Este blog serve de escape, um anti-stress, um ombro amigo que me faz manter a calma quando vejo o caminho que o nosso país leva... AI O FUTURO DAS MINHAS FILHAS!!!
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28.6.11

A POLÍTICA DA CRISE E DA FALHA DEMOCRÁTICA!


Em política, ou em qualquer actividade de tomada de decisão, precisamos conhecer os problemas, modos de funcionamento e os sistemas em que actuam, sem nos deixarmos influenciar pelas opiniões manipuladoras da nossa ignorância, emanadas dos interesses minoritários da sociedade!

Hoje, existem muitos comentadores, cientistas e técnicos a soldo das vontades económicas, que os pagam, para formar a opinião, que interessa à satisfação da ganância e do corporativismo egoísta das classes dominantes!

Transportando-nos para o sistema social, compete aos políticos conhecer a sociedade, nomeadamente os perfis de conduta individual em cada classe, para saberem como as diferentes pessoas lidam com as normas do modelo de governo dessa sociedade, e de como produzem problemas de escape ao cumprimento dos deveres sociais e legais.

Contudo, os políticos precisam estar informados sobre a natureza técnica dos problemas, que afectam a sociedade humana e carecem de solução, para se melhorar quer o convívio justo entre todos, quer os níveis de conforto e segurança da população, quer a manutenção do equilíbrio do planeta!

Quer dizer que o político precisa conhecer as causas últimas dos problemas, saber como se manifestam e que consequências produzem, para poder decidir qual a solução mais eficaz e as normas correctivas mais eficientes, para que as causas sejam combatidas. Sem isto, os politiqueiros são aprendizes de feiticeiros, apostados em remediar os efeitos dos problemas e deixando as causas continuar, tal como um médico comum!

Por outro lado, por falta de controlo apertado do poder político, proliferam os casos de agravamento dos problemas e de criação de novos problemas, que aumentam as injustiças sociais, por ditarem vontades corrompidas e tendenciosas, em favor de interesses particulares, acabando por fazer discriminação, seja positiva ou negativa; ambas estabelecem diferença de oportunidades e privilégios, sobretudo quando um favorecimento não se traduz numa contrapartida para a sociedade!

Isto quer dizer que a corrupção, ideológica e moral, acaba por ser o mecanismo pelo qual os grupos de interesses egoístas de classe afirmam a sua vontade corporativa, nada concorrente para o benefício do Bem comum.

Por esta via, exerce o Poder quem o detém, no topo de qualquer hierarquia, pelo que tem sido crucial a estratégia de captura dos órgãos de Poder, onde certos grupos de amigos colocam os seus homens, para efectivarem uma teia de ditadura das elites, unicamente apostada no enriquecimento do grupo, à custa das imposições de ordens, normas e Leis tendenciosas e injustas, até anti-sociais, que comprometem quer a estabilidade social, quer a sustentabilidade do dever de obediência civil!

Portanto, a corrupção é um veneno anti-civilizacional, que alastra eficazmente em qualquer hierarquia de mandos e obediências, uma vez que qualquer sociedade ou instituição se governa por estruturas militarizadas, em sistema piramidal de transmissão de mandos muito concentrados em elites dirigentes, nada interessadas no benefício social, mas apenas vocacionadas para a satisfação da ganância e da motivação animal primitiva competitiva de domínio sobre tudo e todos! Quer dizer que os indivíduos se subjugam a um líder mandante e não à proposta de regras justas!

Como podemos falar de Democracia, do poder do povo e das bases sociais, em busca das melhores intenções de benefício da sociedade, se os cidadãos comuns só têm de obedecer, ao que se emana das lideranças das cúpulas das pirâmides hierárquicas?

Como podemos falar de representação democrática, isto é, da representação ampla da vontade popular, se as cúpulas dirigentes se identificam apenas com as elites da sociedade, que adquirem estatutos diferentes e privilégios, formadores de importâncias de superioridade pessoal, para que possam servir-se das bases, para aumentar a qualidade de vida das burguesias, à custa do empobrecimento dos governados e subalternos?

Claro que não temos democracia, nem nunca tivemos, apesar de um conjunto de intenções e promessas de que os privilegiados querem ditar o interesse do povo e que dizem querer representar nas Assembleias parlamentares, apenas para garantir eleições sucessivas de farsas de representação eleitoral, sabendo-se que os discursos nada condizem com os actos!

Nem os directórios Partidários praticam a democracia internamente, porque não são os militantes de base a escolher os representantes parlamentares ou governativos, nem são as bases que escolhem as decisões propostas pelos directórios, nem os Partidos governativos estabelecem o Poder das bases eleitorais, em determinarem os caminhos da governação da sociedade; as bases populares não têm qualquer capacidade para regular o exercício das elites políticas, ou económicas, ou corporativas, porque não têm poderes constitucionais para depor governos ou presidências de órgãos públicos, no momento em que estes prevaricam nos seus programas eleitorais, ou quando cometem injustiças, ou quando praticam ilegalidades!

E, portanto, o sistema social militarizado de mandos e obediências coercivas, sob a ameaça de punição, dita legal, fica preparado para que o poder económico das minorias dominantes influencie as cúpulas da hierarquia, de modo a que estas obriguem as camadas inferiores da sociedade a respeitar as vontades do Poder das minorias gananciosas, anti-sociais, corporativas, competitivas, oportunistas, desumanas e até amplamente criminosas!

Isto é, as cúpulas da sociedade hierárquica militarizada podem ser influenciadas pelo crime, organizado em clubes de amigos, com elevado interesse económico e financeiro, ao nível mundial!

Porque o jogo que os anima é a capitalização infinita dos investimentos financeiros, que permitem construir impérios de Poder mundial de seitas. E é aqui que entra o financiamento de toda a actividade económica, que fica refém do vício do crédito, obrigando-nos a viver um desenvolvimento virtual, que nada tem de sustentado na realidade da produtividade e rendimento económicos!

O mundo está a sair de um período de forte financiamento, que permitiu investir em estruturas construídas e inúmeros apoios às empresas, sem que a economia e suas actividades pudessem gerar riqueza suficiente, para liquidar o endividamento progressivo.

