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30.11.10
Páginas do blog
A Remodelação
27.11.10
A DANÇA DOS SUBSÍDIOS...
Que desenvolvimento tivemos desde a década de oitenta?
Antes de tudo, convém que se saiba que os subsídios não caem do céu. Resultam da colecta sobre os cidadãos trabalhadores/ empresas (IR) e sobre os consumidores (IVA e taxas).
Na nossa actual realidade comunitária supra-nacional, uma parte da colecta do País vai para o orçamento da União Europeia; os nossos governantes alguma vez relataram aos Portugueses qual o valor dessa contribuição? Outra lacuna de gestão, produto da velha mentalidade ditatorial, dos que se apropriam do Poder, sem se aperceberem do primitivismo da sua ignorância, que dita o mando sobre quem lhes paga tudo o que têm na vida. Não percebem a clara dependência total dos governantes, em relação aos governados, tal como as empresas não percebem o mesmo, em relação aos seus clientes, e tal como os privilegiados não percebem a sua total dependência, em relação aos que exploram!
Regressando à expropriação dos contribuintes, vamos estimar que Portugal contribui com cerca de 2-4% do orçamento comunitário europeu, a julgar pela importância do peso da nossa vontade na Europa, como ficou estabelecido no Tratado de Lisboa…!
Quando pedimos ou utilizamos subsídios e fundos europeus, uma parte saiu dos nossos bolsos e outra parte tem de ser ainda adicionada como comparticipação pelo uso, o que é diferente da percepção popular de que a União nos deu e dá um manancial de subsídios, criada pela ilusão do discurso político, pois claro! Alguns governantes parecem ter acreditado no seu próprio fingimento…!
Vamos estimar que a nossa comparticipação global média foi de cerca de 30-40%, de todo o investimento realizado pelos programas comunitários; era de bom tom democrático, que os governantes, com humildade, realidade e agradecimento do que lhes pagamos, nos dissessem quanto já transferimos para a UE, quanto já investimos em comparticipações nos programas dos fundos comunitários e quanto já recebemos desses fundos, para sabermos quanto dinheiro, efectivamente, nos foi doado; quanto dinheiro gasto foi aplicado em compra de produto nacional? O saldo deve ser interessante e deve explicar a nossa crise; lá se vai a grandeza do deslumbramento do primeiro mito dos fundos estruturais!
Segundo mito; o subsídio às empresas e demais instituições. A propaganda política fala deles como de algo justo, acertado e eficaz. Vendo bem, o que se passa é que o contribuinte paga às empresas, para que estas cresçam e se desenvolvam, no sentido de serem mais eficazes a cobrar preços aos clientes, que já pagaram antecipadamente, para que aquelas os explorem ainda mais, realizando mais lucro! Em que é que isto serve a justiça, a troco de mais emprego temporário, que só se sustenta enquanto durar o apoio? Quer dizer, o próprio trabalhador paga para se empregar e paga para poder pagar os preços das empresas, contempladas pelos subsídios; alguma vez uma empresa subsidiada reduziu preços, comparativamente a outras não apoiadas, por estar a receber fundos antecipados dos consumidores? Portanto, o subsídio a certas empresas é um mecanismo de concorrência desleal e de privilégio da ganância e oportunismo de uns poucos; nada de justo aqui!
Terceiro mito; as ajudas e apoios aos projectos culturais e de certa solidariedade, que resultam sempre no subsídio a pessoas, que se instalam nos corpos administrativos e criativos, como verdadeira terapia ocupacional, bem remunerada, com outro tipo de rendimento, que não é mínimo garantido, a avaliar pelas remunerações auferidas. O deslumbramento do pseudo-desenvolvimento criou muitos tipos de rendimento garantido, muito antes do rendimento mínimo garantido, que é bem mais justo, por se destinar a pessoas mal preparadas para a vida activa, em quem o Estado não investiu, ou são marginalizadas pela sociedade, nos processos de recrutamento e em processos de competição social para o estabelecimento das redes e círculos de amigos das “cunhas”! Estes subsídios servem para que muitas pessoas vivam em função do ter de gastar apoios, preenchendo os dias de disparates improdutivos, para continuarem a justificar a existência das terapias ocupacionais dos grupos artísticos, recreativos e de pressuposta ajuda social; mata-se o engenho e a arte de corresponder à necessidade social em cada época!
