Este blog serve de escape, um anti-stress, um ombro amigo que me faz manter a calma quando vejo o caminho que o nosso país leva... AI O FUTURO DAS MINHAS FILHAS!!!
Enviem novas aldrabices, tachos, cunhas, corrupções, injustiças... para tiago.democracia@gmail.com

30.10.10

SCUTs - Estado vai ter prejuízo porque os corruptos e incompetentes continuam no poleiro

SCUT: portagens vão trazer prejuízo ao Estado


«É absolutamente relevante e quase escandaloso o risco que está a ser transferido para o Estado», diz o ex-juíz do Tribunal de Contas europeu e português, Carlos Moreno.

Enquanto não houve portagens, o Estado pagava uma renda variável aos privados concessionários das SCTU, em função do volume de tráfego. Se houvesse pouco tráfego, o risco e o prejuízo eram do privado.

Mas o Governo, para introduzir as portagens, renegociou os contratos. A renda a pagar aos privados subiu e passou a ser fixa. Assim, o Estado fica com a receita das portagens, mas esse dinheiro não chega para cobrir a nova despesa.

As portagens, aquilo que quem passar nas SCUT vai passar a pagar, «não paga a totalidade, longe disso - 30 a 40 %, da renda que a EP vai pagar às concessionárias», disse o mesmo especialista.

CAMBADA DE INCOMPETENTES!!!
...LADRÕES...
Isto dava despedimento com justa causa por gestão danosa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Musica da semana

Que povo manso este

29.10.10

Os boys da Fundação Cidade de Guimarães

A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que gere a Capital Europeia da Cultura de 2012, vai gastar quase oito milhões de euros em vencimentos até ao final do seu mandato. Só o conselho de administração (CA), presidido por Cristina Azevedo, custa à instituição 600 mil euros por ano.

A presidente do CA, Cristina Azevedo, aufere 14.300 euros mensais, enquanto os dois vogais executivos, Carla Martins e João B. Serra, recebem 12.500 euros por mês. No mesmo órgão tem ainda assento Manuel Alves Monteiro, vogal não executivo, que recebe dois mil euros mensais pelo cargo.

Também os membros do conselho geral, onde têm lugar, entre outros, Adriano Moreira, Eduardo Lourenço e Diogo Freitas do Amaral, recebem 300 euros de senha de presença em cada reunião daquele órgão. O ex-Presidente da República Jorge Sampaio, que preside ao conselho geral aufere 500 euros por reunião.

QUEM  SÃO ESTES MENINOS?

O QUE FIZERAM DE RELEVANTE PARA GANHAREM ESTES TACHOS?

É vergonhoso um país ser enrabado desta forma e aplaudir alegremente! Por muito menos fazem-se revoluções. Cambada de cagões!!!

27.10.10

Diz quem sabe que ELES ROUBAM o país à força toda!!! Estes cabrões hipotecam o futuro dos nossos filhos e netos............ e os deles...... e os dos próximos 50 anos............ FDP!!! ........................100 anos!!!!!!!!!!!!!! .................rrrrrrr

Notícias do dia

O sr. Godinho é amigo do PS - aqui e aqui 

GRANDE AMIGO. Quem dá milhões a ganhar é grande amigo! Mário Lino no negócio, Armando Vara. Todos inocentes!!!



Médicos fumam no Hospital - aqui

Apesar de eu achar mal não haver locais para se fumar nos Hospitais e Escolas (fica bem pior fumar à porta)......... ninguém é culpabilizado. Todos inocentes!!! 

 

Ex-deputado do PS acusado de 19 crimes de corrupção - aqui

É político? É do PS? Todos inocentes!!!

 

Obra na EN13 lança caos - aqui

Estradas de Portugal "obriga" pessoal a usar a CCUT (Com custo para o utilizador - ex-scut). Que má língua! Foi ocasional e coincidência... Todos inocentes!!!

 

Penthouse portuguesa chega hoje às bancas

O primeiro número da edição portuguesa da revista masculina Penthouse chega às bancas esta quarta-feira, prometendo mostrar «outro Portugal, o da vizinha gira do lado», nas palavras do director da publicação, José Mascarenhas.

