29.5.10

António José... seguras, o quê???...


Imagem do Kaos

A Realidade tornou-se elementar, coisa que não acontecia desde os Epicuristas: basta ao preguiçoso estar sentado, no seu sofá, e ir riscando os dias do calendário do Final dos Tempos.
Ontem, ou anteontem, ou transantontem, enfim, isso é irrelevante para este discurso, houve uma procissão de corruptos do Largo do Rato, suponho que por causa da Romaria do Beato Garrafão de Águeda, em que uma das azémolas disse que "no PS havia muitas sensibilidades". Sou mau em contas, mas posso enumerar algumas: os Pedófilos, que mandam em metade mais um terço de tudo; os Ladrões de Gravadores, que são uma subespécie em vias de expansão; os Ladrões, "tout court", que são tranversais ao Partido e vizinhanças; os das Fundações; os Analfabetos, detentores de diplomas da "Moderna", da "Independente" e da "Lusófona"; os do Futebol Clube do Porto; os Traficantes de Droga; os Traficantes de Armas; os do Futebol; os do "Aventalinho"; os da Opus; os que são ao mesmo tempo do "Aventalinho" e da Opus; os do Clã Constâncio; os do Clã Soares, Pai, Filho e Espírito Santo; os pseudo ex-PSD; os renegados do PCP; os Paneleiros; as Fufas, Lesbian-esfregona, que passeiam os grandes lábios em Classe Executiva; os "Chefes"; os "Patrões" de Mozambique; os traficantes de diamantes de Angola; os defensores das Causas Naturais; os Mentirosos Compulsivos; os Berardistas; os Mega na Peida; os Monhés, que se dividem entre os que se Bavam e os ainda não se Bavam; os Coelhistas; os proprietários dos terrenos da Ota; os proprietários dos terrenos de Alcochete; as Abortadeiras; as Unidas de Facto; as Separadas de Facto; as Anãs; os "Hammerskins-light"; as Beatas; os Papistas; os Servidores de Serviço e os Filhos da Puta generalizados, e os piores de todos: os que pensam que as categorias atrás são invenção minha. Deve-me ter faltado algum, mas vocês preenchem, tipo palavras cruzadas.
Pois estavam todos reunidos, para saber se entregavam o cadáver de Manuel Alegre, já esta semana, à Servilusa, ou se esperavam mais uns meses, para ele ser encontrado, já cadáver, num contentor, ou numa urna, à porta mais próxima da Servilusa.
Entretanto, o "Expresso", que ainda pensa que está na fase de fabricar "Realidades" e "Avatares" deu o mote: era a solução inglesa, que diz que um partido pode fazer merda durante anos, mas, de repente, salta a rolha, a rolha diz que nunca fez parte da garrafa, e põem outra rolha na garrafa, para a garrafa ir a votos, como se não tivesse nada a ver com a piela anterior.
O processo é lindíssimo, e rola em Albion. Em Portugal, é mais um epifenómeno da estrumeira, e consistia em dizer que a responsabilidade do Desastre Português era um cavalheiro, José Sócrates, que percebe tanto de Engenharia quanto eu, o culpado, e tudo o resto eram inocentes, de maneira que se arranjava alguém ainda "virgem", o que é dificílimo, hoje em dia, e se o punha a substituir o Vigarista de Vilar de Maçada, à frente de um Partido recauchutado.
Nada disto é ingénuo, e prende-se com uma fatalidade factual que é a seguinte: no momento em que o PS for afastado, a bem, a mal, pela Lei, pelo pontapé, pela palmadinha nas costas, ou pela violência, da área do Poder, estará afastado dela durante, pelo menos, uma geração. Ora, uma geração é muito tempo, sobretudo, se pensarmos na avançada idade de Dona Adelaide Monteiro e nos "off-shores" de todos os seus meios-irmãos, meios-maridos, meios-primos, meios-sobrinhos, meios-enteados, nos tremeliques de mãos do Coelhone, e na própria abjeção da Câncio, um caso de estudo, para os académicos futuros.
Acontece que, no meu limitado entender, quando me falam de um tal de Seguro, só vejo uma figura repugnante, com aquele olharzito muito tipicamente português, semitriste, as nossas Madonnas dell'Angoscia, sem a parte Madonna, e com uma Angoscia tão falsa como os arrependimentos do criminoso Ratzinger, a fazer o papel do Francisco de Assis generalizado, como se uma nádega, mista de Paulo Pedroso com os olhares fulminantes da Cadela Ciosa do Herón-Castilho, pudesse vir messianizar o deserto em que Portugal, por causa deles, se tornou.

A Direita é mais pragmática, e conserva a noção de Dignidade do Estado, pelo que já percebeu que chegou a altura de afastar do Palácio de Belém um par de Criadas de Dentro, cujas preocupações são meninos-jesuses, chitas, bandeiras de croché, e andar a abrir armários de esfregonas, diante dos Reys de España.
O Sr. Aníbal, como já afirmei há cinco anos, devia ter-se dedicado à criação dos netos, para evitar que esta vertigem dos exegetas da História Recente não acabem, um dia, por fazer dele um dos condóminos de um Tribunal de Nuremberga, à Portuguesa, mas isso é um assunto de quem votou Aníbal, como se Aníbal não fosse, desde sempre, um sinónimo de Cada Dia Pior.

No que ao PS respeita, sou apologista de que deve ser arrancado das suas metástase de Estado, de facto, durante uma geração, ou todo o tempo que for preciso, mas arrancado em todas as suas facetas, incluindo bêbedas Anas Gomes, "Farfalhas" em "Tournée" continental, Garrafões de Águeda, Presidentes da AMI e respectivas enfermeiras, e Supremos Juízes e Conselheiros e Procuradores da República das Bananas, mas num pacote grande, para os quais preconizo a solução polaca, em vez da solução inglesa...

Para que a coisa seja mesmo radical e "ad hominem", coisa que sempre criticaram no meu discurso, mas que lhe é intrínseca, quando olho para Sócrates, vejo um saloio, com uma batata no lugar do nariz, o que traduz origens da Terra Fria, que os fatos Armani bem tentam disfarçar, mas não conseguem. Como diria Armani, ou qualquer agricultor, uma batata é uma batata, uma batata, uma batata, uma batata...
Em contrapartida, quando olho para o Seguro, pressinto uma criatura com duvidosa higiene oral, que, quando finge sorrir, mostra um verde deslavado perto das gengivas, como se tivesse estado a mastigar uma bandeira de croché, da Joana não sei das quantas, mas só na zona relva, e que, quando descalça os sapatos, mostra que as meias não são como dinheiro, em Vespasiano, e podem ter bastante cheiro... Quanto ao resto, tem o corpo todo em forma de rizoma, ao contrário do de Maçada, que é mais modesto, e guardou o rizoma para a ponta da penca.
Quero terminar este texto, dizendo que realmente está na altura de fazerem as malas e irem embora: sou demasiado nefelibata para me apetecer estar a assistir a escandaleiras à Grega, com o Poder a ser aviltado na rua, embora compreenda que, se tiver de ser, que remédio,... será.

