27.12.11

Passos passou ao lado de «reforma» como esta

Recebido por e-mail de amigo e, por constituir uma boa lição a seguir pelo Estado Português, se transcreve:

Lei de Reforma do Congresso de 2011 (emenda da Constituição do Brasil)

1. O congressista será assalariado somente durante o mandato. E não terá aposentadoria proveniente somente pelo mandato.


2. O Congresso contribui para o INSS.(Instituto Nacional do Seguro Social) Todo o fundo (passado, presente e futuro) atual no fundo de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congresso participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

3. Congresso deve pagar para seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário.

5. Congresso perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde como o povo brasileiro.

6. Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõem o povo brasileiro.

7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.


A origem refere que a Lei foi promulgada e aprovada rapidamente, porque o povo o exigiu e a Presidente concordou. Seria muito sensato seguir esta lição para a Assembleia da República, as assembleias regionais e autárquicas. Num momento em que se prometem tantas reformas estruturais, esta seria oportuna e colocaria Portugal mais próximo dos exemplares comportamentos éticos dos políticos nórdicos tão citados em mensagens de e-mail.

O Brasil está de parabéns com esta lei histórica, e Portugal não devia ficar atrás.

Imagem de arquivo

26.12.11

Passos e as "conversas em família"

Transcrição de notícia de jornal, seguida de NOTA:

Passos promete reformas para "democratização" da economia
Público. 25.12.2011 - 21:07 Por São José Almeida

Passos Coelho sublinhou que "2012 será um ano de grandes mudanças e transformações".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, aproveitou o espaço televisivo da mensagem de Natal para olhar para o próximo ano e garantir que “2012 será um ano de grandes mudanças e transformações”, as quais “incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas”, com o objectivo de conseguir o que entende pela “democratização” economia.

Lembrando que já tinha anunciado que “2012 será um ano determinante” para “todos os portugueses”, o primeiro-ministro sublinhou que no próximo ano o país terá “muitos compromissos para honrar” e “muitos objectivos orçamentais e financeiros para cumprir”, mas frisou que será um ano importante “sobretudo porque temos muitas reformas estruturais para executar”.

Passos Coelho fez questão de apresentar as razões que encontra na sociedade portuguesa que justificam a sua atitude reformista da organização da sociedade e da economia e argumentou que “são estas estruturas que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidade”, mas que também “protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação”, por isso, concluiu que “são estruturas que têm de ser mudadas”.

Transformação do país

Explicando o que quer dizer com democratização da economia, o primeiro-ministro explicou que quer “colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do país”. E “que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico”.

Para isso, prosseguiu, quer que “estas reformas nasçam de baixo para cima, para os que se propõe “criar as condições para que todos os portugueses, cada um dos portugueses, nas suas escolhas, com o seu trabalho, com as suas capacidades, construam o seu próprio futuro e, em conjunto, o futuro de todos”. E garantiu que “as reformas que o Governo vai executar foram pensadas para fazer dos homens e das mulheres de todo o país os participantes activos na transformação e na recuperação de Portugal”.

Referindo-se especificamente ao facto de falar no dia de Natal, Passos Coelho referiu que esta “ a importância de relações de amizade, de solidariedade e de confiança”, para sublinhar que “na nossa vida colectiva a degradação dos laços de confiança ao longo dos anos teve graves consequências na qualidade da nossa democracia, no nosso desempenho económico e na nossa solidariedade comunitária”.

Defendeu ainda que “a confiança é um activo público, é um capital invisível, é um bem comum, determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade” e que “são os laços de confiança que formam a rede que nos segura a todos numa mesma sociedade”. Prometendo em seguida que “um dos objectivos prioritários do programa de reforma estrutural do Governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança”. E explicou que se referia “não só da confiança dos cidadãos nas instituições, mas também da confiança que temos uns nos outros, nas nossas relações profissionais, nas nossas relações sociais e nas nossas relações de cidadania”.

Até porque, concluiu o primeiro-ministro, “com mais confiança vem mais solidariedade, mais democracia, mais justiça e mais vitalidade social”. E isso só se consegue, segundo o mesmo Passos Coelho, com reformas. “Para construir a sociedade de confiança que queremos temos de reformar a Justiça, temos de tornar muito mais transparentes a máquina administrativa e as decisões públicas, temos de abrir a concorrência, agilizar a regulação e acelerar a difusão de uma cultura de responsabilidade no Estado, na economia e na sociedade”, garantiu.

NOTA. A memória faz que o tempo antigo seja recordado e, de tal recordação, surgem comparações que podem ser traduzidas em lições que distinguem o melhor e o pior, aquilo que deve ser repetido e o que deve ser evitado.

A comunicação social está a usar o verbo «garantir» quando se refere a simples promessas eventualmente bem intencionadas ou, pelo contrário, falaciosas.

As palavras da mensagem de Natal do PM são maravilhosas, mágicas, divinas, indo ao encontro de sugestões
aqui colocadas e reforçadas em posts posteriores. Mas, como ali se disse, o pensador que pretenda colaborar na passagem a «nova etapa de civilização» deve «usar de isenção, independência e apartidarismo», porque quem está comprometido e condicionado pelas soluções erradas que originaram a crise, não dispõe de real liberdade de pensamento e de acção para a mudança profunda que agora foi «garantida».

Quando comecei por falar de memória recordei-me de Marcelo Caetano que, pouco depois de assumir o cargo de «Presidente do Conselho de Ministros», iniciou regulares «conversas em família» em que começou por citar os diversos problemas do País que era necessário resolver e deixando a promessa de reformas profundas, em estilo semelhante ao agora usado por Passos. Em conversa com amigos, no dia seguinte, disse que se o anterior governo tinha a desculpa de não saber de tais problemas, este deixou de ter tal desculpa e tornava-se mais responsável no de não lhes dar solução. Aquela declaração de conhecimento da situação real foi um passo arriscado.

Essa impressão que me ficou veio a tornar-se concreta quando, um ano depois, noutra «conversa em família», veio a repetir vários aspectos que continuavam à espera de solução, o que não podia ser interpretado senão como uma confissão de fracasso, de incapacidade para resolver os problemas que tinha mostrado conhecer.

Ter boas intenções e fazer promessas deliciosas, de nada serve se as realidades não vierem a mostrar competência, capacidade, vontade e coragem para as concretizar.

Para bem de Portugal e dos Portugueses, será bom que Passos Coelho consiga ter mais êxito do que teve Marcelo Caetano e torne realidade as suas promessas de profundas reformas, que o País precisa.

A memória diz também que Sócrates iniciou o seu primeiro governo com belas promessas de reformas mas, ao querer concretizá-las, errou na metodologia, agindo contra quem devia ter sido chamado a colaborar, como juízes, professores, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, militares e polícias.