Portanto, o sistema financeiro, apenas interessado em que os políticos favorecessem o empréstimo ilimitado e contínuo de capital, gerou a crise da dívida pública e privada, porque quem vende dinheiro a bom preço, quer vender sempre mais, não se preocupando com os limites dos encargos dos outros; qualquer vendedor percebe isto, reconhecendo a pressão das direcções comerciais para vender sempre mais e mais, além da lógica da capacidade de compra do mercado, e recorrendo a técnicas enganosas de salteadores de carteiras!

Foi tudo um erro de cálculo, ou a afirmação da ganância consentida pelos políticos, que se comportaram como meros medidores das obras, que lhes dessem mais votos, proporcionais ao betão, ao alcatrão e equipamento derramados? O que é facto é que ninguém impôs limite ao financiamento das instituições públicas, empresariais ou familiares, mantendo um tecto de endividamento, em função da riqueza económica produzida; ninguém se preocupou com a sustentabilidade do desenvolvimento!

Pois bem, agora a política de recuperação financeira vai ser o sacrifício desta geração de políticos amadores, que vão ter de contrariar as primeiras promessas da revolução abortada, o que, normalmente, origina a negação da própria revolução e, portanto, justifica uma nova convulsão social!

Mas a revolução que falta é a instituição da democracia em todas as relações humanas, que só é possível pela mudança de mentalidades, no sentido de organizarmos o funcionamento da sociedade civil de outra forma, visando a cooperação remunerada do esforço proporcional de cada um, para o encontro das soluções mais justas e eficientes para o sucesso civilizacional da espécie humana.

Aos militares deixa-se a organização militar, para que respondam prontamente à solicitação do povo, que têm de servir sem desobediências, nem avaliação dos valores decididos, mas à sociedade civil entrega-se a missão de escolher os caminhos civilizacionais, participando por inteiro na avaliação e escolha das decisões!

Resta, ao povo, regular as elites, para que estas cumpram com o interesse lícito do povo que as paga!

Isto é, quem elege, deve determinar o sentido da governação e quem é eleito nada mais pode fazer do que propor soluções, que precisam ser votadas e aceites pelas bases da sociedade, para que possam aplicar-se e ser amplamente cumpridas, de modo a que todos os cidadãos se empenhem no desenvolvimento mais correcto, justo e equilibrado de toda a sociedade e do País!

Concluindo, a governação de um País deve ser feita como se administra um condomínio; implementando apenas as decisões que forem consideradas convenientes pela larga maioria dos cidadãos!

Chamar-se-á a isto de modelo governativo de referendo popular, em que todo o povo elabora uma Constituição consensual da República, para balizar a produção legislativa dos governantes e parlamentares e determinar os normativos e penalizações, que regulem a acção política, para se evitar ou punir o acto danoso, a decisão parcial tendenciosa, o dolo, a má-fé, o crime de abuso de Poder, a negligência ou a omissão!

Os meios electrónicos permitem agilizar o referendo permanente das propostas governativas, para que possam ser soluções normalizadas e aplicáveis; o sistema de sondagens permite-o já, pelo que temos o instrumento para institucionalizar a democracia, invertendo a relação de poderes na sociedade, porque os políticos e todos os agentes do Estado são pagos pelos contribuintes e porque as empresas e o poder económico são pagos pelos consumidores.

As cúpulas de qualquer organização devem tudo às bases maioritárias, de onde extraem toda a riqueza, apesar de teimarem absurdamente em explorar e humilhar, reduzindo-as a uma pobreza, necessária ao aumento da riqueza das minorias privilegiadas!

Portanto, a democracia tem também de ser levada ao mundo económico e financeiro, fazendo com que os consumidores participem das Assembleias de accionistas, pois que o primeiro accionista é o cliente pagador das empresas e de todos os financiadores delas! Para que passem a receber os dividendos das empresas, proporcionalmente às compras efectuadas, limitando-se o excesso de exploração dos preços.

Teremos, então, empresas e um Estado verdadeiramente sociais, de modo que os recursos entregues pelos cidadãos, na forma de preços e impostos, sejam devolvidos a quem deles necessitar, quando mais precisa e quando a exploração ou obrigação tenham sido exagerados!

Assim, as elites, além de já poderem regular-se entre si, serão reguladas também pela base que as sustenta, para que deixem de afirmar apenas os estatutos e ambições próprias dos privilegiados e passem a prosseguir o interesse do bem comum da humanidade!

25.6.11

O Fim do Sistema Fiduciário, seguido do Governo de Massamá





Imagem do Kaos


Não, hoje não venho dizer mal do Governo, até por que não o conheço bem, mas disso só falo no fim, se me permitirem, porque ando infinitamente preocupado com o que está a acontecer no Mundo, enquanto os carros de alta cilindrada foram, pela XIX vez ao Palácio da Ajuda dar posse a mais uma Comissão Liquidatária da Lusitânia. Acontece que, enquanto o Sr. Aníbal mascava a erva saramaga, e o Passos Coelho era todo reflexos caju de cabeleireiro de bairro, estava a acontecer, aliás, está a acontecer, pelo Mundo fora, uma coisa que os nuestros hermanos do "Partido" gostam de classificar como Fim do Capitalismo, mas é mais vasto e preocupante do que isso, até porque nunca fui capitalista: só gosto é de gastar dinheiro, como qualquer mortal comum, excluída a Madre Maria Clara do Menino Jesus, que era muito poupadinha, e por isso foi beatificada. Estamos a falar do colapso do Sistema Fiduciário.