(Quarteto de fífias, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

28.5.10

Hoje pior do que ontem..............amanhã..............o fim

  • Preços da luz cairam na UE mas subiram em Portugal - Como somos um país rico comparando com os outros da Europa é normal pagarmos mais! Como é possível esta cambada de ladrões aumentar 4,5% a luz quando no resto da União os preços baixaram 1,5% (média!!!)? LADRÕES!!!! E o Estado tem Golden Share na EDP. Imaginem quando vender como o Pinóquio quer fazer...
  • Parlamento com menos deputados permitiria poupar 15 milhões - "um valor «irrisório», segundo as contas feitas pelo politólogo Manuel Meirinho".... IRRISÓRIO!!!??? Para quem? Para alimentar e cuidar dos pobres (verdadeiros) este dinheiro dava muito jeito. 15.000.000€ é muito dinheiro para muitos. Para a maioria dos portugueses é. Grão a grão enche a galinha o papo! Se contabilizarmos os tachos futuros em Empresas Públicas que pouparemos se estes 50 deputados a menos precisarão... Muitos mais milhões!!! E os maus negócios que farão.... Muitos mais milhões!!!!
Petição para a redução de deputados (+ de 50.000 já assinaram): AQUI

Ricardo Rodrigues, o homem que rouba mas não é ladrão

O colarinho ( branco ) e a canja da ralé
 
Quiseram aplicar a um homem como Ricardo Rodrigues os mesmos princípios éticos que aos outros deputados .Quando alguém mete ao bolso uma coisa que não lhe pertence dizemos que a roubou. Mas há justificações para meter coisas ao bolso. E diferentes nomes para usar nas várias circunstâncias, conforme o estatuto social e político dos autores. Uma senhora bem vestida que meta na carteira um perfume, numa loja elegante, distraiu-se - e um engano toda a gente tem. Uma mulher que o faça num supermercado suburbano comete um furto que a sociedade não pode permitir. E um banqueiro que esconda num offshore os milhões que ganhou por vender títulos tóxicos aos incautos clientes é um pilar da sociedade que contribui para o desenvolvimento económico. Esta é a base da sociedade e querer subvertê-la é fomentar o caos e a anarquia. E o sistema judicial existe para garantir a sua subsistência.
 
Quando um deputado rouba alguma coisa também não se trata exactamente de roubo-roubo, como se fosse um maltrapilho qualquer. Pode dizer-se que o deputado se apropriou, tirou ou "roubou" e "furtou", mas entre aspas.
 
Quando o deputado do PS Ricardo Rodrigues roubou dois gravadores a dois jornalistas fê-lo com um hábil golpe de mão, como se nunca tivesse feito outra coisa na vida, mas esclareceu que tinha feito por acção directa , "tomado posse" deles, como teria feito se se tratasse de um cargo oficial. A hierarquia do partido compreendeu aliás o seu gesto e desculpou-o, pois foi provocado pela "violência psicológica insuportável" a que foi submetido pelos jornalistas que o entrevistavam. E todos vimos como os jornalistas da Sábado tiveram a crueldade de o torturar com perguntas sobre temas incómodos, como se não soubessem com quem estavam a falar.
 
Seria conveniente que não se esquecesse que o deputado é membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, além da Comissão para o Acompanhamento da Corrupção e outras coisas mais.
 
Ricardo Rodrigues não roubou os gravadores para os vender na Feira da Ladra e sacar vinte euros para comprar umas ganzas. Isso seria escandaloso. Fê-lo apenas para ver se impedia a publicação de uma entrevista que abordava temas que não lhe convinham. Tratou-se de um pequeníssimo atropelo à liberdade de imprensa e de informação, mas do mais puro colarinho branco. Não é furto, mas apenas um acto irreflectido, compreensível, já esquecido. E o seu passado não é para aqui chamado porque não é disso que estamos a falar. Nem o facto de o deputado ter mentido ao Parlamento, à imprensa e ao país sobre o que fez aos gravadores. Querer que um homem como Ricardo Rodrigues obedeça aos mesmos princípios éticos que os outros deputados é uma afronta.  
Francisco Assis disse-o melhor que ninguém: ninguém pode julgar Ricardo Rodrigues. (Anda tão perú ,  parece-me que tem que passar outra vêz por Felgueiras)

Continuamos a ser ROUBADOS!!!

Até compreendo que para o bom funcionamento do país e das empresas tenha que se contratar.
O que não compreendo é porque não é igual na Educação onde se corta tudo. Na Saúde onde continua a haver salários loucos a administradores e não se contratam + médicos e vai-se depois buscar às empresas que os "alugam" a preços ezurbitantes.

Não compreendo como se contrata um assessor a ganhar 4400€ ("Sérgio Vasques, aliás, nomeou uma assessora jurídica por 4088 euros") - DEVE SER BOA...

Não compreendo como este país não se revolta ao ver que os Deputados reduzem o seu salário em 5% mas aumentam a bolsa de despesas em milhões.

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26.5.10

Notícias do dia...

"Há mulheres que acham normal apanharem dos maridos" Diz responsável do Instituto de Medicina Legal - Há muitos Portugueses (burros) que acham normal serem governados por corruptos...

Cem mil apoiam Bruna no Facebook - In C.M. - Esses 100.000 votaram PS? Serão eles a favor da liberdade? Lutariam por Portugal? ....será só por esta coelhinha?

Governo quer vender posições na EDP e na GALP - In Público - Vendem todas as que dão lucro!!! E ficamos com todas as que dão prejuízo (empresas municipais, institutos...). Só falta vender os dedos!!!

23.5.10

PARTICIPAÇÃO!


O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres, com a melhor sorte dos outros.

O povo saiu à rua para ver o Papa e eu não acho mal. As pessoas têm direito a serem amansadas, pela sua fé.

O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu não acho mal. As pessoas têm direito à adoração dos príncipes do futebol.

MAS,...:

"O governo, escolhido pelo povo, impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos, aprofundando a injustiça e não abdicando dos mega investimentos.

O povo não reage. Não sai à rua. Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força, que imprime à manifestação das suas paixões."

Pobreza

"Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta de dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. "
Mas de espírito, antes de mais.

Não sai à rua, por causas mais válidas, que afectam o nosso futuro e a vida dos nossos filhos!

20.5.10

O Roubo na TAP
    É Só Mais Um

Trata-se da publicação de um comentário ao post Chamam-lhe Democracia, publicado num blog do autor. As contas, feitas por alto, parecem bastante significantes. De qualquer modo, quem discordar poderá apresentar a sua opinião e nela incluir o seu ponto de vista.


PRIMOS-IRMÃOS

Rogério Barroso [20-04-2010]

Sócrates e Alberto João reuniram-se ontem e anteontem, fizeram salamaleques um ao outro, juraram mútua fidelidade, e também a juraram aos princípios da família, da grande família neo-liberal, a qual, mentindo, vêm afirmando que se chama social-democrata.

Nenhum deles pertence a família que não seja a mesma a que pertencem os dois.