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18.12.11

Teresa Guilherme, ou o Retrato de Fanny, enquanto velha





Imagem do Kaos e dedicado ao aniversário da minha prima Isabelinha, em memória dos tempos de rir até  fazer chichi pelas pernas abaixo :-)


No tempo em que havia Ensino, ou seja, antes da Lurdes Rodrigues, da Alçada e do Crato, e de todos os seus antecessores, até D. Maria II, aprendia-se que o corpo se dividia em cabeça, tronco e membros. Uma pessoa saía de ali como que reconfortada, e passava as mãos pela pele, a ver se tudo estava no seu lugar e era... normal. Depois, vieram as modernidades, e passaram a incluir-se acessórios, como o pescoço, o botox, o rimel, as pontes dentárias, a lipoaspirações, o rabo, a rata, a pena grossa, a celulite, o clítoris, que as Africanas, por exemplo, acham que é um erro do "Intelligent Design", e cortam logo à nascença, as varizes, as estrias os joanetes, e a célebre doença dos pézinhos.

É natural que o Português comum, pouco dado à Cultura, e que só leu o "Equador", do Miguel Sousa Tavares, o Livro do Jardel e metade das Memórias da Carolina Salgado, esteja, hoje, em dia, baralhado, e fique com o seu conhecimento geral profundamente afetado, ao ponto de achar que África é um país da América do Sul, ou, Portugal, uma província da Mafia Angolana, ou que o Hulk faz parte do Conselho de Estado.

Resumidamente, regra geral, o Português da rua olha em seu redor e tem enorme dificuldade em encontrar, hoje em dia, corpos que sejam só cabeça, tronco e membros.

A novidade, e suponho que isto faça parte da reforma do Ensino, do sinistro ministro Nuno Crato, é que, em tempos de crise, todos pensemos que poucos são todos os esforços, e que é necessário deitar mãos a todas as ajudas possíveis.

Teresa Guilherme, um fóssil vivo, tal como o Celacanto, é, de facto, ainda constituída por cabeça, tronco e membros: a cabeça -- e nisto consultámos o Dr. Pinto da Costa, irmão do outro, e especialista em medicina legística, também conhecida por medicina do pós pés para a cova -- de Teresa Guilherme distingue-se por uma testa alta, o que analisando os crâneos, desde a célebre "Lucy" e o "Homo Sinensis", passando pelos Neanderthalensis, os que vão de joelhos a Fátima, os Cro-Magnons e o Stephen Hawking, no estado em que está, leva a crer um aumento substancial dos lobos frontais, ou do raciocínio, aqueles que o primeiro "Nòbèle" Português mandava retirar, para não pensarmos muito, porque éramos mais modestos, e o segundo também achou que era dispensável, já que Área de Broca se situava no livro de cheques da Pilar del Rio, da puta que a pariu.
Ora, um aumento da área dos frontais corresponde a um aumento da inteligência, o que é financeiramente comprovável, já que a Teresa Guilherme tem muitos defeitos, menos o de ser estúpida, e sabe que a melhor maneira de faturar é com a estupidez dos outros, e assim fez e assim sempre foi.

Descendo o "scanner" deparam-se três sorrisos, o da boca, larga como uma fenda, salvo seja, que faz uma curva, para baixo, enquanto os olhos, marotos, sorriem para cima, em curva inversa. Dizem os conhecedores que a boca da servidão também está em permanente sorriso, ou que ela tem uma Santa Teresa de Ávila entre as pernas, mas nunca por lá passei, nem tenho raios X neste teclado, em que a estou humildemente a glorificar.
Descendo mais um pouco, entramos na zona dos aterros e da construção civil, já que aquela queixada faz lembrar as enormes retro escavadoras que agora estão a preparar o terreno do Bairro do Aleixo, para o filho do Duarte Lima finalmente poder implantar o condomínio de luxo que estava bloqueado na Câmara, e a quem Rui Rio deu agora o empurrãozito que faltava. Há, portanto, nela, um traço fisionómico do dinheiro que vai pagar a fuga, para a Costa Rica, do pobre coitado.

Começam agora as austeridades que anunciam a magnífica reforma de Nuno Crato, porque cumprida a cabeça, a Teresa Guilherme une diretamente ao tronco, através de uma discreta papada, que, por mais que as plásticas a atirem para os baldes de recolha das cirurgias plásticas, teima em reaparecer, tal como a Cultura, que é tudo aquilo que fica, depois de nós termos tentado tirar os excessos. Sendo a Teresa Guilherme um produto completamente natural, só me vêm à cabeça os pelicanos, depois de uma gaitada de cardume de sardinhas, os perus de Natal, ou a Margarida Moreira, da DREN, nos tempos em que fazia de hipopótamo, para as rábulas do La Feria.
Aqui, como podem imaginar, já deslizámos, discretamente, do domínio da Fisiologia para o dos "Freaks", ou seja, vamos na direção certa.
Percorrida, como uma SCUT sem portagem, a cabeça para o tronco, depara-se-nos uma tabuleta a dizer "Mamas", ou "Tietas", consoante estejamos a ler a placa do lado de Portugal ou España, e, aí, o relevo é miserável, porque não haveria injeções na Economia que conseguissem alavancar aquilo para cima, por mais que se diga que ela fica com os bicos rijinhos, sempre que o João farfalha umas bojardas por aquela boca fora.
Como se sabe, os homens querem-se de boca fechada, e, tal como elas, só para cumprir a... função, desde que a... função não inclua a boca, e isto é um axioma que o Nuno Crato deve incluir na sua Reforma do Ensino.
Passadas las tietas, começamos a entrar no domínio da pura desgraça, o que só faz lembrar os relatórios do Tribunal de Contas sobre a situação na Madeira, e acho que devo poupar os estimados leitores a essas imagens chocantes, porque pregas, reentrâncias, refegos e "fiords" são mais para a Noruega do que para o corpo de uma mulher que pagou uma fortuna para ser intervencionada e... ficar na mesma. Há nela, como em qualquer mulher bichona, uma Maria Elisa Domingues por fora e um Zezé Castel Branco por dentro, mas, aparentemente, os armários de montar adoram aquilo, suponho que seja como a montanha russa, e aquela sensação vertiginosa, quando se vem lá do topo, de que se pode, MESMO, cair no buraco, mas graças à Santa com cara de saloia, eles acho que nem vêem, nem sentem nada, porque faz parte do contrato de cobrição poderem levar um espelho de corpo inteiro com eles, de maneira que, durante o sobe e desce, eles têm a sensação de estar a montar um musculado de ginásio com um Grande Canyon entre as pernas, o que, para não perdermos o fio à meada, nos leva do tronco para os membros.
Aqui, confesso, Deus, ou o autor daquela obra prima da Natureza, foi substancialmente feliz e cumpriu a palavra de Leibniz, ao dizer que estávamos no melhor dos mundos possíveis, e estávamos, porque os membros inferiores da Teresa Guilherme são siameses com os da Fanny, e fazem lembrar o velho conselho que Cézanne dava aos pintores, "tratem toda a Natureza, como se de cilindros, esferas e cones se tratasse": a Fanny Guilherme, da boca da servidão para baixo, tem dois cilindros, aliás, substancialmente poupados, porque o tempo é de crise, e descambam em dois pézinhos de porco, que, quando a fome apertar, ainda acabam nalguma feijoada pobre, de um sem abrigo de 2012 em diante.
Creio ter descrito não uma beleza, mas a Beleza em si, no sentido platónico, do "Symposium", mas ao contrário, já que não houve qualquer ascensão, mas um mergulho na realidade da sensorialiedade visual.
Nesta altura, estará já o leitor a perguntar como é que, sendo consubstancial a Fanny com a Teresa Guilherme, e estando ambas presentes no comungar de domingo da TVI, não bastava uma, e tinha de haver duas, mas a verdade é que uma é a alegoria da outra, e enquanto a Teresa está cá fora, de microfone na mão, a outra está lá dentro, em terríveis esforços de meter o microfone na boca, coisa bastante difícil, com oligofrénicos, que, ou são virgens, ou passam o tempo a fazer flexões, para se excitarem entre eles, deixando aquele barrilzinho, que se parece com aquelas trotinetes dos seguranças gordos do "Colombo", a saltar de colo em colo, à espera de entrever o padeiro.

