Este blog serve de escape, um anti-stress, um ombro amigo que me faz manter a calma quando vejo o caminho que o nosso país leva... AI O FUTURO DAS MINHAS FILHAS!!!
Enviem novas aldrabices, tachos, cunhas, corrupções, injustiças... para tiago.democracia@gmail.com

30.11.10

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Vou em breve criar uma para CHAT mas ando à procura da coisa certa.

Abraço
TC

Estranho mundo este


A Remodelação

Imagem do Kaos


Enquanto o país naufraga, fala-se de "remodelação". Suponho que a remodelação de um governo mau seja para o tornar péssimo, mas já sei que vos ia pôr mal disposto, de maneira que resolvi abordar o tema da única maneira que ele merece, revisteira, ao nível das análises do "paramécias" ou das comunicações à nação do saloio de boliqueime.

Portanto, a haver remodelação, tinha de ser uma coisa séria, de caixão à cova, e devia começar por cima, pelo traste português que ocupa a presidência da comissão europeia e que dá pelo nome de cherne, também conhecido pela mulher, com quem o santana lhe punha os cornos, como josé manuel durão barroso. Era uma remodelação que passava pela higiene e pela eliminação da poluição visual e auditiva. Como não se despede uma pessoa, assim, do pé para a mão, podiam reintegrá-lo no mrpp, ou enviá-lo para a coreia do norte, com o livrinho vermelho na mão, para fazer um daqueles noticiários que eu adoro, em que aparece uma chinesinha, com um rio e umas pontes, ao fundo, de pés amarrados, a falar aos solavancos e soluços, como se tivesse um martelo pneumático enfiado no cu. Acho que chamam "comunismo" àquilo: do meu ponto de vista é uma patologia, do âmbito da terapia da fala, como também têm problemas de artrose, em não dobrarem os joelhos.

A segunda remodelação podia ser o constâncio, que se escapou lá para fora, e merecia uma remodelação especial, daquelas que os hunos faziam, com um pé numa esquina, uma perna na praça seguinte, uma mão pregada numa porta de igreja e a cabeça a servir nos treinos da "catedral", com o mourinho a bater uma pívia com a mão protegida por notas de rublos falsas, para não ficar pegajosa.

A terceira remodelação era reenviar o ferro rodrigues para provedor da casa pia, e voltar a obrigá-lo a mamar no pretinho, como consta do processo, que a maçonaria abafou, e, já que falamos de processo, vou adiantar um nome de um eterno ministeriável, o paulo pedroso, que deveria voltar a ocupar a pasta do trabalho, e tutelar a casa pia, onde foi exemplar, já que conseguiu, discretamente, que o seu nome nunca fosse envolvido em baixarias. Claro que, como desde aristóteles, duas coisas não podem ocupar o mesmo espaço, teriam de correr com a mulher a dias que puseram lá, arranjando-lhe um exílio dourado, sei lá, como lavadora de vidros, daquelas que fazem cem andares numa tarde, talvez em atlanta/USA, com um mba de sopeira incluso.

A quarta remodelação era o aníbal, a quem devia ser dado um golpe de misericórdia, para evitar a longa agonia em que se encontra, desde 1985, é por que não fode, aliás, fode, e não consegue sair de cima. Não poderá ir para o comboio fantasma da feira popular, porque a feira fechou, mas podia ir para o museu da madame tusseauds, fazer o seu próprio papel, com a maria ao lado, a limpar-lhe as babas de cera com um guardanapo.

O quinto remodelado era o alcoólico de águeda, a quem deviam explicar que portugal anda à procura de um futuro e não de um passado que já nem ao menino jesus interessa. Tal como a manuela moura guedes vai para a sic, podiam reenviá-lo para a rádio argel, para fazer aqueles glu-glu-glus com a garganta, como fazem as palestinianas da nazaré, sempre que se livram de mais um filho, oferecendo-lhe um cinto bomba e um paraíso maravilhoso, ao nível dos prémios da júlia pinheiro.

A sexta remodelação era o chefe da oposição, já que ser chefe da oposição ou estar neste governo parece, hoje em dia, ser a mesma coisa.

A sétima remodelação era parlamentar, e passava pela extinção daquelas cercas de gado, a que eles chamam "bancadas parlamentares", permitindo que as poucas cabeças, que lá bem pensam e exprimem, se juntassem, não por traumas ideológicos, mas por analogias do discurso. Presentemente, é muito amis fácil ver jerónimo de sousa sentado com ferreira leite, ou o cds/pp a defender coisas em comum com o louçã do que um camelo entrar pelo buraco de uma agulha. Acontece, e é saudável, ou um sinal de que chegámos a um tal estado de miséria que é mesmo assim.

No nível do governo, propriamente dito, josé sócrates devia ter sido remodelado desde que nasceu, e agora já vai tarde, porque foi tão vexado, tão humilhado, tão arrastado pela lama, tão desprezado e desconsiderado por tudo quanto é lugar, e conseguiu sobreviver, que lhe concedo uma espécie de amnistia, ou pena suspensa, com pulseira eletrónica e uma multa de 30 dias, com possibilidade de substituição por uma cena de coito público com fernanda câncio, para ele aprender o que é homossexualidade na prática, e não na teoria.

Na justiça, pode ser qualquer coisa, porque as confrarias deverão continuar a funcionar em sintonia, para salvar cada uma os seus pais da forca, e o marinho pinto a morder-lhes as canelas. Olha, o meu amigo josé maria martins, em ministro, punha aquela merda em ordem em dois tempos, ah, pois punha, sim... :-)

Na economia, não precisamos de ninguém, porque, como toda a gente sabe, já não há economia, aliás, como nem há agricultura, nem pescas, e criava-se um superministério dos ex setores de produção, com um nome de peso, não sei, deixa-me cá ver, podia ser aquele anormal que fala três horas a fio sobre o vazio do futebol, na televisão, ou o Chalana, ou, melhor, o Mourinho.