Nenhum deles tem ideias socialistas e ambos praticam a anti-democracia.

Não podem ser sociais-democratas, que o digam aqueles que o são – quanto ao epíteto «socialista», esse nem sequer alguma vez ficou bem ao que é agora primeiro-ministro do Estado de Portugal, e até já passou de moda: que o digam aqueles que, apesar de não saberem o que é, ainda se dizem «socialistas». O resto que se diga é p’ra enganar o Zé!

Tais bandalhos reuniram-se para concluir o que as respectivas máquinas partidárias, instaladas que estão nos órgãos de comunicação social do regime, divulgaram agora: cada português tem de entrar com 70,00 euros para o Estado de Portugal, para que o Estado de Portugal entregue esses euros todos à máquina da Região Autónoma da Madeira, e esta entregue a maior parte para as mais diversas traficâncias do bando do Alberto João, que vai da droga proibida até ao branqueamento de dinheiro e ao mais descarado gamanço.

E não se trata de um empréstimo, como no caso da Grécia, que pode dispor dessa grana dos cidadãos portugueses quando quiser, bastando que o governo do Estado da Grécia informar o seu apetite ao governo de Portugal.

Solidariedade? A puta que os pariu! Onde estão as actividades de solidariedade da família política neo-liberal (que abrange PS, PPD e CDS) para com os 25% de portugueses situados abaixo no nível mínimo de pobreza europeu?

Onde está essa dita solidariedade para com os 45% de portugueses analfabetos segundo as mais recentes normas de literacia europeia? Trata-se de facto consumado sobre os parcos haveres de muitos portugueses que são os mais fracos no processo de extorsão a que o Estado procede, com o voto maioritário dos cidadãos que têm direito a voto e votam, e com o aplauso unânime de quase todos os espoliados.

O administrador-chefe da TAP disse ontem que as cinzas vulcânicas e o excesso de zelo das autoridades nacionais de transportes aéreos estão a fazer com que a TAP perca dois milhões de euros cada dia que passa, enquanto não puder fazer os voos que habitualmente tem programados.

Nós sabemos pela comunicação social do regime (insuspeita nesta matéria) e pelas contas apresentadas, que a TAP vem perdendo, já de antes da erupção vulcânica da Islândia, 100.000,00 euros por dia. Nós sabemos dos números apresentados pela TAP que a TAP paga 75.000,00 euros por dia em salários, valor que já influencia o número anterior.

Nós sabemos que a TAP, segundo os seus divulgados números, poupa, cada dia que os aviões não voam, um milhão de euros em combustível, o que quer dizer que, nestes dias de influência vulcânica, poupou 750.000,00 euros por cada um desses dias. Se a TAP perde habitualmente 100.000,00 euros por dia e, nestes dias vulcânicos, poupou 750.000,00 euros por dia em gasolina, sobram de ganhos 650.000,00 euros por dia.

Se a TAP acusa, ainda assim, um prejuízo diário de 2.000.000,00 euros, não terá a Procuradoria-geral da República curiosidade (como é sua obrigação legal) em saber para onde estarão a ser desviados mais ou menos dois milhões e meio de euros por cada dia vulcânico que passa? Ou contentar-se-á com o dito de que os governos europeus estão a fazer todos os possíveis a favor da segurança dos passageiros?

Tudo gama, minha gente! É fartar, vilanagem!, qu’o Povo nã s’importa!!!



Embora pareça secundário, deve destacar-se a contagem do número de iletrados e de analfabetos no país, inseparáveis do número total de ignorantes. Como no comentário no post que precede este, «A população foi mantida numa ignorância a tal ponto profunda que quem se recordar reconhece ser muito superior àquela que se vivia no tempo do Estado Novo.» Se antes a ignorância estava quase restrita a analfabetos e iletrados, ela cobre hoje a quase totalidade da população, como se verifica. Essa ignorância foi propositadamente imposta à população por políticos para dela se aproveitarem, como se tem constatado, roubando à vontade e parindo leis que lhes permitem fazê-lo impunemente sem que ninguém conteste, o tudo por ignorarem que em democracia tal não é possível existir. Fizeram crer à população que vive em democracia por ela nem saber o que isso é, pois que na realidade se vive num estado totalitário governado pelas famílias mafiosas em que os partidos oligárquicos se transformaram. De salientar que este estado só foi possível de atingir com a estreita colaboração duma classe de biltres mentirosos e desinformadores que é a cambada dos jornaleiros ordinários de hoje.

Diz-se que o 25 de Abril trouxe a democracia e a liberdade. Poderia ter sido, mas é falso porque logo os oportunistas de tudo se apoderaram, roubaram, legislaram para se protegerem e maltrataram o povo como nunca, papagueando que isso era democracia. É factual que essa malta ordinária de políticos e jornaleiros não tinha liberdade antes da Abrilada e que agora tem, mas utilizou-a contra o povo. Assim, quem quer que se recorde e não tenha tido interesses políticos, sabe que o povo em geral tem hoje muito, mas muito menos liberdade do que tinha antes. Francamente, que nos interessa a liberdade de políticos e jornaleiros quando eles a usam invariavelmente para nos tramar a vida, nos fazer miseráveis, ignorantes, pobres e maltratados por serviços de saúde ignóbeis e outros sociais igualmente degradantes? Todos mal concebidos desde o início e de modo a permitir os conhecidos hobbies em que impera uma mixórdia de política com economia e com regalias e privilégios que proíbem a democracia.

Que fazer dum povo que pensa que democracia é fazer tudo o que se quer, pelo que tanto eles como os políticos têm direito a roubar? Que esperar duma mentalidade que acha que quando alguém é roubado a culpa é da vítima que se deixou roubar e não do criminoso que o roubou?

O povo deveria ter tomado o destino nas suas mãos controlando os políticos como democracia significa, mas não o fez. Terá agora capacidade para o fazer com a mentalidade que desenvolveu, ou seria ainda pior nas circunstâncias vigentes?




Outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).

19.5.10

PLANO DE AUSTERIDADE!