Aqui está finalmente uma medida acertada para implementar o aumento da cultura portuguesa!

Qual Lusíadas...

Resmas de gajas boas isso sim. Já que o SLB não ganha ao menos arregalam-se os olhinhos.

Claro que nunca ninguém de bem alguma vez desfolhou tal revista. Todos inocentes!!!

Os nossos competentes GNRs

Vejam o vídeo com atenção. Reparem bem na idiotice da BT!!!
Um senhor idoso está a conduzir o carro em contra-mão e o agente, incompetente, nada faz! Vai-se embora e comporta-se como um autêntico incapaz!

Quem agiu bem foi o homem do Seat Ibiza que ajudou a resolver a situação, ainda bem que existem pessoas assim!

Detalhes: Actuação da Polícia de Trânsito num caso em que um senhor idoso entrou em contra-mão na Av. Padre Júlio Fragata em Braga.

Matrícula da carrinha da GNR-BT: 19-CC-23

Mais uma vez se confirma que o que a GNR-BT sabe fazer é esconder-se na berma da estrada, montar o radar e tirar fotografias! 

Prevenção, dizem eles... Enfim...  

Repassem o email e mostrem o comportamento da polícia nas nossas estradas.
video

Só falta agora enviarem uma multa ao gajo do IBIZA por estacionamento proibido!!!

26.10.10

Um povo fantástico, e uma classe política abominável...

Artigo no Pravda sobre Portugal:

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português para fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.

E não é por eles serem portugueses.

Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socio-económicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e Austrália.

Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido social democrata e Partido socialista, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?

Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?

Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.

Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.

E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêem ?
Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs.
Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?

O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foi canalizada para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.

O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controlo e a participarem.

Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores.

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha.
Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%) .

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%)

Concordo com o sacrifício (1%). Um por cento.

Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.

Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.

Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha.

Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável.
 
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru

Concorrência desleal aprovada por José Sócrates afunda TAP favorecendo companhias estrangeiras

As palavras do Sr. Ministro são elucidativas: "a companhia vai receber apoios financeiros..."
Então trata-se de concorrência desleal com os outros operadores, nomeadamente com a TAP a quem o Estado (accionista) está impedido por regulamentação europeia, de capitalizar. 
Não se percebe!!!
Queixam-se os cidadãos menos entendidos que a TAP é um custo para o País, sem que entre um tostão vindo do Orçamento de Estado, desde há vários anos, mas estas empresas podem receber fundos pagos por nós para abrirem bases e novas rotas que a companhia do estado poderia fazer. Então quem é que é um custo para quem?
Mais uma socratinice. E esta, como outras, vamos todos pagá-la.
E querem privatizar a TAP.
Para dar de mamar a mais mamões!!!

O Cabrão de Boliqueime

Imagem do Kaos

Há uma coisa extraordinária que é o PS, ou o placebo no qual o PS se tornou, com o advento de Sócrates, poder ser, e parecer, insubstituível. Convenhamos que nem Maquivel teria uma receita para tal, mas era elementar: tornar um Estado tão próximo do deserto que qualquer alçar da perna, para uma mijadela contra a parede, logo parecesse uma fonte.

Onde mija um Sócrates português, mija um Passos Coelho e mais um Portas e mais uns dois ou três.

Devia haver, a bem da saúde pública, uma campanha de descontaminação, que impedisse que ex ministros, ex secretários de estado, ex gestores e presentes filhos da puta viessem para a televisão, com ar sofrido, compungido, e grave, apregoar receitas para desparasitar a piolheira que espalharam.
Na TVI, sempre inovadora nestas coisas, passa um programa que é abaixo de cão, onde umas gajas ordinárias, à mistura com uns rabetas tatuados, soltam uns lugares comuns elevadíssimos, ao nível da argumentação do Catroga, um dos quais que foi Ministro das Finanças, quando Cavaco vendia o País com deficites elevadíssimos, e desvios de fundos considerados como política de Estado, contra a argumentação do Teixeira dos Santos, um beiçanas, que parece saído do "Rapto da Serralho", mas em versão tragédia de Ésquilo.

