem toda a população e não apenas um sector marginal como este.

As mentes nacionais têm sido estreitamente controladas pelo que se lhes conta e dá a conhecer ou pela banha da cobra da corrupção política, por uma jornaleiragem imunda e indigna duma profissão que foi nobre, mas que, com algumas excepções, deviam ser passados a fio de espada. Ajudar a atirar um povo para a miséria, dizendo e revelando, modificando ou inventando tudo o que ajude a pôr e a manter uma grilheta mental de que as máfias oligárquicas têm a chave.

Que nos tentou impingir o criminoso do Coelho durante as eleições e obteve êxito junto duma maioria de retardados mentais? Porque o que era necessário, não era substituir um qualquer governo. NÃO era substituir a merda por excremento, mas controlar quem no-la tem dado para que não se continuasse na mesma dança macabra que, evidentemente, continuou. Se não se fez absolutamente nada para acabar com ela, que se esperava? Porque se queixam, então agora, se votaram e elegeram os mesmos? Porque dum partido ou doutro, são iguais: ladrões impunes. Não têm o que escolheram? Se até elegeram um cadastrado… Que gente piegas!

Que nos tentou, pois, impingir esse vigarista durante as eleições para sacar votos aos retardados mentais que se julgam espertos e com maturidade política? Será tão difícil de compreender que mudar governo só muda as moscas. Quanto mais querem sofrer os masoquistas até aprenderem?

24.2.12

BdP "A Coutada" - cambada de ladrões ou algo mais?

Envio conforme me foi enviado…  a ser vedade….                                                              
   Banco de Portugal, eles querem, eles sonham e a obra nasce... 

http://1.bp.blogspot.com/-felJ_IJHd0k/TzqRxJjvaoI/AAAAAAAABPE/KO5y1AO1PYo/s320/378434_10151003454845296_483035515295_21759625_1525086110_n.jpg
Entre privilégios e esbanjamentos o Banco de Portugal ergue-se omnipotente, qual ilha paradisíaca exclusiva para os afortunados que têm a sorte de arranjar, por ali, um ambicionado "tacho".
É um nicho isolado que contrasta com a paisagem circundante do país onde se insere, em crise profunda, com empresas carentes vitimas da austeridade, portugueses empobrecidos vitimas do desemprego, dos cortes nos direitos, dos cortes nos benefícios e aumento dos impostos, taxas e preços.

Os privilégios e despesismo do BdP, prolongam-se numa lista longa, ridiculamente ofensiva.

1-Usufruem de uma Quinta da Fonte Santa, em Caneças, para festas de aniversário dos funcionários ou filhos e para convívios com amigos, serve ainda para os filhos dos funcionários aprenderem equitação etc. Tem piscinas e áreas de desporto, tem um picadeiro para utilização dos seus colaboradores e familiares. No site oficial da instituição, apenas são referidas as instalações de Lisboa (edifícios Portugal e Adamastor), o complexo do Carregado, a filial do Porto e ainda alguns delegações regionais de agências. A quinta não consta.

Mas é propriedade do Banco e usaram-na os socialistas para privilégios (típicos do imperialismo) e não só, nada comuns em empresas em Portugal. - Desculpa esfarrapada; Quinta foi dada ao banco para pagar uma divida. ( E o banco decide oferece-la para luxo dos empregados?)Boa.

2-Usufruem de uma piscina no interior do Complexo do Carregado, onde é produzido o dinheiro. Piscina para uso dos funcionários. - Desculpa esfarrapada; são reservatórios de água para o caso de haver incêndios, e dado que há vários reservatórios, um pode ser usado como piscina. (boa!!)

3-Dão-se ao luxo de produzir filmes para suporte de reuniões e formação no valor de 166,5 mil euros!
4-Gastam mais de cinco mil euros para pagar carrinho de golfe. Desculpa esfarrapada; para ajudar "pessoas com dificuldades de locomoção" (esta convence e comove)



5-Gastam exorbitâncias em Telemóveis. Em Janeiro de 2010, o BdP celebrou contrato de prestação de serviços de telecomunicações móveis, pelo período de 2 anos, no valor de 765 mil euros. Ora, sendo este montante relativo a 730 dias, conclui-se, sem mais, que o BdP gastou, em média, nos anos de 2010 e 2011,mais de mil euros por dia em telefonemas.



6-Compram obras de arte caríssimas. O Banco de Portugal pagou 10 mil euros por uma obra de Fernanda Fragateiro. Numa altura em que o país está sob ajuda externa, o Banco decidiu dar um contributo às artes. 