O dinheiro, já uma vez por aí escrevi, é uma convenção civilizacional, que foi contemporânea de as senhoras começarem a usar saltos altos e minissaias apertadas. Eu explico: antes do dinheiro, vinha um gajo com mau aspeto, tipo Liga dos Últimos, com uma vaca às costas, enquanto se aproximava um outro, com ar igualmente mau, com um pata negra aos ombros. Na hora da troca, das duas, uma, ou a vaca valia o mesmo que o Pata Negra, e trocavam-se, e cada um seguia com objeto diferente às costas, ou o da vaca começava aos gritos, a dizer que a sua vaca valia pata negra e meia, e isso era mau, porque, pelo princípio salomónico, cortavam qualquer coisa à vaca, e ela, no meio das trocas morria.
Não vou fazer uma História do Dinheiro, embora me agrade estar a ver pelo canto do olho, aquele denário de Creso, que está aqui ao lado, mas foi rápida: o objeto moeda passou a ser uma terceira entidade, que evitava que a vaca fosse esquartejada, quando não chegava para cobrir, salvo seja, o Pata Negra, e então, muito civilizadamente, as senhoras que andavam de saltos altos olhavam para a vaca e diziam: esta vaca vale 30 denários, como o Cristo, e o porco vale só 25, pelo que, se não se importa, para levar a vaca em troca, deixa cá o porco e mais 5 denários...
Tudo isto era maravilhoso, até porque se evitava que as senhoras enterrassem os saltos na lama, quando eram muitas as vacas e os porcos.
Para nefelibatas, como eu, rapidamente a moeda passou a valer mais do que lá estava escrito, porque, às vezes, era bonita, e eu resolvia pagar, por ela, um pouco mais, numa moeda feia, enquanto pelo lado delas, as senhoras de saltos altos ainda resolviam aligeirar mais as coisas, passando das moedas para os papéis impressos e para os american express black, que os dominique strauss-kahn costumam usar para calar bocas babadas de esporra.

Em dois milénios e meio, passámos do dinheiro que valia exatamente o que tínhamos na mão para uma metáfora de uma metáfora, que era um papel que dizia, olha, eu não vou andar com o dinheiro que vale aquela vaca, porque quer o dinheiro quer a vaca são muito pesados, mas não te preocupes, porque, ali atrás, se quiseres, podes ir buscá-lo (o dinheiro, porque quem é que quer vacas, no séc. XXI?:..).
Com o degradar das coisas, e como já ninguém comparava o papel com a retaguarda, passou a haver mais papel do que cobertura, e, depois, a cobertura passou a assentar na confiança das entidades emissoras.
Eu explico: quando se vai à tribo do Castel Branco e se diz "um dólar", imediatamente a preta acredita que aquilo é precioso, e esfrega-o na lama das mamas, enquanto a paneleirona diz, "ai, filha, um dólar, o que é que se faz hoje em dia com um dólar?...", e a verdade é que não se faz nada, como muito bem sabe o Sr. Obama, que tem 6 Estados em bancarrota, e uma dívida 3 vezes superior ao PIB, que não é um BIP escrito em americano, mas sim tudo o que a América vale num ano, e cada vez vale menos, porque aquilo é terra de riqueños, mulatos, judeus especuladores e gajas que mamam na Sala Oval. Tudo o resto ou são hambúrgueres, ou o Grande Canyon, ao contrário de nós, que temos os Castelos de La Loire, Roma, a Cripta dos Habsburgos, a Múmia de Lenine, o Danúbio, Altamira e a Clara Ferreira Alves.

Um belo dia, com a Informática, nem papel moeda passou a haver, e converteu-se tudo em infindáveis fileiras de números, que muita gente confundia com dinheiro, e muito raros ainda convertiam em vaca e porco. Depois, entregou-se a coisa a máquinas, que se entretêm com efabular equilíbrios, e, no coração de Atlanta, mandam para o caralho pedidos de empréstimo do Barcklays, uma instituição perigosa, que muita gente pensa ser Inglesa, mas é de gajos de toalha na cabeça, e gajas de bigode e burka.
Neste berço nasceram Maddoffs, a Bancarrota Argentina, e, depois, a Islandesa, o BPN, o Vítor Constâncio, e filho, e começou uma perigosa deriva, porque houve pessoas que se lembraram de dizer, olha, já agora, que me diz que eu tenho este número na conta, passe-me o dinheiro equivalente para cá, e o banco responde que não tem... já, e que passe... amanhã, e os... amanhãs vão passando, e, depois, quando chega a altura de tentar trocar o dinheiro pela vaca, descobre-se que não há vaca nenhuma, mas só os subsídios que o Sr. Aníbal, de Boliqueime, deu aos Agricultores, para desertificarem o Interior e se dedicarem ao tráfico de droga, nas rias da Galiza e do Guincho.

O Obama, o tal do "yes we can", que ainda um dia me "há dem" explicar o que é que queria dizer, tem, lá em casa, um petisco gigantesco, que é não haver dinheiro para os números que lhe põem na boca, e, como não os percebia, multiplicou-os, e resolveu contaminar a Europa com eles. Pelo meio, o Japão regressou, em três dias, à Idade Média, e a China começou a mostrar que não consegue produzir mais do que Lojas de Chineses, o que é altamente desagradável, para as senhoras de saltos altos, de Milão, Genebra e Paris, e, lamento informar, também para mim, embora use ténis, caros, sim, mas ténis.

A Grécia, outrora berço do Ocidente, hoje, um país de ciganos, foi escolhida como metáfora desta longuíssima agonia do Sistema Fiduciário, tanto mais que, de cada vez que um país fica constipado, não chega debitarem-lhe números, mas acontece pedir-se, em tempo real, que apareça o tal dinheiro que já não existe por detrás dos números. Deste modo, quanto mais países se aproximarem do incumprimento, mais essa ficção chamada "Dinheiro" será obrigada a aparecer, quando... já não há.

Alguns apostadores, idiotas, ainda estão a ver quem vai primeiro, se o Euro, se o Dólar, mas isso é indiferente, porque, se, quando, forem, irão um atrás do outro. O purismo estará apenas na precedência.