A Fanny tenta, lá dentro, exercitar o que a "voyeur" Teresa Guilherme está, ávida, de começar a praticar.... cá fora.

Como nada acontece, é aqui que entra a Cultura, e que o Ministro Nuno Crato percebeu que deveria observar o fenómeno, e tentar capitalizá-lo o mais possível: das duas uma, ou o País tinha realmente chegado àquele estado, depois de décadas de exposição aos presépios da Maria Cavaca e aos "derbies" do Pinto da Costa e aos "Eixos do Mal", da Clarinha de Bilderberg, ou a Teresa Guilherme, aka, Fanny, era uma intelectual, revolucionária, que tinha tentado criar ali um alegoria sem caverna, ou dos homens das cavernas, como queiram, para despertar o país profundo para o estado de decadência cultural a que tinha chegado.
Para mim, que sou otimista, inclino-me mais para a segunda hipótese, e acho que há dentro dela um novo Rousseau, e que ela está a declinar, audio visualmente, um novo "Émile", ou, mesmo, a escrever uma "Ética a Nicómaco", que fará dos novos expulsos da "Casa dos Segredos", Reitores, Filósofos e Políticos de primeira água, como tanta falta nos fazem.

Que fique Nuno Crato atento ao fenómeno, porque tem ali um braço de ferro, aliás, voltando aos membros, da cabeça, tronco e membros, já que falámos dos inferiores, deixámos para o fim os superiores, e que Nuno Crato veja, ali, não mãos estendidas para punhetas babadas, mas braços direitos para uma reforma profunda da Cultura e do Ensino nacionais, rapidamente convidando, para os mais altos cargos, os intervenientes no novo processo de aculturação. Sendo justos, Teresa Guilherme daria uma excelente Ministra da Cultura, e Fanny poderia ser a sua sucessora na pasta da Educação.

A versão literal é menos otimista: tudo o que está a acontecer ali é mesmo verdade, a Teresa Guilherme, sem pescoço, é a mesma que decidiu fazer frente às megaprodutoras do pedófilo monopolista Carlos Cruz, e do Nicolau Breyner, que tanto gosta de mijinhas de meninas de seis anos, e só está a sacar o máximo possível, para poder ir para São Paulo, onde os homens ainda são baratos, e não continuará a ser chateada com os pedidos de ajuda do chavalo a quem deu a mota, e que acabou em Alcoitão, depois do acidente, e que ela nem se dignou ir ver, trocando-o por um substituto, aliás, por vários, como é do conhecimento público. A alternativa seria tornar-se no braço direito de Clara Ferreira Alves, à frente da RTP privatizada, de modo a poderem imbecilizar, durante 500 anos, a população nacional. Todavia a acreditar no cenário mais negro, que é a decomposição da Ordem Pública, de aqui a poucos meses, já a vejo, e, agora, os que têm estado a achar que falhei no essencial, vão ver que não, ela embarcará, com a Maria Cavaca, disfarçada de muçulmana, no aeroporto de Beja, e levada pela trela, na forma de caniche, com a massa mamária repartida, numa última plástica, por seis tetas de cadela salsicha, e a cara tapada por aquela cabeleira loira indescritível e inencontrável, exceto nos salões de peluqueria de Ceuta, Damasco e Istambul. Safará, assim, o coirão, cabeça, tronco e membros, com a Fanny, bloqueada num país em revolução, a posar para o busto da IV República, uma coisa igual à anterior, mas com todos os defeitos constitucionalizados, como "regras de ouro".


(Para rir, sem taxas moderadoras, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

8.12.11

O Estripador de Lulzsec




Imagem do Kaos

Há um princípio das panelas de pressão, que todas as sopeiras, incluindo Maria Cavaco Silva, conhecem, e que se resume no seguinte: se a panela de pressão -- e sendo mais erudito, chama-se a isso Lei de Boyle -- se a panela de pressão não tiver válvula de segurança... explode.
Ora, Portugal, uma paródia, nacionalmente vexada, dominada por sociedades secretas, mafias de todas as proveniências, pedófilos, proxenetas, traficantes, putas, escroques, ladrões, assassinos, cadastrados, traidores, apóstatas, clubistas de lesa-pátria, galambas, macedos, limas, pedrosos, loureiros, aníbais, e produtos autoclismicos afins, é o terror de qualquer dona de casa, exceto de Maria Cavaco Silva, que decidiu apostar, mais uma vez, nos presépios e na árvore de Natal, cortando nas prendas das criancinhas da Presidência: fez bem, e só lhe fica bem, porque as criancinhas ranhosas não brilham, como as árvores de Natal, e a vaquinha sempre lhe faz lembrar a Perpétua, o jumento, o legítimo esposo, os reis magos, Dias Loureiro, Duarte Lima e Vítor Constâncio, e as ovelhinhas... todos nós. O menino Jesus, com todo o devido respeito para a família, que continua a sofrer, por causa de uma teia infame, na qual ainda não percebeu que foi apanhada, desde os "amigos" ao "advogado", poderia ser o Rui Pedro, antes de ter ido prestar juramento de (pau) de bandeira, ao pedófilo Eurico de Melo.

Deixemo-nos de alegorias e vamos ao factos: esta merda, com Boyle, ou sem Boyle, com troika, ou sem troika, com pedófilos, ou sem pedófilos, está para estoirar, e o que se ouve nos cafés, nos corredores, nas ruas, nos transpores públicos, nos táxis, em qualquer lugar onde se entra, é abaixo, ou acima, como queiram, do "mata, mata, mata", e isso é preocupante, posto que sendo a ordem e segurança das ruas uma das coisas que distingue as sociedades avançadas, com aquelas exceções de países de terceiro mundo, como a Finlândia, em que as aulas são dadas de metralhadora em punho, ou a Noruega, onde os comícios da juventude acabam em banhos de sangue de fundamentalistas "arianos" da operação plástica, Portugal encontra-se em risco de se assemelhar a uma Colômbia da Cauda da Europa.