7-Alugam espaços para festas, por balúrdios, quando têm vários espaços do próprio banco? Quase 100 mil euros para o Hotel da Praia para realizar um evento junto ao mar. Apesar de ter uma sede gigante na avenida Almirante Reis (Lisboa), ter a quinta de Caneças, etc parece não ter espaço suficiente para realizar eventos.



8-Gastaram 7 mil euros para as agendas do Banco? Confirme aqui, no site do Governo,quanto custaram as agendas do Banco de Portugal para o ano de 2012. Mas em 2011, gastaram mais ainda, foram 15 mil euros de agendas. Há ainda que somar o IVA a ambos.



9-Por razões que nem valem a pena recordar, os portugueses comuns têm cada vez menos dinheiro para as suas despesas. Talvez por isso, o Banco de Portugal decidiu gastar 35 mil euros a explicar, num filme, "A Vida da Nota". Quem pode, pode.

10-Banco de Portugal realizou um contrato de 48 mil euros para o aluguer de autocarros, com motorista, durante um ano.
11-A 19 de Outubro, o Banco de Portugal adjudicou uma auditoria no valor de 533 mil euros. Menos de 4 semanas depois, era a vez de pagar outra auditoria no valor de 2,2 milhões de euros.

O Jornal Sol explica ajuste de 2,2 milhões no Banco de Portugal
Em causa estavam os testes de stress aos 8 maiores bancos nacionais. Serão os próprios bancos a pagar a conta. O contrato foi assinado pelo Banco de Portugal pela “urgência imperiosa”. (Mas aparece no site do Governo como sempre)



12-Numa assinatura de um jornal estrangeiro, gastam mais uma boa fatia de euros. Parece que no Banco de Portugal todos os colaboradores são obrigados a ler o Financial Times de uma ponta à outra. Só assim se pode justificar os 15 mil eurosgastos na assinatura anual do jornal. 



13-Recorde-se que alguns dos subsídios financiam a compra de livros e computadores, no valor de 1000 euros/ano por funcionário. Prevê-se a extinção desta regalia em 2012.



14-O BdP inclui ainda um beneficio original, apoios financeiros para compra de colchões ortopédicos.
15-Apoios financeiros para ginástica correctiva! Também muito comum nas empresas.
16-Empréstimo até 180 mil euros, com juros bonificados para 1ª e Segunda habitação!? 
17-Apoio infantil tem um subsidio para as crianças em idade escolar.

18-E como há por tugueses de segunda e portugueses de primeira, nesta pseudo democracia, este paraíso superior à lei e recheado de privilégios demasiado bons para os portugueses de segunda, oferece mais um de bradar aos céus - 25 dias de férias a que podem somar mais 5 em função da antiguidade.
19-Foi pago subsídios de férias e de Natal a todos os funcionários. Na resposta, o banco explica que as "medidas de contenção salarial consignadas na Lei do Orçamento de Estado para 2011 e para 2012 não entraram em vigor no Banco de Portugal porque este se rege pelo Código do Trabalho e pelas convenções colectivas em vigor."
Segurem-se que esta é explosiva....
O banco recorda que o parecer emitido pelo BCE em Novembro, a pedido da Assembleia da República, refere que o Estado se deve abster de impor restrições de natureza salarial (Reparem bem na lata a lei saiu na véspera dos cortes, ou seja foi alterada para não os afectar, ou seja o governo fez tudo para os protegerou outra que retirem ao banco central o seu poder de organização interna ou que afectem a sua capacidade de recrutamento ou de retenção de pessoas com as qualificações profissionais para desempenharem as missões que lhe competem, no âmbito do Sistema Europeu dos Bancos Centrais.
No comunicado de sexta-feira, o banco diz-se ainda preparado para decidir sobre a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos seus trabalhadores, desde que “os órgãos de soberania competentes adoptem disposições legislativas que o autorizem a fazê-lo, e após a indispensável consulta ao Banco Central Europeu” fonte Em suma recebem os subsídios de férias porque o governo assim o permite e o providenciou? Aliás a lei que reforçou a protecção do BdP contra os cortes salariais aplicados à Administração Pública, foi estratégicamente aprovada em finais de 2011 pelo Ministério das Finanças. Na mouche!! fonte
O estado tem feito questão de deixar bem claro que negoceia a favor dos amigos e contra o estado.
20-O Banco de Portugal contratou, por ajuste directo sem consulta a outras entidades, dois escritórios de advogados para processos judiciais, no valor de 1,3 milhões de euros (650 mil euros cada um). A sociedade de advogados Sérvulo & Associados e a sociedade Vieira de Almeida & Associados. Foi ainda realizado um contrato de 193 mil euros com o escritório Simões Correia Associados. fonte


