31.5.11

A Verdade Sobre Passos Coelho

Temos sido fraudulentamente enganados pelos labregos que promovem os espectáculos nojentos das campanhas eleitorais na televisão. No entanto, alguns jornais e blogs, de evidente menor cobertura têm-se ocupado em saber a verdade e dá-la a conhecer. Os tribunais, ainda que como caracois, também não têm parado.

Conhecendo os factos, devemos constatar que se trata dum criminoso no sentido judicial do termo. Em consequência, o procedimento desses jornaleiros é também obrigatoriamente criminoso por nos estarem a empurrar para eleger um criminoso.

Nesta transcrição estão acumulados três artigos recentes publicados no blog O Verdadeiro Lápis Azul com o mesmo título do presente.


Todos os candidatos destas eleições viram a sua vida escrutinada ao mais ínfimo pormenor. Sabemos tudo e conhecemos bem o passado de José Sócrates, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. De Pedro Passos Coelho nada. Funciona como uma espécie de apagão de “lápis azul” na imprensa portuguesa o escrutínio sobre o passado profissional do líder do PSD que se candidata a futuro Primeiro-ministro. E afinal que passado.

Pedro Passos Coelho tem vários processos de execução fiscal pessoais por frequentes apresentações de declarações fora de prazo. (aqui identificamos alguns desses processos e respectivas coimas).

E como administrador do Grupo Fomentinvest Ambiente, SGPS viu-se envolvido em mais de 10 processos de contra-ordenação (em anexo mapa dos processos de contra-ordenação).

O último foi enquanto Presidente do Conselho de Administração da RIBTEJO em que perdeu no Tribunal da Relação um processo “por muito grave incumprimento das normas de qualidade de água tendo sido aplicada uma coima de 60 mil euros” (outro processo em anexo).

Vale a pena também investigar as “ligações perigosas” do grupo empresarial a que Pedro Passos Coelho está ligado e onde se destacaram os irmãos Cavaco acusados de burla qualificada no caso BPN e Horácio Luis de Carvalho acusado de corrupção activa e branqueamento de capitais e sócio da sub-holding Tejo-Ambiente (que inclui a Ribtejo e HLCTejo).

O Blogue “ Lápis Azul” não tem medo, não tem receio e quebra o manto de silêncio sobre os interesses que estão por detrás de Passos Coelho e da sua ânsia de privatizações. Veja-se o caso das Águas de Portugal e o interesse da Fomentinvest e do seu amigo Ângelo Correia (esta o Expresso não deixou escapar em nota de rodapé).

Imaginem que estas situações se passavam com qualquer um dos outros candidatos. O que seria?! Mas se investigarem que as duas empresas de marketing Brasileiras que estão a fazer a campanha do PSD são pagas por dois grandes grupos de Media nacionais, que perspectivam vir a beneficiar com a eventual privatização da RTP, fica muito clara a razão porque existe uma espécie de “lápis azul” na comunicação social sobre o passado e presente de Pedro Passos Coelho.

Muitas outras histórias iremos denunciar.

Consulte os crimes ambientais das empresas presididas por Passos Coelho

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Notícia I: Ambiente. Empresa dirigida por Passos condenada a pagar 60 mil euros por negligência


Clique na imagem para ver a notícia no Ionline


Líder do PSD era presidente da Ribtejo à data das descargas de águas residuais com níveis de enxofre superiores aos permitidos na lei. Leia mais aqui.
http://www.blogger.com/img/blank.gif

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Expresso - 14 de Maio





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Cadastro 2



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Queixa contra empresa de Catroga na PGR


A Agência Portuguesa de Ambiente (APA) remeteu à Inspecção-Geral do Ambiente e do http://www.blogger.com/img/blank.gifOrdenamento do Território e à Procuradoria-Geral da República, no passado dia 2 de Maio, uma denúncia anónima, na qual são apontadas graves ilegalidades à gestão da Sisav - uma empresa que se dedica ao tratamento de resíduos industriais perigosos e que tinha como accionistas a Egeo, presidida por Júlio Castro Caldas, e a Sapec, presidida por Eduardo Catroga.

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Acordo na 2ª Secção Criminal do Tribunal da Relação de Évora


Consulte o acordam do Tribunal da Relação de Évora

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PSD recusa comentar

Segundo a edição online do Diário de Notícias, o PSD recusa comentar as informações que aqui publicámos. Comentar? Esclarecer? Para quê!? Factos são factos.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

O Facebook de Cavaco



Imagem 10% do Kaos, o resto é meu...


Os antigos viviam mergulhados em profecias, augúrios e presságios. em delfos, a pitonisa, completamente drogada, soltava uns disparates do género dos de catroga, ou das sentenças das pontes de entre os rios e do isaltino de morais. em cumas, a sibila, viciada em despachar homens, mantinha debaixo do seu terror os barrigudos romanos e as devassas esposas, e decidia se os abortos iam ser, ou não ser clandestinos, ainda a palavra "referendo" não se aplicava aos úteros alheios. pior do que tudo, todavia, eram os mistérios de elêusis, onde só entravam os bilderbergers da altura, pagando balúrdios, numa cena mal ajeitada, que metia túneis escuros, a velha perséphone a aparecer, de repente, no meio dos lutos, de perna aberta, e a mostrar os grandes lábios. tinha espigas, anões e animais, uma coisa misto velasquéz da silva com goya e sade, e um pouco da beatificação da irmã clara do menino jesus. aparentemente toda a gente saía de lá convencida de que ia ser imortal, mas durava o mesmo do que os outros, ceifada pela gota, por tromboses, envenenamento pelo chumbo, cirroses e bactérias transmitidas por pepinos. o tempo passou, e a primeira igreja associou os oráculos à pior crendice, até que com o desenvolvimento das necessidades de financiamento do "bussiness", voltou a haver atrasadas mentais, geralmente acamadas, com o córtex frontal atrofiado, ou dadas a visões do tipo "oxi", "crack", ou "ecstasy", vendo solzinhos, e outras coisas piores, a dançar.

aparentemente, com o advento da idade tecnológica, no nosso caso, "uma cabeça-um magalhães", essas coisas tinham sido atiradas para um certo limbo da sarjeta, até que, nos dias mais recentes, nós que sempre fomos dados a descobertas extraordinárias, pelo menos, desde o fim da baixa idade média, "inventámos" uma coisa que era a presidência por palpites.
não é de estranhar o tique, num povo atavicamente dado a comentários de bancada, boatos, e anedotas corrosivas, sem qualquer graça, e destruidoras de reputações, como os anormais do eixo do mal ou os gatos fedorentos. nós sempre fomos dados a novidades, como quando o oligofrénico do pacheco pereira inventou o "abrupto" e não havia dia em que não houvesse um telejornal que não começasse com uma flatulência do neo maoista, até se perceber que aquilo não era nada, a não ser uma hipóstase de uma estação de tratamento de resíduos sólidos. cansados disso, e com a blogosfera nauseada de si mesma, depois de perceber que aqueles heróis da sombra, aqueles infatigáveis lutadores da independência, afinal, só estavam à espera de se pendurarem numa boleiazita do partido mais à mão, como a medíocre helena matos e o gordo do "blasfémias", que lá apareceram a fazer de túbaros das listas do psd, ou o remendeiro, a quem chamam... "escritor", francisco josé viegas, que também vai ser pau de cabeleira de um partido qualquer. se a coisa se espalha, também o "kaos" aparecerá como cabeça de lista do cds/pp, por viseu, e eu, como lugar elegível do partido dos animais, ou uma merdunça afim...

