27.4.11

Votem PS!!!!!!!!!!! Votem SÓCRATES!!!!!!!!!!

In Desmitos

OS VERDADEIROS FACTOS DA CAMPANHA

Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituida por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos

2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB

3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional)

4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.

5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar. 

6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses

7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos. 
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações

9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis

10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB

11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB

12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível

13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB

14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado

15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos

16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE

17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos

18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB

19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa

20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia)

21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB 

22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.

22) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade
 
Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.
A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.

25.4.11

25 de Abril
Comemoração da Desgraça

Alguns interrogavam-se sobre o que foi sido feito do 25 de Abril. Hoje, a maioria ainda não conhece a resposta para além dos slogans que ficaram embutidos nas pobres mioleiras dum povo imensamente atrasado, mas os que se interrogam são agora a maioria.

As máfias políticas e as hostes de incompetentes e vigaristas que as apoiam apropriaram-se da Abrilada. Locupletaram-se com salários indecorosos e privilégios injuriosos, simultaneamente retirando ao povo as possíveis vantagens nunca alcançadas e afastando-o duma democracia de que sempre falaram (como acontece apenas nos países em que ela não existe). Convenceram os ignorantes que a democracia era este regabofe dominado por jornaleiros e politiqueiros em que a expressão é vedada ao povo, completamente afastado do poder por uma constituição vergonhosamente arquitectada com essa ronha.

Os slogans passaram um pouco à história e praticamente só um sobrevive, mas a intoxicação levada a cabo pela desinformação sistemática das bandas de jornaleiros que outra préstimo não têm que não seja o de manipularem as notícias, encená-las e contar apenas parte delas para enganar as pessoas e impedi-las de formar a sua própria opinião.

Os caixotes de lixo que são os noticiários são uma propaganda aos partidos, logros e notícias editadas para inserir ideias erradas. Duram frequentemente mais de uma hora! Caso único num país democrático. Metade desse tempo é o normal por toda a Europa. Em Portugal, este tempo extra é utilizado para apoiar as máfias políticas ou apresentar reportagens a ouvir turistas a elogiar a trampa nacional, coisa em que os doutrinados acreditam piamente.

Na véspera da Abrilada, a RTP apresentou uns quadros a que chamou comparativos do antes e do depois de 1974. Os outros canais de impostores também mencionaram comparações idênticas. Este o quadro foi apresentado com o mais baixo propósito de enganar as pessoas. Uma autêntica burla. As comparações eram todas subjectivas, sem excepção, donde, impossivelmente comparáveis.

Uma dessas comparações, os rascas vigaristas intitularam-na de Salário Mínimo. Trata-se duma dupla vigarice. Primeiro não havia salário mínimo em Portugal e nem todos os países o tinham nem têm. Nenhum salário, em qualquer país, em qualquer parte do mundo pode ser comparado de tal maneira crua. Além disso, na década de 1960, um salário de hoje €20 chegava perfeitamente para alimentação variada, renda, roupa, transportes, férias, tudo. Um general do exército ganhava Esc.: 11.000$00. Como comparar da forma que os falsários apresentaram? A clara intenção destes idiotas maliciosos só pode ser a de enganar e embrutecer quem lhes der ouvidos.

Outra comparação enganadora foi acerca do número de crianças mortas à nascença. As comparações foram todas falsas sobretudo por terem sido apresentadas for do contexto.

Portugal nunca foi um país rico, embora sempre se tivesse vivido muito melhor do que em Espanha até às conquistas, extermínios e genocídios (links ao fundo da página) completos dos castelhanos para roubarem outros povos, enriquecendo à custa da desgraça que espalharam pelo mundo que hoje ainda os odeia. Contudo, ao fim da Segunda Guerra Mundial, Portugal estava bem melhor do que a maioria dos países europeus a todos os níveis. Não era milagre, a guerra em que Portugal não entrou tinha-os destruído quase por completo. Foi a partir daí que a Suíça, por também não ter entrado, começou a desenvolver-se com o dinheiro que os nazis e os judeus deixaram nos seus bancos, deixando de ser o país onde poder comer um caldo à noite já era bem bom.

Desde então, todos os países progrediram, inclusivamente os da Cortina de Ferro, embora num grau bem inferior. Portugal também. Após 1974, quando o ritmo de crescimento dos outros países tinha atingido velocidade de cruzeiro, Portugal também continuou a progredir, mas sempre menos do que os outros, o que em simples aritmética se traduz em atraso. Por isso, quando os corruptos e os trafulhas nos falam em grande avanço, mentem descaradamente. Só um lerdo pode acreditar que nos últimos dez anos Portugal se atrasou os efectivos 30 (segundo o Eurostat de há já mais de 2 anos) desde a Abrilada. Tudo arquitectado para sustentar parasitas, ladrões e outras sanguessugas à custa dos mamões que sustentam o regime aprovando-os e votando neles.

Foram estas corjas de salteadores e apoiantes que levaram o país `falência e terceira intervenção do FMI. Isto não aconteceu em nenhum outro país. O que significa que estas corjas são bem piores que as dos outros ou que os portugueses são mais estúpidos por o permitirem, ou ambas as coisas.

Os oficiais de Abril confessam-se todos desiludidos pelo caminho que esta canalha deu ao país. Ainda que sem o apoio geral, Otelo Saraiva de Carvalho chegou mesmo a dizer, há menos de duas semanas [I Online], «que se soubesse como o país ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril». Diz ainda que «ouve todos os dias populares dizerem-lhe que o que faz falta é uma nova revolução». O que faz falta é enforcarem os traidores e emprisionarem os seus apoiantes, em lugar dois pilha-galinhas que enchem as prisões.

Que è que se comemora, então, hoje, se não a ganância satisfeita dum punhado de malandros à custa da miséria geral nacional?

Comemora-se a vitória das associaciassões de criminosos que formam as oligarquias políticos.

Comemora-se a glória dos incompetentes embusteiros que mentem descaradamente, desinformam, que os protegem e embrutecem a população, possibilitando assim a miséria e a desgraça que se conhecem.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

21.4.11

Ciclo Vicioso

Quer o queiramos reconhecer ou não, sabemos o que provocou a crise nacional agravada pela mundial, esta por causa dos especuladores. Após tanto se falar, ainda que encoberto pelos corruptos e pala desinformação jornaleira, as razões têm vindo à tona e fala-se agora abertamente, ainda que evitando de as ligar: a falta de produção (e daí de exportação) e um consumo exagerado num país que não produz. A queda de produção num país que ainda que pobre conseguia subsistir chegou-nos por dois caminhos.

Um, foi a destruição da agricultura enquanto os outros países europeus a reestruturaram. Foi o abate quase completo da frota de pesca, passando a importar-se o peixe dos países que remodelaram a sua. Foi ainda o desmantelamento da indústria em mãos mencionais de que os industriais portugueses se queixaram por ter sido entregue a empresas estrangeiras (o tal tão gabado investimento do exterior) sem que ninguém lhes desse ouvidos.

Um dos outros caminhos para a miséria actual veio do roubo, esbanjamento e mau uso dos tais fundos de coesão europeus recebidos precisamente para armar o país para a concorrência e desenvolvimento futuros, mantendo-o produtivo.

Estas destruições, orquestradas pelos governos do Cavaco foram completadas já no tempo do Guterres, que fugiu por ter vislumbrado o que aí vinha e saber que já nada mais podia fazer do que acabar de cumprir os acordos do Cavaco.