Marcelo rebelo de sousa seria excelente numa pasta da demagogia, e estou a ver que já vai longa a remodelação. Na cultura, a gabriela tem de ficar, porque, como esteta, foi a primeira, de há largos anos para cá, que mostrou que os pendurados dos subsídios são uma espécie de bpn ainda mais sem fundo do que o bpn original. A educação, para grande desgosto da carrilha, que anda morta para entrar para qualquer coisa... pois, vou-lhe dar uma má notícia, sabida sábado passado, no último grande casamento do clã alçada, no tivoli: a isabelinha está a fazer estágio na educação é só sai para ir ocupar o lugar do marido na gulbenkian, pelo que os sindicalistas de bigode e as setôras mal fodidas vão ter de esperar que o rui vilar meta os papéis... Paciência :-)

Na defesa, acho que já não temos qualquer defesa, pelo que qualquer coisa serve. Pode ser um catalão, para mostrar no que é que uma cultura pode ser bem mais forte do que um blindado.

O homem da américa, o amado, pode ir-se embora, para ter mais tempo para tratar dos olhos, porque merece: cumpriu bem os seus "wikileaks", e mais não digo...

Nas finanças, e este é um posto crítico, em vez de ter alguém que faça favor aos banqueiros, mais vale que ponham, de vez, um banqueiro a fazer favores aos favores. Jardim gonçalves, oliveira e costa, ou... e por que não?..., dias loureiro não nos envergonhariam, bem pelo contrário.

A saúde seria substituída pelo ministério da doença e o nome natural é leonor beleza, que se tornou especialista em despachos para o além.

É natural que me escapem alguns ministérios, mas, se me escapam, é por que também não fazem falta.

Fica a chave de ouro: remodelar a segunda figura do estado, jaime gama, demasiado desgastada pelas suas recorrentes inclusões no casa pia, e voltar a pô-lo nos negócios estrangeiros, já que o futuro, como o foi o passado, da pedofilia, passa por uma forte aposta nas exportações, e preferimos embaixadores que vendam bem os nossos putos lá fora do que andem em telegramas do "wikileaks" a chamar, à bruni, puta, coisa que toda gente, exceto os wikileaks, já há muito sabia.

(quinteto impossível de remodelar e descrever, no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "klandestino", no "uma aventura sinistra" e no "braganza mothers", que vai entrar, em 2011, como tudo, em recessão técnica)



27.11.10

A DANÇA DOS SUBSÍDIOS...

Que desenvolvimento tivemos desde a década de oitenta?

Antes de tudo, convém que se saiba que os subsídios não caem do céu. Resultam da colecta sobre os cidadãos trabalhadores/ empresas (IR) e sobre os consumidores (IVA e taxas).

Na nossa actual realidade comunitária supra-nacional, uma parte da colecta do País vai para o orçamento da União Europeia; os nossos governantes alguma vez relataram aos Portugueses qual o valor dessa contribuição? Outra lacuna de gestão, produto da velha mentalidade ditatorial, dos que se apropriam do Poder, sem se aperceberem do primitivismo da sua ignorância, que dita o mando sobre quem lhes paga tudo o que têm na vida. Não percebem a clara dependência total dos governantes, em relação aos governados, tal como as empresas não percebem o mesmo, em relação aos seus clientes, e tal como os privilegiados não percebem a sua total dependência, em relação aos que exploram!

Regressando à expropriação dos contribuintes, vamos estimar que Portugal contribui com cerca de 2-4% do orçamento comunitário europeu, a julgar pela importância do peso da nossa vontade na Europa, como ficou estabelecido no Tratado de Lisboa…!

Quando pedimos ou utilizamos subsídios e fundos europeus, uma parte saiu dos nossos bolsos e outra parte tem de ser ainda adicionada como comparticipação pelo uso, o que é diferente da percepção popular de que a União nos deu e dá um manancial de subsídios, criada pela ilusão do discurso político, pois claro! Alguns governantes parecem ter acreditado no seu próprio fingimento…!

Vamos estimar que a nossa comparticipação global média foi de cerca de 30-40%, de todo o investimento realizado pelos programas comunitários; era de bom tom democrático, que os governantes, com humildade, realidade e agradecimento do que lhes pagamos, nos dissessem quanto já transferimos para a UE, quanto já investimos em comparticipações nos programas dos fundos comunitários e quanto já recebemos desses fundos, para sabermos quanto dinheiro, efectivamente, nos foi doado; quanto dinheiro gasto foi aplicado em compra de produto nacional? O saldo deve ser interessante e deve explicar a nossa crise; lá se vai a grandeza do deslumbramento do primeiro mito dos fundos estruturais!

Segundo mito; o subsídio às empresas e demais instituições. A propaganda política fala deles como de algo justo, acertado e eficaz. Vendo bem, o que se passa é que o contribuinte paga às empresas, para que estas cresçam e se desenvolvam, no sentido de serem mais eficazes a cobrar preços aos clientes, que já pagaram antecipadamente, para que aquelas os explorem ainda mais, realizando mais lucro! Em que é que isto serve a justiça, a troco de mais emprego temporário, que só se sustenta enquanto durar o apoio? Quer dizer, o próprio trabalhador paga para se empregar e paga para poder pagar os preços das empresas, contempladas pelos subsídios; alguma vez uma empresa subsidiada reduziu preços, comparativamente a outras não apoiadas, por estar a receber fundos antecipados dos consumidores? Portanto, o subsídio a certas empresas é um mecanismo de concorrência desleal e de privilégio da ganância e oportunismo de uns poucos; nada de justo aqui!