Soa que somos brandos, mas a verdade é que, quando a História aperta, as padeiras de aljubarrota, as marias da fonte, os Conjurados, os heróis de Fernão Lopes, os espingardeadores do Sidonismo e coisas quejandas, subitamente emergem. Aparentemente, com o envelhecimento populacional, esta multidão de ovelhas, do Presépio da Ti Maria Cavaca, ou está em coma, ou anquilosada, ou em estado de choque, tal como se pretendia.
A grande novidade, óbvia, e evidente, é o fenómeno Lulzsec, que, muito mais eficaz do que sindicalistas coxos na rua, militares da terceira idade, ou galdérias do PCP, aos gritos, mostra que um teclado de computador, imerso numa semiobscuridade de um quarto de Miratejo, pode ser infinitamente mais eficaz do que pregar com um justíssimo tiro nos cornos do Dias Loureiro.

Não sou, nunca fui, e suponho que escaparia às minhas capacidades ser pirata informático. Modéstia à parte, a minha arte é a Escrita, entre outras, e é com essa que assassino, e com o maior gosto, o que, enquanto cidadão de uma nação em agonia, não me impede de estar igualmente atento ao fenómeno de ALGUÉM estar a conseguir pôr esta corja toda borrada de medo, até aos calcanhares. O método é elementar: enquanto os outros dizem a que horas vão, ao que vão, e por onde passam, estes não avisam, atacam onde menos se espera, e põem à vista toda a vergonha em que este Estado, todo colado com cuspo, se tornou.

O Estripador de Lulzsec talvez seja o evento mais interessante do tempo corrente: ele vai ao sítio certo, o tal dos zunzuns de indignação de café, enfia-lhe a faca no bucho, e tira-lhe as vísceras cá para fora. Ao contrário do Estripador de Lisboa, esse frisson onanista da Felícia Cabrita, a quem já nada satisfaz, a não ser o gume de um faca de zircónio, não gosta de levar as tripas para casa, antes prefere deixá-las expostas, bem à vista, para que as pessoas tenham a certeza de que os rumores que circulam por todo o lado não são rumores, mas FACTOS, matéria escabrosa e objetiva, que uma sociedade profundamente doente procurou esconder por todos os meios, a vergonhosa Cândida Almeida, O Procurador-Geral do Abafa-o-Casa-Pia, os recursos, as ameaças à juíza Carla Cardador, a lenga-lenga do maçónico Moita Flores e amigos, as explicações apocalípticas do Medina Carreira, que devia mas era ir apanhar no cu, o aventalado do Supremo Tribunal de Justiça, que mandou queimar escutas, ou a bichona sonsa de Mota Amaral, que achou que as escutas eram... irrelevantes, já sem falar naquela patética Sónia Sanfona, que, enquanto vendia rifas, esteve a presidir a uma Comissão Parlamentar, que concluiu que nada havia de irregular no BPN (!)

Ora isto não é, de facto, irregular, é já de um país que não regula bem, e, se não regula bem, é melhor que venha o Estripador Lulzsec atacar onde deve, e pôr esta merda toda a nu, dia após dia, rasgando as camadas de betão que colocaram sobre a Verdade, atalhando os "segredos de justiça", escarrapachando com a matéria objetiva dos "desmentidos", mostrando a que seitas pertencem quem "comenta" a "salvação nacional", e por aí fora. Como não é imaginação que me falta, até ficam algumas pistas: publicar a lista dos cartões do pedófilos que acederam aos sites pornográficos, e que o FBI nos enviou para, imeditamente... abafarmos: entrar nos sistemas informáticos das portagens das SCUT e foder aquela merda toda, ou pôr a debitar as portagens nas contas do Dias Loureiro, do Proença de Carvalho ou do José Miguel Júdice; ir ao Millennium-BCP e declarar que todas as contas de empréstimo para compra de casa já estão... saldadas; ir aos "off-shores" dos canalhas que arruinaram Portugal, sacar o dinheiro todo, e redistribuí-lo pelas contas dos pensionistas de 350 €, que estão a ser taxados pelo tarado do "zombie" das Finanças, enfim, um lote de coisas magníficas, que nos voltariam a devolver o brio de Nação com tomates, que parece termos, cataleticamente, perdido.

O Estripador de Lulzsec, é, pois um fenómeno da impertinência absoluta, que devemos acompanhar, como linha da frente da luta contra o Polvo, e vamos, com certeza, acompanhar, mas, como gosto de terminar os meus textos incluindo sempre um bónus, posso afirmar que há uma coisa ainda melhor do que o Estripador de Lulzsec, que é... o filho do Estripador de Lulzsec.

O filho do Estripador de Lulzsec é um subproduto da decadência da decadência, e faz-nos descer ao nível da Teresa Guilherme, pessoa que muito estimo, porque não se insere naquela categoria de mulheres que gosta de homens por dinheiro: não, ela é suficientemente diferenciada para descobrir que uma coisa são homens, e outra é dinheiro, e é por isso que mantém aquele picadeiro da "Casa dos Segredos", ao nível da Grande Marcha e da Revolução Cultural preconizada pela camarada Mao Tse Cavaco Silva, e onde ela recruta os armários que, em presunção, a irão depois "cobrir". É aqui que o colapso civilizacional me começa a inquietar, porque uma geração que passa o tempo a tomar esteróides, anabolisantes e a olhar para o espelho, não fode, nem sai de cima, como um anormal que lá anda, que diz que é virgem aos 27 anos, tal com a Irmã Lúcia se conseguiu manter até aos 80 e muitos, e a Santa com Cara de Saloia, ainda mais, apesar de todas as demoníacas tentações, para que participasse nas orgias violentas do Castel Branco. Graças a deus que a Santa não se deixou corromper, tanto mais que, tratando-se da "Tatiana Romanoff", tudo é, inatamente, violento, sendo muito mais difícil que consiga alcançar o patamar elevado de uma orgia, que não é coisa para todos, muitos menos para aqueles dois cangalhos, que são uma epígrafe da decadência de Portugal.

O filho do estripador, em contrapartida, achou que todo o sistema de valores estava subvertido, e que era "giro", "fashion" e "curtido" dizer, como mitómano que era, que o mitómano do pai tinha andado a desventrar putas de viaduto, coisa que agradou a outra mitómana, a Felícia, e se tornou num facto relevante, um colossal desvio da realidade, numa sociedade ávida e mitómana, que, mais uma vez, nos provou que os órgãos de comunicação social ou não servem para nada, ou só servem para ser hackeados, na boa, pelo Estripador de Lulzsec.

Como já devem ter percebido, este é um encómio de duas figuras notáveis da nossa miserável contemporaneidade: os guerrilheiros da Net, e da eterna adversária de Laura "Bouche", a nossa enciclopédia do "bas-fonds" nacional, a única bicha que se pode gabar de ter andado à estalada com a Teresa Guilherme, por estarem a disputar, na Fonte da Telha, um mesmo homem. Reza a lenda que a Teresa, dessa vez, ganhou, como lhe ganha, na intensidade dos gritos da cópula, porque tinha mais buracos, e mais fundos, ou, como diriam os nossos astrofísicos, a Síndroma da Cova do Vapor, ou a vertigem do Buraco Negro, eventual novo livro de Stephen Hawking, onde estudará o limiar dos grandes lábios da dita cuja, a partir dos quais já não é possível sair, mas há uma radiação remaniscente, a lembrar que muita coisa foi absorvida por ali, uma espécie de cemitério de elefantes, mas na escala dos mamutes de tromba rija.