Se nos lembrarmos do que é um pouco mais recente, Portugal continuou ainda a receber avultadas quantias da UE, mas nenhum governo mais tentou sequer remediar os estragos, donde a culpa é a dividir por todos, sem excepção. Ou seja, à sua maneira todos colaboraram para a miséria do país. Por isso que se os partidos se acusam reciprocamente pela miséria actual, uma chachada, e nenhum se atreve a mencionar as verdadeiras causas, anteriores, de que são culpados e que são a autêntica fonte da desgraça nacional. Incomparavelmente muito mais grave e que provocou a queda. Com a ajuda duma verdadeira desinformação jornaleira que encobre a corrupção, nem se atrevem a tocar no assunto porque, como diz o ditado, «quanto mais se mexe na merda mais mal ela cheira».

A fim de manter a população contente, os governos usaram o dinheiro da UE para sacar votos aos incautos improdutivos, incutindo-os a gastar quanto podiam. Para tanto, facilitaram o crédito para todos os gastos improdutivos, empurrou as pessoas para comprar casa e habituou as pessoas a viverem acima dos seus meios, ou seja, a gastar 100.000$00 por mês quando ganhavam 80 ou 90.000$00. Isto em lugar de aproveitarem o algum dinheiro que ainda vinha para investir nalguns meios para o progresso do país.

Em nenhum país a população jamais comprou tantas casas como os pelintras nacionais. A falta de controlo das rendas tem feito parte do plano para estimular as compras. Há rendas extremamente baixas e outras incrivelmente altas. Não existe um controlo como em países democráticos, em que tribunais especiais anulam os contratos de arrendamento de montantes exagerados após avaliação oficial e obrigam o senhorio a baixar a renda. É uma autêntica paródia onde em tudo rouba mais aquele que tiver melhor ocasião.

Quando a fonte secou e a torneira se fechou, os corruptos, que há muito já tinham todos enriquecido, com um tipo de roubo ou outro, incluindo as reformas astronómicas. (criticadas pela UE), prosseguiram com os mesmos métodos de roubo. Começaram a aumentar os impostos, mas ainda assim o dinheiro não chegava para compensar a vida a que os corruptos tinham habituado a vivar um povo que não só deixou de produzir e de exportar, como se tornou viciosamente mandrião, julgando que trabalhar era marcar presença. Fizeram-se muitas greves por meio tostão, porém nenhuma no sentido de remediar o verdadeiro mal. Era tudo apenas para uso imediato: o trabalho, os gastos, as greves.

Entretanto, a construção movimentava rios de dinheiro, dando a ilusão de progresso económico quando na realidade só os construtores – nas mãos ca corja política – lucravam. Todo este burburinho da construção era só cá dentro, nada era exportado, ou seja, era mais um gasto nacional.

Quando os fundos europeus terminaram, as seitas mafiosas, mas cobardes, não quiseram confessar o que tinham feito do país. Que fazer, então, para continuarem a passar por santos e sacarem os tão necessários votos que lhes davam a tão desejada imunidade ao roubo? Só havia um caminho: afundar cada vez mais o país com empréstimos junto das financeiras internacionais para permitir que a população lerda, convencida por eles de que desde que entrou na UE não precisava mais de trabalhar, continuasse a gastar mais do que ganhava numa euforia suicidária.

E assim cresceu a dívida nacional, cada ano mais, inversamente à diminuição gradual de entrada de fundos europeus. Uma olhadela ao crescimento da divida revela bem esta autenticidade: quanto menos se recebia anualmente da UE maior era o aumento do endividamento externo. A dívida é pois quase totalmente da população por ter vivido muito acima dos seus meios – do que só um tolo poderia esperar consequências diferentes. Ao que se constata os tolos abundam.

Sabemos como foi, mas certamente existem incrédulos incapazes de acreditar que tudo isto pudesse ter acontecido sem que ninguém lhe tivesse feito a mínima alusão (sem que ninguém os «alertasse», dirão os papagaios que tão bem imitam os iletrados que mais colaboraram para a sua desgraça). Então não se tem sempre afirmado nestes blogs que os segundos culpados do estado da nação são os jornaleiros desinformadores e anti-sociais que nos escondem aquilo que nos devem contar e quando o fazem é encenado (mentem, encobrem, escolhem música e actores), fazem scoops, manipulam as informações, tentam modificar as opiniões gerais. Oh, não acaba aqui, mas se fôssemos continuar nunca mais acabaríamos os louvores a essa canalha imunda e nojenta de rascas pedantes.

15.4.11

Os que comem palha e usam as palas fazem orelhas moucas...

Este foi esquecido pela Comunicação Social vendida...
...e há muitos que gritam pelo Pinóquio como se de um heróis se tratasse.
É um herói sim!

Um herói para os loobies.
Um herói para os tachos.
Um heróis para as construtoras.
Um herói para as petrolíferas.
Um herói para os bancos.
Um herói para os compadrios.

E não há mais heróis neste país?
Heróis de armas?

14.4.11

A metamorfose de Kafk..., perdão, de Sócrates, seguido de Je Vous Salue, FMI



Imagem do Kaos


Aconselho-vos a manterem olhos e e ouvidos bem abertos, porquanto estamos a viver um momento histórico único, ou, mais simplificadamente, em Portugal, o solzinho está agora a dançar todos os dias.
No fim de semana, dançou em Matosinhos, com uma apoteose como não se via, desde a captura do Gungunhana, episódio que antecedeu a queda, de podre, da Monarquia. Subitamente, e numa metamorfose a que tive de bater palmas, muito semelhante àqueles casos de morgue, em que a viúva já chora a herança que vai ter, e, suddenly last congress, o lençol mexe-se, há um dedinho que se move, e o defunto regressa à vida!...
Sendo honesto, e num tempo em que a Política deu lugar aos espetáculos reles de Berlusconi, Obama e Sarkozi, senti que Sócrates era um Bórgia, ou seja, não tinha só um currículo de crimes, mas igualmente o savoir faire, que Maquiavel tão bem contou, de envergar as vestes do interesse de Estado, com as mãos ainda sujas do sangue da véspera. Se gostasse de mulheres, certamente teria uma Lucrécia a seu lado, mas como não gosta, contentou-se com colocar Ferro Rodrigues como primeiro voto em que alguém terá de votar, já que Lisboa é a capital, e tudo o resto é betão, ou paisagem ardida, e, quando, forem pôr a cruzinha no "Engenheiro", lembrem-se de que também estão a pregar o caixão do "Casa Pia".
Acontece que, dos muitos comentários que tenho ouvido, o Sr. Sócrates regressou, triunfante, brutal, esmagador, e preparado para o seu terceiro exercício do cargo de Primeiro Ministro de Portugal. O desânimo notava-se, no fácies criminoso de Miguel Relvas -- esta é uma história para desenvolver outro dia, porque tenho de perguntar o nome da empresa, que se encarrega de ir comprando empresas falidas, que são baratas, porque estão falidas, com a particularidade de nunca as pagar, o que dá sempre jeito. Miguel Relvas, um caso típico de Lombroso, costuma estar nos jantares dessa... coisa. Depois, falaremos... -- no súbito silêncio de Portas, a Miss "Fardas", Marylin vai às tropas, que, por um instante, pensou ir ser a Carlota Joaquina da nova AD, por falta de brilho de Passos Coelho, um gajo que está a caminho da trituradora implacável do PSD, as excitações do Bloco de "Esquerda" e o avanço, imutável, do PC.
Há um leitor destes blogues que diz que a estimativa eleitoral são 33% para o PS, 33% para o PSD e 33% para os restantes. Há 1% que sobra, mas ficará para o FMI, em títulos do Tesouro (?), ou seja, o País ficará como o campo de batalha das camorras do Sporting, podendo acontecer que, dia 5 de junho, apareça uma urna, com 60 votos, que, de repente, interrompa o discurso triunfante de Passos Coelho, para dizer que o Primeiro Ministro do Portugal possa voltar a ser o Vigarista de Vilar de Maçada. Há gente sem conta que sente que houve uma espécie de segundo golpe de estado constitucional, equivalente ao dado por Jorge Sampaio, para liquidar Santana Lopes, afastar momentaneamente o pedófilo Ferro Rodrigues da chefia do Governo, e entregar o Estado ao Polvo Sócrates. Desta vez, foi a Múmia de Boliqueime, completamente gagá, que deixou o País sem Governo e sem face, entregue a uma intervenção externa, que, qualquer bom observador sabia já estar delineada na sombra, mas maquilhada de autonomia interna. A autonomia interna foi-se, e ficou claro aquilo que sempre disse: somos mandados por fora, e a realidade é uma sucessão de acontecimentos forjados, que uma comunicação social e uma máquina de propaganda habilmente treinadas, para um público médio e meão, confunde com irremediável encadear das coisas.