Os nossos gestores políticos acordaram entre si um novo plano; cobrar mais a todos e poupar num lado, para poderem continuar a gastar noutro, ao ritmo das vontades dominantes!
Gasta-se para acomodar pessoas das campanhas partidárias, num qualquer departamento municipal, ministerial, ou num instituto ou comissão. Não faltam nomes para todos os gostos. Também se gasta, para pagar aos financiadores das campanhas, não apenas o que doaram, mas também o retorno dos juros elevadíssimos. Muitos são os que se colocam na disposição de financiar Partidos; é melhor do que investir na bolsa, porque não existe risco. Caso os candidatos eleitos não devolvam o rendimento da aplicação do donativo, podem ter a certeza que será accionada a campanha difamatória! À falta de uma execução fiscal, aplica-se a execução mediática!
Por tudo isto, governar tem sido sempre segundo o mesmo princípio. A solução deve incrementar sempre mais o problema.
Este governo, e outros, prometeram reduzir o peso do Estado, mas tem aumentado. Queriam diminuir o número de funcionários, mas tem aumentado. Querem diminuir a despesa, mas aumenta. Querem melhorar o nível de vida dos cidadãos, mas tem piorado. Prometeram-nos acabar com a ditadura do Estado, mas usam-na para nos entregarem à ditadura económica, pela via do enfraquecimento do mesmo Estado. Querem um Estado regulador, mas transformam-no em asilo, regulado pela economia.
Ora, se há afectação de recursos, para algum lado transita...; não é difícil encontrá-la, se pensarmos na crescente burocratização, quer da administração pública portuguesa ou europeia, quer dos grupos privados bolsistas, onde os salários de directores, gestores e administradores (guindados ao estatuto de controladores dos escravos, assistidos pelos modernos escrivões - vulgo funcionários dos parlamentos e administrações) disparam a um ritmo alucinante e até absurdo, para não dizer obsceno!
Os que financiam tudo isto, na condição de clientes obrigados, ou de contribuintes punidos, andam aturdidos, fervendo em revolta lenta, à beira de um ataque de nervos!
Basta um líder sanguíneo e o rastilho da revolta popular incendeia, à velocidade explosiva de um barril de TNT.
Foi assim que se extinguiram todas as antigas civilizações, por causa do peso das cúpulas privilegiadas, que acabam por parasitar as bases derreadas!
Mas os lideres das bases têm a virtude de organizar a revolta e evitar o caos, porque a força da acção individual é anarquista, pelo desespero do desenrasque de cada um, em busca da sua sobrevivência! Por isto, assistimos ao crescimento da violência criminosa, em resposta à estupidez, geradora da violência criminosa das decisões políticas!
Precisamos de um estadista, de um democrata, que nunca tivemos, de uma forte consciência social e de uma nova mentalidade; precisamos de acabar com o egoísmo, precisamos de justiça social, precisamos que se acorde a remuneração justa de todos, começando a pagar, apenas em função do esforço energético de cada um e da qualidade do seu desempenho social!
Bastava, aos ultrapassados minoritários, terem acordado o abaixamento do tecto salarial e a subida do salário mínimo. Bastava que evitassem a acumulação de salários e reformas, acabando com as acumulações de cargos. Bastava terem retirado os privilégios de classe e tornado universal qualquer sistema social ou compensatório das profissões. Bastava cortar nas despesas de funcionamento dos departamentos, racionalizando utilizações de conforto e gastos de consumíveis e economato. Bastava substituir progressivamente as viaturas oficiais, por utilitários e deixar de pagar as despesas diplomáticas, que qualquer cidadão trabalhador suporta, apenas com o salário. Bastava serem comedidos nas obras públicas e nos materiais incorporados. Bastava deixarem de viver luxuosamente, num País de pobres! Bastava terem sido mais amigos do cidadão, que lhes paga tudo, ao qual falta apenas a união e concertação de acções reivindicativas, para terem o direito constitucional de estipular o salário dos seus servidores públicos e o direito de moverem acções, contra a prevaricação dos gestores que contratam, em cada acto eleitoral!
Afinal, como se organizavam as cidades, onde os representantes da Lei e da administração eram nomeados ou depostos pelos cidadãos, em actos sumários, pois que pagavam, dos seus bolsos, aos representantes daqueles trabalhos?
A única coisa que mudou, é que os funcionários públicos tornaram-se em patrões dos seus patrões(?)!

PEDIDO DE AJUDA

Recebi um apelo.
Em 15/02/2009 coloquei aqui no blog um post sobre o Bicarbonato de Sódio e a possível cura do Cancro através do seu uso nos tratamentos.
Recebi hoje um email com um pedido de esclarecimento que passo a transcrever:

Boa tarde,

Ao fazer uma pesquisa na internet encontrei uma notícia divulgada por si sobre o uso do bicarbonato de sódio para tratamento do cancro.

Retive o testemunho de uma senhora sobre o uso do bicabornato de sódio que transcrevo
"lucia.vargas disse...
bem eu tinha um cancro no nariz a 15 anos, estava cada dia crecendo mais ja estava por operar ,mas depois que soube do bicabornato de sodio comecei a uzar ,e em um mes fiquei curada . hoje ja saio pra rua sem pressisar me esconder por vergonha da ferida enorme que tinha ,graças ao bicabornato em um mes estou levando uma vida normal .vou agradecer por toda minha vida por ter visto este site ...
8:42 PM
lucia.vargas disse...
gente por favor acreditem eu estava perdendo meu nariz ia ficar um mostro porque os médicos irão retirar metade do nariz e parte do meu rosto. hoje so esta ficando o sinal como se fosse uma vacina. isso e uma maravilha."

Queria muito trocar impressões com esta senhora, por motivos de saúde, tentei encontrar o contacto dela, não encontrei nada, mas vi o seu contacto daí ter tomado a liberdade de lhe estar a escrever, será que há forma de obter o endereço dela?

Desde já muito obrigada pela atenção que me puder dispensar, com os melhores cumprimentos

M. T. B.

Como sou leigo nesta matéria e apenas divulguei porque sei que há muitos interesses obscuros na medicina e é bom ter esperança...
Ajudem com mais informação se a tiverem!!!

EDP Renováveis - dividendos quando?

Recebido de um caro amigo:

"Acabo de lançar pela LULU um opúsculo a desmontar o Manifesto «Energia para Portugal» de um conjunto de personalidades encabeçadas pelo Professor Mira Amaral e que constitui um ataque violento às energias renováveis em que a principal é a eólica.

Como pioneiro que fui da energia eólica com o projecto do primeiro parque eólico naciona no Porto Santo em 1986, vi-me obrigado a responder para pôr os pontos nos is no que à eólica diz respeito.

http://energiaparaportugal.com/

http://horabsurda.org (minha página pessoal)

http://manifesto.horabsurda.org (a resposta isolada em blogue próprio)

O pequeno opúsculo encontra-se disponível aqui:

http://www.lulu.com/product/paperback/o-manifesto-desmontado/11017638

Pela energia eólica!
Contra a sua «subsidiação»!
O problema chama-se EDP!

Se concordarem, peço que divulguem para que uma voz fraca também seja ouvida.

O meu obrigado de antemão!

Abraços"

Percebo pouco de energias renováveis mas parece-me que realmente andamos a pagar os lucros dos outros...

O Manifesto Desmontado

16.5.10

O DÉFICE!