a miséria dos comentadores políticos tem sido, aliás, outros dos sintomas do declínio de fim de estação da agonia da III república, porque, para lá da cortina de ferro que proíbe, como um tabu, o emergir de novas caras e de novos discursos, leva a que já conheçamos, e reconheçamos, tudo, de cor e salteado. com o marcello, por exemplo, brilhante na oratória e nalguns raciocínios, eu ponho o cronómetro a contar até ao momento em que ele, dando voltas geniais a premissas inconciliáveis, lá soltará a sua fórmula canónica... "ter de votar no psd".
parece que já houve gente a chatear-se com isso, mas acho que perdem tempo, porque aquilo não é defeito, é feitio, e façam como eu, acompanhem o que é relevante e construtivo na sua retórica, e desliguem, mal suspeitem de que ele vai entrar na frase... "psd".
a constraça cunha e nhanha, outra das "horizontales", levantada pelo álcool e por um vergonhoso casamento com um homem que gosta tanto de mulheres como a senhora de mota amaral, ou o antónio vitorino, incapaz de brilhantes oratórias, e maneirinha como os flashes de coca do miguel sousa tavares, tem de incluir, em qualquer análise que faça, uma conclusão... "psd/cds/pp", e, como ela, há miríades, numa pirâmide decrescente de talento, como aquele luís não sei das quantas, ou, pior do que tudo, aquele roberto que passa horas a vomitar vazio sobre o vazio do futebol.
enfim, é para isso que são pagos, e cumprem, como podem, as suas corveias, mas vem tudo isto para dizer que voltámos às profecias, oráculos e prenúncios, mas de uma forma, como eça escreveria, "modernaça", e na ponta dos dedos de um gajo que nunca deverá ter usado um computador para mais do que para substituir as suas velhas "messa", com que escreveu, na declaração da pide, "perfeitamente integrado no regime", aliás, o seu verdadeiro milagre foi continuar a permanecer imutavelmente integrado num regime, que, historicamente, tinha sido pontapeado por uma revolução, mas, ou não percebeu, ou fingiu que não sabia, como é seu hábito. mais grave, ainda, ou não se pronuncia, porque ainda não é o momento próprio, ou as suas profecias são feitas no posto de primeiro magistrado da nação, onde 25% dos portugueses, entre esclerosados de placas, anquilosados, alzheimerizados, avêcizados, coxos, manetas, pernetas e dedetas, videntes e atrasados o puseram, no início deste anos, para enorme penar do restante do país.

Como já devem estar a perceber, estou a falar do sr. aníbal de boliqueime, que chegou a presidente da fase terminal da república, enchendo depósitos e vendendo frutos secos, e que já devia estar afastado da política, pelo menos, desde 1986, quando permitiu que o país fosse arruinado, ao ponto de chegar ao estado de pré bancarrota em que presentemente se encontra. para os esquecidos, vêm a "petite histoire", que, soubesse eu o que sei hoje, e tivesse a idade e a maturidade para o fazer, deveria ter feito e alertado, naquele bocal de denúncias anónimas, que a CEE tinha, e que passo a relatar: o dia em que o meu amigo CXXXX DXXXX foi demitido pelo cadastrado Mighà Amhâgàl do posto de diretor geral da indústria, com o seguinte argumento, aliás, melhor... com uma estranha escolha, "ou o sr. engenheiro fica, e faz a sua carreira, ou sai, porque, dado o seu perfil, sabemos que não poderá fechar os olhos a todas as coisas que vão acontecer a partir de agora..." obviamente que o cxxxx dxxxx se foi embora, e que as coisas estranhas começaram a acontecer. levei anos até perceber a enormidade e profundidade da coisa, mas suponho que todos o sabem hoje: era o sr. aníbal de boliqueime a dar, pela mão de um dos facínoras seu ministro, ordem plena para a desaparição dos fundos estruturais, desmantelamento da agricultura, mineração, indústria e pescas, transformando portugal nesta penosa coisa, uma nação exclusivamente importadora, e sem dinheiros para pagar agora o que importa para sobreviver.
nesse dia, alguém devia ter abatido, como um cão tinhoso, o sr. cavaco, mais a sua corte de ladrões, provincianos, pedófilos, escroques, ignorantes e retardados, que atiraram com isto tudo para detrás da grécia, que já não era país que, então, se recomendasse.
é, portanto, normal que, de cada vez que fecha uma empresa, para se comprar um novo ferrari, ou colocar o dinheiro safo da "falência", "lá fora", nós percebamos que isso vai contribuir para o crescer das dívidas, dos encargos, e do aperto do estado, porque estes despedidos não vão para as coutadas dos carrapatosos, dos zeinais bavas ou dos jardins gonçalves, mas ficam sempre na mão da caridade dos contribuintes, já que o chamado "privado" é bom, enquanto está na fase do lucro, e mal se torna incontrolável, "bêpêéna-se", e volta a integrar a brutal despesa do estado. é por isso que eu ando encantado com o fmi, quando diz que, até fim de agosto, vão ter de pôr um travão nas célebres "parcerias público-privadas", uma coisa tipicamente lusitana, onde os lucros, quando os há, zeinalbavam-se, e os prejuízos, quando são cada vez maiores, vão para o buraco do estado. portanto, quando se pergunta como, durante o declínio de sócrates, puderam os números passar de cósmicos a astronómicos é muito simples: criar um emprego, um mísero emprego, pode fortalecer uma nação; destruir um emprego, não só destrói o país como aumenta, para números incomportáveis, os mecanismos de almofadamento da situação. toda a máquina do estado é um sistema de burocracia e de governo, de suporte da saúde dos cidadãos, do ensino, da cultura e da previdência. quando nada existe por debaixo, e estamos a falar de máquina produtiva, era como terem cortado a máquina produtiva da alemanha, e deixado só os serviços de bem estar e administração: um belo dia, não haveria alemanha, mas só despesa, tal como aconteceu no portugal mutilado do sr. cavaco, ah, pois, claro que isto tem um dia em que estoura, e estourou agora, com o azar de ter a cara de sócrates, que nem me é simpático, e também sacou a sua parte, mas teve o azar de pagar a fatura histórica de muitos gajos que deveriam estar presos, depois de se terem abarbatado com a verdadeira parte do leão.

tudo isto já vocês sabem, e vai condicionar, draconiamente, as pessoas que vou penalizar, com o meu voto de 5 de junho, um dos melhores votos da minha vida, já que vou forçar os responsáveis pelas coisas a ficarem com o menino ao colo, por mais que isso lhes desagrade, porque a verdade é que, se fossemos um país e não uma história extraordinária, uma miserável fábula, para contar pelos corredores da europa, esse senhor aníbal nunca deveria ter voltado em 2005, e nunca deveria ter sido reeleito em 2011. trata-se de uma criatura nociva, um espetro alheio à modernidade, um gajo para quem a história não passou. cobarde, como em todos os momentos decisivos da nossa aventura, e que mandou, não ele, mas o dias loureiro, disparar sobre o povo que o toureava no garrafão da ponte, e que, depois, foi apeado, à força, cobarde, dizia eu, neste momento grave, em que precisávamos de uma figura forte, que, todas as semanas viesse apresentar sugestões, mediar soluções, fazer valer em todas as frentes do exterior o seu prestígio de primeira figura do estado, prefere ficar a emitir oráculos, no facebook, enquanto joga, farmer e outras merdas afins. nenhum estadista que tal nome merecesse, se esconderia por detrás destas novas máscaras de carnaval veneziano, quando é fundamental que alguém incuta força nas hostes. talvez isso explique a inesperada ressureição de sócrates, perante um povo sem apoio e apavorado. pior do que isso, a "coisa" presidencial nem deve saber o que seja o facebook, que, para ele, é equivalente à viatura blindada em que se fazia transformar, durante os 10 anos em que foi carrasco absoluto da ruína de portugal. alguém lho assoprou, e ele não se opôs, porque, no facebook não se lhe vêem as mãos transpiradas, nem aquela tendência para desmaiar, ter acidentes neurológicos,  ou mijar-se pelas pernas abaixo, coisa grave, que já levou a que tivesse sido aumentado o número de sanitários de corredor, no palácio de belém...
atrás do "seu" facebook, preenchido por aqueles gatos pingados da "servilusa", que custam ao estado mais do que a presidência dos estados unidos, as monarquias inglesa e española, enfim, toda aquela corte de goyas, que nos fazem temer o pior, e que vão preenchendo aquelas penosas linhas de profecias ultrapassadas, de palavrinhas cautelosas, e, sobretudo, de não comprometimento, não vá alguém assacar-lhe responsabilidades por aquele longo percurso, que conduziu ao total descrédito internacional deste país, e à sua próxima bancarrota.
bem pode pôr "gosto", por debaixo dos focinhos de leonor beleza, dias loureiro e duarte lima, que há multidões, em portugal, que, sempre que vêem essas aparições de um passado distante, sentem calafrios, e vontade de virar as costas. essa é, talvez, a pior das maleitas de passos coelho, um gajo que até poderia simpático, não tivesse aquela tendência para mudar de cor de cabelo todas as semanas, do louro ao caju, com odor de cabeleireiro de bairro. infelizmente, passos coelho tornou-se um peão menor do facebook do senhor aníbal, onde almas negras peroram sobre um passado velho de vinte anos, e um regime morto em 75.