Muito sinceramente, e começando pela conclusão, o que eu mais queria é que esses gajos se fodessem todos, e em fogo lento, para sentirem bem a tensão do que fizeram, porque, e nisto divergimos, eu, e mais uns quantos que costumam contra argumentar comigo, que a "Coisa" começou com o Cavaco, enquanto há quem afirme que o grande patriarca era o Soares.  Se calhar temos todos razão, e vou alinhar com eles, embora coloque o Cavaco à frente, ou seja, sempre que saio a terreiro, é para dizer que, muito antes de Sócrates, de Teixeira dos Santos, de Durão Barroso, ou de maleitas afins, há, e continua a haver, um mal maior, que aconteceu à Democracia Portuguesa, e que se chama Aníbal Cavaco Silva. Contra Cavaco, alio-me com o que vocês quiserem, até com a Cinha Jardim, com o Quim Barreiros, ou com a inocência do Carlos Cruz.

O enredo é simples, e muito ao nível do programa da TVI: entreter o pagode, sentando, à mesa, o máximo de figurantes, para fingir que o País inteiro, mais as suas "elites" de sarjeta, se conluiou, para tentar sair da Crise. Acontece que não há Crise nenhuma, o que há são décadas de gestão desastrosa, de uma canalha que, mais Bloco, menos Bloco, Central, transformou o Erário Público numa espécie de cabides para os amigos, com custos crescentes, produtividade ruinosa, e que agora, num enorme espetáculo mediático, nauseante, pouco imaginativo, e insultuoso para as pessoas, que como eu, e os meus leitores, ainda pensam, num espetáculo, dizia eu, de "patriotas", que estão a tentar salvar, a todo o custo, a gravidez de risco da Bancarrota que eles próprios emprenharam.
Podem tentar o que quiserem, porque já lhes tirei a fotigrafia: a melhor coisa que o criminoso pode fazer é vir, depois de consumado o ato, apoiar a mão no ombro da vítima, e vir-lhe propor ajuda e carinho. Eu quero que o carinho dos Silva Lopes, dos Ernânis Lopes, dos Catrogas, dos Cadilhes, do Mira Amaral, do Medina Carreira, e de todos os outros, cujos nomes vocês aqui vão pôr, SE FODA, porque eles não fazem parte da solução, antes foram as formiguinhas contribuintes, pela sua gestão desastrosa, para que o Estado chegasse ao ponto a que chegou, e não há salvação, pela imagem, que me impeça, mal irrompem pelos telejornais, de apontar o dedo, e dizer, imediatamente, "olha, mais um culpado pelo presente estado desta merda!..."

O PS, como comecei por dizer, safa-se sempre, porque entrou naquele olho do ciclone onde as brisas estão todas paradas: o Aníbal já não pode dissolver as Cortes; a Europa lincha-nos, se não dermos um sinal de que estamos realmente arruinados, e o descrédito político tornou-se, pela perversidade, uma barreira -- sol e sombra -- de proteção da tourada. Digamos que, em vez de separação de siameses, a máquina Gobbels do de Vilar de Maçada conseguiu criar um hipergémeo, inoperável, que berra, como um bezerro, e que temos de aturar todas as noites, com vontade de disparar contra a televisão: um "Orçamento", que aposta em exportações, quando, nos últimos anos só conseguimos exportar lixo, do calibre do Ferro Rodrigues, do Durão Barroso, da Carrilha e do Constâncio, é um delírio e uma aberração. 

Fácil era que isto conduzisse a um vandalismo, e rolassem, mas mesmo em tom literal de sangue, algumas cabeças pela rua, embora creia que, neste momento indómito e fatal, nos restem ainda algumas armas de legalidade, para abandalhar a coisa totalmente.