Terceiro mito; as ajudas e apoios aos projectos culturais e de certa solidariedade, que resultam sempre no subsídio a pessoas, que se instalam nos corpos administrativos e criativos, como verdadeira terapia ocupacional, bem remunerada, com outro tipo de rendimento, que não é mínimo garantido, a avaliar pelas remunerações auferidas. O deslumbramento do pseudo-desenvolvimento criou muitos tipos de rendimento garantido, muito antes do rendimento mínimo garantido, que é bem mais justo, por se destinar a pessoas mal preparadas para a vida activa, em quem o Estado não investiu, ou são marginalizadas pela sociedade, nos processos de recrutamento e em processos de competição social para o estabelecimento das redes e círculos de amigos das “cunhas”! Estes subsídios servem para que muitas pessoas vivam em função do ter de gastar apoios, preenchendo os dias de disparates improdutivos, para continuarem a justificar a existência das terapias ocupacionais dos grupos artísticos, recreativos e de pressuposta ajuda social; mata-se o engenho e a arte de corresponder à necessidade social em cada época!

Quarto mito; os subsídios estimulam a actividade económica; apenas estimulam temporariamente o gasto das novas elites em ascensão, com a sobrecarga dos cidadãos clientes, que acabam por direccionar o seu, cada vez mais fraco, poder de compra, de acordo com a vontade política de favorecimento dos seus círculos de interesse e das pessoas amigas, contribuindo para a corrupção económica. Logo, a economia funciona por concentração de capitais em certas empresas e pessoas, caciques do regime político, o que contraria a fluidez e democratização das trocas comerciais; criam-se dois tipos de consumidores, os que têm enorme capacidade de compra e que vivem à custa dos que a vão perdendo, por excesso de exploração e movimentos de concentração de riqueza, que convida ao endividamento, mas também aumenta o poder de financiamento de novas elites. A finança suplanta a economia real, porque os políticos criaram uma falsa aparência de abundância de dinheiro; muitas achas foram deitadas para a fogueira da crise, por causa das incompetências intelectuais e da parolice do pensamento tecnocrático!

Resumindo, foi este sistema de ilusão das massas que criou compartimentos de riqueza nas mãos dos donos do regime, que também não perceberam que o dinheiro que lhes chegava não compensava o que saia a rodos, criando a sensação de saco cada vez mais vazio…; o aparecimento de uma estrutura supra-nacional cara, com uma corporação de funcionários altamente remunerados, acima de qualquer Estado membro, inflacionou a contribuição e preços, bem como o esforço de investimento dos Estados, o que esgotou a capacidade de financiamento e conduziu a esta crise de crescimento económico falacioso!

Terão os projectistas europeus a capacidade de perceber isto e corrigir o trajecto desastroso das falhas económicas? As medidas adaptadas para a resolução da crise caminham para o aprofundamento da mesma crise; isto é, continua o esforço de descapitalização dos Estados, porque os que estão em maiores dificuldades ajudam e são ajudados pelos que estão com o mesmo problema. Parece que esta crise ainda pode estar a meio de uma bancarrota europeia…! Não compreendem, pelas velhas mentalidades escolásticas, que os subsídios têm de fazer-se apenas ao consumidor, injectando dinheiro no aumento salarial mínimo dos contribuintes, para aumentar fluidez monetária e corrigir excesso de concentração de capitais, adequada ao esgotamento das produções nacionais.

Neste percurso, a ganância humana provou que o capitalismo primitivo é inimigo de uma economia sustentável e justa.

Por outro lado, a Política, feita por tecnocratas, não dá bom resultado, a não ser que entendam de Ciência política e das disciplinas correlacionadas, História civilizacional, Filosofia, Sociologia, Psicologia e Gestão organizacional. Sobretudo, precisamos de filósofos e cientistas do sistema de governo social, que saibam pensar pelas próprias cabeças, para produzirem novas soluções! Os tecnocratas só sabem obedecer e aplicar as normas que lhes enfiaram nas cabeças, com tal zelo, que aprofundam mais os erros do conhecimento dogmático! Não sabem projectar novos modelos, nem conseguem sair do autismo em que os enclausuraram nas universidades. De tanto quererem executar as fórmulas bafientas, ficam sem tempo para pensar…!

E descobrir que não se pode conciliar a ditadura económica do capitalismo com a democracia política, nem o interesse privado com o interesse do benefício colectivo, porque não se junta o que a psicologia da competição animal dos mais primitivos faz antagónico!

A Crise tem um nome..........corrupção política!!!...........RTP devia ser de todos e para todos...

...Um panfleto anónimo que corre na RTP...

RTP                                                                   

24.11.10

Comes & Bebes

BACALHAU POBRE

INGREDIENTES:
4 postas de bacalhau demolhado
1,500 kg de batatas
2 cebolas
2 dentes de alho
3,5 dl de azeite
8 ovos
1 ramo de salsa
1 folha de louro
Sal e pimenta q.b.
Óleo para fritar

PARA O POLME:
1 ovo
1 colher (sopa) bem cheia de farinha
3 colheres (sopa) de água

PREPARAÇÃO:
Corte o bacalhau em cubos, deite-os para um tacho, cubra com água fria, leve ao lume, deixe levantar fervura, retire do lume, escorra e reserve a água.

Prepare o polme misturando todos os ingredientes de modo a obter uma massa lisa. Passe os cubos de bacalhau pela massa e leve-os a fritar em óleo. Depois retire-os e deixe-os escorrer.

Descasque as batatas, corte-as em rodelas e leve-as a fritar no óleo onde fritou o bacalhau. Retire e deixe escorrer.

Descasque as cebolas e os alhos, corte as cebolas em rodelas, esmague os alhos, deite tudo para um tacho, junte o azeite, leve ao lume, adicione o louro e deixe cozinhar até a cebola ficar transparente. Junte 4 colheres (sopa) da água de cozer o bacalhau, tempere de pimenta e rectifique o sal.

Coloque, dentro do tacho da cebola, camadas alternadas de bacalhau, batatas e salsa. Bata os ovos, junte-os ao tacho, reduza o lume e deixe cozinhar, sacudindo o tacho de vez em quando, até que os ovos fiquem cozinhados. Sirva polvilhado com salsa picada e acompanhe com salada a gosto.


23.11.10

O Dia Cívico



Amanhã é um dia importante. Independentemente das nossas convicções políticas, e eu já não tenho nenhuma, os Portugueses terão oportunidade de exercer o seu Direito à Indignação, consignado na Constituição, artigo que resistiu a todas as revisões, talvez por que seja a única coisa que ainda nos resta.