não há facebook que torne novas velhas almas de fátima, nem aparições de 1917, e, muito menos, miguelismos, de quem já nem sequer sabe quem foi miguel.

bem pode ser moderno o facebook, que tudo o que medíocres assessores de cavaco lá vertem, em nome da abelha-mestra, só revela a sua atávica cobardia em dar a cara nos momentos cruciais da crise da nação. cavaco não foi, e nunca será, um motorista: cavaco é um inválido do banco de trás, um lastro que, depois de salazar nos ter feito perder meio século da nossa história, lhe vai acrescentar mais 20 anos de retardamento.
70 anos de atraso equivale a fazer penar um país quase um século, e isso é muito grave: acabou com fuzilamentos, na roménia, e matanças, no magreb. por cá, aníbal discute as roupinhas da irmã clara do menino jesus e saber se os seus poderes na ilha do pico poderão vir a afetar os seus fracos picos de poder.
o seu verdadeio facebook é ESTE e ESTE, toneladas de lixo visual, de onde se tirará o futuro álbum de horrores desta vergonhosa contemporaneidade.

gostaríamos de saber, não pelo facebook, mas olhos nos olhos, o que pensa cavaco do bpn, e o que vai fazer, quando não o conseguir privatizar em julho, e como vai explicar aos portugueses, em agosto, que as tais parcerias público-privadas mais não são do que os impostos de quem os paga a serem usados, não na educação, não na saúde, não na cultura nem no progresso nem no bem estar, mas nos prémios do bava, do vara e outros canalhas quejandos, de cujos nomes nem nunca ouvimos falar.
para mim, um radical desapaixonado, e que execro cavaco como nunca execrei ninguém, nem salazar, ler o facebook de cavaco está o nível das mensagens sórdidas de portas de sanitário, uns dias ligeiramente acima, outros, francamente abaixo. para isso, prefiro ir diretamente às fontes, e não acrescentar crédito a um penar tecnológico de uma mente de crendices, neurologicamente afetada e assumidamente pré-lógica.

que o dia 5 de junho lhe traga as piores surpresas, sr. aníbal.

(pentatlo do 5 de junho, no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "uma aventura sinistra", no "klandestino" e em "the braganza mothers", em pleno, e assumido, toque a rebate)

27.5.11

O regresso do Cavaquistão, ou a Portugalia Monumenta Pornographica



Imagem do Kaos, com dedicatória de parabéns, aos 26 anos, feitos hoje, de um dos mais brilhantes criadores desta miserável terra


Hoje, venho para escrever um texto que vai chatear muita gente.
(Domingos)
Paciência, e começo já por uma fábula de La Fontaine dos tempos modernos.

Era uma vez uma festa de aniversário, em que um grupelho de gente, que se achava país, mas mais não era do que um ajuntamento mal afamado de pessoas, combinou ir fazer um jantar de aniversário. Como vocês sabem, os jantares de aniversário têm várias etapas protocolares, umas boas, e outras menos boas, do tipo da do Obama a gaguejar, enquanto tocava "God save the Queen".
Uma delas passa pelo aniversariante chegar sempre atrasado, para permitir que as pessoas incompatíveis, que se vão sentar à mesa, se tratem como a água e o azeite, e se afastem, antes de estragarem a festa. Consequentemente, há quem chegue primeiro, e comece a pedir whiskies e martinis, gins tónicos e essas pequenas coisas, baratíssimas em qualquer restaurante, ou multipliquem as entradas, os carpaccios, as amêijoas à bolhão pato, os presuntos de parma, e há sempre uma ansiosa, que está de três meses e desejos, que quer 1/4 de Dom Pérignon, para ver se é tão bom se diz, ou ouviu dizer. Entretanto, como se sabe, já começam a chegar aqueles que se guardaram da fome o dia inteiro, para se desforrarem à pala do orçamento dos outros, e querem logo começar a pedir pratos.
Há dois tipos de pessoas nestas mesas, as do estado social, que pedem os pratos mais baratos, porque já sabem que aquilo vai sair da carteira de todos, e que nem todos têm a carteira recheada da mesma forma, e as outras, que vão sempre para o prato mais caro, já que aquilo, por norma, irá sair dividido pelos restantes, que devrão alombar com a crise.
Isto é só a primeira metada da fábula, porque, entretanto, ao chegar o aniversariante, já os martinis e os gins se multiplicaram, e os gulosos do primeiro prato já estão a contabilizar, e a enfardar, o segundo.
O álcool, como Manuel Alegre sabe, é como as cerejas, e, a meio do banquete, já toda a gente se adora desde sempre, adorará para sempre, e retoma memórias do tempo em que Saddam Hussein era o Herói do Ocidente. É este o tempo dos retardados, quando começam a abancar os que tiveram atrasos, engarrafamentos, mentiras de última hora, ou vêm só para a sobremesa, para poder manter a linha... da carteira.
Não sei quanto tempo pode durar esta fase, liguem vocês o cronómetro, e façam contas, porque eu sou péssimo delas, e nelas, mas, no final, quando a parábola entra na euforia descendente, e os casais se levantam, porque amanhã é dia de trabalho, ou têm uma goela aos berros em casa, só deus sabe se não tornada já em Maddie, e os solteiros têm uma queca marcada para de ali a meia hora, e começa alguém a dizer que é preciso fazer contas, e os empregados a forçarem com as luzes que se apagam, e, nestes entretantos, toldados pelo etílico, como o Ruben de Carvalho, antes das Assembleias Municipais de Lisboa, enfim, nestes entretantos, descobre-se que muita gente já deu à sola, e só ficou à mesa, sentado sob o olhar feroz do gerente, um grupo de palermas, que acabará por arcar com a conta inteira.
Suponho que não tenha sido exagerado no que narrei, pelo que passamos à analogia, e, depois, ao lado científico da coisa.

O início deste jantar chamou-se Cavaquismo, em que a Europa nos enchia de milhões a fundo perdido, milhões para melhorar habilitações, para melhorar especializações, para erradicar analfabetismos, para melhorar vias de comunicação rodo e ferroviárias, para criar infraestruturas, para abrir o País ao exterior, tornando competitivas as exportações, e dando espaço para que as nossas pequenas maravilhas agrícolas, vinícolas, artesanais, industriais e cerebrais se tornassem visíveis na Comunidade Europeia. Os homens que iam pescar na Terra Nova voltariam mais depressa, e com pescado para colocar, qualidade demarcada, nos novos mercados europeus. Os nossos génios inventivos já não teriam de penar ver as suas brilhantes ideias roubadas e patenteadas por outros, por falta da miserável quantia de as poder registar a nível mundial. O queijo da Serra teria mercados mais vastos e certificação, através de poderosos investimentos seletivos. Os portos de Portugal, assim como os seus estaleiros, iriam passar a praticar taxas altamente competitivas, tornando as primeiras costas da Europa uma atraente zona de passagem para o resto da Europa, acessada por uma teia viária excelente, barata, e acompanhada por uma rede de alta velocidade, que nos ligasse aos consumidores do Centro e Norte da Europa. Que tal colocar os nossos melhores vinhos, em seis horas de viagem, nos seletivos armazéns de Paris, Londres, Milão e Bona?... Magníficas universidades, a lançar nos mercados europeus crâneos poliglotas, doutorados em áreas de ponta, e todas as editoras recauchutadas e aliadas com o mercado brasileiro, para fazer ecoar as nossas melhores vozes da escritas nos escaparates das capitais onde ainda se lê. Um calçado excelente, e parcerias de modelismo e moda, capazes de criarem marcas rivalizadoras com as Lacoste, as Boss e as Armani. Os cristais da Stephens e da Marinha Grande melhorados, e os nossos tecidos a monopolizarem as procuras dos maiores estilistas mundiais. Uma rede informática a ser desenvolvida a alta velocidade, a par com a pesquisa euroamericana, e os nossos excelentes litorais a serem explorados por cadeias portuguesas de turismo de alta qualidade e preço acessível, para turistas de classe média e alta, da cansada Europa, e, ah, sim, a recebermos o melhor do intercâmbio da juventude, tornando Portugal uma referência incontornável nos lazeres dos outros povos trabalhadores. Urânio, Ferro, Volfrâmio, Ouro, Prata, Estanho e Lítio, sim Lítio, com pesquisas internas, para saber onde está o nosso petróleo, e grandiosas centrais de energia eólica e solar, unidas com o geotérmico das ilhas, com forte aposta no biodíesel.