O PSD, cuja avidez de Poder é insaciável, sabe que este seria o momento mais complicado de intervir em cena, já que herdaria um nado morto, com faturas acumuladas e falidas. Beneficiando da situação, o Vigarista de Vilar de Maçada, e a sua Corja, que realmente já não querem governar, e se podem dar ao luxo de esticar a corda, ao ponto de isto se tornar um vomitório, tornaram-nos o Presente num Inferno, e anunciam o Futuro como um infernos dos infernos, talvez com Dona Adelaide a governar, com um Orçamento Jeová, e metas de execução económica e orçamental resumidas numa só linha, muito ao gosto das Testemunhas: "o Fim do Mundo vem aí", e logo acrescentar, muito orgulhosa, e beijando a fotografia do filho, dizendo, " e foi ELE que o trouxe".

Nos bastidores, e é preciso que isto seja dito, há uma lesma, geneticamente ligada a uma bomba de gasolina, que acha que o Palácio de Belém é um asilo, e que é lá que deve acabar os seus distúrbios neurológicos, ao lado da sua Maria, descambada e de pernas em forma de Arco da Rua Augusta, com o pescoço das chitas de costureira a separar-se cada vez mais do pescoço, tal a falha de Santo André, na Califórnia, e um horrível cheiro a ranço, nos grandes lábios.

"De Senectude", de Séneca, mas em versão de santaria do Norte, com as ronhas do Reyno dos Algarves.

O Sr. Aníbal, culpado mor desta choldra, o gajo que vendeu a Agricultura, desmantelou a Metalurgia, transformou a Indústria em guichés rápidos de importação do que os outros produziam, canalizou os Fundos para as mãos de gente reles, como Dias Loureiro, BPNs e porcarias afins, deu cabo das vias férreas, produziu estradas da morte, multiplicou clientelas, ensinou como o Estado se podia transformar num monstro e epigrafe apátrida do latrocínio, esse senhor, na sua miserável decadência física e mental, quer agora apresentar-se como um dom sebastião de teatro de revista, e gerir "silêncios", que é o modo mais sofisticado que encontrou, para manter a boca livre de perdigotos, agora que já não está na moda morfar fatias de bolo rei para os jornalistas.

Dizia eu que há o mau, e o mau do mau. Sempre que me sento, e penso no Zé da "Independente" e no Saloio de Boliqueime, penso sempre que Aníbal é um fracasso de uma era passada, um Dantas do tempo de Salazar, enquanto Sócrates é um palhaço do meu tempo. Invertam, os termos, se bem vos aprouver, mas acabarão por me dar razão.

A leitura moral deste desabafo é simples: a arma da Democracia é o protesto do voto. O protesto mais próximo do  voto, é neste instante, impedir o inevitável: que o desequilibrado neurológico de Boliqueime volte a entrar em Belém, o que me parece quase impossível, excetuado o Português, que nunca teria imaginação para tanto, lhe dar um duche de votos em branco. Hipótese ainda mais perversa, é a que ouço as minhas amigas tias dizerem à boca cheia: vão votar no Chico, do PCP, só para provocar estragos. Se acordar para aí virado, quem sabe se não farei o mesmo, para mandar à merda o Aníbal, o Bêbedo, e o soarista das Enfermeiras...

Quanto ao PSD, restava-lhe, se não estivesse enterrado nisto até ao pescoço, e a tentar escorar um Governo morto, que, se cair, lhe cai em cima, fazer uma coisa que ficava bem, e era Oposição civilizada: deixar para os incompetentes que fizeram este Orçamento o ónus total da sua aprovação. Era simples: quando se passasse à votação, levantavam-se em peso, e abandonavam a sala,  como fazia o Alegre, sempre que a coisa podia prejudicar-lhe a vaidade, deixando os restantes lacraus entregues a si mesmo.

Não custa sonhar. Sonhei, ao longo destas linhas. Amanhã, a realidade trar me á, de novo, ao pesadelo.

(Quinteto, de trompas em surdina, no "Arrebenta-SOL", no "Uma Aventura Sinistra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The braganza Mothers")

25.10.10

Os gastos do Estado português

É por isto que há crise!!!!!!!!
SOMOS TODOS RICOS

Poema de Agradecimento aos Carneiros

Obviamente, este post pretende apenas, numa adaptação simples, aproveitar o excelente texto do anterior, mas invertendo os sentidos. O que também é verdade e explica o estado do país.