Pela segunda vez na história da Democracia, todas as forças se conjugam, para dizer que há uma coisa que são oscilações políticas, outra, as fronteiras da dignidade humana.


Não entrámos, em 1985, para a Comunidade Europeia, para estarmos, em 2010, na eminência de aderir ao Magreb.

Este ato cívico, "Greve", como lhe chamam, é a segunda vez que sucede na história recentíssima do Estado Democrático. Pela segunda vez, surge num momento em que o Estado é uma vergonha, e não é Democrático, e, pela segunda vez, sob a tutela da mesma figura sinistra, o homem a quem Portugal deve a sua lenta e intolerável agonia, um provinciano, com horizontes dos anos 30 do séc. XX, chamado Aníbal Cavaco Silva.

Da primeira vez, essa criatura, a quem devo a destruição do MEU país, era vigorosa e arrogante: raramente tinha dúvidas, e nunca se enganava. Não lia jornais, e comia bolo rei para as televisões, sempre que o Mundo se desmoronava um pouco mais. Da segunda vez, esse subproduto das províncias do Sul está senil, e faz o papel do enjeitadinho que só espera pelo tempo, para inscrever um segundo mandato no seu miserável currículo. Pelo meio, ficou um país em ruínas, Cauda da Europa, Cabeça da Desigualdade, Corpo da Desvergonha, Braços da Injustiça, e Pernas da Impotência.

O meu coração é contra este homem, e contra tudo aquilo que ele fez ao NOSSO país.

No Manual de Epicteto, há a célebre frase que diz "há o que depende de nós e o que de nós não depende". Na História de Portugal, há o que é culpa de Sócrates, e aquilo em que Sócrates não tem culpa. Temo-nos entretido com crucificar um tipo que é assumidamente medíocre, mas se mantem razoavelmente bem, no número de equilibrismo que agora estamos a ter de protagonizar, mas isso é tema para outro texto. Hoje, o momento é de horror, e volto a relembrar Epicteto, para dizer: há o que é culpa do Cavaco, e aquilo no qual Cavaco não teve culpa.


Cavaco não teve culpa de, durante a sua penosa presença em Belém lhe terem posto, num prato, a fatura da espantosa refeição que alimentou, desde o Grande Desastre Português de 1985, que não foi ter então, à frente do Governo, um europeista, um homem de vistas largas, e um estadista com projeção mundial. Dir-me-ão que tivémos o que merecíamos, como com Salazar, mas gostaria de tentar ser justo e dizer que não tivémos o que merecíamos: tivémos um fortíssimo azar, que agora nos está a custar todas as partes do corpo. O desgraçado da rua não sabia que não se pode transformar um país numa mera bancada de importações: há que salvaguardar setores chave, para os dias difíceis que atravessamos. Esse cavalheiro, o coveiro de Portugal, destruiu a Agricultura, vendeu as Pescas, fechou as minas, desmantelou as vias férreas, tornou-nos totalemente dependentes da energia exterior, cauterizou as florestas, arruinou os litorais e o turismo, e acabou com os estaleiros e com a metalurgia, e -- pareço um comunista a falar... -- minou todo o tecido social da Pátria, com a proliferação de bancos suspeitos, e assentes em negócios sujos. Só não colocou toda a gente na precaridade, porque estava à espera de sucessores que, como Sócrates, o fizessem, ou de que a Função Pública "morresse de velha". Politicamente, a sua herança foi um partido destroçado, totalmente afastado dos ideais que o tinham levado a lutar pela restauração da Democracia, escalpelado de PPD, e completamente entregue a um "PSD" de durões barrosos, dias loureiros e "majores" sem qualquer patente.

O Sr. Sócrates, que agora por ai anda, delirante e ridículo, pensava que isto era para o "jogging", mas não era, porque já então estávamos em rampa irremediavelmente descendente, mas ainda começou a brincar aos cavacos, e saiu-se muito mal, porque ele tem a sina de errar quase sempre, e só agora descobriu o preço que se paga pelas dúvidas dos momentos decisivos.

Este é o tempo da má moeda: a nota de 500 € está, angustiadamente, em Belém, à espera de que passe o dia 25 de janeiro. Eu estou, preocupadamente, a escrever este texto, da noite de 23 de novembro. Pelo meio, há uma série de figuras menores, uns boys do Centrão, à espera de que não lhes toquem nos salários da austeridade. Podem estar descansados, porque ainda não tocam esta semana: é para a semana que vem, quando as forças externas, fartas desta palhaçada, decretarem que Portugal é uma Economia fora da lei, governada por inconscientes e cadastrados.

Reza a História que a vingança é um prato que se come frio. É verdade: é simbólico que o Cavaco velho apanhe com as culpas do Cavaco novo. Alexandre Dumas escreveu "Os Três Mosqueteiros", e, depois, os "Vinte Anos Depois". Na Literatura, estavam, então, mais gordos e sorumbáticos. Em Portugal, ele, Aníbal, está mais senil e impotente, supostamente camuflado por detrás de protagonistas de fancaria, e nós vamos pagar, e caro, essa nossa tendência para apostar sempre no cavalo errado.

Quando, em 1985, traiu Mário Soares e a memória de Mota Pinto, que se tinham conjugado, com o FMI, para tirar Portugal de um impasse, pensou que a sua "rodagem" da Figueira da Foz poderia durar para sempre, nas mãos de ferreiras do amaral, de oliveiras e costa e quejandos, mas não durou. Teve azar, e foi o último a ficar na sala, com o mórbido repasto por pagar.

Para que não se diga que este é um texto lúgubre, deixo a frase com que os vossos filhos e netos poderão ler o nosso tempo: sempre que Portugal esteve na corda bamba, Aníbal de Boliqueime manteve-se na sua corda bimba.

Espero que amanhã receba mais um aviso severo. Pela minha parte, estou a terminar, "et pour cause", este texto, antes da meia noite.