21- Já em 2003 os luxos eram ofensivos, segundo este artigo no CM. 
"O tempo é de crise, mas “o apertar do cinto” passa ao lado do Banco de Portugal. A autoridade de supervisão, que tem apelado à moderação salarial na Função Pública, renovou este ano parte da sua frota automóvel composta por 66 veículos.
O governador, Vítor Constâncio, teve direito a um BMW de 67400 euros. Para dois administradores foram um Saab no valor de 37 mil euros e um Volvo de 36730 euros.
Até o motorista do governador teve direito a um carro pessoal. Um Peugeot 206 com um valor de 11000 euros. A frota de automóveis do banco central costuma ser renovada de três em três anos. Em 2003, a crise fez com que fossem apenas adquiridos sete novos carros, bem menos do que aconteceu em 2002, ano em que o banco comprou 20 novos veículos.
Dos 66 automóveis que compõem a frota do Banco de Portugal, uma dezena pertence ao chamado “serviço geral” e os restantes 56 estão entregues individualmente.
Daquele parque automóvel fazem parte, entre outros; 17 BMW, 12 Mercedes, 7 Audi, 7 Volkswagen, 5 Volvo e 2 Saab." fonte



22-SALÁRIOS E REFORMAS DOURADAS NO BANCO DE PORTUGAL/2008
O Conselho de Administração do Banco de Portugal, composto por seis membros, que auferem salários anuais de 1,596 milhões de euros anuais (uma média de 266 mil euros por ano para cada).
A este valor médio de 266.000,00 euros por ano, acresce: cartão de crédito para despesas de representação, telemóveis, viagens, carro topo de gama com motorista e segurança privada a tempo integral, etc, etc..
A estas benesses, acresce também o facto destes senhores, no fim do mandato no Banco de Portugal, terem "direito" a uma pensão de reforma integral ( mesmo que só tenham passado 4 ou 5 anos no cargo ). Uma reforma dourada que não é acessível a mais nenhum reles mortal CONTRIBUINTE PORTUGUÊS.
Vítor Constâncio
Rendimentos em 2006 – 282.191,00 euros
José Agostinho Martins de Matos
Rendimentos em 2005 – 244.536,00 euros
Pedro Duarte Neves
Rendimentos em 2006 – 254.586,00 euros
José Silveira Godinho
Rendimentos em 2005 – 364.184,00 euros ( Salário Administrador Banco de Portugal + pensão Banco de Portugal de 139.550,00 euros).
Manuel Sousa Sebastião
Rendimentos em 2006 – 226.081,00 euros
Vítor Manuel Pessoa
Rendimentos em 2006 – 225.240,00 euros ( Salário Administrador Banco de Portugal + pensão de 30.101,00 euros )



Em comparação com outros países, temos que nos EUA, o Presidente da Federal Reserve Board - Ben Shalom Bernanke, que tem formação acadêmica na Universidade de Havard, Massachussets Institute de Stanford, New York University, Princeton Universit, entre outras mais, ganha miseravelmente uns126.938 euros anuais. País pobre ! Carambafonte
Questões finais que intrigam muitos portugueses!
Se não é empresa Pública quando toca a ter obrigações de cortar os subsídios, porque já o é quando toca a usar o dinheiro do estado, já que as suas despesas aparecem no site do Governo, o tal sustentado pelos nossos impostos? 
Se não é sustentada com dinheiros públicos, estranha-se tanto luxo. Nenhuma empresa, para além das sustentadas pelo estado, tem por hábito distribuir luxos e esbanjar desta forma. Creio que ninguém conhece uma empresa em Portugal que trate assim os funcionários, sem ser ruinoso ou sustentado por dinheiros públicos. 
Se o governo já previa que ia haver cortes nos subsídios e mudou a lei que protegeu o BdP dessa medida, pouco antes de a implementar, não será isso criminoso? Mais, o governo tem poder para mudar isso como se refere aqui "o banco diz-se ainda preparado para decidir sobre a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos seus trabalhadores, desde que “os órgãos de soberania competentes adoptem disposições legislativas que o autorizem a fazê-lo, e após a indispensável consulta ao Banco Central Europeu Expresso
É, indubitavelmente, um albergue criado e aperfeiçoado para servir de "incubadora ou reserva" (citando o expresso) de economistas que intercalam entre o poder público e o politico. Os nomes que já passaram pelo BdP e pela politica, intercalando num e noutro, é uma lista infindável que pode ver aqui. Expresso 
É o local ideal para colocar a elite de amigos, os militantes, os protegidos e oferecer tachos. Tem todas as condições garantidas para fazer qualquer funcionário feliz. 
(Fica finalmente claro o porquê de a Remax ganhar quase sempre o prémio do melhor local para se tarabalhar em Portugal... O Banco de Portugal, não concorre, porque até parece mal.)
Se o BdP não cumprir o seu dever, quais as sanções que lhe são aplicadas? (ao povo já sabemos as sanções que se aplicam quando o BdP não fiscaliza como deve ser - o povo paga)
Compete especialmente ao Banco de Portugal "velar pela estabilidade do sistema financeiro nacional,(...) Assim, o Banco exerce a supervisão prudencial das instituições de crédito, das sociedades financeiras e das instituições de pagamento.
O Banco de Portugal exerce também a supervisão da actuação das instituições na relação com os seus clientes – supervisão comportamental. Neste âmbito, o Banco de Portugal intervém no domínio da oferta de produtos e serviços financeiros – para que as instituições actuem com diligência, neutralidade, lealdade, discrição e respeito no relacionamento com os clientes – e também ao nível da procura de produtos e serviços – estimulando e difundindo informação junto dos clientes bancários, promovendo uma avaliação cuidada dos compromissos que estes assumem e dos riscos que tomam. 
O Banco de Portugal produz estudos e análises da economia portuguesa, da economia da área do euro e do seu enquadramento internacional e dos mercados e sistemas financeiros. Fonte
Chegada a hora de avaliar o seu desempenho, ao fiscalizar a banca, não passou despercebida a inércia que exibiu perante o regabofe que se desenvolvia no BPN. Ou ainda no caso do BPP.
Não soube, ainda, prever ou evitar que os "portugueses tenham vivido acima das suas possibilidades", como tem sido dito sucessivas vezes, pelos politicos, acusando os portugueses de usar e abusar dos empréstimos bancários... Como se fossem os portugueses a ter que perceber o impacto desse comportamento na economia e finanças do país... e não o Banco de Portugal ou o Governo. Como se fossem os portugueses a ter que colocar um travão nisso, e não o BdP... 