Obrigado povo de carneiros.
Obrigado por permitirem e alimentarem o nosso sonho de ganância e de roubo na impunidade, fazendo-nos felizes à custa da vossa desgraça.
Obrigado por viverem sem vergonha, sem dignidade e sem respeito de vós próprios, permitindo-nos, assim fazer igual para convosco.
Obrigado por nos permitirem que os roubemos. Por tudo nos deixarem decidir sem explicações nem o vosso consentimento.
Obrigado por nos permitirem que em nosso proveito lhes tiremos as coisas por que lutaram com orgulho e às quais têm direito.
Obrigado por para nossa tranquilidade e alegria nos permitam de lhes tirarmos os vossos e até o sono.
Obrigado por aceitarem mansamente o cinzentismo, a depressão e o desespero que lhes causamos.
Obrigado pela vossa mediocridade que tudo nos consente.
Obrigado por aquilo que podem e não querem fazer para nos impedir.
Obrigado pela vossa imaturidade política, por tudo o que fingem saber, mas não sabem, nos deixarem à vontade.
Obrigado por no vosso coração saberem esperar em vão.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia mais interessante que o anterior.
Obrigado por nos outorgarem mais do que o lhes podemos tirar.
Obrigado por em troca do que lhes tiramos tudo nos darem.
Obrigado por aceitarem a nossa cobiça, corrupção, indignidade, ganância.
Obrigado por estarem dispostos a pagar qualquer preço pela obtenção da nossa imerecida comodidade e felicidade.
Povo humilde que aceita de bom grado o nosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos facultarem tudo o que nunca deveríamos querer, o que nunca deveríamos fazer, o que nunca deveriam aceitar.
Obrigado por serem os carneiros que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
Para que possamos reconhecer facilmente quem podemos espezinhar.

Adaptado dum texto de   Joaquim Pessoa


Dificilmente este texto poderia ser mais acertado. Porém, não é com lamúrias do estilo que se pode obter algo que, por interesses desonestos enraizados, estabelecidos e reconhecidos, os abusadores se recusam determinadamente aceitar por banirem os seus roubos e a imunidade de que gozam indevidamente.


Outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

23.10.10

Poema à Corja

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

OS DIRECTÓRIOS PARTIDÁRIOS CONHECEM-SE PELAS SUAS PROPOSTAS!

O que aconteceu ao PSD, que queria ser um Partido Popular? O pensamento do actual directório foi expresso na proposta que apresentaram de revisão constitucional. Hoje, temos um Partido, que ainda mantém o nome de social-democrata, mas pensa pela cabeça da minoria privilegiada da elite económica.

Senão, vejamos o que foi proposto! Um pingo de mel, com frascos de fel para a justiça social e democracia. Onde está o humanismo interclassista e a felicidade de todos?


PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:

Retirar da Constituição o desarmamento geral, simultâneo e controlado, bem como a dissolução dos blocos político-militares.

Retirar o respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático.

Incluir em direitos das pessoas colectivas o bom nome, a imagem e a reserva das sedes e da comunicação, como se não fosse um dever das organizações ter bom nome e boa imagem!

Incluir o benefício dos arguidos, pela aplicação da pena mais suave, quando se promulgarem Leis com retroactividade.

Ampliar direitos dos arguidos, pelo direito ao silêncio e à não auto-inculpação.

Interditar o acesso às sedes das pessoas colectivas, por limitação da acção judicial.

Limitar a autorização judicial, nos mandatos à invasão de domicílios e sedes de pessoas colectivas.

Limitar a infiltração informática, para efeitos de investigação criminal.

Limitar o seguimento de pessoas, em investigação criminal.

Retirar a importância do sector público na comunicação social.

Permite ao legislador de ocasião definir o que é motivo de despedimento.

Retira as comissões de trabalhadores e os sindicatos da elaboração dos planos sócio-económicos.

Inclui os incentivos à iniciativa económica privada, como elemento fundamental da política de emprego.

Inclui compensações pela cessação contratual em direitos e garantias especiais, de acordo com a vontade do legislador de ocasião.