Caído Sócrates, com o homem que diz "não" a dizer mais uma vez "sim", e alguns palhaços a anunciarem que ainda podia ser pior, ou seja, o protonazismo do PS a colar-se à Geração à Rasca, e com a clarificação de que a "independência", em Portugal, é sempre o nome que os consolos das enfermeirinhas, os Nobres, dão, e tornam, sempre, sinónimos de ânsia de cenouras, ou, mesmo, cenourinhas, e a levantar-se na semana seguinte, o argumento mais extraordinário para ir votar nele -- e, mesmo assim, não irei, mas estimo que haja quem vá... -- é o do Kaos: se os Portugueses elegerem o homem que o anormal de Boliqueime deixou cair, seria de esperar que Cavaco fosse corrido de Belém, onde nunca deveria ter posto os pés, visto tratar-se de um dos dez criminosos que conduziram Portugal à ruína.

Suponho, pelo contrário, que isto se resolverá na rua, quando a Geração à Rasca estiver ainda mais à rasca, e todo o País perceber o que foram trinta anos de (de)sintegração europeia, conduzidos pela pior camorra que este país, este Estado-Nação mais antigo do Continente, conheceu. Haverá vária gente com as terríveis palavras de Otelo na cabeça, na boca e no coração, e, como se sabe, nada resiste a uma multidão que clama por justiça, ou, como diria Adriano Moreira, de uma velhíssima escola de valores,  "O direito à fome não está inscrito na Constituição".

O Doente de Belém, que já devia ter saído com Sócrates e sido substituído por alguém, com perfil à altura do dramatismo da situação, continua a sonhar com o Dia da Raça, a Assembleia Nacional e os vestidos da Maria, quer dizer, oficialmente, porque esta categoria de escroques, quando tenta passar despercebida, está sempre a cuidar da sola das próprias botas. Quando compra 250 000 ações, por 1 €, ou lá quanto foi, por debaixo do tapete dos mercados, caso estivéssemos num país civilizado, isto já seria motivo suficiente para que fosse imediatamente atirado para a gaveta da História, mas não foi, embora vá depois, brevemente, e de uma forma que lhe vai particularmente desagradar, porque lhe vai recordar aquele mau momento em que a sua carreira, e o seu estatuto de "integrado no Regime" foram interrompidos por umas agitações militares de umas gentes mal educadas.

Em Portugal, a má moeda cai sempre na rua, quando se conjugam duas coisas, o Povo e os Militares. Para quem perceba um pouco de Astronomia, a efeméride está iminente, e até eu, que não sou especialista em Finanças Públicas, como esse anormal que destruiu, entre 1985 e 1995, os Setores Primário e Secundário do tecido produtivo nacional, posso fazer-lhe umas contas de Finança Privada: para que o Aníbal e a Perpétua, ou a Patrícia, ou lá qual das cadelas de Boliqueime se trate, comprassem 250 000 ações do Banco Madoff, também conhecido por BPN, seriam necessários 20 anos de salário de Maria Cavaca, 900 €, todo poupadinho, à justa e bem enrascadinho. Coincide, por acaso, com os 20 anos em que esteve -- estiveram -- a destruir e envergonhar Portugal, pelo que o Sr. Aníbal, o tal Presidente que o PS se recusou a apoiar na segunda volta, quebrando uma tradição pós 25 abrilista, até tem as continhas de casa bem feitas, cagando-se zenitalmente para a situação dos restantes Portugueses.

Os srs. do FMI que chegaram, A PÉ, ao Ministério das Finanças, para se lhes deparar o que é o horror de uma teia montada durante décadas, anunciaram que vão começar pelas Autarquias e pelas parcerias público-privadas, um estado de alma que se resume assim: quando dá prejuízo, é o Estado que entra com os dinheiros; quando dá lucro, vai para os Bavas, os Carrapatosos e os Varas. Nas Câmaras, toda a gente tem o mesmo apelido, e há milhões de vascos francos.
Achamos brilhante, e que é chegada a altura de essa situação ser feita explodir, com granadas de mão, que até pode ser o FMI, ou a ETA, a lançar. Os Portugueses agradecem.

Há apenas um pequeno problema: chamaram um FMI para tratar da Economia visível, que é muito pouca coisa, se tirarmos os célebres moldes de plástico de Philipe Boutton (de Rose) e o tráfico de criancinhas, a partir da Casa Pia.
Do meu ponto de vista, deviam ter sido chamados DOIS FMIs, sendo o segundo para a Economia paralela, a dos "off-shores", dos negócios líbios de Duarte Lima e Dias Loureiro, das fundações Vara, da Feira da Ladra, dos cafézinhos e bifanas sem fatura, e de todas quelas coisas sinistras que realmente dão lucro em Portugal.
Esperemos que os técnicos do FMI tenham capacidade para abarcar a enormidade deste terreno sem rei nem roque, e o taxem.
Bastava 10% da economia paralela entrar nos cofres do Estado, e tornávamo-nos logo superavitários. O problema é a dimensão da coisa: não há nenhum técnico do FMI que tenha tempo de vida suficiente para analisar 900 anos de História, de prática, de uso, de gosto, de vício... disto.

(Quinteto do aperta as ligas da Fernanda Câncio mais as ceroulas do Cavaco, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma aventura sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

10.4.11

O Fim do Gozo

O Mário Soares largou uma sentença das suas na semana passada, obviamente dirigida a amnésicos. É o costume do que ouvimos dos políticos.

Segundo ele, um pedido de ajuda financeira externa ao FMI não acarretaria maiores problemas do que aqueles que o país suportou quando ele era primeiro-ministro.

Será mesmo assim, como ele afirmou? Recordemos um pouco e comparemos as circunstâncias. Na altura, Portugal tinha já estoirado a fortuna nacional do Estado Novo. Contudo, o país conservava os seus meios de produção. Havia uma agricultura que alimentava a população, com raras importações. Havia uma pesca que não só alimentava, mas exportava. Havia alguma indústria que também exportava. O que não havia era tantas sanguessugas a que agora chamam investidores estrangeiros que levam os lucros para os seus países, claro.

Sem muitos exemplos, recordemos que das mais de 250 fábricas de conserva de peixe da altura pouco mais de duas dezenas restam. Entretanto, os acordos do Cavaco com a UE fizeram abater a quase totalidade da frota pesqueira nacional enquanto os outros países as aumentaram (ex.: Espanha que pesca onde o Cavaco acordou proibição para nós). Idem para a agricultura, tanto quanto à sua aniquilação quanto ao que se passou na UE (ex.: França), que não só protegeram as suas como investiram na reciclagem dos (nessa altura) filhos dos agricultores. A indústria veio a receber o golpe cavaquista muito mais tarde por não ter sido também reciclada, modernizada, tanto os industriais como o seu pessoal tornando-se improdutivos com o tempo e incapazes de atingir salários decentes.