Agora, falando a sério: o Estripador de Lulzsec ameaça tornar-se no Governo Sombra de um país que não tem Governo, nem Presidente da República. Quantos aos filhos, pedimos encarecidamente à imaginosa Teresa Guilherme que abra uma "Casa dos Segredos III", e que convide as crias do Duarte Lima, do Vítor Constâncio, do Júdice, do Pinto da Costa, do Isaltino, do Proença de Carvalho, do Dias Loureiro, do Sócrates, do Mega Ferreira... não este não dá, porque é um útero macho..., do Oliveira e Costa, do Miguel Relvas, da "Nosferata" Nobre Guedes, de todos aqueles que se lembrarem, para concorrer ao novo concurso: contam a história toda do pai, e nós ficamos, com a ajuda dos Lulzsec, a saber, de viva voz, que é verdade tudo aquilo que por aí corre, à boca cheia.

Ficaremos eternamente agradecidos, acreditem, acreditem, mesmo.

(Quarteto dos Lulzsec, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 


1.12.11

Cultura e Arte servem uma Boa Causa



Quando menos se esperava, 4 cantores líricos juntaram-se na Gare do Oriente e alto e bom som deram voz à DPOC. Uma acção que surpreendeu e marcou o dia mundial da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), a 16 de Novembro. O momento, que durou alguns minutos, foi da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Fundação Portuguesa do Pulmão.

1 Dezembro 2011


Portugueses e Portuguesas

Vimos mais uma vez assinalar esta importante data da restauração da independência de Portugal, num momento em que vergonhosamente o governo quer eliminar este feriado como que a querer perder o orgulho da independência pátria. Dirijo-vos as minhas palavras e os meus alertas no sentido de vos despertar e mobilizar contra os que tomaram o poder de assalto e estão a permitir e a compactuar o roubo que está a levar os portugueses à miséria.

A primeira analise que temos de fazer é entender as causas reais porque estes políticos colocaram o país de rastos e para isso temos de entender as necessidades básicas de um povo de um indivíduo para perceber a raiz dos problemas.

Todos nós precisamos diariamente de um tecto para nos abrigar, água potável, 3 refeições diárias e roupas. Logo de seguida vem as necessidades secundárias como a energia (electricidade, combustível para deslocações, etc.) os produtos de higiene, a educação, a saúde etc.

Como qualquer dona de casa sabe um orçamento familiar é prioritariamente dividido em renda de casa, alimentação, energia e são precisamente estes 3 itens os causadores da desgraça que se abate sobre as famílias porque os políticos querendo vampirizar o povo criaram legislação de forma a que os cidadãos e o país perdesse a sua autonomia e controlo destas áreas para as entregar a grandes multinacionais e privados gananciosos e sem escrúpulos.

No passado Portugal era um país com uma grande base rural e auto suficiência alimentar, o povo nas suas aldeias viveu ao longo de milhares de anos praticando a sua agricultura e pastorícia, cada jovem em idade de casar podia construir a sua habitação a partir dos materiais que encontrava no meio ambiente circundante e faziam-no com a ajuda de familiares e vizinhos num espírito de comunidade. Ninguém ia pedir dinheiro a bancos para comprar casa, quando muito recorriam a um familiar ou vizinho se precisassem de ajuda e saldavam a divida normalmente sem juros ou com juros baixos.

Estas pessoas eram perfeitamente capazes de viver em regime de auto-suficiência sem precisar de ninguém externo às suas comunidades.

No entanto nas cidades existiam uns iluminados, os políticos que nada produziam mas que conduziam por via legislativa e por imposição da força os povos rurais de formas de vida mais ou menos livres e auto suficientes para a escravatura em que nos encontramos actualmente.

Fizeram-no através de guerras onde para defender os interesses de elites abastadas iam buscar às aldeias homens e jovens válidos e trabalhadores para os enviar para a carnificina da guerra. Deixando milhares de mulheres com os filhos nos braços, famílias destroçadas os campos abandonados.

Criaram-se indústrias nas grandes cidades onde com a falsa ilusão de prosperidade os camponeses foram atraídos e iludidos pelo salário trocando a sua liberdade e auto-suficiência pela escravatura.

Invertendo através da linguagem os verdadeiros valores da vida, os políticos manipuladores conseguiram desenraizar os povos das fontes naturais de vida e de riqueza para confinarem as pessoas como gado em cidades que crescem em altura e em degradação ambiental onde milhões de pessoas se tornaram escravas do capitalismo selvagem, completamente dependentes dos produtos que esse sistema capitalista lhes vende.

Desta forma a riqueza alimentar, esse conhecimento dos povos adquirido ao longo de gerações foi-se perdendo para o culto de meia dúzia de alimentos que encontramos hoje nas prateleiras dos supermercados completamente carregados de agro-tóxicos, ou seja das dezenas de milhares de plantas e frutas comestíveis a maioria da população portuguesa hoje só conhece umas dúzias que são os disponibilizados pelas grandes companhias nos supermercados.

Da possibilidade de um jovem casal poder construir a sua casa com materiais da natureza com a ajuda de vizinhos, casas aliás mais duradoiras, seguras e ecológicas um conjunto de legislação obriga a que para terem uma casa de inferior qualidade tem de dar sustento a uma data de profissões (arquitectos, engenheiros, construtores, etc.) e recorrer a empréstimos bancários para uma vida de escravidão aos banqueiros.

Basta ver o caso de Lisboa onde prédios pombalinos construídos de forma tradicional de taipa com mais de 250 anos estão de pé e prédios de betão com algumas dezenas de anos completamente degradados.

E assim de desgraça em desgraça para enriquecimento duns poucos, são sacrificadas as vidas e as esperanças de milhões.

Esta mesma mentalidade dos políticos, que não passam de marionetas do grande capital começou a ser aplicada à gestão do estado e da nação! É pois nesta lógica que vemos surgir um desconhecido que foi dar um passeio a Aveiro, ascender a 1º ministro e a iniciar o círculo da destruição de Portugal, primeiro destruindo o sector primário, a agricultura e as pescas. Depois permitindo a destruição do tecido industrial, abrindo fronteiras a produtos chineses criando legislação que torna um inferno qualquer tentativa dum empresário/ investidor montar uma industria e finalmente entregando a privados sectores chave do estado como a EDP a GALP etc.

Por tanto se existe um responsável pela desgraça em que Portugal se encontra é esse antigo primeiro-ministro que hoje ocupa o Palácio de Belém. Esse coveiro da agricultura, das pescas e da indústria que nos dias de hoje vem com a maior desfaçatez dizer aos portugueses que é preciso cultivar as terras e produzir, assobiando para o lado na esperança que todos sofram de amnésia e não lhe apontem o dedo como principal responsável da destruição do tecido produtivo nacional.