Proíbe o confisco de bens privados.

Define introdução de regras especiais de protecção social, consoante os casos.

O SNS deixa de ser tendencialmente gratuito.

Acaba-se com o desenvolvimento da educação sanitária do povo.

Introduz a liberdade de escolha por qualquer tipo de unidade de saúde.

Elimina a criação de sistema público de ensino, sendo apenas obrigação do Estado assegurar, por outros sistemas, a cobertura das necessidades de ensino.

Elimina o direito de participação na gestão democrática da escola, condicionando-a à vontade do legislador.

Elimina o direito à cultura física e foca-se apenas no direito ao desporto.

ORGANIZAÇÃO ECONÓMICA:

Elimina a coexistência do sector público, com privado e com cooperativo e social, na propriedade dos meios de produção.

Elimina o zelo pela eficiência do sector público e prefere o incentivo à actividade empresarial e ao investimento estrangeiro.

Elimina a obrigação de promover a correcção das desigualdades das regiões e prefere o desenvolvimento das relações económicas externas.

Elimina a obrigação de acabar com os latifúndios.

Substitui os instrumentos jurídicos e técnicos de planeamento democrático do desenvolvimento económico, por apoio ao empreendedorismo.

Elimina a cooperação internacional na política de energia, na área da preservação de recursos.

Elimina a obrigação do Estado de apoiar as experiências de auto-gestão.

Introduz a possibilidade de as tributações terem uma contrapartida económica, a definir pelo legislador, como já se faz para os bancos.

Elimina a elaboração do orçamento de harmonia com as prévias grandes opções do plano, sujeitas às obrigações legais e aos contratos, que passam a apresentar-se em conjunto, juntamente com relatórios dos desvios orçamentais.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA:

Reforça as restrições para a elegibilidade, que se mantém nos 35 anos.

Retira que os decretos legislativos tenham âmbito regional, em matérias dos respectivos estatutos.

Retira a exigência mínima da validade do referendo, que ainda só é válido para uma expressão de votantes superior a 50%.

Aumenta mandato presidencial para 6 anos e dilata os seus poderes de agenda de visitas ao exterior, sem depender da decisão da Assembleia.

Acrescenta um só representante da República para as regiões autónomas e introduz Conselho superior da República e entidades administrativas independentes, controladas pelo Presidente.

Elimina o Poder da Assembleia da República, de pronunciar-se sobre matérias de decisão dos órgãos do âmbito da EU, bem como de apreciar a participação portuguesa, no processo de construção europeia.

Retira o Poder da Assembleia da República, de apreciar relatórios de execução dos planos nacionais.

Retira o Poder da Assembleia da República, para eleger representantes na magistratura, no Conselho económico, nas entidades reguladoras, ou outros órgãos constitucionais, com excepção do Conselho superior da República.

Retira competências legislativas da Assembleia da República na organização, disciplina, equipamento e funcionamento da defesa nacional, bem como elimina o Poder legislativo sobre regime dos símbolos nacionais.

Retira a obrigação de maioria absoluta em plenário, para criar regiões administrativas e acrescenta discussão e votação dos estatutos e Lei das finanças regionais das regiões autónomas.

Aumenta o mandato legislativo para 5 anos e retira a obrigação da data de início da sessão legislativa anual.

Acrescenta a limitação dos Poderes dos governos de gestão, não podendo nomear dirigentes públicos ou em organismos controlados e permite a demissão do governo, por dissolução da Assembleia legislativa.

Reforça os Poderes do Supremo tribunal de Justiça, que poderá proferir acordos vinculativos para os tribunais judiciais, em termos dos recursos de jurisprudência.

Obriga à eleição do Presidente do tribunal de contas, entre os seus pares, que serão nomeados por concurso curricular.

Subjuga todos os juízes ao conselho superior da magistratura, quanto a nomeação e disciplina, pelo que os juízes do supremo estão em regime de exclusividade e com igual estatuto, com Poder de designar, para as funções jurisdicionais internacionais, os membros do Conselho superior da República e magistrados.