São caminhos e procedimentos cujos resultados levam obrigatoriamente muito mais de uma década a produzir efeito. Tal como com a falta de médicos, «encomendada» (decretada) pelo Cavaco no seu último ano de governo.

Portanto, a referência do Mário Soares sobre este assunto não é mais verdadeira que sobre outros. Mentiu de novo descaradamente à população, um mestre vigarista, como nos habituou a reconhecê-lo através dos tempos. O género de gente que uma população de atrasados mentais adora e nela vota. Idem com o Cavaco, com o Coelho, com o Sócrates, com o Louçã, com os Portas, etc. O Jerónimo parece ser actualmente o menos vigarista do panorama político, ainda assim puxado para a falsidade, como todos os políticos, devido às preferências do povo. O povo tem realmente obtido aquilo que tem procurado. Se não é o que queria, o que procurou é de certeza.

Em consequência da diferença entre o Portugal de há 30 anos e o de agora, também haverá uma diferença entre as consequências da ajuda do FMI, entre a anterior e a presente. É mais que evidente que não tendo agora Portugal a décima parte dos recursos de subsistência de então, a miséria só poderá ser muito maior e de muito, mas muito mais longa duração. Prepare-se, pois, a população, para mais de uma geração de miséria, de fome, de doenças sem médicos nem meios para tratamentos. Provavelmente, acontecerá como nos EUA: quem precisar de um rim, dum coração ou de qualquer outro órgão, ou o paga ou morre. Quem não tiver saúde não terá direito a viver. Quem não tiver dinheiro não terá direito a comer. Põe-se mais polícias na rua, como quer o Portas, para espancar os pobres que vão ser obrigados a roubar. Aumenta a miséria, aumenta o crime, aumenta o cacete.

Obrigado, Cavaco. Os carneiros já lhe agradeceram reconhecidos pela desgraça que lhes preparou, elegendo o seu carrasco. Vai-te algarvio cínico, volta para o Poço de Boliqueime a comer dentro da tua gaveta. Vai-te, pai da fome e da miséria e leva contigo o judeu do interior, que por não ensinar a polícia, ela anda armada em justiceira a matar gente com direito a julgamento e num país onde nem a pena de morte existe. Vai para ao pé do teu vizinho da casa de férias e convida os ladrões da tua quadrilha que têm andado por aí a roubar os bancos, pela Galp e outros antros de podridão e de meios de extorquir o dinheiro ao povo.

A crise nacional é nacional e tem uma origem conhecida. O fundo europeu de coesão, destinado a organizar e modernizar o país para o futuro (hoje), foi desbaratado, roubado e distribuído pela corja dos governos do Cavaco, pelos seus acólitos, famílias e amigos de corrupção, com o seu assentimento, sob a sua responsabilidade, deixando o país como se sabe. Os governos que se lhe sucederam nada fizeram para o evita, donde não podem estar isentos de culpa. A crise mundial apenas veio dar o golpe de misericórdia.

Quem se lembrar sabe que foi desta forma que se passou e não como as guerras das máfias de ladrões pelo poder apregoam, para sacar os votos aos pobres abortos. Os partidos políticos aproveitam a crise para se inculparem mutuamente, por ganância egoísta e em desrespeito dos interesses nacionais, em lugar de analisarem a situação e apresentarem soluções válidas.

Entretanto, a população europeia começa a dar-se conta das causas da crise mundial de que está a ser alvo. Os carneiros pacóvios portugueses ainda não se deram de nada, mas o Blog do Leão Pelado publicou um explicação de acordo com o que se passa há já cerca de duas semanas. A este propósito, vejam-se estas informações importantes:

Nasce em Bruxelas um grupo de pressão contra o lobby bancário


Islandeses rejeitam pagar dívida [dos seus bancos] ao Reino Unido e Holanda


Os Fazedores de Crises Financeiras


Colapso Económico, Fome e Miséria Programados e Iminentes
Longo de quase 14min, mas informativo e muito esclarecedor


Coelho, desesperado, trai e convida Fernando Nobre para o partido



Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

O País Socratino

É um mistério!

Este Governo levou o país à falência. Mas um terço dos portugueses ainda vota nele. Portugueses endividados, desempregados, com salários, pensões e direitos sociais miseráveis. Portugueses assaltados por impostos altíssimos. Sem acesso à saúde ou aos medicamentos, vítimas de uma justiça manhosa e de uma corrupção impune!
Só há uma de três razões para isto:
1 – Sondagens marteladas, mal feitas. As discrepâncias têm sido tão grandes que ou os inquiridos mentem ou alguém mente por eles.
2 – Um terço dos portugueses precisa do PS para fazer a sua ‘vidinha’. São os ‘boys’ em sentido alargado, a rapaziada e a família que em seis anos e meio foi povoando tudo o que era lugar de nomeação. Juntem as empresas públicas, as municipais, institutos, fundações, comissões, observatórios, grupos de trabalho. Multipliquem pelos agregados e vejam o exército de gente que depende deste Governo. Percebe-se também porque é que os socialistas acham tão ‘úteis’ estes organismos que deviam ter o seu PEC – Plano de Exterminação Completo.
3 – Os portugueses não têm solução. Não resistem a um bem-falante. Pode mentir, desgraçar-lhes a vida, mas vão atrás. Foi assim nas ultimas eleições. Se repetirem a dose, então merecem morrer de fome!
Por: Manuela Moura Guedes, Jornalista

7.4.11

A queda do Império de Boliqueime, seguido de três matrioskas em forma de Sócrates

Imagem do Kaos


O Império de Boliqueime foi fundado no dia 6 de Novembro de 1985, e terminou, oficialmente, no dia 6 de Abril de 2011, tendo durado, de facto, 26 anos, ou, mais corretamente, 9000 trezentos e tal dias e algumas noites de pesadelo. Comparado com o Salazarismo, podemos dizer que se manteve de pé, grosso modo, meio Estado Novo, mas com um aspeto de ainda mais velho, indigno de qualquer país dos séc. XX e XXI.
No início era o Cavaco, ainda só bimbo, e no, fim, também lá estava, mas já bimbo, e senil.

No seu período máximo de expansão, as suas fronteiras chegaram ao Rio de Janeiro, com a execução de Dona Rosalina, às Ilhas Caimão, onde estavam os "off-shores" de toda a canalha, à Líbia, onde Duarte Lima tinha negócios, à Costa Rica, de Dias Loureiro, à Venezuela, dos amigos de Sócrates, e a Cabo Verde e Angola, onde todas as pessoas decentes iam fazer o que já não podiam fazer na Europa. Era o Império onde a Corrupção nunca se punha. A sua moeda oficial era a Má Moeda, tendo o Banco Central abdicado da designação de Banco de Portugal, para se chamar Banco Português de Negócios, e os seus habitantes, de acordo com a Historiografia, eram designados por Valentes Filhos da Puta. O Regime oficial era a Plutocracia Saloia, fundada por Aníbal de Boliqueime (primeiro reinado, 1985-1995), mantido pelas regências de António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes, Sócrates, e o regresso de Aníbal de Boliqueime (segundo reinado, "os cem dias", janeiro de 2011-abril de 2011)

O Sr. Aníbal entrará para a História como o cobarde que passou uma rasteira a Portugal, depois de o FMI cá ter estado, e como o cobarde que estava na sua marquise, quando o FMI voltou a ter de ser chamado. Como, em 1640, o traidor Miguel de Vasconcelos, precisava, não de ser defenestrado, mas... "desmarquisado".