Os meus sinceros desejos de um Excelente Dia de Indignação Geral

O Défice aumenta e Portugal afunda-se


O seguinte título de notícia do Público Défice do Estado aumentou 215 milhões até Outubro é um sinal de alarme que merece séria e honesta meditação dos responsáveis por este descalabro, os quais tinham sido eleitos pelos portugueses para defenderem os interesses nacionais, mas cuja actividade ou inactividade está a dar estes resultados.


De que estão à espera? Não é legítimo estarem a continuar com este saque. Façam o favor de desaparecer e de chamar o FMI ou uma equipa de gestores com provas dadas. Não queremos sábios professores universitários. Precisamos de pessoas com inteligência, bom senso, experiência prática de gestão e dedicação a Portugal, aos portugueses.

A nova Nato, seguida do Escudo de Bilderberg, seguida de O Cabrão de Boliqueime V

Imagem do Kaos


Não sou belicista, e prefiro a agitação de uma Sinfonia de Mahler aos bombardeamentos "cirúrgicos" da Nato, que deixam aquelas gajas das burkas aos gritos, com filhos sem dedos, e lhes dá, depois, vontade de mandarem, por sua vez, os marines para casa, sem uma perna, sem uma mão, ou com a cara queimada à Obama.
O que aconteceu, na palhaçada lisboeta do fim de semana, foi, todavia, importante. Como cidadão, defendo que, enquanto houver ladrões, serão necessárias polícias. A velha Nato, obsoleta, que rangia os dentes para uns parolos soviéticos, há muito perdera a razão de ser. Aparentemente, e agora vou começar a mentir, vamos passar a ter umas forças armadas transversais, que irão libertar os Nobel da Paz, sempre que estejam nas mãos de ditaduras da Birmânia, que irão arrancar as burkas às desgraçadas do Afeganistão, em vez de andarem a enviar sacolas de heroína para os mercados urbanos e suburbanos do Ocidente; que irão a Angola depor caciques e libertar populações humilhadas; que intervirão no Sudão, na Somália e na Arábia Saudita, para impedir que os fundamentalismos e o caos provoquem genocídios e crimes contra a humanidade, e, sobretudo, cláusula importante, na qual ninguém reparou, terão autonomia par intervir nos estados membros, para defesa dos cidadãos, sempre que se verifique que os políticos estão a violar o Estado de Direito, a Carta dos Direitos Humanos e os princípios do Iluminismo. Em suma: invadirão os estúdios de televisão, e levarão o Sarkozy, o Berlusconi, o Sócrates, a Merkel, o Medvedev, o Ahmadinedjad e o José Rodrigues..., perdão, o de Angola, que agora se me esqueceu o nome.
Vamos passar a ter ordem no Mundo, e os cidadãos vão poder voltar a circular pela rua, e assim se resume a Cimeira da OTN-2010/Lisboa. Tudo o resto que vos contarem é mentira, sobretudo, aquela história de alguém se ter abotoado com os dinheiros dos blindados que nunca chegarão.

Depois, voltámos a cair na Realidade.

A História de Portugal nos últimos 25 anos é muito fácil de contar, e garantiria o sucesso de quaisquer estatísticas da analfabeta funcional, Isabel Alçada. Começa com um gajo que entendeu que os Fundos Estruturais não eram para estruturar um Portugal europeu, mas para serem armazenados nos bolsos da canalha que o rodeava. Chamava-se Aníbal Cavaco Silva, "O Destruidor", e destruiu mesmo, e irremediavelmente.
Seguiu-se-lhe D. Guterres, "O Cegueta", que percebeu que cada vez estávamos mais longe dos padrões do Continente, e usou os fundos para inflacionar os salários, quando os salários são fruto de um país que produz, e que o Cavaco tinha posto a não produzir... nada. Quando o Guterres percebeu a canalha que o rodeava, chamou-lhe "Pântano", e desapareceu numa noite de neblina.
As três regências seguintes foram pior do que o piorio, e ficaram para pagar a fatura: D. Cherne, "O Escroque"; D. Santana, "O Mal Amado", e D. Sócrates, "O Encavado", com muitos espaços brancos de adjetivação e insulto, para vocês preencherem.

Os mercados, cegos, surdos e mudos, continuam a não perceber que Portugal está a viver uma Idade de Ouro, com D. Aníbal II, "O Recauchutado", e que, portanto, têm de adiar a bancarrota, a crise, a dívida externa, o caso de polícia do BPN, os "off-shores", os "Casa Pias" e essas diversidades todas, até que o Aleijão de Boliqueime, mais a sua Aleijona, sejam reeleitos.

Como já se disse, nunca Portugal desceu a um aníbal assim, mas ainda há de descer mais, porque a lógica da Finança e do Mercado não se compadece com estes adiamentos, ditados pelos Milagres da Fé e pelas Causas Naturais. Na América, de quem tanto mal se diz, já estavam todos presos, Dias Loureiros, Oliveiras e Costas, Armandos Varas, e etc. Aqui, não se pode, porque, até 25 de janeiro, o silêncio é de ouro, e nós vamos ter de continuar a ser representados por coisas assim -- vão mesmo ver (o gajo que faz estas fotos devia estar preso...) -- de quem nem Goya se lembraria, até que, dia 26 de janeiro, uma outra realidade nos caia em cima.

Vamos abandonar este discurso, porque cheira a pessimismo.

Nós Portugueses, temos uma coisa extraordinária, que é que, sempre que chega um período-chão destes, baixamos a cabeça, baixamos, baixamos, e deixamos a rajada passar por cima, como se nada tivesse acontecido. O Vacão de Santa Comba Dão assim fez, e atirou-nos, intactos, sim, intactos, tirando uns 20 000 mortos e mutilados, para a Cauda da Europa.
O Segundo Salazarismo é mais hábil: joga num tabuleiro mundial, e procurou -- espero -- uma defesa antimíssil muito especial, o Escudo de Bilderberg, que se resume no seguinte: vocês deixam o vosso cantinho servir de palco de experiências para  o nosso programa -- como aquela Fundação onde a Leonor Beleza arranca olhos aos animais, depois de ter arrancado vidas aos hemofílicos -- e, em contrapartida, nós permitimos que vocês, que deixaram de existir como Estado, Economia e Cultura, coloquem os vossos miseráveis peões no cenário da Aldeia Global.