Permitem o empréstimo de dinheiro com base em filosofias gananciosas e insustentáveis... fingindo não saber que esta situação permite o enriquecimento da banca e o empobrecer os países,( veja este video a partir do minuto 7 ) como está, aliás, já a acontecer...
# Permitiu o buraco da Madeira, sem que alguma vez alguém chamasse a atenção para o descalabro.

Vergonha na cara não há por cá...

Lembram-se do discurso do Cavaco que "enterrou" Correia de Campos como ministro?
Porque teria sido?
Seria porque atribuia a Correia de Campos o facto do IPO ficar em Lisboa e estragar o "big" negócio ao seu amigo Duarte Lima?
 
 
O presidente da Ferrostal está PRESO por vigarice na venda de submarinos a Portugal.
Por cá, Portas é ministro dos estrangeiros...
 
Mais palavras para quê?
Pelo menos na Alemanha, vão para a prisão e demitem-se...
Talvez, também, por isso a Alemanha seja um país rico e nós abaixo de lixo...

18.2.12

Accudam, que mattàram o Câvàco!...



Imagem do Khaos

Era um gritto que corria tôd'o  Chiado, "que tinham matádo o Câvàco", mas sendo Lisbôa, por tradicção, uma cidade de rummôres, esperava-se que vièsse conffirmação em tod'os jornais da tarde, pel'o que os mais curiòzos, entre passivas de "pochette", "précieuses riddi'cules", drogadas de morphina e ôutros tóxicos, cartheiristas, e os habittuais clientes do boàto e do escândallo, divididos entre a "Brazileira" e os engraxattes da esquina, que nunca fizeram boa coisa, ou melhor, do que tornar ainda mayor aquillo que ainda era symples dúvida, porqü'anto nada se sabia de certo, andavam desorihentados, e é assim, e sempre foi, que uma possível mentira se accentua.

E era ouvi-l'a grittar num soffrimento que lancinava os corações,
"Accudôm, ao Câvàco que mattôm!...,
e não tinha ampàro nem memmória, a não ser que se fizesse hum reccuo aos tempos em que a Senhora Dona Maria Elysa Dommingos gemia, no camarim dos esthudios millionários da RTP, com aquellas dôres que parecem ser próprias do padecimento d'ela, a que os pharmacêuticos e médicos costumam dar o nome de phibromialggia, e parece ser mesmo de muyto soffrer e perder todâs as forças.


Ao certo, sabia-s'e pôuco, porque dos jornais de vèspera só se conseguia lêr que o Chefe de Estado, e Comandante Supremmo das Tropas de Portugal tinha fuggido de uma manifestação de adollescentes, mais virados para o estudos das cousas arthísticas do que propriamente para àctos de revolucção, mas a verdade é que, a bem ou a mal, tinha emprehendido a fuga.