As riquezas do Império de Boliqueime foram adquiridas com a destruição da Agricultura, da Indústria, das Pescas e a forte aposta nas importações, que tornaram o Império de Boliqueime o espaço mais liberal de importação de todos os subprodutos do Espaço Europeu, incluindo produtos de classe VIP, como a Coca, o Plutónio, e as moças que trabalham para as casas de perna aberta do Sr. Pinto da Costa.
O contributo do Império de Boliqueime para as grandes figuras da História foi muito vasto: La Feria, o nosso Shakespeare; Diogo Infante, a nossa Sarah Bernardt; Dias Loureiro, o Madoff lusitano; Zeinal Bava, o nosso Ghandi; Leonor Beleza, a Condessa Drácula; Armando Vara, o afonso henriques das fundações;  Tomás Taveira, o Le Corbusier português; Renato Seabra, o "ripper" da Lusitânia; Jaime Gama, a nossa Catarina, a Grande; Carlos Cruz, o Gilles de Rais, da RTP; a família Horta e Costa, todinha; Jardim Gonçalves e arredores e uma autêntica lista telefónica que não me apetece descrever aqui.

Quando o FEEF, ou que merda é essa, cá vier para resolver os problemas financeiros, e descobrir que o Império de Boliqueime não assentava em ECONOMIA NENHUMA, e vivia de fluxos virtuais entre "off-shores", vai ser complicado, porque vai ter de escavar tudo, desde Alves dos Reis, aos vestígios do Ultramar, aos Ouros e Diamantes do Brasil, às especiarias da Renascença, à pilhagem dos Mouros, da Idade Média, e ao dote da Dona Urraca, e vai ser fantástico, porque alguém vai ter de explicar a alguém como é que se pode viver 900 anos, sem fabricar nada, e permanentemente a parasitar os outros.
Não sei se os sustos têm juros, mas o susto deles vai ser aterrador.

A Carrilha, essa pederasta rebarbada, anda em bicos dos pés, a pedir que lhe dêem qualquer coisinha, e pode ser que os "skinheads" a usem, para afinar as armas de tiro de precisão, que, cheira-me, vão começar a campear por aí. Eu, intelectual, estou à margem, mas adoro estar em balcões de espetáculos, onde os facínoras são esquartejados na arena. São as minhas touradas privadas. Para a geração à rasca, que tanto queria ideias, aqui vai mais uma: fazer a listagem completa dos gajos que arruinaram Portugal. Os que ainda estão vivos transitariam para mortos, e os que já estão mortos, seriam desenterrados, para serem ardidos no pelourinho dos Távoras.

Vou terminar com Sócrates, que teve o azar de ser o último grão-vizir do Império de Boliqueime: tirando o período pré socrático, em que ele tinha a oficina de automóveis, a Sovenco, com o Vara e a Fátima Felgueiras, e a Dona Adelaide lavava escadas, conheci três Sócrates, o primeiro, o mentiroso absoluto; o segundo, o mentiroso relativo, e este, de agora, o resistente demitido, que durou uma semana. Talvez tenha sido o único momento em que senti alguma ternura por ele, pela teimosia se ter confundido com patriotismo. Ele, como o cabrão de Boliqueime, sabem que quando vier a auditoria externa, os alemães, quando puxarem os cordelinhos todos, vão dizer, como Hitler, "ich bin vom himmel gefallen", e não vão acreditar que, num retângulo tão escasso, se tenha montado tal densidade de teia de corrupção e interesses. É evidente que isto é cozinhado de fora, que a América nunca suportaria uma moeda mundial que competisse com o dólar, e, sobretudo a Grande Israel, habitando os apartamentos palacianos de East Upper Side, que decidiu que a Europa poderia colapsar, dando-nos cenouras tão grandes como um escarumba deslumbrado com a cor da própria pele, e que vai agora dar lugar ao Trump e à Sarah Palin, para mostrar em que estado de desgraça está a outrora nação mais próspera do Mundo. Até com a guerra na Líbia, os queridos, nos presentearam.
Por cá, espera-se um consenso alargado e uma unidade nacional: Dona Adelaide voltará a lavar escadas, Maria Cavaca a levantar bainhas de calças, uma cerzideira, como dizia a minha avó; a Câncio bordará bandeiras multicolores de desfiles "gay" e a Bocarra Guimarães seguirá as pegadas da mãe, que tantos desmanchos fez, a gente séria, enquanto enfermeira do Santa Maria, para que, de aqui a 100 anos, nós possamos, de cabeça erguida, retomar o pelotão da frente do "pügrèsso".


(Quinteto da queda de Boliqueime, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma aventura sinistra", e em "The Braganza Mothers")

5.4.11

PINÓQUIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO....

Discurso de Socrates unico que  falou verdade ao país
 
 
As mentiras de Socrates  durante  os vários Anos que desgovernou:
 
Mentira 1
 
Mentira 2
 
Mentira 3
 
Mentira 4
 
Mentira 5
 
Mentira 6
 
Mentira 7
 
Mentira 8
 
Etc , Etc .......
E ainda sobre a criação de empregos do Sócrates...
...afinal já criou um...
 

Carta aberta de Cavaco Silva, ao FMI, perdão, ao... FFfFFfFfEEEEEeeeeeeeFFFFfffff...

Nota: esta imagem de reposteiros NÃO É do Kaos

O meu nome é Aníbal Cavaco Silva, sou natural do Algarve, que é uma província do Sul de Portugal, e nasci em Poço de Boliqueime, embora, por razões de arranjo de bainhas, agora se chame, só, Boliqueime.

Eu sei que os senhores não me conhecem de lado nenhum, mas sou a pessoa que mais tempo esteve à frente dos destinos deste país, pelo que, depois de ouvida a minha esposa e as pessoas mais íntimas, que, graças a deus, nos rodeiam, resolvi escrever esta carta, a pedir-vos ajuda, para podermos, enquanto estado-nação mais antigo da Europa, manter-nos no Pelotão da Frente, sem pararmos o nosso "pügrèsso", por causa da crise.

Sou um cidadão apartidário, e nunca estive ligado, nem à Política, nem a qualquer regime, exceto o do Professor Doutor Oliveira Salazar -- cuja alma nosso senhor tenha em bom descanso -- no qual "estive integrado, não exercendo qualquer atividade política".

Como devem saber, Portugal está em grandes dificuldades financeiras, e já se encontra naquela fase crítica de ter de contrair novos empréstimos, para pagar os juros dos empréstimos antigos, pelo que gostaria de saber se nos podem ajudar.

A minha formação é em Finanças Públicas, pelo que agradeço que não me peçam muitos pormenores sobre as garantias que podemos dar: ouvi dizer que somos cerca de 10 000 000 de habitantes, entre nativos, degenerados, arraçados, ciganos, imigrantes, mulheres de mau porte, trazidas ilegalmente, e gente que se dedica a atividades contra a natureza, mas só estará recenseada, depois do Censos 2011 acabar.

Temos pouca agricultura, por que, quando eu era primeiro ministro, e timoneiro de Portugal, achei que devíamos "pügredir" noutras direções, e dei ordem ao meu ministro da época para vender o que tínhamos por 30 milhões de euros, o que acho que até não tem importância nesta carta, porque do que precisamos mesmo, neste momento, é de 9 000 milhões, para este ano, e, portanto, a agricultura não era mesmo importante.

Também dei ordens ao meu colega Mira Amaral para desmantelar as fábricas obsoletas que tínhamos, porque os países nossos vizinhos produziam coisas melhores e mais caras, como poderão verificar, nas faturas, se aceitarem o meu pedido de auxílio.

Deixámos de pescar, porque os Espanhóis faziam mais e melhor, e, neste momento, só colaboramos com a Galiza, na descarga de fardos de alucinogéneos, como poderão verificar nas noites escuras do Guincho.