Caso não tenham reparado, as Cimeiras decisivas para a Nova Ordem Mundial, a China dos Ocidentais, aconteceram em Lisboa: o Tratado de Bilderberg, que estagnou a economia europeia e abriu a boceta de pandora do descalabro financeiro e do desemprego, e, agora, o cházinho da NATO, com blindados de sobremesa. No meio deste cenário, situámos o que tínhamos de pior nas superestruturas da Ditadura Mundial: Vítor Constâncio, um canalha, no Banco Central Europeu; Borges, uma loura burra, no FMI; Durão Barroso, que está para lá de todos os adjetivos, na Poluição, perdão, Comissão Europeia, e, agora, até já sonhamos com o Conselho de Segurança da ONU, talvez com Jaime Gama, que transformará aquilo rapidamente numa enorme Casa dos Érres, cheia de chinesinhos, tailandeses, putos do Quénia, e cuzinhos do Mali. Vai ser a Apoteose do Vácuo.
Para mim, que como a Margarida Rebelo Pinto, não acredito em coincidências, estas contrapartidas devem ser o custo de uma infinita fatura de um jantar do qual, como é hábito, nada terei, mas que, como é certo, lá pagarei, e quem diz eu diz os meus leitores, que sabem que o que escrevo é uma cruel verdade.

Vai longo o texto, e cheio de imprecisões e incertezas. Aparentemente, o elevado preço da nossa destruição é um chapéu de chuva dos Senhores do Mundo, que, na hora da verdade, não nos tirarão tudo, e talvez fabriquem uma solução, à Portuguesa, uma daquelas coisas muito inventivas, como o Nobel da Medicina, que era extraírem-nos, cirurgicamente, o lobo frontal, como fazia o Egas Moniz, ou a sensibilidade, tal o outro Nobel, o Saramago.
A verdade saber-se-á dia 25.
Terá o nome de Aníbal, e espero que seja tão má que os Portugueses percebam, de uma vez por todas, que não estão a votar, mas a acarneirar velhas decisões já tomadas. Vai-nos sair caríssimo, mas vocês até gostam, senão não andavam há 900 anos nisto.

(Pentatlo, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra", e no incontornável "The Braganza Mothers")

21.11.10

Cláudia Borges com tachinho (...cunhada do autarca socialista António Costa)

 
Assessora de Ana Jorge ganha 7 mil euros mensais
20 de Novembro, 2010 
Por Graça Rosendo
 
Cláudia Borges,ex-jornalista da SIC e hoje assessora da ministra da Saúde, Ana Jorge, ganha mais do que a sua chefe . Tendo recebido 100 mil euros em 2009, Cláudia Borges ganhou mensalmente cerca demais de 300 euros do que a ministra. O gabinete da ministra da Saúde pagou, em 2009, cem mil euros de vencimento bruto à ex-jornalista Cláudia Borges, que coordena o gabinete de imprensa do Ministério - um valor que corresponde a um salário mensal bruto de 7.140 euros, superior ao que ganhou cada ministro em 2009 e o dobro do que está previsto por lei para os adjuntos dos gabinetes governamentais.
No ano passado, segundo a tabela oficial, os ministros receberam 6.885 euros por mês, incluindo despesas de representação. Para os adjuntos, os valores tabelados previam 3.505 euros mensais, com despesas de representação também.
Questionado pelo SOL, o Ministério da Saúde não quis dar informações sobre o valor do vencimento pago à assessora de Ana Jorge, mas adiantou que Cláudia Borges «não recebe despesas de representação, recebendo o seu vencimento, tendo ainda direito à utilização de telemóvel».
Informou, por outro lado, que «o Gabinete da Ministra da Saúde suporta com verbas próprias do seu orçamento todo e qualquer encargo com toda e qualquer pessoa que preste serviço neste Gabinete».
graca.rosendo@sol.pt
 

20.11.10

LIDERANÇAS E ALTERNÂNCIAS!