O tempo que perdeu a arranjar perversas formas de liquidar a economia e as fontes de rendimento nacionais deveria ter fiscalizado os seus amigos e companheiros políticos, isso sim teria sido de grande préstimo à pátria. Dias Loureiro o homem dos helicópteros florestais, Duarte Lima, Oliveira e Costa, BPN etc. tudo gente do núcleo duro do cavaquismo. É caso para questionar de onde vieram os milhões das campanhas presidenciais?

Os outros que vieram depois deste destruidor só deram continuidade mais ou menos acelerada ao delapidar de Portugal!

Outro dos factores extremamente negativos para Portugal é a União Europeia. Sempre considerámos um erro histórico a entrada de Portugal na UE, pois tínhamos muito mais vantagem em fazer um bloco político-económico com os PALOP, não só pela nossa experiência e conhecimentos científicos e de diferente natureza dos povos e territórios em questão, como pelo facto de aproveitando a nossa localização geográfica podermos fazer de alguns portos portugueses a plataforma de entrada de matérias primas e produtos diversos dos PALOP para a Europa e até criar uma industria transformadora com base nas matérias primas dos PALOP, vendendo produtos já transformados para os mercados europeus.

O grande erro do sistema capitalistas e dos economistas que o defendem é basearem-se no princípio da produção ininterrupta ou seja a economia cresce porque há quem compre o que se produz, mesmo que o que compra não faça falta nenhuma é preciso é comprar o produto por mais absurdo que seja e para isso até se criam necessidades artificiais, (temos um exemplo recente das pulseiras que diziam curar todos os males, mas que afinal não serviam para nada a não ser espoliar as pessoas abusando da sua ingenuidade.) Quantas coisas não temos nas nossas casas que nunca usámos nem iremos usar, mas que comprámos? Montanhas!

Esta abordagem enferma de dois erros crassos o primeiro é que a economia não cresce para infinito, vivemos num Mundo que tem limites e o segundo erro é que os recursos são finitos e por esse motivo a natureza não aguenta nem é capaz de se regenerar à mesma velocidade com que está a ser destruída. Quando vemos uma árvore frondosa ser derrubada em 2 minutos na Amazónia, temos de pensar que uma árvore daquelas vai demorar 50 – 60 anos para ter o mesmo tamanho.

Quando vemos a terra ser esventrada para retirar minerais sabemos que chegará a um ponto que não há mais nada para retirar e isto leva-nos a uma conclusão obvia a humanidade só sobreviverá se regressar ás origens ou seja aos princípios básicos onde temos de rejeitar a globalização porque ela é anti natural. É uma aberração contra natura importar-mos laranjas de Israel para engordar os intermediários e os especuladores da bolsa (sim os produtos agrícolas são cotados em bolsa) quando as do Algarve ou de Torres Novas apodrecem nas árvores.

Estamos com esta prática a desperdiçar recursos, perder oportunidades de emprego e de gerar riqueza local.

O erro dos políticos e dos especuladores foi pensarem ser possível construir uma sociedade de valores artificiais, uma sociedade artificial não só de costas voltadas para a natureza como inimiga da própria natureza. E quem é capaz destes pensamentos só prova a sua brutal ignorância, estupidez e arrogância perante a força brutal da natureza que com meia dúzia de cataclismos facilmente se livra desta humanidade e se volta a reequilibrar.

Quero com isto dizer que não vos estou a propor o regresso às cavernas e ao uso de uma tanga de pele, mas quero sem dúvida alguma fazer-vos entender que para Portugal ou qualquer país sair da crise tem de voltar a um modelo de desenvolvimento sustentável de carácter ecológico com uma base de economia local, que do local se expande para o nacional e do nacional para o internacional quando as circunstancias o permitam.

O primeiro e fundamental ponto a recuperar é a auto suficiência alimentar e tal implica um novo olhar sobre a agricultura onde teremos de reunir massa cinzenta e pensar num sistema integrado de agricultura biológica, biodinâmica e permacultura onde com menos esforço menos investimento mas mais inteligência se possa gerar mais riqueza e mais alimentos. Sem querer abusar da vossa paciência permitam-me um exemplo simples.

Imagine-mos um proprietário com 100 hectares de terreno que se dedique à criação de vacas. No sistema actual sabemos que o encabeçamento é uma vaca por hectare, isto quer dizer que o dito proprietário poderia ter 100 vacas num sistema de bom pasto convencional mas em certas regiões onde o clima é mais seco sabemos que é preciso suplementar o pasto com rações e palhas compradas fora da propriedade.

Vamos imaginar para efeitos de raciocínio que esta propriedade é quadrada isto significa que a dita propriedade teria 1km x 1km de largura se o dito proprietário cultivar amoreiras ao longo da vedação à distancia de 4 m significa que pode plantar 1000 amoreiras cada uma dá cerca de 50 kg de folha com 23% de proteína estamos a falar de 50 toneladas de folha ano. Se o dito terreno estiver dividido em cercas de 10 hectares cada ou seja divisões de 100 m x 1000m vamos poder plantar mais 8000 metros de amoreira ou seja mais 2000 arvores o que significa mais 100 toneladas de folha ano. Neste momento já temos 150 toneladas de folha de amoreira que substituem a necessidade de cereal porque tem mais proteína que o cereal. 150 Toneladas a dividir por 100 vacas significa uma disponibilidade de alimento de 15 toneladas vaca/ ano ou seja cerca de 40 kg por dia vaca, muito mais do que a vaca pode comer, quase o dobro o que quer dizer que se pode duplicar o plantel. No espaço entre amoreiras podemos colocar figueiras da índia espaçadas de metro a metro. Cada cacto irá produzir em adulto cerca de 200 kg de fruto que depois de esmagado e prensado dá para alimentar por exemplo porcos que podem ser criados na mesma propriedade aumentando assim o rendimento do agricultor porque desta forma pode criar umas dezenas de porcos em liberdade. Quero com isto dizer que a dita propriedade se tornou auto suficiente e com este tipo de estratégia o país pode reduzir drasticamente as importações de cereais para rações poupando milhões de euros, como os rendimentos do agricultores sobem em flecha no momento em que se torna auto suficiente a custo quase zero e duplica ou triplica o seu efectivo ou seja a sua fonte de rendimentos com forte quebra nos custos de produção. As folhas da figueira-da-índia servem para alimentar as vacas também, cabras e ovelhas retirando os picos. Ou seja no mesmo espaço com menos dinheiro produzir muito mais, ser auto-suficiente! Claro que isto não se faz em 2 dias pois as arvores demoram tempo a crescer, por isso é que uma monarquia serve mais os interesses do povo, por vislumbrar e orientar os destinos da nação a longo prazo.

Este pequeno exemplo pode ser aplicado a todas as situações onde é preciso agir com inteligência e os saberes disponíveis. Há dezenas de situações e soluções inteligentes para cada problema, mas elas não podem ser entendidas por políticos medíocres que só olham para o próprio umbigo e que estão longe nos gabinetes em Lisboa ou Bruxelas.

