11.10.10

A culpa é da Função Pública. CLARO QUE É!!! Acabem com eles...

os cortes salariais na FP, a cobrança fiscal aos funcionários públicos diminui, fazendo diminuir a receita fiscal que é apurada com os descontos dos seus salários; E mais: Porque estando na penúria, a função pública diminui o seu consumo, reduzindo desta forma as receitas das empresas privadas do sector retalhista o que arrasta para a recessão toda a economia portuguesa.
Conclusão: Afinal, a economia PRECISA dos funcionários públicos e serve-se deles para ao longo de anos apresentar INDICADORES favoráveis que tanto jeito fizeram para a economia do país . Aí está algo que o dr Camilo Lourenço não nos diz quando difunde a sua doutrinação neoliberal.

Aliás, a seita neoliberal que tem espaço televisivo exclusivo e previlegiado, desde há anos - que conta com o reforço das suas teses com o apoio do dr Passos Coelho, parece ter ganho novo folego na lavagem cerebral que está a fazer aos portugueses.

Esquecem-se que a SIC e a TVI, nessa lavagem cerebral pró-neoliberal, só têm um objectivo estratégico : Privatizar a RTP, ( gerida ruinosamente ao longo de anos pelos mais diversos boys do PS e PSD), para assim multiplicarem os seus lucros! Nada mais do que isso!!!

Esquecem-se que se o mercado funcionasse cegamente - como dizem pretender - o BPI e o BPP já não existiriam e de Portugal restaria muito pouco que se pudesse considerar português.

É que todos os países da UE têm "sectores estratégicos" públicos... !

Pergunta: De quem é a responsabilidade dos níveis de produtividade que se registam no sector público?
Resposta: Dos seus decisores, responsáveis e mandantes e não dos seus trabalhadores.
Que culpa têm os trabalhadores dos péssimos exemplos exemplos que vêm dos gestores que ninguém responsabiliza?
Que culpa têm os trabalhadores quando os seus dirigentes não os enquadram e organizam para a melhoria da produtividade, quando não promovem a necessária formação profissional e uma avaliação e correta justa ?

Que culpa têm os trabalhadores quando os seus responsáveis não melhoram os seus processos e métodos de trabalho e não equipam devidamente os seus serviços?

(Acusarem-se os trabalhadores de serem responsáveis pelos níveis de produtividade das suas empresas, seria como num avião acusarem-se o imediato e as hospedeiras do bordo por esse voo se ter atrasado, ter sido lento e se ter enganado na sua rota!!!!)

Pergunta: Qual é o grupo social que menos foge aos impostos e é mais constante no seu pagamento?
Resposta: Os funcionários públicos.

Pergunta: Quem mantêm a funcionar a infinidade de serviços que compõem o ESTADO SOCIAL, (como as escolas públicas, os hospitais, e centros de saúde, os serviços de apoio social ) e outros como as prisões, os tribunais e polícias, a defesa nacional e as finanças públicas? ( Muitas vezes em condições deploráveis de equipamento e instalações...)
Respostas: Os funcionários públicos.

Pergunta: Quando é preciso aguentar os níveis de procura da aquisição de bens e serviços privados ou quando é preciso " puxar pela economia ", não deixando cair os bons níveis de negócio das redes de hipermercados PRIVADOS, com quem é que o país vai contando?
Resposta: Com o exército de funcionários públicos, cujos salários são pagos com regularidade. (Neste caso a regularidade dos pagamentos dá jeito à economia.)
 
Através dos salários da função pública, tem sido possível ao estado controlar a variável consumo da nossa economia... fornecendo-lhe por esta via, sinais e estímulos de que tantas vezes carece!!
Pergunta: Quem não tem direito a benefícios vulgares no sector privado como, telemóvel do serviço, pagamentos debaixo da mesa, prémios de produtividade, dividendos e avenças com serviços de saúde privados?
Resposta: Os funcionários públicos.

Pergunta: De quem é a responsabilidade da contratação dos funcionários públicos actualmente em funções ou pelos casos em que se encontram mal geridos e mal organizados ?
Resposta: A responsabilidade é dos responsáveis políticos e administrativos e nunca dos próprios.

Pergunta: Quem tem a responsabilidade de criar as empresas municipais, as fundações públicas, de preservar no estado as empresas públicas DEFICITÁRIAS e de vender ao sector privado todas as empresas públicas viáveis e/ou lucrativas
Resposta: O poder político e não os trabalhadores da função pública.

Assim se explica que as empresas do sector público dêem muitas vezes prejuízo: As que davam bons lucros foram logo privatizadas!!!

No entanto, estão na moda as opiniões que consideram os funcionários públicos quase como criminosos. Ou seja: Os culpados de quase todos os males.

Essas opiniõezecas respondem a essa tendência mesquinha de ter um bode expiatório em quem podemos descarregar o preço da culpa.