Quarto mito; os subsídios estimulam a actividade económica; apenas estimulam temporariamente o gasto das novas elites em ascensão, com a sobrecarga dos cidadãos clientes, que acabam por direccionar o seu, cada vez mais fraco, poder de compra, de acordo com a vontade política de favorecimento dos seus círculos de interesse e das pessoas amigas, contribuindo para a corrupção económica. Logo, a economia funciona por concentração de capitais em certas empresas e pessoas, caciques do regime político, o que contraria a fluidez e democratização das trocas comerciais; criam-se dois tipos de consumidores, os que têm enorme capacidade de compra e que vivem à custa dos que a vão perdendo, por excesso de exploração e movimentos de concentração de riqueza, que convida ao endividamento, mas também aumenta o poder de financiamento de novas elites. A finança suplanta a economia real, porque os políticos criaram uma falsa aparência de abundância de dinheiro; muitas achas foram deitadas para a fogueira da crise, por causa das incompetências intelectuais e da parolice do pensamento tecnocrático!
Resumindo, foi este sistema de ilusão das massas que criou compartimentos de riqueza nas mãos dos donos do regime, que também não perceberam que o dinheiro que lhes chegava não compensava o que saia a rodos, criando a sensação de saco cada vez mais vazio…; o aparecimento de uma estrutura supra-nacional cara, com uma corporação de funcionários altamente remunerados, acima de qualquer Estado membro, inflacionou a contribuição e preços, bem como o esforço de investimento dos Estados, o que esgotou a capacidade de financiamento e conduziu a esta crise de crescimento económico falacioso!
Terão os projectistas europeus a capacidade de perceber isto e corrigir o trajecto desastroso das falhas económicas? As medidas adaptadas para a resolução da crise caminham para o aprofundamento da mesma crise; isto é, continua o esforço de descapitalização dos Estados, porque os que estão em maiores dificuldades ajudam e são ajudados pelos que estão com o mesmo problema. Parece que esta crise ainda pode estar a meio de uma bancarrota europeia…! Não compreendem, pelas velhas mentalidades escolásticas, que os subsídios têm de fazer-se apenas ao consumidor, injectando dinheiro no aumento salarial mínimo dos contribuintes, para aumentar fluidez monetária e corrigir excesso de concentração de capitais, adequada ao esgotamento das produções nacionais.
Neste percurso, a ganância humana provou que o capitalismo primitivo é inimigo de uma economia sustentável e justa.
Por outro lado, a Política, feita por tecnocratas, não dá bom resultado, a não ser que entendam de Ciência política e das disciplinas correlacionadas, História civilizacional, Filosofia, Sociologia, Psicologia e Gestão organizacional. Sobretudo, precisamos de filósofos e cientistas do sistema de governo social, que saibam pensar pelas próprias cabeças, para produzirem novas soluções! Os tecnocratas só sabem obedecer e aplicar as normas que lhes enfiaram nas cabeças, com tal zelo, que aprofundam mais os erros do conhecimento dogmático! Não sabem projectar novos modelos, nem conseguem sair do autismo em que os enclausuraram nas universidades. De tanto quererem executar as fórmulas bafientas, ficam sem tempo para pensar…!
E descobrir que não se pode conciliar a ditadura económica do capitalismo com a democracia política, nem o interesse privado com o interesse do benefício colectivo, porque não se junta o que a psicologia da competição animal dos mais primitivos faz antagónico!
24.11.10
Comes & Bebes
INGREDIENTES:1,500 kg de batatas
2 cebolas
2 dentes de alho
3,5 dl de azeite
8 ovos
1 ramo de salsa
1 folha de louro
Sal e pimenta q.b.
Óleo para fritar
PARA O POLME:
1 ovo
1 colher (sopa) bem cheia de farinha
3 colheres (sopa) de água
PREPARAÇÃO:
Prepare o polme misturando todos os ingredientes de modo a obter uma massa lisa. Passe os cubos de bacalhau pela massa e leve-os a fritar em óleo. Depois retire-os e deixe-os escorrer.
Descasque as batatas, corte-as em rodelas e leve-as a fritar no óleo onde fritou o bacalhau. Retire e deixe escorrer.
Descasque as cebolas e os alhos, corte as cebolas em rodelas, esmague os alhos, deite tudo para um tacho, junte o azeite, leve ao lume, adicione o louro e deixe cozinhar até a cebola ficar transparente. Junte 4 colheres (sopa) da água de cozer o bacalhau, tempere de pimenta e rectifique o sal.