É preciso sabedoria e sentido de estado, de pátria e também trabalho de continuidade. É preciso devolver a palavra aos cidadãos na gestão da coisa pública e isso faz-se através de uma descentralização do poder para as regiões e de uma profunda mudança institucional onde as assembleias municipais com participação popular possam votar e determinar o seu destino.

Da família para a freguesia, do município para o parlamento a vontade e as decisões que afectam toda a sociedade tem de vir da base pois só dessa forma como o está a provar a Islândia é possível recuperar e sair desta armadilha da Globalização e desta crise financeira que nada mais é que uma das maiores burlas da história praticada pelos detentores do dinheiro contra os povos e as gentes trabalhadoras.

Por falar em dinheiro chamo a vossa atenção que ao contrário do que vos querem fazer crer Portugal é um país rico que deve sair imediatamente da zona euro uma vez que tem reservas de ouro para poder emitir moeda própria. Pelo contrário países grande como os EUA, a Alemanha e a França não tem reservas de ouro que garantam a sua moeda. Os EUA desde 1938 que não tem reservas de ouro a França e a Alemanha no pós guerra foram obrigadas a fazer o deposito do seu ouro nos EUA que se recusou à sua devolução no caso da França tendo esta abandonado a Nato em forma de protesto e tendo o ouro da Alemanha desaparecido convenientemente nos ataques do 11 de Setembro.

Não é por acaso que vozes políticas alemãs querem que Portugal venda o ouro para pagar a divida, quando a divida em si é uma burla, pois só existe esta divida porque temos limites de emissão de moeda devido a estarmos na zona euro. Se sairmos do euro, o fluxo de dinheiro interno fica garantido, os ordenados garantidos e não dependemos de empréstimos e endividamentos que comprometem as gerações futuras e permitem o roubo das riquezas do país.

A nossa moeda fora do euro tem valor real porque está coberta pela garantia ouro e prata pelo contrário os euros, os dólares, etc. valem por uma questão de fé porque não passam de papel pintado sem base nenhuma que não seja as pessoas acreditarem na fábula.

Estes exemplos que ao de leve vou dando servem apenas de referência ao conjunto de saídas possíveis para o caminho da liberdade e da riqueza onde vos posso conduzir. Servem para que percebam que quando o primeiro-ministro vos rouba subsídios de Natal e férias o faz por manifesta incompetência de resolução dos problemas efectivos, porque não percebendo nada limita-se a obedecer aos ditames dos senhores do dinheiro que nada mais lhes interessa senão espoliar os povos de tudo e tornarem-se donos e senhores absolutos do Mundo.

O Presidente da República e o primeiro-ministro e toda a classe politica, salvo raras e honrosas excepções não percebem nada do que andam a fazer e a prova está no estado em que colocaram o povo português; Primeiro de tanga, agora sem tanga, sem casas, sem emprego já com centenas de milhar a viverem da caridade de familiares e instituições, tal qual nós anunciamos há anos como era evidente que as politicas desastrosas levariam a resultados desastrosos, não sejamos ingénuos o pior ainda está para vir!

A partir de Janeiro a manterem-se estas politicas a queda da economia portuguesa será brutal as empresas e famílias irão falir a um ritmo muito mais acelerado, se é verdade que os factores externos tem algum peso, também é verdade que o tem porque os políticos traindo o povo português destruíram tudo e entregaram partes de soberania em mãos estrangeiras, como seja o caso da emissão de moeda, politicas comuns como a agrícola que estão neste preciso momento por exemplo a liquidar as explorações de leite etc.

As minhas palavras que hoje são ocultadas pelos vendilhões que se apoderaram da comunicação social mas elas hão-de passar de boca a orelha via Internet e na devida altura o povo saberá que pode contar com a Casa Real Portuguesa que é o pilar fundador da nação e a ancora moral e institucional capaz de impedir o afundamento e desaparecimento de Portugal.

Só a Casa Real Portuguesa e o seu chefe, tem a autoridade moral para em nome do povo português e mandatados pelo povo criar as condições para o reerguer da nação.

É tempo de iniciar um trabalho de verdade, de politicas de verdade de soluções técnicas efectivas e verdadeiras para a resolução dos problemas, basta de andar a fingir que se trabalha, basta de andar a fingir que se resolvem problemas, vamos varrer esta classe politica que finge governar mas que apenas se governa e bem, vamos deitar mãos à obra para colocar Portugal no pedestal que merece!

Naquilo que depender de mim, Portugal vai-se cumprir!

Todos unidos pela pátria!

Viva Portugal, Vivam os portugueses!
D. Rosário XXII duque de Bragança
www.casa-real-portuguesa.ativo-forum.com

A Nação vexada





Imagem do Kaos


Aviso os estômagos fracos de que, dadas as circunstâncias, este será um texto particularmente violento. Ressalvo ainda que, ao longo da nossa longa parceria, a imagem do Kaos, que irá ilustrar este bombardeio, é, pela primeira vez, uma imagem com a qual discordo, já que o defenestrado não deveria ser Passos Coelho, mas um outro, que brevemente trarei para a ribalta.
Recordo as palavras amargas de, se não me engano, Pinheiro Chagas, a referir-se ao Sr. D. Manuel, dizendo-lhe que "tinha nascido demasiado novo, num mundo demasiado velho".
No que a Passos Coelho se reporta, ficariam as minhas palavras, fundamentalmente análogas às anteriores: Passos Coelho surgiu, demasiado tarde, num cenário irremediavelmente condenado.

Hoje, dia 1 de dezembro, celebra-se, e costumava ser com tédio, uma vetusta data, em que Portugal, fruto das atrapalhações casamenteiras de casas dinásticas com declarados problemas de incesto e reprodução, foi parar nas mãos dos Habsburgos de Madrid, e por lá andou umas quantas décadas, atrelando o seu próprio declínio ao declínio dos Áustrias. Para quem não se lembre, uns ousados Portugueses, como aqueles que hoje se reuniram debaixo da varanda da Vergonha Republicana de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, decidiu um dia que, morte por morte, mais valia que morrêssemos a nossa sozinha, e atirou pela janela Miguel de Vasconcelos, antepassado da minha querida amiga Maria de Assis de Luna, a quem, "et pour cause", dedico este parágrafo.

Até aqui, a coisa cheirava àqueles arrojos de peitos cabeludos, capazes de cuspir no chão, e bater na mãe, mas tem a vertente bem mais patética de uma tal Luísa de Gusmão, que a anedota fez proferir uma duvidosa frase de "mais vale ser rainha um dia do que duquesa toda a vida", um mal nacional que depois se estendeu até Vitor Constâncio, Durão Barroso e à cadela ciosa Clara Ferreira Alves, entre muitos outros maus exemplos.

Entre sobressaltos, ao ponto de ser apagada do nosso calendário, a data foi-se esvaindo de sentido, até porque España é um bom amigo, que, aqui ao lado, nos tem dito, ao longo do processo de integração europeia, como é fácil partir ao mesmo tempo, e chegar miseravelmente tão distantes, e aqui vai outra saudação para um notável chefe de estado, o Sr. D. Juan Carlos de Bourbon, que mete num chinelo todas as ruínas humanas que foram assombrando o Palácio de Belém, com uma honrosa exceção, que já referirei.