Graças a deus, ainda temos algumas pessoas que sabem ler e escrever, mas agradecemos que a vossa resposta não seja muito complicada, porque achámos, como o Doutor Salazar, que quem lê muito pode começar a ter ideias subversivas, e seria muito mau para a estabilidade mundial que as pessoas começassem a estar agitadas no nosso país: não há "pügrèsso" com desordem.

Também não vos podemos dar os caminhos de ferro como garantia, porque o Dr. Ferreira do Amaral achava que as rodas guinchavam muito contra o metal, o que lhe fazia arrepios nos nervos, mas temos um bom sistema de estradas, desde que não se acelere nas curvas, e se evitem os buracos, porque houve muitas empresas a poupar na camada de desgaste, e isso vê-se muito agora, vinte anos passados.

Temos alguma cultura: Katia Guerreiro e Filipe La Feria apoiaram-me na minha candidatura, assim como o jovem Renato Seabra, que, todos, vos poderão dar referências sobre a elevação da minha pessoa.

Geralmente somos poupados e discretos. Temos uma instituição bancária que conseguiu sobreviver à grande turbulência do sistema financeiro, talvez por as suas ações não estarem cotadas na Bolsa, e as grandes operações serem feitas em "off-shores", como me ensinaram em Cambridge. Já devem ter ouvido falar: é o Banco Português de Negócios, que, em caso de aceitarem o nosso pedido de auxílio, até poderá funcionar como cofre de depósito dos vossos capitais de empréstimo. Como se trata da minha área, posso já adiantar alguns nomes de primeira linha, que tratariam de distribuir o dinheiro pelas zonas mais lesadas do nosso tecido financeiro: são pessoas de fama e renome internacional, de primeira água, como Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Jardim Gonçalves, Armando Vara, e, se for preciso, o Dr. Vítor Constâncio, que tão garbosamente nos está a representar na Alemanha.

Na poupança doméstica, posso ainda apresentar cartas de recomendação da Drª. Leonor Beleza, que faz parte do meu Conselho de Estado, mulher ímpar e previdente, que, já em 1986, achou que não se devia deitar sangue fora, porque havia muita gente a precisar dele, pelo Mundo. Também reciclámos hemodialisados, para obter alumínio, já que tínhamos fechado as nossas minas, para não prejudicarmos os grandes países exportadores. A nível familiar, eu tenho só duas reformas e um salário, enquanto a a minha senhora, que, se for preciso, também pode apresentar cartas de recomendação em como é séria, limpa e honrada, e vive com 800 € por mês, o que só lhe dá para pagar a modista, e a torna totalmente dependente dos meus dinheiros.

Os Portugueses acreditam em mim, porque sou um homem sério, honesto, que raramente tem dúvidas e nunca se engana, e que nunca permitiu que se fizesse mal a Portugal, e ainda menos aos que me rodeiam, pelo que agradecia que acreditassem mesmo na minha palavra, e nos pudessem, de alguma forma, ajudar.

Se for preciso dar mais garantias, também temos um santuário, em Fátima, que gera biliões na economia paralela, e que talvez vos possa interessar; a Amália está morta, mas em contrapartida, temos uma golden-share no Mourinho e no Cristiano Ronaldo, que vos poderá ser transferida, depois de telefonarmos aos senhores russos, turcos e sicilianos que os sustentam.
Também temos fronteiras abertas, para a passagem de substâncias, plutónio, e redes de colocação de desempregados no sistemas de segurança social dos países mais avançados, o que creio ser uma mais valia.

Para terminar, gostaria de vos lembrar que fomos heróis do mar e nobre povo, mas que, agora, só queríamos continuar a "pügredir", pelo que se esta carta puder servir de alguma coisa, tudo o que nos puderem mandar, dinheiro, roupas velhas, enlatados, será bem vindo. Temos ainda algum ouro, que ficou do tempo do Dr. Salazar, os Jerónimos e a Torre de Belém, e está-me a minha senhora ali a dizer, ao fundo, que, se for preciso, também temos muitas crianças, para redes internacionais, de senhores, mais velhos, interessados, desde que não seja para lhes tirarem os órgãos, porque a minha mulher acha isso muito feio e desumano, mas, se tiver de ser, para uma fase posterior, podemos falar disso, mas pessoalmente.

Espero que esta minha carta, que é escrita com o coração na mão e os comprimidos do Doutor Lobo Antunes debaixo da língua, seja lida e apreciada por vocês, com toda a ternura que merece. A Caridade é uma virtude cristã, que leva sempre a que os mais ricos estendam a mão aos mais pobres, embora nós cá achemos que isso é uma coisa que não cai muito bem, num povo com 900 anos de História.

Se precisarem de mais esclarecimento, podem contactar-me pelo meu Facebook, onde os meus assessores escrevem, porque a mão, infelizmente, já me treme muito. Se precisarem de mais algum esclarecimento, poderão também escrever para a Drª. Manuela Eanes, ou para o marido dela, que me deverá vir a suceder, quando eu estiver completamente incapacitado, ou, no Norte, para o Sr. Pinto da Costa, que continua a ser uma referência e uma marca mundial.

Agradecendo antecipadamente a ajuda

Boliqueime, 5 de abril de 2011

Aníbal de Deus Cavaco Silva

(Quarteto effffefefefeemizado, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 

4.4.11

Começou... O ROUBO CONTINUA... os jobs!!!

Governo demitido faz 156 nomeações e promoções

O Governo demissionário não parou de contratar e promover funcionários após o chumbo do PEC 4 a 23 de Março. De acordo com as publicações em Diário da República contabilizadas pelo jornal «Diário de Notícias», o Executivo de José Sócrates assinou 85 nomeações e 71 promoções.
Com as eleições marcadas já para 5 de Junho, algumas nomeações para, por exemplo, gabinetes ministeriais terão de sair num máximo de três meses. Caso disso é a nomeação para adjunto da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
Em sete dias, este número de nomeações - 85 - traduz-se numa média recorde de 12 por dia.
O ministério que mais nomeações fez foi o da Administração Interna, com 19 novos membros. Depois seguiu-se a Presidência do Conselho de Ministro, com 13 nomeações e, depois o Ministério da Defesa, com nove. O jornal escreve que das 85 nomeações, 27 foram substituições.
 TVI24

3.4.11

CONTRA O PEC DAS ELITES, SÓ O PEC DO POVO!

PEC I, do povo.

Não aos políticos negociantes e Sim aos Políticos servidores do Bem comum e do estadismo popular!

Não à venda do nosso território a não nacionais e Sim ao fim da propriedade particular do solo, equiparando o IMI ao aluguer de solo!

Não aos estacionamentos pagos por nacionais e Sim ao uso livre e responsável do bem territorial comum!

Não à perda do sentido de missão do Estado e da razão da sua existência e Sim à objectivação da missão de organizar a nossa vida social, acautelando o Bem comum, o altruísmo social e a defesa contra as ganâncias e má-fé individual!

Não à incompetência política e Sim ao desenvolvimento da educação política e cívica no ensino obrigatório, bem como criação de licenciatura em Gestão política do Estado!

Não à vigarice e aldrabice políticas e Sim à avaliação do carácter e conduta dos candidatos e destituição, ao mancharem o seu registo de conduta social.

Não ao analfabetismo funcional e Sim ao desenvolvimento da educação para a utilização dos serviços do Estado e para o conhecimento das normas constitucionais e das que regulam o bom relacionamento social, no ensino obrigatório, para que se responsabilizem os cidadãos após os informarem dessas responsabilidades!

Não ao monopólio partidário da acção parlamentar e Sim à representação parlamentar das associações cívicas, por distribuição dos lugares proporcionalmente aos votos brancos, invalidando a utilidade da abstenção!