Quando falamos de défice, pensamos logo no resultado, no jusante, no depois, como é hábito na mentalidade portuguesa; porque não temos o hábito de pensar nas causas, no montante, no antes, onde tudo começa. Por isto, decidir sobre o que fazer, nas nossas vidas, numa empresa, ou na condução de um povo, tem sido sempre em resultado das pressões e conveniências imediatas, como um autêntico tiro no escuro, por não se querer saber dos impactos sociais, do que decidimos escolher. Por vezes, sabemos que têm em conta os impactos económicos das grandes decisões políticas de construção; já é alguma coisa, mas ainda muito insuficiente, porque reduz a importância dos decisores políticos à de um qualquer construtor! Sempre disse que os nossos representantes políticos não passam de engajadores de obra, pois que, face ao desastre da governação do pós 25 de Novembro, ainda não perceberam qual a missão do Estado e a razão da sua existência. O Povo instituiu o Estado, como forma de garantir os serviços essenciais à sobrevivência humana de um povo, sem aproveitamento económico! É que se entregarmos o Estado ao interesse dos privados, a nossa sobrevivência fica dependente da nossa capacidade financeira, para satisfazer a ganância do mercado bolsista capitalista, entregue a especuladores, refugiados num qualquer castelo mundial! Neste horizonte, o Estado deixa de ter sentido de existência, a não ser para os que lá trabalhem! Por isso, a mediocridade política actual defende tanto o Estado meramente regulador, como se fosse possível regular a economia, sem Poder económico; a este propósito, veja-se o que aconteceu, quando o Estado quis evitar as remunerações absurdas nas empresas, onde participa! Para já não falar da desregulamentação dos preços, que nos massacram em todos os lados! Os gestores políticos foram humilhados pelos gestores empresariais que nomeiam; e tudo continua sorridente, relegando-se os políticos a meros serventes de interesses. O Povo assiste desanimado e perguntando como chegamos aqui! Bem, primeiro deixamos que alguém decida sobre o nosso futuro, sem que nos pronunciemos; limitamo-nos a passar cheques em branco, votando..., quando votamos! Segundo, permitimos que os governos sejam eleitos e as decisões se tomem por maiorias relativas. O método de eleição não contabiliza a base real de apoio a um Partido. De há muito tempo para cá, um governo torna-se arrogante e ditatorial, por uma base de apoio popular de menos de 25%, por falta de representação parlamentar dos votos brancos e das abstenções. Quer dizer, os politicosinhos minorcas decidem o nosso futuro, com o apoio minoritário do povo português. Por isso buscam tanto o apoio dos grupinhos privilegiados! Ou seja, o povo não lhes dá o apoio, mas os donos da riqueza dão. E por isto, são estes que decidem quanto tempo lá ficam os governos, orquestrando as campanhas mediáticas que entenderem! Em conclusão, existe o défice orçamental, porque existiu o défice democrático, fundado no défice da inteligência e da ignorância. Com estes estamos cada vez mais endividados, em falência técnica, porque o povo ainda não exigiu representar-se no parlamento, pelas suas associações cívicas, na proporção dos votos brancos e das abstenções! Muito por culpa da esperteza dos novos burgueses e do seu superavit de ganância e da nossa tradicional pacatez e passividade popular! Quanto menos proactivos, menos realizados e respeitados pelos dirigentes insensíveis, desumanos e corruptos! Temos o que merecemos! O que é que o povo quer merecer daqui em diante? Quer continuar a escolher as mesmas opções alternativas, ou estão à procura de um sinal de mudança real nos aparelhos partidários dominantes? Vão insistir na velha mentalidade estúpida? Em democracia a escolha compete ao povo, e a escolha faz-se pelo voto, a bem, ou pela força, a mal! Sempre foi assim...

Elogio de Bruna Real, Professora de Música de Mirandela, e estagiária da "Playboy", seguido da Grande Orgia do Sistema de Educação Português, durante a miserável regência de Isabel Alçada



Imagem do KAOS

O António José Seguro hoje está com sorte, porque vai ter o arraial de porrada adiado, à pala da Stôra de Mirandela...

Acontece que eu hoje estou com o cio e venho fazer o Encómio de Bruna Real, professora de para lá detrás do sol posto, que acordou um dia, de manhã, e descobriu em que país é que realmente vivia.
Rezam as crónicas que então se pôs debaixo dos sombreros refletores, e deixou disparar os flashes sobre as tisnadas mamas, e isso saiu tudo impresso, em papel caro, no Mês de Maria, como se de uma nova taveirada se tratasse.

Uma coisa chamada "Torre de Dona Chama", se fosse em Madrid, Barcelona, ou até Sevilha, teria uma lanterna vermelha à porta, uns néons, umas montras de gajas descascadas, e seria o nome ideal para uma Casa de Putas genialmente batizada; sendo outra esta eira... Portugal, decidiram lá dar, imagine-se... aulas.

Como é público, defendo que o melhor da Escola é o que se aprende com o corpo, pelo que, quanto melhor o corpo, melhor deverá ser a lição. Acontece que Bruna Real é um avião, e eu adorava ter música com a pichota a bater-lhe o ritmo entre aqueles timbales morenaços..., pronto, já descarrilei, mas é bem verdade.

O dia a dia das professoras é decadente: saem de camas onde pernoitam com inválidos do Comércio e da Indústria, e vão, como naquela ilustração da vaca, que anda a gerar tanta polémica em redor da "Civilização", atrás de um monótono badalo, que pontua o saltar de aula em aula, diante de plateias de gerações perdidas, que só estão ali à espera do rápido chegar do fim de semana, e da discoteca, e regressam depois a casa, tipo Luísa, sobe que sobe, sobe a calçada, para ainda irem cozinhar massa de qualidade média, e feijão bichado, e alimentarem aquelas bocas tão mal educadas, que estão, como passarinhos, à espera de que a mãe docente regurgite o seu alimento. Isto, repetido durante três períodos, chama-se Ano Letivo, e corresponde sempre à perda de um ano de vida e, pelo menos, a um retrocesso de dois, dado o elevadíssimo nível anticultural, assegurado, por televisões, vídeogames, emplastros ministerais, e  permanentes Finais da Taça que rodeia os... alunos.

Ora a Bruna cansou-se, foi aos classificados, e encontrou "procura-se figurante, com boa aparência e cabeça desinibida, para sessão fotográfica em revista de grande tiragem". Quando chegou lá, percebeu que a queriam entre nua e seminua, e comparada, num lapso infinitesimal, a monotonia das campainhas e o estrelato do papel couché, tirou as mamas para fora e mostrou que um bom corpo vale muitas licenciaturas, o que é verdade, pelo menos, desde Cleópatra VII, Semíramis e Nitócris.

Diz-se que, no momento da nossa passagem para o Além, a Vida é rebobinada numa espécie de anti Manoel de Oliveira, e passa a Imensidão na brevidade de um milésimo de segundo, e a Bruna deverá ter visto a diferença entre aquelas cadeiras de fórmica, todas riscadas de palavrões, as mesas, com cábulas, mal apagadas por auxiliares de educação amblíopes, os tetos furados e cheios de amianto, onde chove, quando chove, e por onde os pardais entram e voam, quando o sol os chama, as paredes escuras, de humidade, o quadro negro, com a ardósia toda partida, no canto de baixo, e um ponteiro manchado a meio, pelas mãos sujas de gerações de totós, que pensaram ensinar alguma coisa naquele espaço. A verdade é que nada se ensina em Portugal, muito menos àqueles desgraçados da terreola, incapazes de aprender um Prelúdio de Rachmaninov, mas, em contrapartida, capazes de meterem o dedo no nariz, enquanto tentavam ver mais qualquer coisinha, sempre que o decote da stôra se arrojava.