Tudo isto aponta, apesar das altas cilindradas do Palácio da Ajuda, para uma coisa muito mais perto do Kanellos, o cão anarquista, que, em Atenas, é sempre o primeiro a avançar sobre as Forças da "Ordem", o que quer dizer que, num lapso temporal extremamente curto, poderemos voltar ao sistema de trocar a vaca pelo porco, e, aí, vamos ver quem tem vacas e porcos, até porque nem todas as vacas nem os porcos são iguais, e cada qual produz o que produz.
Para tornar claro o que digo, imagine-se o Príncipe Charles com a sua Camilla Parker-Bowles, a tentar dialogar com o Sarkozy, com a sua puta Bruni, às costas, e o Sr, Aníbal, pelo meio a tentar negociar a Maria, com um Berlusconi, cheio de putas e de meninas refugiadas da Tunísia às costas... Em termos de potencial violência -- Quem trocaria a Carla Bruni pela Manuela Eanes?... -- as brunis, as marias, as michelles, as camillas e excrescências afins acabarão, por ausência de mediação monetária, esquartejadas, e, por acréscimo, os aníbais, os sarkozys, os obamas e os charles, que, fielmente, as carregavam às costas.

Este é o retrato do que está aí para vir, e que muito alegrará os nossos amigos comunistas, que crerão estar a assistir ao Fim do Capitalismo, mas, não, meus caros, isto é tão só o fim de nós todos.

No meio disto tudo, tomou posse o Governo de Massamá.

A seu tempo, dele falarei: faz-me lembrar o Governo de Queluz, do Príncipe Regente, aquele que a Carlota Joaquina, uma das valentes putas que governou Portugal, constantemente encornava, e que se encarregou de fugir para o Brasil, deixando os cafres por cá.
Aparentemente, o "pügrèsso" do Sr. Cavaco conseguiu que o governo mudasse de nome e de referência geográfica, para o outro lado da Linha, de Sintra, entenda-se, mas as circunstâncias também se alteraram. Corremos o risco de, dentro de ano e meio, todos os cafres se terem posto a mexer daqui, deixando ao contrário do Governo de Queluz, o de Massamá, a falar sozinho para as paredes.

Oxalá me engane...

(Quarteto da Bancarrota, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" - não vai para "Uma Aventura Sinistra", que decidiu fechar, até o Nuno Crato enveredar pelo disparate...)

16.6.11

PR Nomeou Criminoso Conscientemente

Eleger ou nomear criminosos condenados não é ilícito em Portugal por não se encontrar mencionado numa constituição antidemocrática que afasta incondicionalmente aquele que numa democracia é o único soberano – o povo. Deixa assim as mãos livres à corrupção política, permitindo-lhe até legislar para tornar impunes todos os seus crimes.

Reconhece-se que a qualquer criminoso, após cumprimento da pena da sua condenação, lhe sejam reconhecidos todos os seus direitos cívicos e políticos, posto que pagou pela sua falta. Porém, o uso universal é que estes infractores percam o direito a ser elegíveis politicamente e sejam para sempre afastados de postos de responsabilidade política. O contrário – a sua aceitação -- só se verifica em ditaduras ou países em que os governantes cheguem ao poder à força, tentando ou não aparentar terem-no feito legalmente ou democraticamente, o que é uma farsa.

O Cavaco nomeou um primeiro-ministro criminoso, condenado por um tribunal criminal, entre outros, e com investigações sobre graves acusações judiciais em curso.

É este o Portugal do Cavaco, aquele em que ele também transformou o país, para além da miséria que em que o mergulhou. Haverá alguém que possa admitir que ele ignore as condenações e as investigações em curso (que certamente irão cedo ser arquivadas ou cujos processos desaparecerão de qualquer gaveta)?

Os lugares mais importantes na hierarquia do estado devem estar abertos a qualquer cidadão, independentemente das suas funções anteriores, da sua instrução ou outras qualificações, mas não da sua honestidade, dignidade ou idoneidade. As isenções de culpas nestes pontos devem ser investigadas, comprovadas e conhecidas (publicadas), previamente a qualquer eleição ou nomeação. Que a constituição não dê valor à moralidade dos políticos e tudo lhes permita, não implica que -- tal como nos países onde a honestidade dos políticos conta, este procedimento importante seja escamoteado por interesses obscuros ou qualquer outro motivo ou âmbito.

Para que não subsistissem dúvidas sobre a honestidade do Cavaco e a sua consciência de que iria nomear um criminoso condenado por um tribunal criminal para primeiro-ministro, alguém teve o descargo de consciência de lhe enviar um e-mail para o endereço que figura como seu contacto na página oficial da Presidência da República na internet. O conteúdo do e-mail, de simples carácter informativo, não necessitava de resposta, salvo relativamente ao protocolo de educação em geral ou oficial. Não obteve nenhuma, o que é, oficialmente, uma confissão e uma confirmação de má fé e de ronha. Sobretudo, se tivermos em conta ser da parte de alguém em que em mais de três quartos das suas declarações menciona desnecessariamente as obrigações protocolares do seu cargo como desculpa do seu comportamento.

Uma cópia desse e-mail chegou ao Blog da Mentira! e para constatação apenas, aqui se publica. Note-se, todavia, que a sua existência não afecta, não aumenta nem limita, nem nada muda à obrigatoriedade do Cavaco em estar a par de conhecimentos públicos e oficiais publicados (veja-se no link do 3º §). Tanto as condenações como as investigações em curso.


Texto do e-mail:

Para: belem@presidencia.pt
Data: 10-6-2011
Assunto: Nomeação


Exmo. Senhor Presidente da República,

Nos jornais e nos blogues lêem-se artigos inquietantes cujo conteúdo creio não ser do conhecimento de V. Ex., mas que estou certo serem do mais alto interesse. Sem me permitir qualquer comentário, creio apenas que V. Ex. ou algum dos seus Exmos. Conselheiros não os desejem ignorar, sobretudo quando parecem propagar-se. A descrição, que inclui documentos e jornais, encontra-se no link abaixo, entre outros, há já mais de uma semana.

Com os protestos da mais elevada estima e consideração, subscrevo-me,

De V. Ex.
Men. Crdo. e Atto. Vendor.
Assinatura + ID


[Link para o artigo revelador publicado nos blogs, por ser uma síntese com menção directa das fontes]


Evidentemente, o envio e a publicação deste e-mail desnecessário não têm outra finalidade que a de ceifar qualquer suposição de que o Cavaco não estivesse ao corrente. Quando ele decidiu nomear um criminoso condenado por um tribunal criminal (e outros) e com investigações judiciais em curso, estava bem consciente do acto imoral e criminoso que estava a perpetrar. Donde ele próprio juntou mais este crime aos que cometeu anteriormente contra o país (link do 4º §).