Essa tendência mesquinha de descarregar sobre alguém as culpas tem sido usada habilmente pelos poderosos de vários páises, em diferentes épocas.

ABAIXO A ESTIGMATIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA! 

Abaixo os boys!

Responsabilizem-se OS RESPONSÁVEIS!

Eu não compro mais o Expresso enquanto este senhor lá escrever! Vejamos a sua prosa
Crónica de um tal Henrique Raposo no Expresso [a verde] … E a seguir, a competente reposta!!!

Cortar nos salários da função pública

Todos os países a viver uma situação semelhante à nossa já cortaram nos salários da função pública. Nós precisamos de fazer a mesma coisa. Se não o fizermos, o FMI tratará do assunto.
I. Meus amigos, nós estamos a pagar 6% sobre a nossa dívida. Isto é insustentável. A cada hora (repito: a cada hora), o Estado endivida-se em 2.5 milhões de euros. Isto é insustentável. O governo tem de reduzir a despesa pública, e só há uma forma séria de o fazer: cortar nos salários da função pública. Sem um corte na massa salarial dos funcionários do Estado, será impossível controlar a despesa. Impossível. Acabou a festa, meus amigos. Nós não podemos gastar 15% do PIB só em salários do funcionalismo público. Não podemos. 15 cêntimos de cada euro que v. ganha, caro leitor, são destinados aos salários da função pública. Acha isto justo?
II. O drama de Portugal é este: o Estado endivida-se para abastecer os direitos adquiridos do statu quo, e não para fazer reformas-chave. O problema é que esta dívida enorme que estamos a acumular é apenas para gastos de tesouraria. Perante isto, meus amigos, a primeira coisa a fazer é esta: cortar nos insustentáveis salários da função pública. Se o governo não o fizer (e o PSD e CDS deviam apoiar o PS nesse sentido), o FMI tratará disso no dia em que o Estado não arranjar dinheiro para pagar o 13.º mês aos seus santos funcionários. E esse dia está a chegar. 
III. A este respeito, convém reler um artigo de Pedro Maia Gomes (professor na Universidade Carlos III, Madrid), publicado no Expresso de 4 de Setembro. As contas dos privilégios insustentáveis dos funcionários públicos começam assim: "pessoas com características similares recebem mais 16% de salário no sector público". Depois, os salários da função pública sobem sempre, e nunca estão anexados à produtividade. Numa empresa (i.e., na realidade) aumentos acima da produtividade significam a falência. No Estado, esta prática irracional é conhecida pelo eufemismo de "direitos adquiridos". 
IV. Perante esta realidade, uma redução nos salários da função pública seria sempre uma medida justa, no sentido de atenuar a assimetria entre o público e o privado. Ora, na actual conjuntura, um corte na função pública não é só justo: é igualmente necessário. Segundo Pedro Maia Gomes, um corte de 10% na função pública permitiria reduzir 2 mil milhões de euros por ano na despesa (1.4% do PIB). É aqui que devemos cortar, e não nos apoios sociais como o subsídio de desemprego. Mas repare-se no seguinte: José Sócrates já mexeu em todos os subsídios, mas ainda não mexeu onde devia ter mexido: nos salários da função pública.
PS: Convém lembrar que nos paraísos nórdicos os funcionários públicos têm sempre salários mais baixos do que no sector privado. E é o que faz sentido: porque um trabalhador do estado terá sempre mais segurança do que um trabalhador do sector privado. Mas, em Portugal, os nossos santos funcionários públicos têm o melhor dos dois mundos: salários mais altos e segurança à prova de bala.

Uma crónica aqui, um comentário ali, um “estudo”  acolá, um perito conferencia em qualquer lado e, paulatinamente, torna-se uma inevitabilidade “15 cêntimos de cada euro que v. ganha, caro leitor, são destinados aos salários da função pública “  fica-me uma interrogação -quanto pagou ele de impostos?
Não sei, não posso saber, há sigilo fiscal, no entanto o meu salário é público.

Está disponível na internet e em papel no Diário da República. Sobre esse salário também eu paguei os 15 cêntimos por cada euro que realmente ganhei.

Sim, por cada euro que realmente ganhei pois eu não recebo envelopes no final do ano, nem tenho carro da empresa, nem telefone, nem criei uma empresa à qual pertence a minha casa e os meus carros. Não tenho nada, apenas o meu salário que é público, sem sigilo.

Ainda hoje lia no jornal que os gestores da REN são obrigados a entregar declaração de rendimentos mas requereram que ela ficasse sigilosa. Porquê ? Porque é o meu ordenado público e o deles não?
Ah os malditos dos funcionários públicos…

E as parcerias público-privadas que sugam mais dinheiro que um tornado do Arkansas?
E os Magalhães que rapidamente foram encostados?
E as SCUT (lembram-se de João Cravinho, o pai delas e grande “combatente contra a corrupção” que, coitado, lá foi trabalhar para o estrangeiro para um bom tacho) criação deste partido que agora acaba com elas.

