31.3.09

Portugal, um "Off-shore" da justiça

Domingos Névoa, administrador da Bragaparques que recentemente foi condenado por tentar corromper o vereador da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, foi agora nomeado presidente de uma empresa intermunicipal de tratamento de resíduos sólidos.

Domingos Névoa foi escolhido para presidente de uma empresa intermunicipal que trata de resíduos sólidos de seis autarquias do Baixo Cávado, entre elas a Câmara Municipal de Braga.

A empresa intermunicipal que Domingos Névoa vai agora presidir é composta maioritariamente pela Agere, a empresa municipal que trata da água, efluentes e resíduos, que tem como accionistas a Bragaparques e um consórcio de empresas.

Domingos Névoa é administrador da Bragaparques, sendo nessa função que foi condenado em Fevereiro deste ano por tentativa de corrupção de José Sá Fernandes.

O administrador da Bragaparques pretendia que o verador lisboeta desistisse da acção contra a premuta dos terrenos do Parque Mayer pelos da Feira Popular.

O Tribunal de Lisboa considerou provada a prática de corrupção activa para acto lícito e condenou Domingos Névoa ao pagamento de uma multa de cinco mil euros.

VERGONHA!!!

A NÓS, NINGUÉM NOS CALA!

Foi com estupefacção, mas não com admiração (pois já nada me admira), que recebi, enquanto moderador de um outro blogue (A Voz do Povo), o seguinte comentário de um nosso habitual leitor, dizendo que “o lápis azul da Censura“, lhe havia fechado o seu blogue. E eu recebi este comentário, como já disse sem admiração, mas com estupefacção porque foi muito célere, ou seja, a decisão desde as ameaças à muito sofridas, de anónimos, e de gente da nossa “camorra”, eram diários e várias vezes ao dia, depois de auto intitular defensor do novo movimento “Democracia Directa”, então foi por demais evidente que lhe fechavam a tasca, mas dotados de dois pesos e duas medidas, pois em muitos outros assuntos de estado, não se apressaram os senhores da “Gabardina” a andar da perna e destapar o corrupto do caso “Freeport”, que como é sabido pode prescrever ao fim de cinco anos desde o começo das investigações. Para que se saiba, o desabafo deste amigo “Blogger”, serve de rampa de lançamento para que se saiba, sim, temos Ditadura, e da mais badalhoca e mesquinha como pede para ser conotada. Fica aqui, já o tal desabafo, do amigo:

“O blogue http://portaria-59.blogspot.com/ foi silenciado pela ditadura, para saber mais vá aqui: http://pulseiraeletronica.blogspot.com/, deve ter sido o quinto blogue encerrado em Portugal depois de vários terem ido a tribunal por dizerem as verdades. As eleições estão à porta mas nada faz parar a ditadura na sua ânsia de poder, neste momento desde o seu presidente de câmara municipal até ao deputado pelo seu circulo só pensam quem vai manter o tacho ou arranjar outro, não pensam em si caro eleitor que só tem voz de quatro em quatro anos nas eleições que os vão colocar no poleiro por mais quatro anos. É a pura verdade. Por isso silenciam quem lhes faz frente na tentativa de apagarem casos como Freeport, Portucalle, Portaria 59/2005, etc. É o Portugal que temos porque é isto que se vai apresentar em eleições brevemente, é este tipo de gente que nos governa e quer continuar a governar, desde a sua junta de freguesia até ao presidente da republica, já são milhares os exemplos de abandono do povo, ao denunciar isso mais as ilegalidades que cometem fecharam simplesmente um blogue que lutava pela defesa do Património e da memória de um Povo outrora chamado Portugal. Vivemos agora em Roubugal, ditadura severa onde os ricos não vão para a cadeia, onde o estado dá dinheiro aos bancos e aos ricos, onde se desviam dinheiros destinados ao Património para se fazerem campos de golfe e hipismo, onde pedófilos tardam a ser julgados e onde o Povo tal carneiros vota de quatro em quatro anos sem depois nada poder fazer quando há suspeitas acerca de quem governa. Roubugal não pode continuar assim, é hora de mudar, Democracia Directa é a solução ao alcance de todos!”

Os negritos do texto acima, são meus, e são de realçar também o porquê de lhe terem mandado o Blogue Co Alho, como faz questão de o dizer, é que neste caso, o nosso amigo, conta com a minha total solidariedade, e determinação, Há que fazer uma “Varredela”, nem que seja à “Vassourada” destes corjas, que nos querem impor a sua vontade de nos GAMAR.

A Mim, ninguém me cala, e a ti “Alexix” Também não…
Podem-te fechar o Blogue” abriremos outros 10, 20, 30… 10000000000, os que forem precisos, para correr com esta gentalha.