A Europa sonhava alto com o progresso de Portugal, mas estava enganada, porque Portugal, recém saído das mãos do FMI, estava a ser governado pela maioria absoluta de uma das mais estúpidas, retrógradas, atrasada e cega ao rumor da contemporaneidade, criatura, que conhecêramos. Era um Salazar sem virtudes, cuja corte de medíocres nos fazia ressaltar, um passo em frente, e dois atrás, até ao fundo da Cauda da Europa.

Chega de lamúrias históricas, e vamos ao pragmatismo: não tenho acompanhado, senão com náusea, aquilo a que vulgarmente chamam a "Campanha Eleitoral", aliás, a campanha eleitoral é um mero pretexto para vadiar as coisas do costume, com os intervenientes da pura saturação, e vamos começar a provocação:

O Sr. Sócrates destruiu a Agricultura de Portugal?
O Sr. Sócrates destruiu os estaleiros navais de Portugal?
O Sr. Sócrates fechou as minas de Portugal?
O Sr. Sócrates fechou a Indústria Têxtil de Portugal?
O Sr. Sócrates desmantelou a rede ferroviária nacional?
O Sr. Sócrates atrasou 20 anos a ligação dos centros portugueses à alta velocidade europeia?
O Sr. Sócrates abateu a indústria pesqueira dos portugueses?
O Sr. Sócrates criou cursos fantasma, onde os "formadores" se abotoavam com os dinheiros da formação e davam "diplomas" sem saída?
O Sr. Sócrates permitiu que cadastrados, como Cardoso e Cunha, chegassem a Comissários Europeus e Esbanjadores da Expo-98?
O Sr. Sócrates reduziu o Teatro nacional a lixos La Feria?
O Sr. Sócrates deixou que o Vinho do Porto passasse a ter a etiqueta "Made in California"?
O Sr. Sócrates deixou que o país se cobrisse de eucaliptos, após o abate sistemático de oliveiras e sobreiros?
O Sr. Sócrates criou um sistema de escravos clandestinos, que vinham, em forma de pretos, cobrir o país de betão, para depois serem lançados porta fora, ou em guetos cheios de ódio e desintegração social?
Foi o Sr. Sócrates que impediu que Leonor Beleza fosse julgada, como em outros países se foi, por contaminação voluntária, ou involuntária, de doentes, com HIV?
Quem permitiu que uma "reforma fiscal" criasse um monstro financeiro, equivalente à Fraude Madoff, e chamado BPN?
Quem deu imunidade, e impunidade, a gente como Valentim Loureiro, Ferreira do Amaral, Mira do Amaral, Dias Loureiro, Duarte Lima, e aos pedófilos Eurico de Melo e Valente de Oliveira?...
Foi o Sr. Sócrates?...

Não, o Sr. Sócrates só chegou no fim do jantar, sacou a sua parte, e, quando pediu a conta, verificou que o Cavaquismo e arredores tinham sabotado o terreno para lá de tudo o que era possível. Era uma conta astronómica.

Culpem, pois, Sócrates do que é culpado, e assaquem as responsabilidades a quem antes o pôs em tais lençóis.

É bom que o FMI tenha voltado, no tempo da criatura que mais o temia, Aníbal Cavaco Silva.
Quando a organização internacional se sentou e pediu para ver as contas, não deverá ter percebido como se podia ter criado tal abismo salarial entre as bases, trabalhadoras, horas infinitas, de tarefas inúteis, num país sem agricultura, indústria, pescas, minas, nem nada que se pudesse exportar, e as cúpulas, miseráveis, sem habilitações, autocontemplativas, estranguladoras e sufocadoras de qualquer iniciativa, mas banhadas em dinheiro.

Sim, não era possível cortar salários a quem já os tinha os mais baixos da Europa, não era possível atirar com bombas de impostos a quem já tinha uma das mais barrocas cargas fiscais do tecido do Espaço Comum. Que fazer a um povo que não contraiu uma dívida, e está a ser vítima de uma dívida contraída por uma corja que viveu muito acima das suas possibilidades e das possibilidades dos restantes?... Por que é que em Portugal não havia um único culpado deste descalabro preso?... Por que é que identificados os madoffs, aind aestavam todos em Cascais, nas suas fortalezas de luxo?... Onde paravam quase trinta anos de fundos de reformulação de um país atrasado legado por Salazar, que agora estava atrasado, e legado por alguém que não assumia essa responsabilidade?... Como se podia circular num pais onde as estradas violavam todas as regras da segurança, e tinham custado dez vezes mais do que em qualquer lugar do Mundo?... Como era possível ter existido uma suspeita pedófila sob todo o Estado, e haver cinco gatos pingados a pedirem para ser indemnizados, pelo seu nome estar... sujo?... Como é que circulavam, nas estradas de um país que não produzia nada, tantos carros topo de gama?... Como é que havia tantas casas de luxo, num país sem mercado industrial, nem qualquer pretensão a praça financeira de referência?... Por que é que Portugal era, impunemente, a principal porta de entrada de tráfico de droga, de clandestinos para a prostituição, de armas e de combustíveis radioativos?...
Quem é que, afinal, governava Portugal, ou, em Portugal, o Estado estava entregue a si mesmo?...

O Sr. Sócrates, por quem nunca nutri grande admiração, apareceu no fim deste repasto. Quem construiu esta aberração foi um provinciano, chamado Aníbal Cavaco Silva, que traiu o seu País, o seu Partido e a nossa história coletiva. Em qualquer outro país civilizado, teria sido chamado ao banco dos réus da História. Em Portugal, uma vergonha europeia, foi eleito com 25% da população deste "país", à beira da Bancarrota, de que ele foi pai e avô... "Presidente da República"...
É, portanto, a estes estranhos 25% que este texto se dirige, considerando os restantes meros assistentes, e vítimas, de um ato público de agressão, à sombra, e a pretexto de um escrutínio: estas mesmas pessoas, que tanto acreditaram na credibilidade, e "hònestidàdë", do homem que destruiu Portugal, devem, agora, dar-lhe um braço amigo que o apoie, nos tempos difíceis que se avizinham. Estes 25% de Portugueses, as forças vivas do país moribundo, devem, pois, reeleger José Sócrates, para que ele possa apoiar o seu padrinho de Boliqueime, mas eu, aqui, estou a desviar-me da violência do texto, que quero retomar: Passos Coelho, que não representa ninguém, mas à sombra do qual se recomeçaram a perfilar as piores sombras do Passado, que pense no seguinte: de cada vez que forem desenterrar um cadáver mal condenado do Cavaquismo, os Catrogas, as Belezas, os Loureiros, os Cadilhes, o anão discípulo de Eurico de Melo, e lhe o puserem ao lado, estão a desencadear, em certas gerações que foram trituradas pela destruição do PSD, do País e da nossa Esperança, as mais amargas memórias. O Cavaquismo não é alternativa a nada: o Cavaquismo é um período que deveria ter tido direito ao seu Julgamento de Nuremberga, e não teve, e, se há Sócrates, é porque já tinham sido instaladas, pelo Cavaquismo, as mais sólidas raízes para o seu eclodir. o Sr. Passos Coelho tem de decidir, de uma vez por todas, se é o candidato do regresso do Cavaquismo, ou do chamado Partido Social Democrata, porque, as dívidas públicas e os desempregos não se tornam astronómicos em 6 anos; o descrédito mundial, sim, quando os emprestadores se questionam "para quê emprestar a uma gente que, quando recebeu de graça, foi, durante décadas, incapaz de acautelar o seu futuro?..."