E a Liscont dos contentores, e a Lusoponte de Ferreira do Amaral e agora de Jorge Coelho através da Mota Engil dona da AENOR que era presidida (se calhar ainda é) por Luís Parreirão Gonçalves, presidente também de não sei quantas SCUT, que era secretário de Estado do governo de Guterres que…criou as SCUT e concessionou várias?
E os pareceres jurídicos encomendados a sociedades de advogados e pagos a pesos de ouro?
E os 30 milhões de euros pagos à GESCOM do grupo Espírito Santo por intermediação na compra dos submarinos?
E..? E..? E…?
E quem paga isso tudo?

Os 15 cêntimos sobre todo e cada euro que eu, funcionário público de salário público não sigiloso, recebo. E agora querem que ganhe menos para terem mais dinheiro para mais pareceres, mais comissões, mais parcerias da treta.

E a verdade é só uma, querem que eu passe a ganhar menos mas pagar…bom, pagar vou continuar a pagar o mesmo ou mais.
Será que Henrique Raposo está disposto a mostrar em que carro anda, em que casa mora e sobre quanto pagou impostos?
Eu estou,
Quantos deste gurus estão ?

Envia para todos os teus contactos esta crónica de um tal de Henrique Raposo, que é para ver se os funcionários públicos deixam de comprar o Expresso para ver se este otário fica sem o emprego, que bem merece!
Esse senhor diz que 15% dos seus impostos são para pagar os salários dos trabalhadores da função pública?

Mas que grande argumento !!

Então se ele encomendar um serviço de canalizador ou de electricista la na casa dele ( a uma empresa privada, claro) qual a percentagem que paga para remunerar o trabalhador?

Talvez se ele contratar uma empresa das Filipinas ou da Índia, consiga pagar menos para o salário do trabalhador!!


Quem quiser que acredite nesta campanha que há anos está lançada contra os funcionários públicos, eu não compro isso!!

3 comentários:

Anónimo disse...

Ainda bem que deixou a Crónica de um tal Henrique Raposo.
Teve precisamente o efeito contrário.
O que o sr. Henrique Raposo diz, faz todo o sentido.
Não são a razão de todos os males, como faz querer parcecer o sr., õ que se passa em Portugal é uma desilgualdade extrema. Estão tão toldados pelo que vos é oferecido à tantos anos, que já nem conseguem ver.
Porque razão não é harmonizada a legislação laboral?
Uns são filhos e outros enteados?
Os vossos filhos podem andar de aparelho nos dentes, os filhos dos "outros" terão de aguentar e o pai deles talvez tenha de pedir um empréstimo bancário para isso.
E não me venha com histórias, que os funcionários públicos muito descontam para a ADSE e etc, e dizer que o resto das pessoas que façam o mesmo ou subscrevam seguros,pois é muito fácil descontar muito quando se ganha 1000€ ou mais, mas para quem ganha 500€, já não é a mesma coisa.
Vivem com a mania da perseguição, quando o que se exige é um bocadinho de igualdade.
Vão ao dentista e pagam meia dúzia de euros, o "resto" paga 40€. Acha Justo?
Alguns funcionários públicos, têm direito a transportes gratuitos, acha justo??? Os restantes trabalhadores tem que pagar a sua deslocação para o trabalho!!! Pior, muitos desses trabalhadores, fazem a requisição dos passes e não usufruiem dos mesmos! Vão de carro para o trabalho.
Antes de disparar, veja para onde aponta, e se calhar é melhor olhar um pouco para os seus.
E acredite, não sou daqueles que diz que os funcionários públicos têm culpa de tudo. Conheço muito bons funcionários públicos, deviam preocupar-se alguns parasitas que têm convosco e que vos dão má imagem.
Acima de tudo, entendam que a população quer é mais igualdade. Não sou estúpido o suficiente para dizer que vocês ganham muito. Infelizmente o resto da população é que ganha muito mal, e para pior a situação, têm muito mais benefícios... saúde, férias, descontos...
Abram os olhos e reconheçam as coisas como elas são!

Paula disse...

Em resposta a isto:
têm muito mais benefícios... saúde, férias, descontos...

Pois eu sou funcionária pública e digo-lhe que, para além de descontar para a CGA /tanto quanto os do sector público), ainda tenho que descontar para a ADSE. Não penso que isto seja uma regalia...pelo contrário! Férias todos os trabalhadores têm, quer em dias ou pagos percentualmente.
Não tenha inveja de quem trabalha mas sim dos ordenados chorudos daqueles que não fazem nada e têm carros, telemóveis e por aí fora!
Ana Paula Horta

Mc Davicine William disse...

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