Coloque, dentro do tacho da cebola, camadas alternadas de bacalhau, batatas e salsa. Bata os ovos, junte-os ao tacho, reduza o lume e deixe cozinhar, sacudindo o tacho de vez em quando, até que os ovos fiquem cozinhados. Sirva polvilhado com salsa picada e acompanhe com salada a gosto.
23.11.10
O Dia Cívico
Não entrámos, em 1985, para a Comunidade Europeia, para estarmos, em 2010, na eminência de aderir ao Magreb.
Cavaco não teve culpa de, durante a sua penosa presença em Belém lhe terem posto, num prato, a fatura da espantosa refeição que alimentou, desde o Grande Desastre Português de 1985, que não foi ter então, à frente do Governo, um europeista, um homem de vistas largas, e um estadista com projeção mundial. Dir-me-ão que tivémos o que merecíamos, como com Salazar, mas gostaria de tentar ser justo e dizer que não tivémos o que merecíamos: tivémos um fortíssimo azar, que agora nos está a custar todas as partes do corpo. O desgraçado da rua não sabia que não se pode transformar um país numa mera bancada de importações: há que salvaguardar setores chave, para os dias difíceis que atravessamos. Esse cavalheiro, o coveiro de Portugal, destruiu a Agricultura, vendeu as Pescas, fechou as minas, desmantelou as vias férreas, tornou-nos totalemente dependentes da energia exterior, cauterizou as florestas, arruinou os litorais e o turismo, e acabou com os estaleiros e com a metalurgia, e -- pareço um comunista a falar... -- minou todo o tecido social da Pátria, com a proliferação de bancos suspeitos, e assentes em negócios sujos. Só não colocou toda a gente na precaridade, porque estava à espera de sucessores que, como Sócrates, o fizessem, ou de que a Função Pública "morresse de velha". Politicamente, a sua herança foi um partido destroçado, totalmente afastado dos ideais que o tinham levado a lutar pela restauração da Democracia, escalpelado de PPD, e completamente entregue a um "PSD" de durões barrosos, dias loureiros e "majores" sem qualquer patente.
O Défice aumenta e Portugal afunda-se

A nova Nato, seguida do Escudo de Bilderberg, seguida de O Cabrão de Boliqueime V
21.11.10
Cláudia Borges com tachinho (...cunhada do autarca socialista António Costa)
No ano passado, segundo a tabela oficial, os ministros receberam 6.885 euros por mês, incluindo despesas de representação. Para os adjuntos, os valores tabelados previam 3.505 euros mensais, com despesas de representação também.
Questionado pelo SOL, o Ministério da Saúde não quis dar informações sobre o valor do vencimento pago à assessora de Ana Jorge, mas adiantou que Cláudia Borges «não recebe despesas de representação, recebendo o seu vencimento, tendo ainda direito à utilização de telemóvel».
Informou, por outro lado, que «o Gabinete da Ministra da Saúde suporta com verbas próprias do seu orçamento todo e qualquer encargo com toda e qualquer pessoa que preste serviço neste Gabinete».
graca.rosendo@sol.pt
20.11.10
LIDERANÇAS E ALTERNÂNCIAS!
As escolhas políticas dependem do carácter das pessoas, umas fortemente apostadas na busca da sua satisfação pessoal, engajando as que são ignorantes e as que vivem para as suas conveniências pessoais.A ignorância e o egoísmo são pais do fanatismo e do seguidismo, que fervilham nos grupos partidários.
Escolhem sempre de uma forma emotiva e oportunista, porque os raciocínios entregam os "slogans" e as modas, que as lideranças escolhem, para fabricarem as massas de apoiantes!
Tudo parece perfeito para todas as conveniências, a pensarem no momento das vitórias, tocando à reunião das tropas, a caminharem para diferentes lados. A imperfeição das batalhas, por causa das oposições internas e externas, dos que lutam pelos mesmos objectivos de usurpação do Poder, é que destroçam os grupos e geram a insatisfação e desconfiança.
A queda das lideranças começa, accionada por dentro, quando estas ferem interesses egoístas individuais das tropas, que não recebem a recompensa pelo seguidismo, ou que perdem regalias concedidas ou prometidas, ou accionada por fora, quando chocam com princípios de justiça, ou quando concedem argumentos políticos aos pretendentes ao trono!