Na "Brazileira", a voz em redor dos cafés era unânime, e só se falava do incomprehendido: de que um Prezidente, que fugia de rapaziadas, que faria, se viesse por um valle, ali fora, um exército inteiro para conquistar Portugal?... Ir-s'ia pôr deffronte de troppas que defendessem a Nação, ou esconder-s'e por dettràs de uma cortina rendàda e anonyma, a tremêr e a suar das mãos, soffrendo e com todos os sinais do soffrimento, com riscos de que o Regimen se desffiasse, por inoperância do homem a quem fôra dado o alto poder de a protegger?... Ou esconder-s'ia num submarino comprado às potências alemmãs, sem cuidar do estado de protecção que se lh'e devia?... Só podia cerrar os olhos a isto quem não quisèsse vêr, poisque a cousa era eviddente.

Saídas as beatas de uma missa na Igrêja dos Itallianos, onde se estivèra numa acção de graças pelo parir das parideiras, e um pedir amarguràdo para que houvèssem mais bôcas num país de população escasseada, e quase tôda desempreggada, mais o rumôr ganhou força, porque o vozear das mulheres sêmpre fôra, em Lisboa, como o viggor das vòzes de Cassândra, e já havia quem dissès'e que, estando o Prezidente reallmente môrto, a Senhora Dona Maria Cavaca tinha sido vista a reffugiar-s'e, incògnita, mas, assim mesmo, reconhecível, pelo trajar exccêntrico, no Quarthel do Carmo, o que era bom, porqu'e era sinal de que estaria a salvo. Socegassem, pois, os entrevàdos, mongolòides e rachíticcos, que continuaria a havêr visitas de estado aos seus asylos próprios, como até então se tinham processado, e o fotógrapho cègo que as registàva continuaria a ter livre carta de proccedimento, para cautella das memórias futturas.

Nos balcões da FNAC, as versões eram mais titillantes e epidemicas: o importante não era saber se o Prezidente estava realmente môrto, mas se a Patrícia ter'ia tido tempo sufficiente para vir de Dentharia e Pharmácia, atravessando as ondas do Tèjo, em escuna rápida, para se coloccar sôb a protecção de Lanceiros 2. E aí diverggiam as vòzes, porque havia quem a desse já na Ericêira, mais o Montêz e o Vascco Lourenço, fazendo as escrituras das quinttas e havêres do Álem-tejo, porque o Festival do Sud'ueste continnuaria, mesmo confirmada a morte do Cadáver de Boliqueime. Era mulher de chorar, nariz empinado, mas coração de dolências, pois, sem habilidade para amar, ante-cançam-nos aquellas palavras que seria preciso dizer para se tornar amado. E, se para o Prezidente, que já era, ainda que não confirmado, caddàver, para ela ainda restaria tempo em que se recômpusèsse e voltàsse às lides, nas quais se tornara exhimia, como as comissões de honra e as festas, em forma de matrôna omni-presente e emplasthro.

Faltava a Perpétua, e o allivio que haveria de se saber que estava proteggida, porque estando o Prezidente môrto, quem zelaria por qu'e o meio quèque continuàsse a ser dado a seus netos, d'elle?... Só quem não viu, effectivamente, ao chegar quasi à esquina, aquela doce visão que se nos colla à pelle, poderia esquecer a Perpétua, a quem nunca o BPN e os typos de acções que lá vendêra, por preços que só um cègo ou uma intelligencia abstracta não perceberia serem um cambalacho que deveria ter levàdo, em devido tempo, todos para a prisão. Mas, como se o vento n'ellas desse, apagaram-se memórias e idéas, como os crimes do Tribunal da Relacção, cinzas de nevoeiros, onde o crime se annula e todas as cellulas do corpo da alma encontram a consollação do "Aventalinho". Se formos naturaes, não haverá angusthia nem suffoco, por que a cousa prescreve por si mesma, como nos sinaes do cu do Paulo Pedrôso, ou na megaburla ultramarina do BES Angolla, que a côrte, a tempo e bom mòdo, branqueou.