À luz deste simples facto assumido, como pode alguém contestar ou mesmo admirar-se por outros criminosos, na sua maioria ex-governantes ou do seu partido, assumirem ou terem assumido posições responsabilidade governamental ou nacional. Não é que Portugal é mesmo um paraíso para criminosos em que só pilha-galinhas são condenados e cumprem penas? Já sabíamos. O que, mesmo assim, alguns aparvalhados ainda esperavam era que o Cavaco tivesse realmente sentido de estado em lugar de se andar constantemente a desculpar com ditinhos estúpidos tais como: o presidente deve ou não deve fazer isto ou aquilo, o presidente não deve intrometer-se aqui ou ali, etc.

Palavreado de mestre-escola, claramente usado como desculpa e pedido de aprovação da sua incapacidade de intervenção ou recusa em efectuá-la, de desejo velado de «deixa estar assim». Porque um presidente que se interesse tem sempre oportunidade de intervir. Que mais não seja dirigindo-se à nação, o que ele soube tão bem fazer para se defender no caso pessoal das escutas, mas a que se naga no interesse do país. Cobarde impostor e vigarista.

A desinformação anti-social, escondendo tudo o que possa prejudicar as máfias oligárquicas, de acordo com o seu procedimento habitual, permitiu a eleição dum criminoso, assim como apoia todos os crimes dos políticos.

Este caso, assim como a quase totalidade das reclamações que lemos por todo o lado, tanto sobre injustiças sociais do âmbito das reformas milionárias ou as reformas dos deputados; como os ordenados inexplicáveis dos parasitas do estado; as constantes nomeações afrontosas, a impunidade dos crimes dos políticos e a sua capacidade em legislarem em sua defesa; os assaltos aos lugares da administração pública pelos parasitas incapazes em lugar de concursos, deixando cada vez mais os mais capazes e habilitados no desemprego. Portugal é o país da Europa em que, proporcionalmente, se encontram no desemprego mais pessoas com maior qualificação. Eis aqui o porquê.

Nota:
Os esclarecimentos sobre os crimes do Coelho encontram-se no link do terceiro parágrafo.
Para os amnésicos, sobre como o Cavaco destruiu o pais, encontra-se no link do quarto parágrafo e também aqui e aqui.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

14.6.11

A calamidade que aí vem, com pequena adenda à "Silva Nails"

Imagem do Kaos
Estamos a viver uma época gloriosa, só comparável àquele em que o "Cherne", em cujas contas alfanuméricas, da Suíça, está o dinheiro dos submarinos, em cima da mesa da Reitoria, que depois roubou, para mobilar a Sede do MRPP, com uma tal desvergonha que o partido teve depois de devolver o mobiliário, ia fazendo cadeiras e curso, aos gritos de "apto" e "não apto".
O glorioso da coisa é que o Mundo reentrou numa espécie de PREC, sem qualquer graça, nem esperança revolucionária. Aliás, as pessoas que pensam, e que ainda as há, estão num tal estado de desorientação que não sabem o que fazer, porque, nessa altura, havia a hipótese de fugir "lá para fora", enquanto o "Lá para fora", hoje em dia, é cá dentro, para cada lado que nos voltemos.
Como no tempo da Outra Senhora, a televisão passa horas a falar de um gajo que foi tomar banho com os dinossauros, na Lourinhã, e se extinguiu; de um tarado de Quarteira, que queria "matar a polícia toda"; de um velhote que ficou debaixo de um comboio, naquela estação dos anos 20, de onde vem a maior parte dos fenómenos deste país, se excluirmos os de Belém e de São Bento. A seguir, num salto epistemológico comunicacional, que os vindouros haverão de estudar, caímos nos balneários dos diabéticos, onde há mortes súbitas, e de umas gajas celulíticas, que encontraram cobridor, no Dia de Santo António.

De Bilderberg, onde se reuniram os Senhores do Mundo, nem uma notícia, exceto um pequeno rumor sobre o telefonema, com ameaça de bomba, que para lá fizémos, mas surtiu pouco efeito...
Nos órgãos de intoxicação social, sob a tutela de Pinto Balsemão, então, nem uma palavra, e o meu  primeiro carinho vai para aí, porque sempre me fez confusão como é que uma criatura, como a Clara Ferreira Alves, oito níveis abaixo dos oito níveis daquilo que as agências de "rating" hoje atribuem à Grécia, há tanto tempo se mantinha no mesmo poleiro, já que, a querer atribuir-lhe algum epíteto, só o de Ana Malhoa do "Expresso", com todo o respeito pela Ana Malhoa, que sempre tem uma função social.
Aquilo nada tem de "Pluma", e muito menos de "Caprichosa", é, antes, mais uma espuma viscosa, a repetir um nível de língua e pensamento ainda muito abaixo dos da Inês Pedrosa.
Vem de aí que imediatamente procurámos os rótulos típicos da ascensão à portuguesa, o que nos deixava em maus lençóis, porque aquilo já está na fase do "palmier" mirrado, e já só se consome depois de já não haver velhas de oitenta anos para violar, no interior profundo, como advoga o provinciano de Belém...
A chave estava, todavia demasiado à vista, e tornou-se agora evidente, com o ser a ser convidado para o Clube de Bilderberg, onde a fina nata se junta com o sarro dos esgotos: Clara Ferreira Alves tinha ido passear o "palmier" ressequido para S. Moritz, e, aqui, entramos na fase dois da inquietação, dado, ser-lhe desconhecida qualquer atividade política, exceto a de se pendurar no que parece estar a dar, e rapidamente se mudar, a seguir, para o que efetivamente começou a dar, como a inflexão entre aquela fase em que foi "pró soarista", (vale a pena reler), e o momento em que escreveu, ou alguém por ela, um texto repugnante, onde, na forma de auto retrato, projeta todas as minúcias do seu caráter sobre a figura do decano Mário Soares, que todos sabemos muito bem quem é, para o bem, o mal e o péssimo.
Supomos que um tal texto não seja passaporte par Bilderberg, mas já o poderá ser um caráter como o nele retratado, o de Clara Ferreira Alves, que facilmente encontraremos, se, no lugar do nome de Mário Soares, colocarmos o nome dela, "o maior desastre da inquisição cultural, em Portugal", e aqui começa a nossa terceira inquietação.
Entre o vazio e o que escreve, aparentemente, há tão só um célebre "pôr do sol no Cairo", que Vasco Pulido Valente eternizou, ou seja, a nulidade suficiente para entrar em Bilderberg, tal como Durão Barroso, como Kissinger advogou, "depois de ter sido o pior primeiro ministro de Portugal iria ser o nosso (deles, Americanos) homem na Europa", e foi.