As escolhas políticas dependem do carácter das pessoas, umas fortemente apostadas na busca da sua satisfação pessoal, engajando as que são ignorantes e as que vivem para as suas conveniências pessoais.
A ignorância e o egoísmo são pais do fanatismo e do seguidismo, que fervilham nos grupos partidários.
Escolhem sempre de uma forma emotiva e oportunista, porque os raciocínios entregam os "slogans" e as modas, que as lideranças escolhem, para fabricarem as massas de apoiantes!
Tudo parece perfeito para todas as conveniências, a pensarem no momento das vitórias, tocando à reunião das tropas, a caminharem para diferentes lados. A imperfeição das batalhas, por causa das oposições internas e externas, dos que lutam pelos mesmos objectivos de usurpação do Poder, é que destroçam os grupos e geram a insatisfação e desconfiança.
A queda das lideranças começa, accionada por dentro, quando estas ferem interesses egoístas individuais das tropas, que não recebem a recompensa pelo seguidismo, ou que perdem regalias concedidas ou prometidas, ou accionada por fora, quando chocam com princípios de justiça, ou quando concedem argumentos políticos aos pretendentes ao trono!
Os chamados "boys" do regime fazem e desfazem lideranças, por traição sucessiva. Andam sempre de porta em porta, à procura de quem possam controlar e obrigar a satisfazer interesses. Procuram modelos de diferença e imagem de excelência, apesar de termos tido lideranças iguais às massas de apoiantes caciquistas, que têm gerado a chamada alternância de Poder dos dois maiores Partidos siameses da política portuguesa!
Conseguem iludir uns e aliciar outros, disponíveis para serem corrompidos, com cargos, honrarias e participação nos negócios do orçamento!
Cada Partido catalisa, à vez, menos de 30% dos eleitores, deixando para o seu gémeo menos de 20% dos eleitores. Os contrários radicais (esquerda convicta) ou populistas (direita hipócrita) têm sempre garantidos cerca de15 % dos eleitores!
E, entretanto, os que não gostam do jogo, e que até o odeiam, vão a caminho de serem a maioria dos eleitores e militam no grupo mais expressivo da sociedade, o que é bom. Há cada vez mais gente honesta, justa, humana, democrática e coerente, com enorme consciência social altruísta!
Entretanto, cada um dos Partidos alternantes tem sempre uma base fiel de apoio de 15% dos eleitores. As vitórias, à vez, são garantidas com o aliciamento dos cerca de 15 % de insatisfeitos oportunistas, que se deslocam entre os dois Partidos, em busca de uma ascensão meteórica na política, à procura de melhores promessas de "tachos" na administração pública e na mesa de oferta do bolo orçamental!
Para que mais um ciclo bolorento e viciado de corrupção comece, depauperando as finanças do País!
Resolver este estado de coisas é apelar para a participação cívica do cidadão desinteressado, apostando em novas mentalidades de serviço social, justificativo da missão do Estado, mas garantindo que o Parlamento seja representado por todas as forças cívicas da sociedade e não apenas pelos donos do regime partidário! No fim, a qualidade dos Partidos vai melhorar muito e os princípios, que defendem, serão finalmente praticados e professados!
Começarão a ver A GESTÃO DO PAÍS, COMO A GESTÃO DO GRANDE CONDOMÍNIO NACIONAL, COM A EFECTIVA PARTICIPAÇÃO DOS CONDÓMINOS ACTIVOS!
Por isso as candidaturas dos cidadãos, fora dos Partidos e por isso a razão de sermos sociais e solidários com a justiça social!
A felicidade dos portugueses, no cumprimento do Bem comum, é o que mais importa.

Musica da semana

18.11.10

Prémio Dardos

O amigo João Soares do blog Do Miradouro destinguiu o nosso Democracia em Portugal com o prémio «Dardos». OBRIGADO.
«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras.

Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor á Web».

Como sempre deve-se nomear alguns dos que nós respeitamos/admiramos. E então:






E por hoje chega de dar prémios...

17.11.10

Comes & Bebes

ROLO DE ATUM

6 PESSOAS

INGREDIENTES:
100 g de farinha
100 g de queijo em tirinhas
100 g de margarina
4 dl de leite
4 ovos
2 colheres (sopa) de salsa picada
Sal, pimenta e noz-moscada q.b.
Margarina para untar
Papel vegetal

PARA O RECHEIO:
300 g de atum escorrido
3 tomates
4 colheres (sopa) de maionese
1 colher (sopa) de salsa picada
Sal e pimenta q.b.

PREPARAÇÃO:
Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal e barre-o com margarina. Ligue o forno a 200 graus.

Leve ao lume o leite e deixe-o aquecer bem. Leve ao lume outro tacho com a margarina, deixe-a derreter, junte a farinha, mexa bem, adicione o leite aos poucos e mexendo sempre para não ganhar grumos e deixe cozer durante 4 minutos. Tempere de sal, pimenta e uma pitada de noz-moscada e retire do lume.

Separe as gemas das claras, junte as gemas ao creme e mexa bem. Bata as claras em castelo, junte-as também ao creme, misture delicadamente, deite no tabuleiro e leve ao forno durante 25 minutos. Retire, desenforme para cima de um pano, rejeite o papel, enrole com a ajuda de um pano e deixe arrefecer.

O recheio: Lave os tomates, corte-os ao meio, retire-lhes as pevides, corte-os em cubos, deite-os para uma tigela, junte o atum esmagado, a salsa e a maionese, tempere de sal e pimenta e misture bem.

Desenrole o rolo, espalhe em cima a mistura do atum, enrole de novo e leve ao frio. Depois retire o pano e sirva decorado a gosto.

100% limpo...........100% sem interesse..............dos corruptos!

QUANTO GANHA O GOVERNO POR LITRO DE COMBUSTÍVEL VENDIDO???
67%???
Pois...
video
INTERESSA LIMPAR O PLANETA???

A ELES não interessa!

("BIposta de pescada" do Democracia em Portugal e Via Justa)

Os BOYS andam todos mal da coluna


Madaíl ganha 402 mil/ano 

Gilberto Madaíl recebe como presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) o equivalente a 28 ordenados mínimos (475 €), ou seja, 13 300 euros por mês.No comando da Federação há 14 anos, Gilberto Madaíl recebe ainda uma verba anual de 160 mil euros para despesas de representação. A somar a este valor está uma pensão de reforma de funcionário público (referente aos anos em que foi vereador e deputado da Assembleia da República) no valor de quatro mil euros/mês.Tudo somado, Gilberto Madaíl aufere anualmente um rendimento bruto na ordem dos 402 mil euros, aos quais são deduzidos os descontos consagrados na lei.  

In C.M. 

 

41.100€ indevidamente (fora o tacho) 

Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho. Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês. 

In Público

16.11.10

Le Roi se meurt, seguido de O Cabrão de Boliqueime IV

Imagem do Kaos


Há uma coisa extraordinária em Portugal, que é ter entrado na sua fase verista, no sentido estético que a palavra tinha, no meio operático de finais do séc. XIX. Havia uma gaja, ou um tenor histérico, que passavam horas no chão do palco, a berrar e a chorar que estavam mortos, ou iam morrer, e a coisa nunca mais avançava, até acabar em soluços ou dós de peito horizontais, e o público aplaudia, e gritava "Brava", como a falecida Amélia das Marmitas.

Em Portugal, ninguém aplaude nada, mas assiste-se a uma longa agonia, que parece emocional, mas não é, e eu vou passar a dissecá-la.

Nestas coisas das falências e das bancarrotas, temos de ser pragmáticos, ou há, ou não há, não pode haver um ir havendo, ou um ir adiando, consoante o sabor das conveniência, e é no sabor das conveniências que reside a chave deste misérable miracle.