Falta aqui a conclusão, porque a dôr humana é infinita: quem agüentou com o texto atráz, mais deve ter percebido a quem eu, escritor, estava a mandar, em quatro frentes, para o caralho: a frente literal, que é a vergonha de termos como Prezidente um vendedôr de feiras do Al'garve; o alegórico, que é mandar para a puta que o pariu o Comissário Vasco Graça Moura, dizendo-lhe que quem dita a Língua sou eu, e outros, escritôres, que elaboramos os melhores textos na ortographia que melhor entendermos, e depois haverá estudiosos -- honra lhes seja feita -- que recolherão todo este permanente escaqueirar de formas e convenções, que só a enormidade da Criação tem poder para ditar, e arduamente balizarão a ortographia de cada tempo, na forma empenhada da estrutura académica, e que bem podem estrebuchar comissários políticos e editores de badanas em papel caro, que de nada lhes serve o ato, porque há muito que o Poder da Escrita mina todo o polvo de regras da miséria mental, e rege, e volta a reger, a sua subversiva atividade, através de uma perpétua, e quotidiana, ação: a de implantar, por escrito, textos inamovíveis e palavras lapidares. Esse é o dom e o caráter de quem escreve. Do lado da moral, e ainda seguindo Dante, e o seu "Banquete", vem também o sentido moral, que é a de uma Cultura de rastos, mas, ainda assim, ensimesmada no seu onanismo bizantino de acreditar estar no "fim da História", porque não está, já que o "Fim da História" sempre foi o capítulo que antecedeu o capítulo seguinte, por mais vazios e vaidades, petições, e "Novas Águias" bafientas, cheias de abutres bolorentos, que deverão rapidamente tentar ir apanhar no cu, enquanto haja quem os encave, porque quem manda na Língua é quem tem pulso para a escrever, coisa, que, consabidamente, nunca foi para todos: é para quem pode, e não para quem quer!... Anagogicamente, porque já vamos muito longos, olhem para cima, e vejam a miséria a que chegámos, não nas pontas dos pés dos reviralhos ortográphicos, mas no vexame que é ainda não termos arredado, de facto, da suprema magistratura da Nação, o cadáver adiado, de fato, coçado, que lá quer insistir em continuar a procriar.

Haja decência, Portugueses, e abram os olhos: outrora, nós fomos Senhores do Mundo...

(Marretada, da forte e fêa, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e no "The Braganza Mothers")



14.2.12

O Grande Bluff

O governo cumpre tudo o que o partido apodrecido tem vindo a anunciar desde há anos: o alargamento da fossa entre ricos e pobres, que já era a mais profunda da UE. Como nos admirarmos quando o partido no governo cumpre honestamente aquilo que, abertamente ou não, sempre mostrou ser o que intencionava fazer?

Muitas outras afirmações de banha da cobra fez durante as eleições, mas faz agora o contrário. Porém, sobre esta não fez juras nem promessas, mostrou claramente a sua vontade e intenção que agora cumpre. Por muito mau que posse ser é impossível de incriminar com objectividade e honestidade. A clara intenção é a de tirar aos que menos têm e fazê-los pagar a crise que a corrupção e a ladroagem originaram a começar no governo do Cavaco (como já por várias vezes aqui exposto). Nenhum dos que se seguiram sequer tentou reverter o caminho em que o país fora lançado. Aos que mais têm nada é tirado.

Há quantos anos ouvimos o Cagão Feliz martelar sobre esses assuntos?
Os culpados são os que neles votaram e o fosso entre ricos e pobres vai continuar a aumentar.

Polémica absurda sobre a discordância do Cavaco com o Coelho. As alusões do primeiro apenas serviam para, sub-repticiamente, apoiarem as decisões do segundo. Um logro tão bem arquitectado que foi interpretado como eles desejavam.


É professor(a)? Veja esta publicação do Ministério da Educação no Diário da República.

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Tem um mês, mas como «produz efeitos a partir de 25 de Junho», exactamente um mês e meio após a eleição do governo, significa que ao ser eleito já tinha em mente sacar os falsos subsídios do 12º e o 13º mês aos professores, mas não aos políticos e amigos no próprio ministério. Por isso agora eles mudaram-lhe o nome para «abono suplementar».

Mais um, um mês depois, mas a boche nem se incomodou a disfarçar o nome.

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História da preta, do marialva que andava a montar a preta, e do Pau de Cabinda

Imagem do Kaos

Não gosto muito de manifestações, porque sou comodista, e as manifestações têm poucos lugares sentados,  mas, quando as manifestações reunem, de pé, 300 000 pessoas, talvez seja a altura de nos levantarmos,  e vencermos o comodismo do estar sentados, ou como o outro queria, passar de "piegas", a gente capaz de impor regras.

Eu, que por razões literárias, sou um apreciador de étimos, e, vício de família, cultor da História, ando empenhadissimamente a perceber como é que as coisas chegaram a este estado, e por acaso, particularmente interessado na história da Linha de Sintra.

A Linha de Sintra, como toda a gente sabe, é uma aberração do nosso continuado Teatro de Revista, de há 500 anos para cá.
Em Inglaterra, e nesses países atrasados, onde as linhas férreas se faziam para ligar as zonas de vigor industrial, com os lugares de exportação e consumo, criando a célebre teia da Revolução Industrial, que levou à primeira leva de escravos, que o Marxismo, que, embora não frequente, tão premonitoriamente tratou, a Linha de Sintra nunca teria lugar, já que foi feita, não para ligar polos de vitalidade comercial, mas sim para que o Rei, quando estava com hemorroidal, mais depressa pudesse chegar ao sopé do Palácio da Pena.
Nessa altura, o comboio só tinha primeira classe, na esperança de que a Família Real comprasse um bilhetinho, de quando em vez, coisa que nunca fez.