Quando os franquistas tentaram, num derradeiro sobressalto de ombros, abolir a jovem democracia espanhola, o Rey dirigiu-se à Nação, aliás, às várias nações do seu Estado, e disse que condenava firmemente qualquer ação militar que colocasse em causa o novo regime. Toda a Ibéria lhe ficará, para sempre, grata pela nobreza e coragem desse gesto, e aqui vamos entrar na nossa "twilight zone", porque decorridas algumas décadas sobre esse feito notável, dia 30 de novembro, como em várias ocasiões dos tempos correntes, bem ao lado de España, um saloio, que nunca devia ter saído das vendas de cobertor, nos interiores algarvios, cobarde, medíocre e indigno do cargo que ocupa, não recebeu os militares silenciosos que, em massa, lhe vinham dizer que a Nação estava descontente, e foi para o Alentejo falar de abóboras (!), depois das vacas da Graciosa e do prazer da ordenha das tetas das ditas cujas, em atos anteriores.

Nada tenho contra as vacas. bem pelo contrário, acho que o cidadão Aníbal Cavaco Silva, num estado livre, deve invocar o exemplo da sua família e prole, para que, com tão augustas alegorias, o ignaro povo português se "induque". É a sua costela Teresa Guilherme, e até lhe fica bem, embora haja quem já esteja profundamente desagradado com a permanente ostentação da ordenha, como sucedeu na Escola Egas Moniz, onde a Patrícia, a mesma da Praia da Patrícia, na Zambujeira, e a da venda  das ações do BPN, teve de ser corrida, porque não havia evento nenhum académico onde a vitela não tivesse, de obrigatoriamente, ser incluída na comissão de honra, de onde se depreende que sai à vaca da mãe, no gene do protagonismo de sarjeta...

Tudo iria bem, até aqui, já que realmente não nos diz respeito que o Sr. Aníbal promova a felicidade dos seus quadrúpedes familiares, não fossem as tetas dos mesmos descarados implantes que o seu sistema de corrupção, vigente desde 1986 -- o tal que ainda, foda-se, queria nascer duas vezes, porra, caralho, puta que te pariu, mais a cona da tua mãe!... -- se incrustou, como gangrena, nas contas do Estado, ou seja, naquilo que nós, hoje, cidadãos de uma República em agonia, passámos oficialmente a pagar. Resumidamente, alimentar, com os cortes dos nossos salários, ataques aos subsídios, aumentos de IVA e o que ainda está para vir, e é MUITO pior, um bando de homicidas (Leonor Beleza), escroques (Mira Amaral), traficantes de armas (Dias Loureiro), ladrões (Cardoso e Cunha), pedófilos (Eurico de Melo), facínoras (Oliveira e Costa), grunhos (João de Deus Pinheiro), inimputáveis (Isaltino de Morais) e assassinos (Duarte Lima), entre tantos outros.

Vamos agora para a parte alegórica, onde tanto se encaixa o ternurento episódio das abóboras. Acontece que, em períodos de enorme turbulência, a evocação da abóbora é sempre prenúncio de tempestade próxima: com Bordallo Pinheiro, era a representação canónica do Rei Carlos, que acabou, algo injusta, e cobardemente, mal; "Cabeça de Abóbora", por seu lado, era a alcunha oficial de um paraoligofrénico, que fazia o mesmo papel do Cavaco, no Estado Novo: era reeleito, para fingir que estava lá, e a única prova de inteligência do corta-fitas, a de, consta, se rir imenso das anedotas que corriam sobre si, esgotava-se aí, sendo uma forma de tédio e do nível de indecoro a que chegara o mais alto cargo da hierarquia republicana.
Em redor de Américo Thomaz, e vou ter de ir consultar a Wikipédia... ah, sim, era casado com a "Dona Gertrudes", a Maria Cavaca dele, e procriado na Natália, dois nomes que, como a Patrícia e a Perpétua, nos afastam ostensivamente do séc. XXI, e nos atiram para os tempos empoeirados da Madame Bettancourt, do Largo da Misericórdia.

Começa-se a perceber por que rejeitei a figura do defenestrado, do Kaos.

O defenestrado a defenestrar é o descrito atrás, uma "coisa", em estado pré-catalético, que pensou que ser Presidente da República era mais uma simples linha a acrescentar ao seu currículo mediano, de quem chegou ao topo da base, e a mais não aspirava.
Acontece que, por inerência, essa Presidência da República, que continua a vexar, igualmente vexa o posto de Comandante Supremo das Forças Armadas, coisa de que se esqueceu, na sua miserável contabilidade de locatário da Quinta da Coelha, e ao vexar os militares, a quem, hoje, mais uma vez, cobardemente, virou as costas, para ir falar de abóboras, no Alentejo, vexa todo o Povo Português, e a Nação em que, para o bem e para o mal, se constituiu, no séc. XIII, e foi restaurado, no dia 1 de dezembro de 1640.

O que devem fazer as tropas, a um comandante que cobardemente lhes vira as costas?...

Para que o texto não seja sombrio, e haja um pouco de ciência, e de Matemática, a mãe de todos os conhecimentos, nestas graves linhas de acusação, basta ir ao bem organizado espaço da Comissão Nacional de Eleições, e fazer, como eu fiz, as contas: entre eleitores, com direito a voto, brancos, nulos, e naqueles que o rejeitaram liminarmente, votando no que quer que fosse, para recordar a "Sua Excelência", que ocupa a residência de Belém, que só lá está por vontade expressa de 10% (!) de Portugueses, contra o ódio, o asco e a saturação de 90% dos restantes.

Se estes números não lhe dizem nada, dizem a mim, que odeio contas, mas ainda percebo o sentido axiológico de certos números. Sr. Aníbal, neste momento, o senhor já não representa nada, nem a si mesmo, mas tão só um lúgubre episódio da sua biografia degenerada.

Sabemos que gosta pouco de se pronunciar, aliás, nunca se pronuncia sobre nada, a não ser vacas, anonas e abóboras. Gostaria de que se pronunciasse sobre ter um país inteiro a mandá-lo à merda, mas suponho que ande mais preocupado com os seus presépios deste mês.

Quer um conselho?

Saia, antes de que seja forçado a sair: as tropas que comanda têm o dever de salvaguardar o que ainda reste de dignidade nacional, e não estão aqui para garantir que os milhares de milhões que os seus amigos têm nos "off-shores" ,que nos desgraçaram, estejam fora das novas fronteiras que a Corrupção criou neste país. Nem isso são fronteiras, nem a instituição militar deve colaborar nessa desautorização de 900 anos de História.

Que os próximos tempos lhe sejam ferozmente aziagos, é o meu mais sincero desejo, e olhe que é sincero, porque o desprezo que por si nutro dura desde o primeiro dia em ouvi pronunciar o seu nome.
É ódio antigo, e daqueles que cresce na proporção exata da vingança que se quer servida em prato frio.

(Quarteto da Restauração, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e no "The Braganza Mothers")
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