Aníbal Cavaco Silva governou, ou governou-se, ou deixou que uns tantos se governassem, sempre convencido de que saltaria do barco no momento do naufrágio: Teve azar: 25% de pessoas que não pensam, ou que estavam tão chocadas com ter Presidenciais onde havia uma sanita e dois bidés, por esta mesma ordem, Cavaco, Alegre e Nobre, atrelaram-no, de novo, à nossa demência histórica. Acho que fizeram bem. Devem, pois, completar o par, e sentar à mesma mesa quem consumiu, e quem ficou, no fim, para pagar, ou seja, o Sr. Aníbal, mais o seu insuportável Zé, de Vilar de Maçada.

Pelo que escrevi, devem perceber que encaro o 5 de junho como uma réplica do horror de 25 de janeiro, com algumas oscilações, mais radiotividade e imprevisíveis tsunamis: José Sócrates é a figura forte e ressuscitada, e tira-lhe o chapéu quem tanto o combateu; Passos Coelho é o joguete de gente que o trucidará caso, mal, perca; Portas representa a tal terceira via, que provocou descalabros nos espetros eleitorais da Europa, e espero que o faça; o PCP ensimesmou-se, e pagará por isso, e o Bloco de Esquerda vai ver algo parecido com outra fábula, a da cigarra e da formiga.

Pelo meu discurso, já perceberam onde não vou votar, mas ficam sem saber onde votarei. Como disse, adoraria ver a cara saloia de Cavaco a ter de dar posse ao Sócrates que traiu, há dois meses. Uma coisa rápida, assim, do estilo do ganha um dia, e no dia seguinte já não ganha, só para ver a cara do outro. Será um cenário penoso, como penoso seria que Sócrates perdesse, e tivéssemos um Governo, uma Maioria, um Incontinente.
Com o meu voto, tentarei ainda tornar este cenário mais penoso, para o espetro de Belém.
Espero que, com o vosso, façam exatamente o mesmo, ou pior, se para isso tiverem imaginação :-)

(Quinteto pr'á desgraça, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

26.5.11

Origem da Inversão de Valores

Carta enviada de uma mãe a outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP-1 (recebido por e-mail de um ex-colega de armas):


De mãe para mãe...

Cara Senhora,

Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.

Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência. Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...

Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho. A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e
despesas para o visitar. Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.

Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.

No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...

Ah! Já me esquecia:
Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.

No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...

Direitos Humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!



Para quem queira reflectir:

Que poderia ter sido o que gerou esta inversão de valores? Quem substituiu os verdadeiros e tradicionais heróis nacionais, implantando os novos heróis rascas? Quem nos convenceu de que a culpa dum roubo é de quem se deixou roubar? Que o valor dos conhecimentos é menos importante que ignorância e a incompetência desde que haja uma cunha, pois que é a norma política dos parasitas que nos governam? Quem nos convenceu de que éramos perfeitos? A tal ponto que não conseguimos ver os nossos defeitos reais para os podermos corrigir e justificar alguma perfeição, ou no mínimo a intenção?

Foi a corrupção política que, com a ajuda da indigna jornaleirada em perfeito conluio, nos cegou e convenceu para que, revendo-nos neles, aprovássemos os seus roubos e votássemos neles. Continuemos, pois, a votar neles a fim de que tudo do que nos queixamos e merecemos por neles termos votado se perpetue para seu bem e nosso mal.

Pelo menos reconheçamos que somos muito mais atrasados e estúpidos do que os magrebinos. Alguém conhece verdadeiramente o nível de instrução e de vida na Líbia? Não, porque também persistem em no-lo esconderem.

Quem quiser mudar não vote num qualquer partido que arvore o slogan da mudança. É mais um slogan como todos os precedentes. Votem em Branco.Os partidos querem todos convencer-nos de que isto é uma asneira porque é o que mais medo lhes faz. Se mesmo assim não resultar, não fiquemos à espera do milagre irreal de que os ogres nos deixem controlá-los: Para a rua e fora com eles!


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

24.5.11

PS é anti-democrático!!!


Quem é contra leva!!!

Eleições
Em Democracia Não Devia Valer Tudo

Artigo da autoria do Dr. Fernando Paulo Baptista sobre o seu colega Dr. Fernando Nobre. Sem comentários. De lembrar, apenas, que o «barrete» serve a todos os que de um modo ou de outro tenham o mesmo procedimento, o aprovem, ou dos impostores se sirvam; não excluindo os outros, no caso presente, o Pedro Coelho e a sua oligarquia mafiosa dos mestres do rouco, como o se conselheiro Dias Loureiro. Não se limita ao Coelho e é geral. A mentira, a falsidade e o oportunismo pela ignorância e pela imaturidade política dos portugueses há muito que se instalaram no país. Não o ver é aprovar. Por isso se aprovam os corruptos, votando neles. Nada mau – tem-se o que se aprova.


Em Democracia, não deveria valer tudo!…

Por princípio e por formação, respeito a «diferença» que em todos nós existe e nos acompanha inelutavelmente ao longo da vida e, com ela, a inteira liberdade de fazer opções... É nessa base que não posso deixar de ponderar as implicações que decorrem da igualmente livre assunção de compromissos políticos, sobretudo quando se invocam, na ágora da Pólis, princípios de natureza ético-axiológica para fundamentar, sustentar e credibilizar esses mesmos compromissos...

A essa luz, não consigo compreender que tenha sido possível trocar um «Projecto de Cidadania de Homens e Mulheres Livres, Responsáveis e Independentes», um «Projecto» assente em Valores Humanistas Universais como aquele que Fernando Nobre nos propôs e defendeu durante a recente campanha das Presidenciais, como alternativa ao que ele chamou de «sofoco» atrofiante e estagnante da «partidocracia» e da «mediocracia» reinantes — sofoco esse, responsável, segundo ele, pelo «lastimável estado de coisas» a que chegámos e no pressuposto de que as potencialidades da Democracia estão bem longe de se esgotar na intervenção política protagonizada pelos partidos...

Não consigo compreender, repito, que tenha sido possível trocar um tão esperançoso e mobilizador «Projecto», depois de, ainda bem recentemente, ter reiteradamente afirmado e garantido, em tom assertivo e categórico, que jamais aceitaria convites para ingressar em partido algum, fosse ele qual fosse!...

Então o que é que o terá levado a «trocar» esse tão rico, tão sedutor e tão inovador «Projecto» transpartidário pela «adesão» (repare-se que não digo «inscrição» ou «filiação»...) a um partido, independentemente de ser aquele ou de ser outro, mas a um partido que ele igualmente atacou (mesmo que venha agora invocar o protector mas já estafado “guarda-chuva” de que concorre como «independente»...)?...

Então, na sua campanha de candidatura presidencial, não invocou sistematicamente essa mesma prerrogativa da «independência»?... Afinal, o que é que, para Fernando Nobre, passou a significar esta palavra? Que «independência» era aquela que ele defendeu nas presidenciais e que «independência» é esta de que fala agora?...