Os chamados "boys" do regime fazem e desfazem lideranças, por traição sucessiva. Andam sempre de porta em porta, à procura de quem possam controlar e obrigar a satisfazer interesses. Procuram modelos de diferença e imagem de excelência, apesar de termos tido lideranças iguais às massas de apoiantes caciquistas, que têm gerado a chamada alternância de Poder dos dois maiores Partidos siameses da política portuguesa!
Conseguem iludir uns e aliciar outros, disponíveis para serem corrompidos, com cargos, honrarias e participação nos negócios do orçamento!
Cada Partido catalisa, à vez, menos de 30% dos eleitores, deixando para o seu gémeo menos de 20% dos eleitores. Os contrários radicais (esquerda convicta) ou populistas (direita hipócrita) têm sempre garantidos cerca de15 % dos eleitores!
E, entretanto, os que não gostam do jogo, e que até o odeiam, vão a caminho de serem a maioria dos eleitores e militam no grupo mais expressivo da sociedade, o que é bom. Há cada vez mais gente honesta, justa, humana, democrática e coerente, com enorme consciência social altruísta!
Entretanto, cada um dos Partidos alternantes tem sempre uma base fiel de apoio de 15% dos eleitores. As vitórias, à vez, são garantidas com o aliciamento dos cerca de 15 % de insatisfeitos oportunistas, que se deslocam entre os dois Partidos, em busca de uma ascensão meteórica na política, à procura de melhores promessas de "tachos" na administração pública e na mesa de oferta do bolo orçamental!
Para que mais um ciclo bolorento e viciado de corrupção comece, depauperando as finanças do País!
Resolver este estado de coisas é apelar para a participação cívica do cidadão desinteressado, apostando em novas mentalidades de serviço social, justificativo da missão do Estado, mas garantindo que o Parlamento seja representado por todas as forças cívicas da sociedade e não apenas pelos donos do regime partidário! No fim, a qualidade dos Partidos vai melhorar muito e os princípios, que defendem, serão finalmente praticados e professados!
Começarão a ver A GESTÃO DO PAÍS, COMO A GESTÃO DO GRANDE CONDOMÍNIO NACIONAL, COM A EFECTIVA PARTICIPAÇÃO DOS CONDÓMINOS ACTIVOS!
Por isso as candidaturas dos cidadãos, fora dos Partidos e por isso a razão de sermos sociais e solidários com a justiça social!
A felicidade dos portugueses, no cumprimento do Bem comum, é o que mais importa.
19.11.10
18.11.10
Prémio Dardos
Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor á Web».
Como sempre deve-se nomear alguns dos que nós respeitamos/admiramos. E então:
E por hoje chega de dar prémios...
17.11.10
Comes & Bebes

INGREDIENTES:
100 g de farinha
100 g de queijo em tirinhas
100 g de margarina
4 dl de leite
4 ovos
2 colheres (sopa) de salsa picada
Sal, pimenta e noz-moscada q.b.
Margarina para untar
Papel vegetal
PARA O RECHEIO:
300 g de atum escorrido
3 tomates
4 colheres (sopa) de maionese
1 colher (sopa) de salsa picada
Sal e pimenta q.b.
PREPARAÇÃO:
Leve ao lume o leite e deixe-o aquecer bem. Leve ao lume outro tacho com a margarina, deixe-a derreter, junte a farinha, mexa bem, adicione o leite aos poucos e mexendo sempre para não ganhar grumos e deixe cozer durante 4 minutos. Tempere de sal, pimenta e uma pitada de noz-moscada e retire do lume.
Separe as gemas das claras, junte as gemas ao creme e mexa bem. Bata as claras em castelo, junte-as também ao creme, misture delicadamente, deite no tabuleiro e leve ao forno durante 25 minutos. Retire, desenforme para cima de um pano, rejeite o papel, enrole com a ajuda de um pano e deixe arrefecer.
O recheio: Lave os tomates, corte-os ao meio, retire-lhes as pevides, corte-os em cubos, deite-os para uma tigela, junte o atum esmagado, a salsa e a maionese, tempere de sal e pimenta e misture bem.
Desenrole o rolo, espalhe em cima a mistura do atum, enrole de novo e leve ao frio. Depois retire o pano e sirva decorado a gosto.