A Bruna cansou-se disso, e resolveu fazer como a outra, "relaxa e goza", lançou-se toda para trás, em cima de uns cadeirões "kitsch", a imitarem Luís XVI, mas cromossomaticamente afetados por Jeff Koons, umas cores quentes, a chamarem ao Jugendstil, de Klimt, e, em vez de corpos esquálidos, atirou as medidas redondas para cima dos forros, e disse, sou toda vossa, e a Música passou a ser outra.

Dado o estado de desastre da Educação em Portugal, arruinada por uma neurótica, Lurdes Rodrigues, que apanhava, na "Casa Pia", com baldes gelados, para acordar, de manhã, e a Sorrisos de Camelo, a "Leopoldina" das Aventuras da Educação no País da Cauda da Europa, é bom começar a ver que as professoras se despem, e que ainda há gajas com corpo capaz, a lecionar, e não uma infindável brigada de baixas psiquiátricas, esgotamentos, mal casadas, pergaminhos e osteoporoses, a falarem de Gil Vicente, das crises da Molécula, do múltiplo da Fração e da Educação Sexual, como um rosário de doenças venéreas.

Estou a adorar imaginar com que sorriso de dromedário a sinistra Isabel Alçada irá falar deste caso...

Bruna Real cansou-se, e foi brincar às pastorinhas, tal qual a Maria Antonieta Joana Josefa de Lorena, Arquiduquesa de Áustria, e Rainha de França, mais as suas amigas de "rave", as Princesas de Lamballe e Polignac. Deitou-se nua, no seu Luís XV, e depois espojou-se no Luís XVI, versão cabeleireiro, enquanto atirava o cabelo para trás, e dizia, hoje está quente aqui, não está?...
Pois estava, e, no dia seguinte, ao soar a sineta rouca da Torre de Dona Chama (!) mal ela sabia que os alunos já vinham a arder, cada um com as fotocópias na mão, e os telemóveis carregados de miniaturas e mms daquele maravilhoso Evangelho da Lascívia, a Paixão Segunda Bruna, que vai vender milhões, assim nos ajude o engenho e a arte, e, quando ela berrou, dá-me o telemóvel já, o Antoninho, a jogar blhar de bolso, estendeu-lhe logo o Nokia, muito coçado, e lá estava ela, toda espojada, no canapé, uma Recamier da perna aberta e mama estendida.

Diz-se que a indisciplina é inversamente proporcional à autoridade do professora na aula: em Maio de 2010, Bruna Real inaugurou uma pedagogia avançada, muito para lá da Escola Finlandesa, e das metralhadoras nas salas de aula americanas: ou vocês calam-se, ou eu dispo-me!..., e o ruído na sala dispara então para níveis muito próximos do Eyjafallajokull, quando está de flatulências, ultrapassando as portas da escola, e levando a fechar a própria autarquia, por poluição sonora, próxima do nível da dor e da morte.

Vão perdoar-me a má língua, mas sendo a responsabilidade da contratação da Bruna Real, da Câmara local, fica por saber se ela foi contratada, por se saber que, mais tarde ou mais cedo acabaria nua, ou se começou nua, e foi por isso engajada, porque este país é o maior especialista nesse tipo de assessorias.

A resposta, suponho, também fará parte do Terceiro Segredo de Fátima, se não for já do Quarto..., quarto, cardinal, entenda-se, e não quarto da Bruna.

O evento merece chave de ouro: para lá das fronteiras pedagógicas, ela, que nunca conseguira que os alunos lhe trouxessem, a tempo, o "Frère Jacques" fotocopiado, para poderem desafinar em conjunto, viu-os, mansamente, todos com a revista fotocopiada no bolso, pelo que a coisa pode ir já da Música para o Português, por exemplo, para tanto, bastando que a "teacher" ponha as mamas de fora e anexe a cada mamilo um Canto do Cegueta dos "Lusíadas", e até o "Memorial" entrará melhor, se tiver um púbico no rodapé.
No fundo, esta revolução ultrapassa o "Magalhães" e porá o Sistema de Ensino a funcionar em rede, com as titulares, todas descascadas, a animarem as salas de docência, as diretoras de turma a receberem os pais austeros com as tetas em cima da mesa, e o Albino Almeida, esse carrapato, a babar-se diante dos novos manuais.

Bruna Real pecou por não ter apostado mais alto: o número de Maio da "Playboy" devia ter sido lançado em Fátima, na Procissão do Adeus, quando as mulheres-javali agitam os lencinhos brancos.
Teria sido lindo: o Patriarca da Pedofilia, a arrastar as artroses no seu papamóvel, e ela aparecia, como a Rainha de Sabá, transportada em ombros, numa cadeira neo Zsa Zsa Gabor, por cristianos ronaldos, nus, pelados e nakeds, e a multidão das ratas de sacristia abria-se então, como o Mar Vermelho, perante Moisés, e o Povo Eleito, o que diariamente vive destes encantos e fantasias -- olha, a Stôra de Música, com a rata toda à mostra!... -- conseguia passagem, diante do Santuário, para a margem segura da sua verdadeira essência.

Parabéns, pois, Bruna Real. :-)

Parabéns, Portugueses: sede bem vindos à Realidade :-)

(Afinal o Quarteto era de mamas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

15.5.10

Salazar punha as contas em ordem rápido!!!


COMO ERA NO "ANTIGAMENTE"

A Lei 2105
Artigos de Opinião | 2010-04-06

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.

Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". 
Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? 
Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro
Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros". 
A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei "fascista", em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. 
O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir "interpretações abusivas" permitindo "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma". Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do "fascismo" (Lei 2105) ou do "comunismo" (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. 
Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. 
Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000. 
O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo. 
Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e...de Portugal. 
Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. 
Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar.
Que tristeza!