O Governo em formação, que certas fontes, próximas de Portas, consideram estar a ser de muito difícil conceção, irá integrar vários fenómenos do Entroncamento, pelo que talvez Clara Ferreira Alves tenha ido a Biilderberg buscar instruções para acabar com o Fátima, Futebol e Fado, e passar só para um Fátima e Futebol, poupando no Fado, que já ninguém ouve. Traduzido para as criancinhas, pendurá-la na Pasta da Cultura, para devastar o pouco que resta de interessante, no nacional.

O resto é pior, porque, enquanto por aqui andamos entretidos com minudências, e com os disparates que eu acabei de escrever, as agências de "rating" resolveram dar mais um empurrão, na direção da bancarrota, dos países em fase experimental, para a destruição do Euro, o ponto único da agenda oculta de Obama.
Para quem se interesse por evidências, é claro que a Guerra das Moedas entrou na fase suja, e, antes de que o monstruoso defit e dívida americanos façam colapsar o dólar, as forças que sustentam o caneco do Illinois estão a tentar fazer o mesmo com o Euro, só que, esta semana, apressaram o passo: segunda, a reclassificação da Grécia no nível Clara Ferreira Alves; terça, reune-se, de urgência, quem, em Bruxelas, sabe que a Bancarrota pode vir aí, enquanto nós continuamos a discutir onde se vai enfiar o oligofrénico Fernando Nobre, o primeiro conflito do Governo, ainda sem Governo: se no lixo, no Governo, ou no Nobrão, o reciclador que trata de casos semelhantes.
Zita Seabra lá estará para dar uma ajudinha, se precisa for.
Quarta, será ainda melhor, porque toma posse um governo para um ano ou ano e meio, numa espécie de maratona de resistência, em que até poderá durar um pouco mais, se o país acabar primeiro, o que é hipoteticamente de elevada probabilidade, se acreditarmos nas profecias de 2013. Nessa mesma quarta, vamos pedir emprestado lá fora, a níveis de juro sem memória, para provar aos basbaques cá de dentro que guerras de cadeiras do centrão são totalmente desinteressantes, para as máquinas cegas e especuladores, que gerem a "crise" mundial.

Claro que isso nada nos afeta, já que temos um Grande Timoneiro, em Belém, que rejuvenesceu cinco meses -- está mesmo velho, e com aquela velhice atroz, que resulta das origens perto das raízes da couve, não está?... -- ao tentarem-no convencer, como ao Salazar, depois de cair da cadeirinha, que estava constituir o seu Terceiro Governo de Maioria Absoluta, na pessoa de Passos Coelho, uma cabeça pintada de caju que durará q.b.

E vamos terminar com mais um carinho para o Espetro de Boliqueime, aquele que, vivendo ainda no Dia da "Raça", da Assembleia "Nacional" e não querendo "curar-se", esquece-se de que aquilo que ele refere como "interior profundo" só pode ser entendido na mediocridade do cenário anterior, já que esse "interior profundo" de um país atrasadíssimo, por culpa dele e de muitos dos seus pares, é, visto do lado que me interessa, o Europeu, a periferia miserável mais próxima do país em que encaixamos, España, ou seja, é o mesmo que termos um país que deu um salto enorme, com uma mão de obra escrava e dócil, a apenas algumas dezenas de metros da defunta "fronteira".
O "interior profundo" de Portugal, Sr. Aníbal, é a epiderme mais exterior de España, o lugar por onde é fácil fazer passar tudo o que España não permite, droga, plutónio, putas e tudo o que se quiser, entre gargalhadas de desprezo histórico por um país que você levou ao ponto de máximo declínio. Já agora, você, que tanto gosta de mostrar ter "funções presidenciais", e, enquanto Chefe Supremo das Forças Armadas, num país que perdeu a sua PIDE, de Silva Pais, sabe das praxes que as fufas fazem nos quartéis, para onde foram, para se entregarem à baixaria noturna das camaratas?...
Não sabe, e talvez tenha de se informar junto das enfermarias dos quartéis e dos hospitais militares, para saber por que aparecem tantas mulheres com os mamilos queimados com pontas de cigarros..
E sabe do célebre barril da Base de Beja, onde os neófitos são amarrados, para, apanharem com "gerais" no cu, dos colegas de pelotão, indo depois parar às enfermarias, onde se tem de pôr na ficha de registo de ocorrência "queimaduras na região do ânus..."?
Eu sei que não sabia disto, mas estou eu a informá-lo.
Sei também, que, mais uma vez, "não deve ser a ocasião oportuna para se pronunciar sobre o assunto", mas passe-o para a sua Maria, que talvez convoque um chá com a Boca da Servidão do senil Eanes.
Sabe que isto dos recrutas... enfim, é um bocado como com a "Casa Pia": essas coisas nunca existiram. Existe é, em Portugal, muita imaginação.

Para o que não presta.

(Quinteto na contagem decrescente para o desastre, no "Arrebenta-SOL", no "Uma Aventura Sinistra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

12.6.11

Compeendemos porque 80% do que comemos vem de fora...

SABIA?
 
Existem 220 mil agricultores (ao todo, há 400 mil em Portugal) a receber subsídios para não produzir. Trata-se de lavradores que se encontram no "regime de pagamento único", que apenas os obriga a manterem "agricultáveis" (isto é: em condições para voltarem a ter produção) os terrenos de onde arrancaram o que lá tinham. 
 