Não às nomeações políticas para os cargos públicos e Sim à selecção dos méritos, dentro de cada instituição, decorrente dos resultados das provas de avaliação anual do perfil e competências!

Não às subvenções e subsídios estatais aos Partidos e Sim ao financiamento pelos militantes e simpatizantes, por meio do registo administrativo e comercial dos donativos!

Não aos subsídios de reintegração dos políticos que perdem mandatos e Sim à garantia simples de readmissão nos locais profissionais de origem!

Não à continuidade garantida dos mandatos políticos e das estabilidades corporativas e Sim a um sistema de suspensão e destituição imediata dos políticos infiéis aos programas eleitorais, ou corruptos criminosos, ou incompetentes, por acção popular!

Não às eleições entre os pares, para a presidência de órgãos de soberania e Sim à nomeação pelo voto popular!

Não à ditadura das elites no processo de produção de normas e Sim à decisão, referendada electronicamente pelo povo, via sondagem e petição!

Não à Constituição da República, ditada pelas elites dirigentes e Sim a uma Constituição da República construída e referendada pelo povo, em plataformas electrónicas!

Não à legislação de interesses privados egoístas e das causas injustas e Sim a um sistema de impugnação popular das leis, invocando inconstitucionalidade ou disposição injusta, lesiva do direito de terceiros!

Não às Leis conflituantes, parciais, injustas, subversivas e convenientes aos corporativismos e Sim a um Sistema coerente de Leis, submissas à Constituição popular da República, devidamente aceites pelo povo e de acordo com o princípio de respeitar o Bem comum, garantindo que não há prejuízo gratuito de terceiros!

Não à corrupção das autoridades, ao serviço do interesse privado e Sim à reorientação das mesmas para o Bem comum, para o bom senso e para a jurisprudência da justiça social, evitando que a vontade de uns prejudique o direito de outros!

Não às indemnizações públicas e Sim à responsabilização pecuniária dos agentes do Estado, que cometeram os erros, legislativos, administrativos ou negligentes, em prejuízo do cidadão!

Não ao encobrimento das vigarices de gestão do erário público e Sim a um sistema de denúncia popular, por reclamação, petição e acção popular nos tribunais fiscais das contas do Estado!

Não à impunidade criminosa e Sim ao julgamento dos corruptos, salteadores e usurpadores do Bem público, sem restrições de prescrição, com transmissão do ónus da pena à descendência!

Não à desresponsabilização dos agentes políticos e administrativos pela situação do País e Sim à transferência da responsabilidade de pagamento da dívida pública para os governantes e dirigentes públicos que a promoveram, nacionalizando-se os seus Bens familiares e individuais!

Não à promiscuidade do interesse económico-financeiro privado multinacional com o interesse público e Sim à punição dos agentes do Estado com a devolução de todas as remunerações e regalias auferidas, sempre que forem recrutados por empresas que beneficiaram directa (plano legislativo) ou indirectamente (plano das contratações públicas)!

Não à promiscuidade e branqueamento do crime público e da incompetência, má-fé e dolo costumeiros e Sim à exoneração compulsiva dos prevaricadores dos deveres e funções, ao serviço do povo e do Estado!

Não às Penas e Coimas desproporcionadas da escala de infracção e Sim a um sistema de indemnização justo, de acordo com a duração e intensidade da lesão praticada!

Não ao excesso de reclusão e Sim a um sistema de comutação de penas de prisão, em penas de indemnização às vítimas!

Não aos abusos repressivos e de Poder da autoridade e criação de sistema de queixa popular, contra agentes prevaricadores, conferindo direito de resistência às posturas incorrectas, bem como impedindo as chefias de ordenarem ilegalidades e criminalizando quem acatar ordens ilegais.

Não à mudança, progressiva ou imediata, da nossa organização administrativa e sistémica, sem consulta popular e Sim ao accionamento da democracia participativa na definição dos grandes desígnios nacionais!

Não aos défices orçamentais nem ao endividamento insustentável e Sim à fixação de tectos de endividamento, por rateio do volume de empréstimo máximo anual pelos bancos e fixação de dotação orçamental de segurança para despesas e falta de receita não previsíveis, a ser convertidas em tesouro nacional – compra de reserva de ouro, ou em pagamento de dívida acumulada!

Não ao descontrolo orçamental, erros de tesouraria e má gestão local e Sim a um sistema de regulação de gastos, por transferência em duodécimos e ajuste orçamental aos níveis de crescimento, sempre por defeito!

Não ao despesismo do Estado e às fraudes nas contratações, requisições e utilizações das dotações e Sim à racionalização de custos, com a publicação do relatório de contas em todos os departamentos e repartições, para consulta, sugestão e impugnação dos utentes!

Não à venda do património do Estado e Sim a um sistema de autorização popular, para alienar imobiliário, reservas financeiras, ou Bens necessários à estratégia de reforço da nossa soberania e independência de sustentabilidade do território!

Não às viaturas e condutores para uso individual dos dirigentes e políticos, nem aos veículos topo-de-gama e Sim a uma frota de viaturas comerciais normais, de serviço mínimo às instituições, apenas para os horários laborais, obrigando ao serviço de aluguer de viaturas confortáveis para as cerimónias de representação!

Não aos problemas de tesouraria das dívidas e Sim a um sistema de encontro de contas, entre Prestadores, Servidos e Estado, por contabilização dos créditos e débitos entre eles!

Não aos subsídios às actividades lucrativas e Sim à atribuição de incentivos às empresas, para baixarem nominalmente preços ao consumidor, ou para serem tomados como empréstimos de curto prazo, com juros muito baixos!

Não à privatização dos serviços públicos e Sim ao reforço do Estado social, que proteja os cidadãos da ganância dos prestadores privados, nas áreas essenciais à sobrevivência condigna!

Não às empresas públicas duplamente tributadoras do cidadão servido e Sim à empresarialização de serviços públicos, pela figura jurídica das cooperativas, para regular preços de mercado, com as mesmas regras e condições da concorrência privada!

Não à autonomização do sector empresarial do Estado, como forma de transferir suavemente serviços lucrativos para o interesse privado e Sim à definição do que é interesse público, de salvaguarda da protecção contra a ganância empresarial!

Não ao oportunismo privado do negócio garantido das parcerias PP e Sim à reformulação das PPP, para que sejam sociedades de investimento, com os mesmos benefícios e prejuízos de exploração, proporcionais às partes assumidas no investimento!

Não à compra de serviços entre departamentos do Estado e Sim à colaboração de todos na prossecução das acções, ao serviço do interesse comum e satisfação de qualquer emergência!

Não à máfia dos concursos públicos e estratégias de suborno e Sim a um sistema de publicitação dos resultados do concurso, com indicação dos concorrentes, valores propostos por todos, entidade vencedora, quantidade de materiais a empregar na obra, total de salários a pagar e gastos logísticos!

Não aos privilégios das elites e Sim à igualdade dos benefícios sociais e do tratamento!

Não ao desemprego e acumulação de funções e Sim ao impedimento de acumulação de cargos, que resulte num salário cumulativo superior ao salário médio nacional!

Não aos contratos individuais de trabalho, nem às cláusulas especiais dos contratos para cargos directivos e Sim aos contratos laborais específicos de cada área laboral, com garantias iguais de direitos, nomeadamente de rescisão!

Não à auto-fixação salarial dos agentes do Estado e Sim a um sistema de referendo popular electrónico dos valores propostos pelos governantes, ou administradores, para si mesmos!

Não às remunerações milionárias e Sim a um sistema de remunerações proporcionais ao esforço individual e das profissões e à sua utilidade social!

Não ao desregramento salarial e Sim a um tecto salarial igual a cinco vezes o salário mínimo nacional!