A primeira é antiga, e vem das últimas Legislativas: um Governo que faz tudo para não governar, e que ensaia tudo para ser derrubado, mas não pode ser derrubado, porque só uma Oposição que estivesse em delírio é que quereria assumir as rédeas de um estado de coisas, começado em 1985, pelo carrasco da Pátria, Aníbal Cavaco Silva, e consumado pelo coveiro do Estado, José Sócrates.

A segunda achava que era mais subtil, mas não é, é uma evidência ao nível das feiras de ciganos do Algarve interior: um saloio estrangeiro (o Reyno dos Algarves era dos Algarves e não o Reyno de Portugal...), vindo das berças, que quer, à viva força, inscrever um segundo mandato, na sequência do miserável mandato em que foi Presidente de uma instituição moribunda, a "República" Portuguesa. Esse homem chama-se Cavaco Silva, e é simultaneamente causa e efeito do presente estado de coisas.

A terceira é ainda mais espantosa, porque se insere num dominó de causalidades que só poderia ser possível num país que abandonou a realidade e está em pleno delírio, que é saber que já não há Governo, e estar à espera da reeleição de um traumatizado neurológico, que só se mantém em pé com as injeções do Dr. Lobo Antunes, para poder dissolver a Assembleia e criar um pântano dentro de outro pântano, porque, quando as pessoas perceberem o que se está a desenhar neste bastidores dignos do "Fontória", o Gajo de Vilar de Maçada voltará, com uma maioria de 20 votos, sobre o Penteadinho das "Doce", e a coisa ainda se deteriorará mais.

Eu sei que isto é extraordinário, e é isso que os Mercados, ou seja lá o que for, diariamente pensam do assunto: ninguém apoiará um país que está embriagado, e que pensa que os outros são parvos: o Mercado Financeiro está-se borrifando para que tenhamos um saloio como Presidente da República, e um aldrabão como Primeiro Ministro, porque os sinais fortes de que queríamos mudar era pôr ambos na rua, e o mais depressa possível. Acontece que o primeiro quer mais cinco anos de decomposição e mumificação, e o segundo está a beneficiar largamente deste trauma salazarista do Manequim da Rua dos Fanqueiros.

As alternativas são piores, com um tal de Alegre a dizer que quer só um mandatozito, para acrescentar uma linha no seu currículo suspeito, e um Passos Coelho a dizer que, mal se apanhasse com as rédeas do Poder na mão, faria, ao extremo, tudo o que Sócrates e a sua corja nunca se atreveram a fazer. Como é evidente, um país massacrado até ao tutano, fugirá para onde lhe morderem menos, o que prova que Coelho está a cometer o maior erro da sua vida, mas isso é problema dele, não meu, que continuo a dar razão à "Velha", à "Bruxa" -- como está nas escutas inválidas (?) do "Face Oculta" -- e que achava que isto estava num estado tal que só lá ia com uma suspensão da Democracia durante seis meses. Dado o estado da coisa, iriam ser longos seis meses, com tribunais marciais, e coisas afins, mas isto sou eu já pôr acrescentos na boca do que Manuela Ferreira Leite nunca disse.

O Chico, do PCP, anda eufórico, e com razão, mas isso é irrelevante, porque décadas de BPNs, de Varas, de Fernandos Gomes, de Ferreiras e Miras Amarais, de Paulos Pedrosos e de toda a gentalha que minou o Estado e a sua credibilidade nos levaram a um estado de vexame mundial, que as televisões e os comentadores, a soldo, bem tentam iludir, mas não vale a pena, porque desta, é mesmo desta, e talvez seja o tempo oportuno, se o ser desta corresponder a uma limpeza desta escumalha, que nos fez perder a face, a carne e, agora, também os ossos.

Para mim, que há muito defendo a criação de um Partido Radical, com um ideário supraideológico, e baseado num pragmatismo do Sensato, e iluminado por um sistema de valores utópicos, só peço que virem rapidamente as páginas, mas não como eles querem: a mais importante é vexar Cavaco nas urnas, já em janeiro; a segunda, ver o que sobra, depois de Cavaco, e tentar perceber se Sócrates, um extraordinário sobrevivente, ainda está dotado de algum sentido para assumir qualquer pós cavaquismo, ou se temos mesmo de ir para um governo de salvação nacional, que, a ser coerente, não deveria incluir nenhuma das tendências políticas que arruinou Portugal, desde que Cavaco surgiu em cena, em 1985. Vão-me dizer que estou louco, e estou, mas o país ainda está pior: só um cego é que não viu que as pretensas negociações em redor de um Orçamento não passaram de ajustes nominais, para ver como se podia fingir que se dava a volta à coisa, sem mexer em nenhum dos privilégios dos boys do Centrão, instalados ao longo de décadas, mais os boys dos arredores, e com o zé povinho a pagar os Mexias, os Zeinais Bavas, os Varas, os Fernandos Gomes e outros suínos da mesma espécie, fingindo-se que o BPN, o banco da maltosa mafiosa, em qualquer outro país do mundo, não passaria de mais um escombro falido, a gangrenar o tecido financeiro do Estado, e que devia ter sido imediatamente fechado, mal colapsou.

Volto a lembrar que as bancarrotas, ou as há, ou são ficção. Se podem ser proteladas, até à reeleição do Vacão de Bolqueime, então, proponho que sejam proteladas sine diae, e deixe de se falar disso. Os melhores países, como a Bélgica, conseguem estar meses sem Governo. Eu ia para uma coisa ainda mais suave e distensora: correr com o Cavaco e com o Governo, e deixar a Assembleia legislar. Podiam nomear um Diretor Geral, para ir aplicando as coisas, e deixar o povinho descansado, porque o que paira no ambiente é que, num dia destes, e não muito longínquo, um destes cabrões, que nos arruinou, ainda apanha com um tiro, ou coisa parecida, nos cornos.

Seria, à sua brutal maneira, estimulante.

(Pentatlo da Bancarrota, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra", e no "The Braganza Mothers")
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