Condiciona formalmente as Assembleias regionais, no estabelecimento das matérias do regime autonómico e limita a pronúncia das regiões sobre assuntos comunitários, que não digam respeito à especificidade da região, mas limita o Poder da Assembleia nacional, de produzir alterações e limita a acção legislativa da República sobre a região.

Atribui Poder legislativo e tributário autónomo às regiões, conferindo poder fiscalizador ao representante da República, que verificará o respeito do estatuto regional.

Introduz regiões piloto, transitoriamente para a criação de regiões administrativas.

Acrescenta a criação de entidades privadas, com funções administrativas do Estado.

Condiciona a acção policial nas medidas, conteúdo e duração e confere poderes de controlo e revista a entidades privadas de segurança.

Permite que a defesa nacional acautele agressões externas, projectadas no nosso território, e define melhor a defesa militar da República.

GARANTIA E REVISÃO CONSTITUCIONAL:

O Presidente da República passa a ter Poder de verificação constitucional, das normas legislativas das regiões autónomas e alarga prazo de verificação, partilhado com governo, Representante da República e Assembleia legislativa.

O tribunal constitucional deve pronunciar-se pela legalidade e constitucionalidade das normas regionais, que só podem ser promulgadas, depois de corrigidas as inconformidades e não podem contrariar os estatutos regionais.

Elimina o limite de revisão constitucional, quanto à coexistência do sector público e privado na detenção dos meios de produção e quanto à existência de planos económicos, no âmbito da economia mista (esta intenção anula o projecto de revisão, já que este prevê uma alteração que a presente Constituição não autoriza; era necessário fazer uma revisão intercalar para os limites da Constituição).

Extingue o cargo de governador civil, o conselho do governador civil e as assembleias deliberativas supra-municipais.

REVOGAÇÕES:

Desaparece a definição de sectores de propriedade dos meios de produção e a coexistência dos três sectores.

Desaparece a submissão do investimento privado à Lei disciplinar e à obrigação de assegurar o desenvolvimento do País, a independência nacional e os interesses dos trabalhadores.

Desaparece a expropriação dos meios de produção, bem como o arrendamento ou concessão compulsivos, em caso de abandono.

Impede a participação dos trabalhadores na gestão das unidades de produção públicas.

Desaparecem os objectivos de desenvolvimento económico e social, que visem qualidade de vida do povo, defesa do Ambiente e entrosamento de políticas sociais, económicas, educativas e culturais.

Desaparece elaboração e execução de planos nacionais, de acordo com Leis das grandes opções.

Desaparecem objectivos da política agrícola, bem como a promoção estatal de ordenamento agrário.

Desaparece a eliminação do latifúndio e o redimensionamento do minifúndio, nomeadamente feito pela via dos incentivos, apoios ao associativismo agrícola e do estabelecimento das formas de exploração de terrenos alheios.

Desaparece a participação dos agricultores na política agrícola.

Desaparecem as limitações dos objectivos comerciais, que estabeleciam a protecção dos consumidores e o combate à especulação e concorrência desleal.

Desaparecem as limitações dos objectivos industriais, que visavam apoio às PME e à sua internacionalização e competitividade.

Desaparecem as limitações ao sistema financeiro, que nomeadamente garantiam segurança das poupanças e o desenvolvimento económico-social.

Desaparece a obrigação de o imposto visar a diminuição das desigualdades e de ter em conta a correcção das injustiças sócio-económicas e incidir sobre bens de luxo e rendimentos reais.

Desaparece disciplina de elaboração do orçamento, de prazos, enquadramento legal e relatórios demonstrativos, bem como desaparece fiscalização da execução orçamental pelo tribunal de contas e Assembleia legislativa.

Desaparece a disciplina da ordem do dia das reuniões plenárias da Assembleia da República, bem como a competência para a fixar, bem como desaparece a competência do Presidente da Assembleia para fixar o número de funcionários administrativos para as comissões parlamentares e Assembleia.

Desaparece o representante do governo junto das regiões.

Desaparece a participação das populações na vida administrativa local, nomeadamente com assembleias de moradores, bem como desaparece os direitos e competências reivindicativas dos moradores, nomeadamente de participação em Assembleias de freguesia e por petições.