Destes 220 mil agricultores, há dois mil grandes produtores que recebem mais subsídios (250 milhões de euros) do que todos os outros juntos. 
 
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, entre 1999 e 2009, o país perdeu 25% das explorações agrícolas e 110 mil agricultores.

O Acordo Ortográfico com os Donos da Língua Portuguesa - O Brasil!

O seguinte artigo, que subscrevo na íntegra, é mais um belo testemunho que o estúpido acordo brasilei... upsss... desculpem... ortográfico, é mais um exemplo do facilismo geral e da pobreza cultural que hoje os políticos advogam.

Omens sem H

Por Nuno Pacheco
Em Público

Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece. A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim. 

Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. "É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.

É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summerbibliographie,tappezzeríadamnificarmitteleuropäischen? Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita". Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos. 

Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é garantido. 

Jornalista

11.6.11

A manicure de Silva Pais, ou a "Silva Nails", como repovoadora do país agrícola profundo

Imagem do Kaos


Para quem conheça bem Nova Iorque, o que não era o caso do Mandatário para a Juventude de Cavaco Silva, por Cantanhede, Renato Seabra, em cada esquina, e ao meio de cada rua, há umas escadinhas que descem para uma cave, com a tabuleta "NAILS".
Ora, "Nails", em Inglês quer dizer preta gordurosa, ou puta branca, que vai descer aquelas escadas, para colar na ponta dos dedos uns apliques de silicone, em forma de garra vermelha, que, enquanto não lhe fizerem apodrecer as unhas naturais, por falta de oxigenação, lhe darão a sensação de domínio da pantera e da tigresa, sobre o velho impotente que lhe paga as contas todas, na Quinta ou na Madison Avenue.

Em Portugal, terra de atraso em todos os quadrantes, também tivémos um negócio de Nails, mas ao contrário, porque quem subia aquelas escadas, e era enfiado naquelas salas obscuras, com gajos vestidos de cinzento e alicates nas mãos, geralmente saía de lá, não com mais unhas, mas, infelizmente, com menos, para que se lembrasse de que estava num país que primava pelo civismo e pela civilização.
Esse consultório de Nails, como qualquer clínica polivalente de hoje em dia, também tinha outras especialidades, como a cura do sono, que consistia em manter os pacientes, com tendência para dormirem demasiado, gentilmente acordados, de acordo com os seguintes métodos, aprendidos no Kubark Countererintelligence Interrogation, um manual de boas maneiras, posto em prática pela C.I.A., e copiado pelos países onde reinavam as mais amplas liberdades democráticas.
A coisa era simples: bastava manter as luzes permanentemente acesas, ou intermitentemente apagadas, num sistema estrosboscópico, tão ao gosto das nossas discotecas, ou, com aquecimentos e aparelhos de refrigeração, alterar os ciclos de oscilação térmica do dia e da noite. Sempre que o paciente cabeceava, e ameaçava dormir, apanhava um estalo, ou um grito estridente, junto das orelhas, não fosse violar o acordo de cavalheiros que o levara ali. A hidroterapia também era generosamente praticada, com baldes de água gelada, pela cabeça abaixo, sempre que os olhos tendiam para se fecharem, e um valente pontapé nas canelas, ou um murro no estômago também eram incentivos ao prosseguimento destas dietas radicais.
Ao fim de uns dias, o paciente já era uma pessoa nova, e estava em plena Síndroma "DDD", ou seja, "Debility, Dependence and Dread", passando a ter comportamentos erráticos, como arranhar as paredes e os tetos das celas, o que o levava, como Leonardo da Vinci, a identificar formas e alucinações, nas marcas dos que antes por ali tinham passado.
O sistema sonoro era perfeito, passando, muitas vezes, nos limites em que os decibéis provocam a dor, a lamúrias, gritos e choro e soluço de parentes, mulheres e filhos dos internados. A comida era excelente, mas irregular, sendo o paciente acordado, com uma estalada, para tomar um pequeno almoço, a ferver, às 3 da manhã, ou obrigado a almoçar por volta das 11 da noite. Quando não queria, agarravam num funil, e despejavam diretamente, pela goela abaixo, enquanto ele se contorcia de dores, com boca e esófago queimados.
Havia quem resistisse pouco, e quem resistisse muito.
Quem resistia muito era considerado um resistente, e passava para um escalão superior, já que o estado salazarista, sempre muito dado a cortes e contenções, achava que as pessoas, tal como Cavaco Silva hoje advoga, se deviam "curar" rapidamente.
Começava então a fase eletromagnética, em que o paciente, amarrado a uma cadeira, era submetido a descargas elétricas de voltagem crescente, aplicadas em diferentes partes do corpo, mamilos, testículos, orelhas, olhos, ou em zonas que sustentassem maior permanência, de maneira a que se pudessem provocar queimaduras, e começasse a pairar, nas celas de iluminação indireta, um cheiro a pele cauterizada. Tudo isto provocava um enorme cansaço nas pessoas que tinham de manter o sistema funcional, de modo que, quando chegava o tédio, apagavam os cigarros nas costas, no peito ou na cabeça dos clientes mais impertinentes.
Cansados da luz elétrica, podiam passar à fase da água, em que inclinavam o pescoço do paciente para trás, e lhe começavam a despejar garrafas na boca, e, sempre que ele começasse a sufocar, paravam, até que ele tossisse, com os pulmões invadidos pela água, exercício excelente, que o poderia levar a cuspir sangue, por ter rebentado, com o esforço, algumas partes da plétora respiratória.
Para quem respirava mal, enfiavam-se sacos de plástico na cabeça, e apertavam-nos no pescoço, para ver quanto tempo o moço aguentava, sem respirar, porque o ar é um recurso escasso e deve ser poupado. Caso estivesse à beira do desmaio, era totalmente despido, enquanto os tratadores o regavam com uma mangueira de água gelada, e lhe aqueciam os genitais, com fósforos acesos, e pontas de cigarro para apagar. Punham-no depois de pé, a fazer o número da estátua, como os miseráveis da Rua Augusta: braços em forma de cruz, e firmemente de pé, horas e horas a fio, completamente nu, e se acontecesse ter tendência para cair, era posto de pé, com pontapés de botas nas rótulas, que até se podiam fraturar, o que era irrelevante, porque um fémur quebrado, se é capaz de manter a perna direita enquanto intacto, também o pode manter depois de partido, até o osso rasgar a carne, da estátua forçada. Se houver hemorragia, será bem vinda, porque a morte por perda de sengue é sempre bem vinda, e poupa o tiro de misericórdia, dado na nuca.
O paciente não deve gritar, sob risco de se lhe ter de dar um murro na boca, partindo todos os dentes, e esmagando os lábios, ou levando uma punhada no bolbo raquidiano, que o poderá deixar paralisado para sempre.
Quando os agentes tinham de descansar, fechavam os pacientes, nus, em celas coletivas, de janelas de redes cerradas, de onde tentavam ver um fragmento da rua, como se a realidade ainda existisse, e depois eram buscados, para serem massacrados com bastões de mola interna, que não deixavam nódoas negra, mas dores para sempre, no corpo e na alma.