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA


Agradeço ao meu companheiro de sentimento político, este convite para publicar as minhas ideias e comentários ao estado do País.
O estado nacional confunde-se com a realidade do Estado português, ainda povoado por pessoas, com mentalidade ultrapassada, que nunca aprenderam o que significa a conduta democrática. Aprenderam unicamente o significado do mando do que querem, da disciplina repressiva, da autoridade das ditaduras de grupo, da legislação do interesse das aristocracias nobres (?) e dos grupos económicos, da influência das importâncias da hierarquia, do complexo de superioridade das classes, da sociedade arcaica de senhores e escravos e da subversão da realidade de poderes, comportando-se como donos de tudo, pela via da alimentação da subserviência e ignorância do povo!
Isto tudo porque somos governados por políticos, herdeiros das condutas governativas do anterior regime, mas rendidos à desestatização programada do País! Querem entregar-nos à sorte de sermos governados pela economia, ou seja à mercê do desejo egoísta e ganancioso de alguns grupos autistas, apenas interessados na colecção de recursos, quais crianças obcecadas pelo brinquedo mais perigoso da humanidade, o dinheiro!
O mais perigoso, porque a ele se deve tudo o que de mau existe na nossa sociedade, gerador de conflitos a todos os níveis do relacionamento humano!
A riqueza está quase sempre entregue a autistas, pois não percebem, nas suas diminutas mentes intelectuais, a perda de tempo que produzimos, enquanto o universo avança em segredo, inexoravelmente, conduzindo-nos a um destino que não vislumbram...! Por enquanto vão ouvindo uns louquinhos falar de aquecimento global, que já existiu em eras geológicas antigas, ou vão vendo filmes, se os virem com olhos de ver, da influência da conjugação planetária do sistema solar, lá para 2012, mas que parece não afectar a sua sede de riqueza pessoal, até porque agora até ganharam mais fôlego explorador, com a ajuda dos políticos que disseram que iam tirar-nos da ditadura!
Possivelmente, estão convencidos que a sua súbita voragem de riqueza vai comprar-lhes passaporte para escapar a qualquer hecatombe planetária...! Deviam ter perguntado aos príncipes Maias se a riqueza, ostentada naqueles tempos idos, os salvou da fúria do seu povo escravizado!
Não se enganem, porque quase todo o ser humano, rendido ao dinheiro e às aparências do materialismo, só diz mal da vida quando não tem o mesmo que vê noutros! Logo que alcança a via de conseguir o cume desejado, transfigura-se e acaba por voltar-se contra os que agora protestam deles!
É o normal movimento de ascensão de novas burguesias, no ciclo político dos regimes governativos, quando não se entrega o acto governativo a intelectuais da sensibilidade cósmica e humanista, capazes de se tornarem profetas do futuro evolutivo do Homem espiritual!
Deixamos que simplórios tomem conta do Poder, a troco de meia dúzia de verborreias oratórias e não estipulamos limites, condicionantes e regulações efectivas imediatas do Poder.
O povo pobre ou mal assalariado, que tudo paga, desde os ricos empresários, aos administradores do Estado, com a certeza de que os ricos se fazem com o contributo de mais pobres e que as empresas e o Estado devem tudo aos clientes e contribuintes, não percebe onde reside o verdadeiro Poder. Para existir corrupção, imoralidade, injustiça e pobreza, é preciso compactuar e obedecer!
Para acabar isto tudo basta desobedecer. Primeiro é preciso ter coragem, da que fez todas as mudanças históricas; mas a coragem é coisa pequena, porque os mandantes são até mais fracos que os que trabalham para eles, literalmente, e só contam com a ignorância dos demais, para continuar a levantar a voz!
Apenas até ao dia em que se esquecem de cuidar bem de pessoas, que sabem ter valor, propositadamente não reconhecido pelas melhores linhagens de opressores sociais, que não gostam de vozes dissonantes, ameaçadoras do seu domínio!
Chegou o momento de o povo mostrar, que pode colocar Portugal nos eixos da correcção do trato social, rumo à democracia, que ainda não existe e nunca existiu!
Vamos criar a Aliança Popular, em defesa da Justiça, da Democracia e do Altruísmo solidário, sem partidarismos bacocos, nem feudalismos! Os estatutos estão prontos para discussão em http://associacoes.org/blogs/jade.
Se és sério e queres um Portugal justo, sujeito à fraternidade humanista e ao valor do contributo social solidário, sem lugar para oportunismos individuais nem capitalistas (porque o capitalismo é uma motivação anti-social, por se dedicar a sonegar recursos, pertença de todos, à custa da injustiça da repartição das remunerações, num esquema de autêntica e primitiva competição intra-específica animal, lesiva do interesse comum e do direito de cada indivíduo participante do esforço social), comenta as ideias e adere ao grupo. Pela nossa parte não desistimos de Portugal, não desistimos das promessas de melhores dias, nem da afirmação do intelecto luso, cantado pelos grandes génios do nosso melhor pensamento colectivo!
Queremos materializar o sonho dos verdadeiros portugueses do passado, sempre ultrajados por uma espécie estranha, que habita entre nós, desde a nossa fundação! Ou se tornam justos ou serão julgados e expulsos!

Adeus, Ratzinger



Imagem do KAOS

Deus foi moderno e generoso, com Portugal: não ao fim de sete, mas de quatro, dignou-se puxar o autoclismo, e terminar com o gorgulho, no sifão.
Agora, que a coisa acabou, e posso voltar a respirar, confesso que tinha, pendurado, nesta parede atrás de mim, um cronómetro, que, segundo a segundo, me dizia quanto mais tempo ainda iria durar esta insuportável náusea.

Fez-se o vómito, e a náusea foi-se, mas por cá deixou semente.

Comparável à vinda de Ratzinger a Portugal, só o episódio das Bodas de Canãa, em que, sentada à mesa, quando questionada a Galileia Câncio se mais vinho havia, os servos lhe encolheram os ombros, dizendo que vazias estavam as ânforas.
Cristo era um pragmático, como em tudo, e, para evitar o que milénios depois aconteceu a Maria Antonieta, não se atreveu a dizer aos convivas que papassem brioches, mas foi à medicina homeopática, onde, como toda a gente sabe, basta que haja um cheirinho do princípio ativo, que, mal se misture coma água, reganha toda a sua alma e essência, e fez passar por vinho água de lavar garrafas. A verdade é que foi milagre, e as pielas de Canãa não só satisfizeram a gente reles que por lá andava, e que empochou litros e litros de água, convencidos de que se tratava de Dão Meia Encosta, como passou para a História, como exemplo de como fazer muito, sem quase nada.
Evidentemente, os tempos eram outros, e Ratzinger, que está visivelmente muito mais para lá do que para cá, e que, desacreditado mundialmente, teve de se vir banhar, para renascer, como um leproso, no Ganges do povo mais ignaro da Europa, veio à nossa Canãa para transformar o pouco vinho que ainda havia em água da mais choca, enfim, diretamente engarrafada da Ribeira dos Milagres, em dia em que o Dias Loureiro está de soltura.
Tivémos vários milagres, o primeiro, o do Benfica, que dançou, como um solzinho, a anunciar que o Papa vinha cá; depois, Ratzinger chegou mesmo, sem ter sido necessário desencadear o "Plano B", já com Aura Miguel ajeazada, e de sela no lombo, caso a Islândia se lembrasse de vomitar a sua bancarrota, na forma de cinzas vulcânicas, e fazemos aqui uma pausa de solidariedade, porque o relincho que Aura Miguel soltou, quando soube, que, afinal, não ia ser montada pelo Papa, entre Roma e Lisboa, é memorável, é uma coisa linda, e brevemente disponibilizarei o mp3 que conseguimos gravar: é algo entre aquela gravação mono da Callas, na "Casta Diva", e a gargalhada que a Clara Pinto Correia solta, naquele dia em que foi fazer de hipopótamo ao "Dança Comigo", enfim.
O segundo milagre, mais profundo, foi pôr um país laico, republicano e socialista a preparar merendas para um líder espiritual de uma seita, atualmente duvidosa, e gastar uns centavos, para mostrar que, apesar de pobres, continuávamos servis e honrados. Eu, um romântico, à espera de que o outro, mal pusesse os Pradas em Figo Maduro, fosse algemado, e levado para a Judiciária... não, toda a gente ajoelhou, beijou o chão, e mostrou que era crente, coisa que nos fica bem, e é incomensurável com o tratamento abaixo de cão dado ao Dalai Lama, que, saiba eu, nunca fez autos-de-fé, nunca andou a anatemizar abortos, perseguir bonzos bichas, nem a encavar criancinhas,
ah, sim,
esse foi o Terceiro Milagre, e, eventualmente, o melhor de todos, porque ficou explicado porque é que meia Classe Política, Industrial e Cultural não tinha sido indiciada no "Casa Pia"... não, não era milagre do Tribunal da Relação, mas a Santa com Cara de Saloia que tinha chamado o assunto diretamente a si. Parece que se sentou em cima de uma azinheira,  e, enquanto o solzinho dançava, foi riscando a lista telefónica toda, até só ficar o nome do "Bibi".
"Este fica", disse ela, e assim se fez, e Deus viu que era bom.