Já D. João V, para ridículo de toda a Europa, era assim, e contruía caixões dourados, atrás de caixões dourados, para carregar freiras e bastardos, que ia emprenhando das freiras, tudo isto a custos do ouro do Brasil, enquanto importava tudo, de Inglaterra, França e Holanda, mostrando umas vistas largas, que nunca mais perdemos, nem conseguiremos perder, entre o séc. XVIII e o XXI.

A Linha de Sintra, pois, apesar do seu começo ridículo, acabou por se tornar na espinha dorsal e na metáfora da nossa situação presente: foi criada, como as três autoestradas Lisboa-Porto, para Reis e Princípes, que nunca a usavam, porque andavam de carruagem, e, depois, de automóvel, mas ficou lá, porque era uma espécie de TGV da altura, a ser posta, muito sergianamente, onde podia fazer vista, já que não havia onde fizesse qualquer falta.
Com o tempo, e com a extinção das vacas da Graciosa, dos pastorinhos, que copulavam com as ovelhas, comedores de florinhas amarelas do trevo das amargas, amoras e estevas, e com os homens da gabardine, que abriam a gabardine e mostravam a coisa, sempre que a Rainha Dª. Amélia, antepassada de todas as fufas do séc. XX, seguia, sentada nos seus estofos de couro, para dizer, enjoada, "os homens do campo ainda têm a coisa mais pequena do que tu, Carlos...", coitado, que depois tão injustamente mataram... Para mais, a Amélia de Orleães odiava o comboio, porque os "picas" tinham todos bigode, quando o que ela adorava era buço de varina da Nazaré...
Mas, como eu ia dizendo, com o tempo, a Linha foi-se desenvolvendo, e sempre no sentido errado. Começou por se rechear de casinhas de trabalhadores da CP, que recebiam teto, para arranjarem os materiais enferrujados, e iam procriando, famílias numerosas, entre a trissomia-20 e o raquitismo, que caracterizam uma população ao nível do Biafra, e da Somália. Era um tempo de vivendas, de dentes podres, e de meninas penduradas à janela, à espera de que senhores vestidos de escuro as viessem pedofilizar, nos longínquos paradeiros do Cacém. Recitavam Pessoa, e soltavam peçonha. Por necessidades, criou-se então a segunda classe, para que a Rainha não corresse o risco de ser carteirizada pelos mãozinhas leves de Ranholas, e a Amadora substituiu, gloriosamente, a Porcalhota, tal como Goa se ia afastando da Taprobana.

Como a História não parava, e o país se ia afundando, na longa noite salazarista, começaram os monopólios e o condicionamento industrial, com um dos primeiros isaltinos de morais do nosso horizonte, o defunto J. Pimenta, a construir torres de putas, na Reboleira, mas como já então havia uma putas mais pobres do que outras, ao lado iam crescendo os barracos da Brandoa, e criava-se a célebre terceira classe, para quem não tinha bens para viajar nas duas anteriores. (Acho que a cronologia está toda trocada, mas isso é-me totalmente indiferente, nesta escrita automática).

Com o 25 de abril, a Linha de Sintra sofreu um desenvolvimento crucial, já que todos se sentiram J. Pimentas, e no direito de encher esquerda e direita, da Linha, de betão e de monstros atrás de monstros, onde as pessoas se sentiam muito felizes, para poderem perder duas horas para vir trabalhar em Lisboa, mais duas para voltarem para os seus colchões, a cheirar a cão de suburbio e gatos feodrentos. Foi a épica da Damaia, do Cacém, de Rio de Mouro e da Portela de Sintra. Toda a gente era comunista, e vivia em gaiolas comunitárias, e adorava ver fachadas de tinta decadente, como a Ucrânia, depois de Chernobyl, que tinham substituído todos os pinheiros, entre Lisboa e Sintra. Os comboios iam cheios, e era aventura, apanhar a carruagem da frente, ou do fundo, para ter direito a apalpanços, orgasmos de apeadeiro, e apertões de mamas ilegítimas.