A resposta para aquela referida «troca» é bem simples, se for tido na devida conta aquilo que todos ficámos a saber... E basta de mais mistificações: trocou tudo por uma aleatória e efémera «cadeira de poder», ou, como diria o meu saudoso Padrinho e Poeta Azevedo Pinto («Rijo»), trocou tudo «pelo tacho e pelo penacho», opção que não deixa de estar em perfeita sintonia com o que ressalta da divulgação do «organograma» (e de vários testemunhos que não são «anónimos», porque, se o fossem, repugnar-me-iam!...) do que tem sido a “nobilíssima” governação da ONG denominada AMI (vejam-se, entre outras, as seguintes referências na Internet, com autoria bem identificada:

http://triplov.com/triplo2/2011/04/16/organograma-da-ami/

http://onlinebackupv.posterous.com/organograma-da-ami

http://groups.google.com/group/ia99/browse_thread/thread/0e5ec131c1e7f701...

http://memoriarecenteeantiga.blogspot.com/2011/05/no-organograma-ami.html

http://aespeciaria.blogspot.com/2011/04/ami-de-fernando-nobre.html

http://s3.amazonaws.com/files.posterous.com/onlinebackupv/IgjnEay5JBnG2JrGElrbbDOIjNtXHx0KZoR1TgW6vOKqpjLNEbKkwX4YBODR/OrganogramaAMI.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAJFZAE65UYRT34AOQ&Expires=1305629929&Signature=lCgKwh8MhlA0Bc9pscU41duq7rs%3D).


É, na verdade, muito triste e muito preocupante não saber honrar a palavra dada e inequivocamente repetida em público perante todo o País!...

Na minha qualidade de Membro Honorário do Movimento Internacional da Telemedicina, eu era um velho amigo e admirador do médico Fernando Nobre, Presidente da AMI. Acreditei nele, ao ponto de ter tido a intervenção que tive no dia da apresentação da sua candidatura em Viseu, quando, na sequência do «diagnóstico» e da caracterização «patológica» da actual situação política, afirmei, em registo metafórico-alegórico, perante a numerosa assembleia de apoiantes: «O País está tão doente que só um Médico o pode salvar!... É por isso que também estou aqui para apoiar Fernando Nobre!...».

Sinto-me, consequentemente, defraudado e envergonhado, tanto mais que não estou filiado em partido nenhum. E, embora respeite os partidos, não sinto «vocação» para a vida partidária, pelo que prefiro ser um cidadão realmente independente de qualquer «máquina» dessa natureza e porque, na «visão franciscana», englobante e «inteira» (íntegra) do mundo e da vida que tento cultivar, me sinto despojado de qualquer ambição de poder...

Defendo, sim, um «Projecto de Cidadania» humanista e universalista, holística, polifónica, integral, intercultural, inclusora e respeitadora de todas as diferenças, à escala local, nacional, europeia e planetária... Esse é o sonho que me move e que dá sentido à minha existência: veja-se, a propósito, o que venho defendendo, há largos anos, nos meus estudos, ensaios e reflexões, nomeadamente, no Polifonia, Poiese & Antropopoiese...

Devo confessar, porém, que tenho bons Amigos em todos os partidos dos diferentes quadrantes, alguns deles com indiscutível valor e que muito admiro pela sua cultura, competência, coerência e integridade... Mas não posso deixar de reconhecer também, com toda a frontalidade, que anda por lá muita gente inculta, medíocre e oportunista, apenas à espreita de um lugar bem remunerado no «poleiro» do poder, em troca de uma «fidelidade» (no fundo a si próprios e aos seus mesquinhos «interesses» pessoais...) e de uma militância sem nível, sem ideias e sem grandeza...

Por outro lado, e salvo honrosas excepções, não tem havido, a nível nacional, lideranças com qualidade estratégica, pelo que a condução política do País é o que se tem visto, sobretudo nestas duas últimas décadas pós-25 de Abril, apesar de tanto dinheiro que veio da Europa...

É por tudo isso que não consigo esquecer-me daquilo que um ex-ministro, meu amigo, escreveu e um dia me reiterou acerca de um famoso e devorador «monstro» (e de seu esfíngico «pai»...) que tem persistido até hoje: basta pensar, num contexto de tanta dificuldade, pobreza e sofrimento, na intocada manutenção das altas remunerações e mordomias, seja no sector público, seja no sector privado!... Como se o nosso tão calvariado Povo e País não fosse aquele mesmo e único País e Povo, já com mais de oito séculos de História!... Só que os «abutres» e os «vampiros» que tantas vezes se autoproclamam de «Patriotas» não o largam: sugam-lhe a carne e chupam-lhe os ossos... Basta recordar a sempre actual «lição» do nosso imortal Camões: Os Lusíadas, IX, 27-28:


«E vê do mundo todo os principais,
Que nenhum no bem público imagina;
Vê neles que não têm amor a mais
Que a si somente, e a quem Filáucia ensina;
Vê que esses que frequentam os reais
Paços, por verdadeira e sã doutrina
Vendem adulação, que mal consente
Mondar-se o novo trigo florescente.

Vê que aqueles que devem à pobreza
Amor divino, e ao povo, caridade,
Amam somente mandos e riqueza,
Simulando justiça e integridade;
Da feia tirania e de aspereza
Fazem direito e vã severidade;
Leis em favor do Rei se estabelecem,
As em favor do povo só perecem.»


Perante a decepção provocada por esta tão grave incoerência e «traição» de Fernando Nobre (que pensava serem exclusivas dos habituais «cata-ventos» e «troca-tintas» que têm proliferado na nossa nevoenta cena política politiqueira), não posso silenciar a minha indignação, motivada pela sua aceitação de um convite que se me afigura muito mais «oportunista» do que outros de que nos vamos dando conta, sobretudo nos partidos do chamado «arco da governação». Mais ainda: chega mesmo a ser confrangedor vê-lo, sem o menor recato, a percorrer o País, na posição de «fiel seguidor» do seu novo «líder»... Ou seja: do autónomo e esperançoso «Líder-Presidente» que se nos afirmou nas Presidenciais, aceitou transformar-se num banal figurante de arruadas e assumir o triste, medíocre e dependente papel de um vulgaríssimo «liderado», esquecido por completo de que sobre si próprio passou a impender a implacável «lição» daquele famoso passo do De imitatione Christi, segundo o qual, no fim de tudo: quam cito transit gloria mundi!... [quão depressa passa (ou quão efémera é) a glória do mundo!...] (Cf. Thomas a Kempis: De Imitatione Christi, Liber Primus, cap. I, 6).

Modelado que fui pelos grandes ideais e valores da Bíblia (Livro de Job, Livro da Sabedoria, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes...) e da «Paideia Clássica» (lato sensu: Greco-Latina e Hebraico-Cristã), destacando, na dimensão mais «politeica» da existência, os que me foram legados, entre outros, pelos Imortais Homero e Vergílio, por Poetas como Hesíodo, Safo, Anacreonte, Xenófanes, Teógnis, Píndaro e Horácio, pelos Grandes Tragediógrafos Ésquilo, Sófocles e Eurípides e por Pensadores como Heraclito, Sócrates, Platão, Aristóteles (ai como a «Ética a Nicómaco» é tão actual e tão necessária na República!...), Cícero, Séneca e Santo Agostinho, este tipo de prática «política» (com «p» minúsculo) que vem marcando a actualidade mete dó… E sentir dó, por motivos desta natureza, faz mesmo sofrer...

Mas seja-me permitido acrescentar ainda o seguinte, porque entendo que em Democracia temos a obrigação de ser transparentes e frontais: quem decidiu convidar um homem que tanto atacou o «sufoco» do esclerosado e medíocre sistema «partidocrácico» vigente, de um homem que inesperadamente perjurou e abandonou todos quantos tão confiadamente nele acreditámos e lhe demos o nosso sincero e convicto apoio, em suma, de um homem que não soube honrar os compromissos assumidos nem a palavra dada, quem decidiu convidá-lo, insisto, também não sai nada dignificado com o convite que fez: é que, por arrasto, vem à memória a escandalosa «promoção» ao nível da liderança parlamentar de certa «ave migratória» ideologicamente oriunda de um bem demarcado e inconfundível «comité central», situado nos antípodas do partido convidante!... Afinal, para quem assim perspectiva o País e a Pólis, tudo parece valer, prestar ou servir: o «euro» — € — da nossa política está mesmo falido...

22.5.11

Por que não votar SÓCRATES!!!