Desaparece a obrigação de continuar com o processo de incriminação e julgamento de antigos agentes da PIDE/ DGS.

ADITAMENTOS:

Inclui o dever de o Primeiro Ministro efectuar debate na Assembleia, antes de reunir no Conselho europeu, para defender orientações aprovadas no parlamento, bem como inclui o direito de os deputados europeus participarem nas reuniões das comissões parlamentares, que tratem de assuntos europeus.

Inclui a possibilidade de criar órgãos administrativos, fora da tutela do governo.

Inclui a definição de Conselho superior da República, com competências de nomeação para órgãos de cargos públicos de gestão e administração e de estipulação das suas composições.

Também Os Juízes Nos Roubam

Se tivermos em consideração que é um abuso alguns ministros e outros chupistas e parasitas receberem indemnizações ou ajudas de custo indevidas por deslocaram a sua residência durante o tempo da governação ou da legislatura, ainda há muito piores.

Os juízes, mesmo habitando nas suas comarcas de trabalho recebem o mesmo subsídio.

Em todo o lado e como era antes em Portugal, os juízes tinham ordenados nivelados com os oficiais das Forças Armadas. Porque razão ganham agora o dobro ou mais? Que é que os faz merecer mais que os oficiais das FA? Alguém explica esta roubalheira que não acaba aqui? Têm um número enorme e desproporcional de privilégios e mordomias que os seus colegas de outros países não têm e que eles nunca mereceram nem agora merecem.

O mais inacreditável, por inconcebível, é que mesmo depois de reformados continuem a receber os ditos subsídios. Não pagam IRS sobre os subsídios. Literalmente um abuso e um roubo. Todavia, vêm agora os sindicatos destes parasitas incompetentes, arrogante e calões (segundo o Eurostat) reclamar a escaça medida que lhes foi aplicada. Deviam tirar-lhes tudo a que nos outros países não têm direito. Afinal, que são eles mais do que os seus colegas de países democráticos e avançados? E para justificar que esta porcalhotaria não é uma democracia, têm-se por «órgãos de soberania». Ou seja, não aceitam o povo como o único soberano. Isto, por si só, prova que se há outros soberanos que o povo, então não é nem pode ser democracia.

Em Portugal os grandes ladrões não são presos, só os pilha-galinhas ou alguém que roube um pão, como no séc. XIX. Que avanço fizemos?


Outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

Musica da semana

22.10.10

Notícias do dia

Orçamento perdoa autarcas com processos no TC - "O Governo quer limitar a actuação do Tribunal de Contas sobre os actos ilegais dos autarcas. Quem tem processos em curso, é perdoado.
A proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2011, apresentada pelo Governo, inclui uma alteração à lei orgânica do Tribunal de Contas (TC) que tornará praticamente impossível a responsabilização financeira dos autarcas. Na prática, trata-se de um perdão generalizado que atinge todos os presidentes de Câmara, vereadores e presidentes de Junta de Freguesia que tenham, neste momento, processos em curso no TC."

Aterrar héli do INEM no Douro custa cinco mil euros por mês - "O acordo entre o Centro Hospitalar do Porto e a empresa de Mário Ferreira, que explora os circuitos turísticos de helicóptero, estabelece que a unidade de saúde começa a pagar agora cinco mil euros por mês pela utilização do heliporto da marginal do Douro.
Foi também o Centro Hospitalar do Porto que pagou a obra, de cerca de 100 mil euros, para adaptar a plataforma da Douro Azul às necessidades da Emergência Médica. A empreitada consistiu na construção de uma rampa de acesso para as ambulâncias."

Directora processada após revelar corrupção - "Responsável do IPO/Lisboa denunciou suspeitas à volta de um concurso de compra de equipamentos. Acabou com um processo disciplinar. MP está a investigar o caso.
Em causa está uma triangulação entre o IPO/Lisboa e duas empresas, a Medical Consult e a Varian, a fornecedora do equipamento."


POIS É...............Portugal continua a saque!!!



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