Não ao desregramento das reformas e Sim a um tecto do seu montante máximo igual a cinco vezes o da pensão mais baixa!

Não aos estatutos remuneratórios diferenciados por estatutos sociais corporativos e Sim um único estatuto remuneratório, seriando o esforço e utilidade social de cada profissão!

Não aos aumentos salariais percentuais das actualizações anuais e Sim a aumentos salariais nominais iguais para todos!

Não às ajudas de custo, subsídios e regalias exclusivos e Sim à igualdade das componentes salariais e variáveis, para todos!

Entre o ouro de Salazar e um país tornado... lixo



Imagem do Kaos

Hoje, passaram todos, ou quase todos os gajos que a Geração do País à Rasca deveria, por precaução, pendurar pelos pés. Há muito tempo que não se via tanta aventesma a desfilar pelas televisões. Mário Soares ultrapassou aquela derradeira fronteira da senilidade que só se vence tornando-se num alzheimerado, tratado pelo Prof. Lobo Antunes, com assento no Conselho de Estado, "et pour cause". Freitas do Amaral estava com aquele jeito de coluna com que ficou, desde que foi misturado no "Casa Pia", e depois vieram os Borges, os Marcelos, os Penas, a "adelaide" Jorge de Miranda, os Santos Silvas, o Jardim Gonçalves -- ainda não o abateram?... -- e mais uns quantos. Só faltou ouvir Dias Loureiro, com voz grave, apresentar algumas soluções para a saída da crise. Depois, subindo de patamar, apareceu a... "Coisa" de Boliqueime, a quem insistem em chamar Presidente da República, sem suspeitarem de que, de cada vez que dizem "Presidente da República" estão a fazer um diagnóstico reservado, e um prognóstico reservadíssimo da dita cuja república e do povo que nela está forçado a estar confinado.

Pois, a Múmia de Boliqueime, em pleno desastre nacional, foi cortar uma fita (!) à Batalha, acompanhado do seu emplastro, que oscila entre A+ e A-. Hoje, por acaso, numa combinação de roupa da Rua dos Fanqueiros, que criava uma ilusão de ótica de cintura Império, estava completamente A---, mas o pior estava para vir, porque os jornalistas ainda insistem em entrevistar o marido dela, que acha que nunca se deve pronunciar sobre nada -- como se de ali saísse algum oráculo superior a uma licitação de feira de cobertores de Alcoutim --, e até saiu, saiu uma pérola barroca, e maravilhosa, em que o moribundo pedia um esforço a todos os os Portugueses para que se unissem.
Eu, por acaso, já estou unido com uma multidão de Portugueses, mas CONTRA ele, e os do género, que nos colocaram nesta situação.
O milagre da coisa é que ele tinha uma receita, de solzinho a dançar, para sairmos do buraco, e cito, "por exemplo, comprometermo-nos todos a criar, todos os dias, 2 postos de trabalho (!)".
Pela minha parte, pensei logo em dois postos de trabalho, dois daqueles brasucas fugidos da defunta Carandirú, e que andam a monte por cá, no Monte da Caparica, e contratá-los para um... despacho, tipo Dona Rosalina, para a Mais Vil Figura do Estado. Eram dois postos de trabalho, temporário, mas, enquanto durasse o... trabalho, sempre iam para as estatísticas...

Isto foi a minha primeira reação de ira.

A segunda veio quando me pus a fazer contas, e, incluindo sábados, domingos e feriados, já que estamos em crise, criar dois empregos por dia daria 730 empregos por ano, o que, atendendo aos níveis de Desemprego atingidos nesta vergonhosa choldra pelo Sr. Cavaco e todos os que se lhe seguiram, daria... ora, deixa cá ver, 500 000 a dividir por 730, com uma folgazita para os anos bissextos, mais coisa, menos coisa, cerca de 680 ANOS, para refazer o que esta canalha desfez.

Nesta altura, se a televisão não fosse cara, tinha apanhado com o meu vaso, de 100 anos, dos berberes de Tamegrout nos cornos, em efígie, à falta de ser pelo natural, e deu comigo a perguntar, como pergunto todos os dias, em que estado se deixou ficar um país com uma história tão gloriosa, como a nossa, para ser representado por aquele calhambeque?...

Os últimos dias têm sido importantes: libertámo-nos do primeiro ministro que vivia num "off-shore", mas continuamos a manter uma múmia numa marquise. Evidentemente, não me compete a mim apeá-lo, a não ser através do que de mais demolidor consiga escrever, e estou a tentar escrevê-lo: porque há gente realmente à rasca, e muitos "desperados", que, quando isto galgar a berma da estrada e for pela ravina abaixo, farão o trabalho pelo bem do país. É, pois, uma questão de tempo.

Com o tempo, entretanto, joga Sócrates, que conseguiu a mais prodigiosa das coisas que foi, depois de ter destruído o seu partido, ter destruído os partidos dos outros. Como diz o camarada Bagão Féliz, intacto, neste momento, bem feitas as contas, só deve estar o Partido Comunista e a minha adorada Odete Santos, com as suas pensões e talento avultados, embora me pareça que quem está mesmo a aquecer os reatores, com consequências imprevisíveis é a extrema direita, e, já que falámos de Direita, como já várias vezes aqui referi, para mal dos meus pecados, conheço alguns dos familiares do "Engenheiro", e sei que que são capazes do "après-moi le déluge".

Fica aqui um pouco de humor: é claro que o Sr. Sócrates vai resistir a tudo, e até talvez tenha razão. Se me perguntarem como, e posta à parte essa inveterada frequentadora de macumbas e candomblés, Dilma Roussef, Sócrates tem à mão a mais antiga das receitas, depois da barriga de freira, da Áurea Miguel: vender parte do ouro do Vacão de Santa Dão, para pagar o que devemos, e mandar o FMI para o caralho.

Eu sei que isso seria elementar, mas vamos lá ver se a sua mente mentecapta de Vilar de Maçada lá chega, antes de começarem a abater a tiro a corja, porque a coisa está-se mesmo a degradar, em todas as frentes. Na sua forma habilidosa, e enquanto -- eu bem avisei de que ESTE texto era importante... -- se descobriu que havia um administrador dos CTT (quantos mais, meu deus, quantos mais...) que tinha falsificado as habilitações, e que não passava de mais um Vasco Franco de lamber selos, ou um Manuel Alegre, de vomitar rimas coxas, e, claro, o Governo não o pode demitir, porque o Primeiro Ministro está exatamente nas mesmas condições; quando se descobre que há maquinistas que ganham 50 000 €, e que o banco do Dias Loureiro, do Oliveira e Costa, do Duarte Lima, do Figo, da Catarina Furtado, e do lixo todo que anda por aí, através da Sociedade Lusa de Negócios, onde a Patrícia Cavaca, e o macavenco da Perpétua tinha milhares de ações, movimentou DEZ MIL MILHÕES DE EUROS em balcões virtuais, dos quais não vimos nada, os quais nunca foram taxados, e sobre os quais se continua a fazer silêncio, mas que estamos a pagar, através desta situação de colapso, eu pergunto: onde estão os braços fortes de Portugal, que construíram as nossas fronteiras, que nos levaram aos confins do Mundo, e nos tornaram, num tempo, ímpares, e deveriam agora vir fazer a limpeza?...

Sim, eu sei que estou a falar muito alto, e já são duas da manhã.
É claro que eles estão por aí, mas completamente anestesiados, à espera do euromilhões, ou do ópio do Povo, o clássico Benfica-Porto, por exemplo.
Que bom, que alegria, que esperança.

Felizmente há balizas... :-)

(Quinteto do zé das botas vai salvar-nos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma aventura sinistra", e em "The Braganza Mothers")
Related Posts with Thumbnails