Havia os pacientes e os impacientes: os pacientes eram obrigados a conter a urina e as fezes, até onde aguentassem, mas quando não aguentassem, teriam de se satisfazer pelas pernas, e ficar a chafurdar no chão, até terem de limpar tudo com as roupas, por que há que manter a decência, e o cidadão deve evitar sujar os espaços públicos. Os impacientes eram despachados com um tiro na órbita, ou bem na base da nuca, para serem atirados ao mar, de modo a não voltarem a infestar as costas,. "Tudo em linha na garagemvem o Inspector Capela passar revista à mocidade desviada. Olha um a um, ri-se na cara de cada um dos carecas".

Acho que chega de descrições, estamos a falar da P.I.D.E, da "Velha Senhora", de criminosos como Barbieri Cardoso, António Sacchetti, de Fernando Silva Pais, que a dirigiu, desde 1962, até ao 25 de abril, e a quem Aníbal Cavaco Silva, um chico esperto que devia estar preso, por destruição do tecido produtivo português, declarou, em 1967, por escrito, "estar integrado no (actual) regime político" (!), constituído, entre outras coisas pela referida P.I.D.E., organização de benemerência, com os métodos atrás descritos.

A novidade, no meio disto tudo, é que Annie Silva Pais, filha única do gestor desta casa de torturas e horror, nauseada da família que tinha, decidiu entregar-se aos amores de Che Guevara, e viver uma vida aventureira, a maior bofetada que poderia dar à corja genética de onde provinha, dando, com a vagina, um golpe de asa nos três pés da maior esterqueira que este país produziu, "Deus, Pátria e Autoridade", ou "Família, Deus e Pátria", pelaordem que quiserem.
Fugiu, e fez bem.
Não se quis "curar", como o colaboracionista Cavaco Silva, preconiza, para todos os Portugueses, tal como eu não me quero curar, exceto de uma coisa, desse fantasma bolorento, Aníbal de Boliqueime, que arruinou Portugal, e que que quer que os Portugueses voltem, agora, à Idade Média rural.
Eu quero ser Europeu, Cidadão Global, e viver sem 400 anos de Inquisição.

Portanto, quero, literalmente, neste 10 de junho, que você se vá foder, mais o cargo que rebaixou ao nível dos facínoras e cadastrados da Sociedade Lusa de Negócios e do BPN, tentando sempre passar por cima. Não vai passar por cima, e vai ir de escaldão em escaldão, a começar já por quarta feira, em que vamos pagar os juros mais altos da nossa história, enquanto você anda entretido, no seu alzheimer, convencido de que está a formar o seu terceiro governo de maioria absoluta, e em julho, quando tivermos de vender uma fraude chamada Banco BPN, que você amparou, com os facínoras seus amigos, entre tantos outros negócios obscuros da longa noite cavaquista, que nunca mais acaba.
Não está a formar esse terceiro governo de maioria absoluta, dos obsoletos anos 80, e a História breve vai-lhe provar isso nos meses imediatos.
Hoje, António Barreto, já preparado para integrar o futuro Governo, eventualmente, na Pasta da Educação, fez-me vomitar, como você me faz nausear, e como me faz sempre vomitar o trio que Barreto integra, a Agustina e o Proença de Carvalho, que, quando surgem, indicam sempre onde está o lado errado da História.
Eu não estou nesse lado errado da História, nem preciso de nascer duas vezes, para lhe atirar à cara que o considero o pior flagelo da Democracia Portuguesa, e faço-o com o maior desprezo que posso sentir, por quem traiu a minha Pátria e os meus infelizes concidadãos, durante tão longos anos.

Quanto a Silva Pais, a quem Cavaco prestou juramento de não oposição, ressuscitou agora, na pessoa dos familiares, esparsos pela Suíça, ou lá onde é, para processarem o meu amigo José Manuel Castanheira, por ele ter afirmado que o Chefe da PIDE tinha estado envolvido na execução do General Humberto Delgado.
Pois é claro que não esteve.
Como é que um homem tão ocupado em dirigir um negócio de Nails e uma câmara de horrores se poderia interessar por uma coisa mesquinha, como o abate de um ex candidato presidencial?...  Portanto, o Castanheira deve ser condenado já, e bem, tal como o Diretor da "Sábado", eventualmente, a repovoar o Interior, que o carrasco Aníbal destruiu, a par das Pescas e da Indústria, para inaugurar o longo percurso da Dívida, porque um país que nada produz só pode gerar dívida, ou luvas de submarinos, nas contas suíças de Durão Barroso.
Quanto a Silva Pais, deve ser beatificado, por este milagre de ainda ser tão falado depois de morto, e morto sem punição por tantos crimes, e até beatificado no Estádio Nacional, com a vergonhosa Maria Cavaca a representar o estado de decadência ao que o Estado chegou.
Beato Silva Pais do Menino Jesus.

Puta que vos pariu, bolorentos fantasmas do passado, que nunca mais nos deixam entrar, Portugueses de cabeça erguida, num séc. XXI de modernidade!...

(Quinteto da obscenidade de arrancar unhas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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