Portanto, ficámos a saber que a Pedofilia fazia parte do Terceiro Segredo de Fátima, e, agora, sou eu a lamentar que a visita de Ratzinger tenha sido visita de médico, porque, bem conversada a coisa, e ouvido Vítor Constâncio, também o BPN e o BPP teriam sido encaixados no Terceiro Milagre, e mais a "Independente", a "Moderna", o "Freeport", a Maddie, o "Furacão", o "Apito Dourado" e até, por que não?, o negócio "PT/TVI".

Acho que isto é um pouco Parménides: no fundo, tudo se pode incluir no Terceiro Segredo de Fátima, e devíamos ter aproveitado a boleia, embora os nossos ilustres comentadores devam perceber a mensagem, e juntar às justificações de tudo o que é injustificável, em Portugal, em mais uma categoria, para além das causas naturais e dos milagres da fé, que são agora as coisas devidas aos "franchisings" do Terceiro Segredo.

Como diriam os Brasileiros, bem larga deve ser a buceta do Terceiro Segredo...

O restos são rodapés: Ratzinger, que já não consegue distinguir uma barata de um anjo de Rafael, lá levou umas caixas de doces de ovos e umas fitas do Bonfim, fabricadas em Boleiqueime. Não sei como se diz Boliqueime em Alemão, mas deve ser tão foleiro como em Português, e foi lindo ver aquele Presépio, o Jumento presidencial, a vaquinha corcunda e as crias, em duas gerações de palhinhas, a serem apresentadas ao cota, responsável por 50 anos de divórcio entre a sociedade civil e as aberrações dogmáticas de um bando de jarretas pedófilos e de consciência pesada. Só faltou a estrela e os Reis Magos, mas Don Juan Carlos estava internado, e o Estrela da Amadora recusou-se a vir participar em vergonhosas teatradas.
As pontes foram lindíssimas e houve duas tolerâncias de ponto a suportá-las, com a contrapartida de se deixar cair a terceira travessia do Tejo, e regredirmos ao tempo do "nós cá somos mais modestos", do Maior Português de Sempre, enquanto se aproveitava o Benfica e o Ratzinger para um ensaio geral do que vai ser o atirar de Portugal para condições de vida equivalentes às de meio século atrás.
Pequeníssimo milagre, foi ter-se perdido a tusa de adjetivar e insultar Sócrates: Sócrates parece agora uma vela castanha, meio derretida, daquelas da bruxaria de Fátima, e o mais espantoso, não sei se é milagre, se o solzinho a dançar, cheio de ecstasy, é que está tudo flácido: Sócrates, o Partido, ou a sombra de partido que ainda se encosta nele, e a sombra de uma sombra, que é um outro partido, chamado PSD, que, em dois meses, se converteu na mera muleta da muleta de Sócrates. Passos Coelho, um crente, aprendeu, com Ratzinger, a pedir perdão, e suponho que, doravante, sempre que sejamos estrangulados, a retórica política, falsa e obscena, passará a ser substituída por uma coisa bem mais afetuosa, que é  o Perdão: perdoa-me diminuir-te o salário, perdoa-me continuar a pagar balúrdios ao monhé Zeinal Bava, perdoa-me ter deixado ir Constâncio para o BCE sem ter sido vergastado primeiro, perdoa-me não ires ter Subsídio de Natal em 2010, perdoa-me, enfim... etc...
Portanto, não sei mais o que dizer, mas queria fazer um elogio à Igreja Portuguesa, visivelmente cismática, e ao nosso Cardeal Patriarca, que teve a ombridade de votar contra a eleição de Ratzinger, e que continua a amparar, na sombra, o enorme desastre social, iniciado pelo Pai do Monstro, Cavaco Silva, e vivido agora, pelo Monstro do Filho, Sócrates, e deixar, ainda, dois mimos: o primeiro, para o Camarada Saldanha Sanches, a quem dediquei o minuto de silêncio em que vocês têm estado de boca fechada, a ler os horrores que eu escrevi atrás; o segundo, para o meu poetrastro preferido, um carrapato chamado Manuel Alegre, a única coisa que ainda insiste em andar em bicos de pés, num pântano onde já só se vêem olhos e pontas de cabeças, como no Inferno de Dante. Parece que a criatura, o grande democrata, o generoso, o livre pensador, o regenerador da Coisa Podre, quer iniciar a sua desgraçada descida ao Hades, com um processou generalizado (!): odiou que se tivesse lançado, na Net, o boato (?) de que se punha, com a sua voz avinhada da Rádio Argel, a revelar, aos terroristas escarumbas, onde estavam as tropas portuguesas. Na altura, li a história e achei divertida. Achei que, mesmo falsa, até se enquadrava bem no percurso de um medíocre, que chamou ao criminoso internacional, José Eduardo dos Santos, Presidente dos sem pernas e com minas, o "Afonso Henriques Angolano".
É pena não existir Deus, porque devia ter-te caído imediatamente um raio em cima, ó meu pobre rimador de rimas feitas, mas não te preocupes, porque estás bem a jeito, e muito a tempo.
Contas feitas, talvez até faças, também, parte do Terceiro Segredo de Fátima...
Keep it cool, baby :-)

(Quarteto pagão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

11.5.10

Mais um tacho para um BOY

Ex-governante ganha 14 mil euros na ERSE

O ex-secretário de Estado da Administração Interna e da Agricultura no primeiro Governo de José Sócrates vai ganhar um salário mensal bruto de 14 198 euros como vogal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos – ERSE. Com a nomeação de Ascenso Simões para este cargo pelo Executivo na passada quinta-feira, este é o segundo socialista próximo de Sócrates a ser colocado num organismo regulador desde Novembro de 2009.
Ascenso Simões era membro do secretariado nacional do PS. O salário de cada vogal da ERSE corresponde, segundo esta entidade reguladora, "a 85 por cento do vencimento do presidente da ERSE, sendo actualmente de 14 198 euros". Já o líder da ERSE, Vítor Santos, secretário de Estado no tempo de António Guterres, ganha 16 704 euros por mês. Em Novembro de 2009, Filipe Baptista, então chefe de gabinete de Sócrates, foi nomeado vogal da ANACOM, com salário de 14 198 euros.
In C.M.

9.5.10

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