(recebi de um amigo - obrigado Paulo)
Divulguem este cartaz pelos vossos amigos

Todos os dias até às eleições vou apresentar razões para não votar em Sócrates:
27.ª Sócrates permitiu que a PT (empresa controlada pela golden share do estado) antecipasse a entrega dos dividendos aos accionistas de modo a fugirem aos impostos prejudicando o erário público em 200 milhões de euros. Quando é o governo a dar o exemplo de fuga aos impostos, não faz sentido Sócrates dizer que vai combater a evasão fiscal. É lamentável que o engenheiro aumente os impostos a quem trabalha e ilibe quem ganha dinheiro através da especulação financeira.  
26.ª No debate com Paulo Portas, Sócrates disse: “O Sr. Comprou os submarinos, mas eu é que os paguei…”. Seria tão bom que fosse verdade que os submarinos estivessem pagos e que tivesse sido Sócrates a pagar, mas infelizmente terão de ser os contribuintes a pagar com juros os brinquedos desta gente que julga que o dinheiro do Estado é SEU. Um tem submarinos e o outro faz birra se não tiver TGV.
25.ª Alguém conhece alguma ideia que Sócrates tenha para o futuro? Não tem ideias para o futuro, porque consigo Portugal não terá futuro… Ninguém comenta o seu programa, porque toda a gente sabe que não é para cumprir…
24.ª Os cortes salariais e de abonos de família decretados por Sócrates deviam ter sido só para os seus eleitores, pois talvez achem que ganham demais para o trabalho que fazem.
23.ª Silva Pereira referiu que era um insulto chamarem “mentiroso” a José Sócrates, tornando-se o único Português que ainda não reparou nas mentiras do falso engenheiro.... Como deve ter a memória curta, aconselho-o a ir ao youtube e ver os vídeos de algumas declarações de Sócrates. Dizer que todos os políticos mentem é o argumento dos comodistas que não se importam de serem enganados….
22.ª Sócrates ainda não apresentou uma ideia para o futuro, limitando-se a deturpar as ideias dos outros. Repare-se: por exemplo, quando apresentou uma pasta vazia para revelar o programa de um adversário de debate, sabia perfeitamente que o programa de ambos tinha de ser o que assinariam com a troika. O seu objectivo é desviar as atenções das razões pelas quais o país faliu... Sabendo que só com uma mudança é que se poderá curá-lo.
21.ª Foi Sócrates que se demitiu e não tinha de o fazer. Se se demitiu por que motivo quer concorrer novamente? Será que achava que ia ter melhores condições para governar? Constitucionalmente, só seria obrigado a demitir-se se não conseguisse fazer aprovar o programa de governo ou o Orçamento (à segunda tentativa). Sócrates demitiu-se porque quis, pois queria responsabilizar a oposição pela sua máxima incompetência… O que a oposição fez e bem (já o deveria ter feito anteriormente quando se cortaram salários) foi não aprovar o PEC. Quem diz que se abriu uma crise política por Sócrates se ter demitido e haver eleições não é democrata. Dizer que há crise política por haver eleições só pode ser dito por alguém que acha que o povo não escolhe bem e que não vale a pena haver eleições. Eu acredito que as eleições são a melhor forma de pôr a democracia em prática. A nossa crise não é política, mas económica, pois alguém deixou que Portugal estivesse a pagar juros a 10% sem pedir ajuda. Só seria política se não houvesse solução governativa após as eleições…
20.ª É lamentável que quem mandou fechar urgências de hospitais e maternidades venha agora apresentar-se como o único defensor do Serviço Nacional de Saúde… Quando é que Sócrates deixa de mentir aos portugueses?
19.ª O voto e a escrita são armas poderosas e, já que a violência nada resolve, devemos utilizar a nossa inteligência e os nossos votos para limpar Portugal dos parasitas do poder que tomaram conta do país. Cabe a cada um dar o seu contributo para mudar… Qualquer candidato que não se chame José Sócrates nem tenha estado a falir o país nos últimos seis anos é uma boa alternativa. Não vale a pena andar a criticar ou a lamentar-se  e na altura devida não votar ou votar em quem piorou as condições de vida dos portugueses. Dizer que o governo é mau, mas os outros são iguais a quem faliu o país é o argumento dos covardes acomodados a quem não interessa a melhoria do bem comum. Eu não consigo acomodar-me vendo estes governantes, assessores e gestores de empresas públicas a banquetearem-se às custas dos contribuintes…  Se o governo é mau deve ser da nossa RESPONSABILIDADE mudá-lo!
18.ª  O facto de terem de ser os estrangeiros a dizerem o que deve ser feito para equilibrar as contas públicas devia ser a suprema humilhação para a incompetência de Sócrates, mas “para quem não tem vergonha todo o mundo é seu”.
17.ª O programa eleitoral do PS (partido de Sócrates) tem várias incongruências relativamente ao acordo que foi feito com o FMI… E agora Sócrates vai refazê-lo ou vai deixá-lo como está e assumir que o programa não é para cumprir, como os dois anteriores?
16.ª Numa declaração ao país sobre o memorando que ia assinar com o FMI, Sócrates não teve coragem de anunciar as medidas que estavam no acordo, o valor do empréstimo nem as taxas de juro que os contribuintes iam pagar. Alguém é capaz de votar num político que não tem coragem de dizer a VERDADE? Dos covardes não reza a história. Portugal necessita de alguém que tenha noção das dificuldades e seja capaz das enfrentar com coragem e não de alguém que esconda e se esconda das dificuldades.
15.ª Sócrates disse que os trabalhadores portugueses não passavam de  “um punhado de votos”, esquecendo-se que são os trabalhadores que criam riqueza e permitem que a classe política aumente constantemente o seu nível de vida. Nós sabemos que o seu objectivo é acabar com as condições de vida de quem trabalha e com os empregos, mas podia pelo menos respeitar os que precisam de trabalhar para sobreviver… Esperemos que esse “punhado de votos” não vá atrás do canto da sereia…
14.ª No passado fim-de-semana, numa acção de pré-campanha paga com dinheiros públicos, Sócrates perguntou à oposição,  num acto de esquizofrenia política , “onde queria gastar o dinheiro”, como se ainda houvesse dinheiro para gastar… Talvez viva noutro país e não saiba que está cá o FMI para tentar evitar a bancarrota, porque temos um governo sem ministro das finanças para lhe dizer que o Primeiro-Ministro gastou todo o dinheiro que havia e não havia, obrigando o país a pagar juros incomportáveis nas próximas décadas. Lembro-me do (ex-)ministro das finanças (agora desaparecido) ter dito que se os juros da dívida pública chegassem aos 7% se devia pedir ajuda (e Sócrates só a pediu quando os juros chegaram aos 11%) e de ter anunciado que só havia dinheiro até ao fim de Maio (e agora Sócrates pergunta à oposição “onde quer gastar o dinheiro?”) . Se eu fosse um dos jornalistas que lá estava teria feito esta pergunta: “Que dinheiro, Sr. Engenheiro?”
13.ª Agora diz-se que tem de haver união entre os partidos para salvar o país, branqueando e incluindo num governo o responsável pela destruição económica de Portugal. Seria como convidar Oliveira Costa para ajudar a salvar o BPN.
12.ª Sócrates tem de ser responsabilizado criminal e eleitoralmente por ter levado o país à falência e ter contraído dívidas a juros impossíveis de pagar nas gerações futuras. Eu não quero ser cúmplice dos crimes económicos cometidos. 12.ª Sócrates parece um aluno preguiçoso que depois de ter reprovado diz aos pais que a culpa foi dos colegas, dos professores, do horário das aulas, do calor, do companheiro de carteira que não o deixou copiar sem se lembrar de olhar para o espelho...
11.ª Imaginemos que havia uma loucura colectiva e Sócrates (o diabo seja cego e surdo) ganhava as eleições sem maioria. O que aconteceria ao país, pois no seu perfeito juízo nenhum político aceitaria coligar-se com alguém arrogante que nunca diz a verdade? Ficaríamos tão mal como estamos agora.
10.ª Instaurou em Portugal um regime em que a classe política enriquece às custas do Estado e das suas empresas públicas. Há administradores de empresas do estado em falência técnica que ganham 14 mil euros por irem a uma reunião mensal. Já para não falar nos assessores que ganham mais que os ministros...
9.ª Conseguiu que o défice da contas públicas em 2010 fosse o maior de sempre (em democracia), atingindo os 9,1%, e ainda considera que governou bem. O que seria de uma família que todos os meses tivesse 2000 euros de rendimento e gastasse 2182? É o que está a acontecer com Portugal.
8.ª Tirou o "abono de família" ao trabalhadores numa época de baixa natalidade, para um dos seus ministros assinar um despacho em que autorizava uma transferência de 70 mil euros para a conta da esposa (esse ministro foi premiado como encabeçando a lista do PS num dos distritos).
7.ª Sócrates mentiu:
a) quando disse que não aumentaria a idade da reforma e aumentou;
b) quando declarou que não aumentava os impostos e aumentou;
c) quando disse que não governaria com o FMI e agora candidata-se para o fazer;
d) quando disse que era engenheiro antes de concluir o curso, o que demonstra uma enorme falta de carácter...
e) quando disse que ia criar 150 mil empregos e criou 620 mil desempregados, sem contar com os que estão nas Novas Oportunidades.
6.ª Insistiu em impor o TGV, mesmo com todos os estudos a revelarem que seria um desastre financeiro e mesmo depois do Espanhóis o terem suspenso. Agora, a UE veio cancelá-lo e o Estado vai ter de indemnizar a empresa de Jorge Coelho, a quem adjudicaram a obra... (não seria o objectivo?)
5.ª Decidiu fazer um novo aeroporto na Ota, comprou os terrenos e só depois é que encomendou os estudos que provaram que era uma péssima escolha. Mudou de ideias, decidiu construí-lo em Alcochete e os contribuintes indemnizaram aqueles que supostamente teriam sido lesados pelo premeditado anúncio.
4.ª Há menos de 5 anos renovaram as escolas EB 1 (ex-primárias), construíram refeitórios, colocaram caixilharia em alumínio, substituíram telhados e pintaram, mas há 2 anos começaram a construir centros escolares novos, abandonando as escolas intervencionadas, o que revela que não há quem planeie nem há controlo nos gastos públicos.
3.ª É um roubo colocar portagens em estradas do norte sem alternativas, obrigando quem trabalha a pagar, por vezes, 1 euro para circular num troço de 5 km;
2.ª Não gostei que tivessem subido IVA de 19% para 23%, prejudicando o crescimento económico;
1.ª Não gosto que me roubem o salário;