O pior, como sempre, estava para vir, quando os Fundos Comunitários começaram a entrar em Portugal, e imediatamente foram desbaratados pelas mãos criminosas de Aníbal Cavaco Silva, Mighâ Amâghàl e Fegueiga do Amâghàl. Foi a era do preto, o novo escravo, que vinha de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Guiné, para viver em contentor se servir para construir os monos do regime, o Centro Cultural de Belém, inicialmente destinado à Cultura, mas posteriormente entregue a gerações de "ocupas", como o paneleiro Mega Ferreira, o ladrão Berardo e o traste Vasco Graça Moura, a Expo-98, por onde os dinheiros desapareciam, como num poço de Boliqueime; o Euro 2004 e os seus estádios pedófilos, de Carlos Cruz e do Secretário do Ambiente e Desporto, José Sócrates, e tantas outras maravilhas, em forma de Scuts e vascos da gama.
(Acho que já estou a baralhar tudo, mas isto só para dizer que a Linha de Sintra ia produzindo as suas Quintas da Marinha e da Beloura, na forma de Covas da Moura e afins, com desterrados de segunda e terceira geração, com grandes pilas, e nenhuns patrimónios...)

Nesta crónica do indefensável, Lisboa ia-se despovoando, e começaram a aparecer, pelas gaiolas da Linha de Sintra, cada vez mais gente que não tinha dinheiro para viver na Capital, de maneira que foi como se a Capital fosse esticada, em forma de elástico, e estendida até Sintra, com stôras, bancários e traficantes, mano a mano, a apanhar com uma estranha forma de vida.

No meio disto tudo, o aparecimento de Massamá foi um marco histórico, já que haja quem a considere a Quarta Roma, a Constantinopla de Barcarena, e era, sim, porque começou com um apeadeiro, para depois se estender por 10 cafés, uma roulotte de bifanas, dois centros comerciais, um, com loja para brancas, e outro, para pretas, casas de putas, sótãos de cadastrados, e uma célebre sex-shop, onde os afrodisíacos eram ligeiramente mais baratos do que na Amadora.

Para as gentes da Linha, o aparecimento de Massamá foi notável, já que podiam ser assaltadas em três momentos do dia: no seu dormitório, logo de manhã, ou ao fim do dia, durante a viagem de comboio, e em Lisboa, nos postos de trabalho, já que o negrão desempregado, que o Cavaco tinha reduzido à miséria, e o Guterres ao subsídio do emprenha-mais-três-que-o-contribuinte-paga, tinha passe social, para vir atacar calmamente, em plena Baixa e Chiado.

Maior glória do que isto, nem Camões cantaria, é evidente, mas como mau nunca nos chega, e sempre ambicionamos pelo péssimo, a coisas ainda se desenvolveu, já que estes ecossistemas, como as Galápagos, entregues ao seu isolamento, foram desenvolvendo espécies endémicas: a puta de Massamá, que se arraçou de brasileira, o respetivo chulo, que oscilava entre o Linhó e um T2 de renda baratucha, e fabricava crianças, para alimentar o insucesso das escolas de periferia, alegrando traficantes, violadores e pedófilos; o mulato, que comia a chinesinha, do restaurante da esquina, onde já pululavam os ratos, e o paquistanês, que fazia soltar "ai-jesus" à dona da rua de Queluz de Baixo, e ao marido, quando calhava. Com a chegada dos ratos vieram os gatos, para os comer, e os cães, para criar insuportáveis ambientes de poluição sonora, e maior alegria das velhas de 80 anos, com quem "davam o nó", para entupir cronicamente as urgências de infeções vaginais, do Amadora-Sintra, onde trabalhavam médicos de diploma comprado.

Obviamente, num ecossistema com tal riqueza, como qualquer biólogo dos bancos de corais, e de currais, me dará razão, era inevitável que, um dia, aparecesse um governo, e justa e heraldicamente, o "Governo de Massamá", já com preta, marialva, frequentador dos colos do útero e do anal, e muito Pau de Cabinda, que é o mesmo que dizer vender o país a retalho aos criminosos que governam Angola, e que vão provocar a guerra civil deste maio de 2012.

Tudo isto teria muita graça. se não fosse uma hiperrealista descrição do estado presente das coisas, com a Grécia a preparar-se para um governo de extrema-direita, que não vai pagar as contas, e vai lançar os fundamentos da Nova Ordem Europeia, um novo neonazismo, apadrinhado por uma sopeira de Leste, e 300 000 indignados não tivessem vindo relembrar, para a rua, que a gente que está no Poder, em Portugal, NÃO ESTÁ A FAZER NADA,  e o fim da Monarquia, e a agonia da Primeira República, onde, de quando em vez, alguém se passava, e, depois de matar a mãe, a avó, as filhas e as netas, amandava um valente balázio nos cornos dos cavacos, dos miras amarais, dos dias loureiros e dos catrogas desses tempos, por acaso, ah, sim... tão idênticos aos nossos.

(Trio da indisciplina. no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers", forte, fiel e farto)



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