Campanha anti-sócrates perpectuada no Democracia em Portugal e no Via Justa

O NOSSO JULGAMENTO E O PODER DE LIMPAR PORTUGAL!


Assumindo eu a posição de promover a responsabilização dos políticos eleitos, pelos resultados negativos da governação e pelas condutas contrárias ao dever de servir o Bem comum, proponho que se usem os actuais instrumentos eleitorais, disponibilizados pelo regime partidocrático dos directórios elitistas!

Portugal, desde 1974, foi criando uma dívida pública a um ritmo constante, sobretudo acelerada com o uso dos fundos europeus, que serviu essencialmente para estabelecer uma nova burguesia política, controlada pelos aparelhos partidários governativos e instalada no Estado e instituições semi-públicas, entretanto criadas para alojar os chamados "boys" do regime, de modo a agilizar-se a canalização dos impostos para os grupos construtores das obras públicas!

Os directórios governativos alternantes criaram um autêntico sistema de lavagem do dinheiro público, extorquido ao povo eleitor, para alimentar uma classe corrupta de gananciosos, escandalosamente pagos, deixando-nos endividar irreversivelmente, por terem transmitido a ideia que estávamos a viver num oásis financeiro!

Nada fizeram para impedir o endividamento dos privados, a um nível superior ao do endividamento público, porque estavam entretidos na corrupção político-económica, exercitada pelo roubo e furto, para acumularem riqueza em grupos e pessoas escolhidas!

Resultado, temos uma dívida externa de mais de 500 000 000 000 de Euros, uma dívida pública de mais de 150 000 000 000 de Euros, as reservas de ouro do BdPortugal baixaram de 860 toneladas para 350 toneladas e só conseguimos produzir uma riqueza bruta anual de cerca de 160 000 000 000 de Euros (as estatísticas nacionais dão-nos um PIB = 164 000 000 000 de euros, mas as estatísticas internacionais dão-nos o valor de cerca de 247 000 000 000 de euros e representa o valor do rendimento nacional - salários e lucros)!

Quando já não podíamos fazer obra com os recursos financeiros do Estado, desenvolveram a estratégia das parcerias público-privadas, iniciada no mandato de Cavaco e Silva e que o actual governo usou em larga escala; resultado, os privados financiavam a construção e recebiam uma comparticipação pública anual na exploração da obra, calculada com base em utilizações muito acima das reais. Ou seja, um grupo económico constrói uma estrada ou um hospital e passa a receber do Estado por uma utilização que nunca acontecerá, mas garante um lucro dilatado! Os tais arranjos entre "boys" políticos e grupos económicos privilegiados, onde têm lugar os governantes que lhes deram a ganhar as parcerias!

A comunicação social, instrumentalizada por esses grupos económicos, convence os eleitores de que devem abster-se, para que os actuais partidos da governação só se confrontem com os votos dos eleitores que favoreceram com uma obra, um subsídio, ou um emprego; ou seja, está garantido o nível de votos religiosos e os que não se sentem favorecidos abstêm-se, para não influenciar os resultados das eleições!

Portanto, a posição esclarecida e o dever de informar os justos e sérios, conduz-me a aconselhar os eleitores insatisfeitos, que partilham do ideal de mudança para a democracia, a votarem massivamente nestas próximas eleições legislativas, para fazermos justiça popular contra a imoralidade, a corrupção e a desonestidade da elite dirigente. Pedimos o especial favor de serem mais espertos do que os imbecis que dirigem o País!

Votem e muito nas alternativas ao poder actual do triunvirato governativo de Portugal, que nos conduziram ao pior desastre governativo nacional, desde sempre! Mesmo que tenham de votar em ideologias contrárias ao vosso ideal, votem útil e inteligente, para higienizarmos o regime por um mandato e obrigarmos à regeneração ideológica dos partidos em que se acreditou; porque estão sempre a tempo de substituírem os que não se portarem correctamente com o povo que os sustenta!

Democracia é o poder do povo, das bases que elegem, contratam e pagam as cúpulas académicas, que só têm de respeitar os seus patrões e os verdadeiros accionistas de Portugal, que são os contribuintes e dão sentido à existência de um Estado servidor do povo. Logo, os funcionários públicos, onde se incluem políticos, só podem existir, enquanto respeitarem os interesses lícitos e comuns dos contribuintes privados!

Se não actuarem agora vão contribuir para o desastre final de Portugal, quando tivermos de pagar o terceiro financiamento de resgate internacional! Votem, pela purga do Estado, ou calem-se para sempre e sejam julgados pelos vossos filhos e netos, como cúmplices do estado do País que vão deixar-lhes e como obreiros da miséria a que os estão a condenar!

21.5.11

Moralidade precisa-se! parte 2

A denúncia partiu do líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, referindo-se a um relatório da CMVM: «Há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm mil cargos de administração. Cada um deles tem, em média, 50 empregos».

Segundo o coordenador do BE, citado pela Lusa, «um deles tem 62 empregos e os outros não lhe ficam muito longe», acrescentando que «o ordenado mais importante que é pago a uma destas pessoas, é o que está à frente, no topo, é de dois milhões e meio de euros».

«Os outros receberão um pouco menos. São os homens mais poderosos de Portugal».

Louçã explicou, assim, que quando se pergunta «onde é que está a dívida, que problemas é que tem a economia, porque é que nos últimos anos cresceram os problemas, porque é que se fizeram construções desnecessárias, a resposta está aqui: 20 pessoas com mil cargos de administração, cruzando grupos diferentes, cruzando todo o mapa da economia».

«É um pequeno grupo de turbo-administradores que voam de empresa para empresa. Chamam a isto trabalho talvez mas certamente a isto chama-se renda», condenou Louçã num comício em Elvas.
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