28.3.09

Vídeo da campanha negra

O vídeo da "Campanha Negra" está aí ao rubro. A TVI mostrou ao País o som de um vídeo onde Charles Smith diz que Sócrates (esse mesmo) "é corrupto"...
Para verem podem ir ao link da TVI:

Ou ao link do Youtube:

Ou vejam aqui (podem desaparecer os outros por magia!!!):

video

Nota ridícula:
Plateia da sala de espectáculos de Lisboa reagiu com indignação (vaia monumental) ao atraso do primeiro-ministro e da Câncio, que adiou meia hora o início da ópera Crioulo.
Devem ter ficado à espera para ver o dito vídeo na TVI e prepararem o comunicado...
LOL


COMEÇOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É o começo da queda dos larápios

Dia Histórico - 28 de Março de 2009
Local - Alcobaça

COMEÇOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A bola de neve está aí...
...agora é só fazer com que cresça!!!

ADERE e luta pela causa.

No seguimento do post Está na hora de mudar Portugal

Mais informações se seguirão em breve.

Petição - Responsabilização dos pais

Se querem um futuro melhor para o País e para os vossos filhos...
...assinem esta petição:

27.3.09

The Magalhães' Generation

Imagem do KAOS
Não, não, de todo, o texto não é meu, é da Leonor, mas retrata brilhantemente um mundo desconhecido da maioria dos Portugueses (Nota: nenhum dos retratados é filho de Emídio Rangel, do "Búfalo da Coca" ou de Albino Almeida. São só filhos do homem comum, por muito que isso custe ao homem comum e não comum)
"[...] Em contexto de sala de aula, os alunos ouvem música, recusam-se a tirar os fones e, muitas vezes, dançam e meneiam-se ao som da "batida sonora". Comem frequentemente e já aconteceu haver bolachas a "voar" entre carteiras. Com frequência, voam também correctores, canetas, bolas de papel, pedaços de borracha, aviões de papel, tudo o que dê para divertir. O barulho é excessivo, e cruza-se com risotas continuadas, que só excepcionalmente permitem que o professor se faça ouvir. A irresponsabilidade é total e estas atitudes "atraem" também a minoria que tenta ouvir alguma coisa. A linguagem é obscena, desbocada e até escatológica. De vez em quando sai um assobio. Alguns alunos usam as calças nas pernas, ficando com as cuecas à mostra. Quando se referem aos professores fazem-no com uma linguagem algo imprópria e desrespeitadora. As conversas da aula (entre eles) são por vezes sobre assuntos desviantes e os interesses são totalmente divergentes dos da escola. Raras vezes há mais do que dois ou três alunos a ouvir o que o professor diz. A maioria passa as coisas do quadro para o caderno, de modo automático, sem interiorizar o que está a escrever, porque está a ouvir música em simultâneo. Frequentemente os professores das salas contíguas batem na parede tal é o barulho por eles provocado e também assistem com frequência aos seus desacatos. Mesmo autorizados a fazer os testes com consulta, os resultados foram fraquíssimos. Quando chamados à responsabilidade, a culpa é dos professores, não ajudam nada, eles é que são vítimas da injustiça. Quando são repreendidos "não fizeram nada"... "estão a ser perseguidos"... "o professor está ali só para os lixar" e portanto "vão ao Conselho [Executivo]".
Desde o meio dia de hoje que, volta não volta, me rio até à lágrimas com este texto fabuloso.
Espero que vos devolva a esperança sobre o futuro de Portugal...
Boa noite.


(Pentágono não sei se para rir se para chorar, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Vende-se sucata

Pais vendem Magalhães no mercado negro!!! Ver aqui...
há há há hé hé hé hi hi hi......................................

Façam uma experiência gira. Vão ao OLX que é um dos maiores sites de classificados gratuitos. Escrevam Magalhães e riam-se...

O Aldrabão do século!

Os estágios que o Pinóquio prometeu! Tanta PROPAGANDA para 12 (sim DOZE!!!) estágios! É o circo montado! E a Comunicação Social Vendida faz a vontade!
Tudo Desmontado no Nós por Cá:
E a Acção foi..............zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Viemos aqui para.....................................zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
ALDRABÃO eu?

26.3.09

Está na hora de mudar Portugal

Fundação do Movimento para a Democracia Directa

É hora! Sem aliviar a luta, é hora da conjurar a construção do futuro! Sem medo do desafio patriótico que aqui se lança.

É hora de libertar a alma, abrir o coração e unir vontades. Ousemos!

É esta a hora, e nenhuma outra tardia, de criar um movimento para a democracia directa. Um movimento de cidadania activa, que congregue cidadãos de diversas origens, cores e áreas políticas, filosóficas, religiosas e culturais, para restabelecer as regras do jogo democrático. Um movimento - que não é um partido - para promover a reforma da democracia representativa e recuperar o poder do povo, usurpado por representantes iníquos.

A situação gravíssima do País, sofrida no descalabro da alta/baixa política, reclama a bravura da intervenção pública. Por isso, é hora de convocar os cidadãos de boa fé e rija fibra, para a renúncia do conforto, o risco da iniciativa e o esforço do serviço humilde da comunidade. Quem sinta, que se junte! Quem sofra, que se erga! Quem queira, que se una! Puxemos para a acção conjunta a alma justa e vigorosa dos cidadãos preocupados!

No próximo sábado, 28-3-2009, pelas 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, vai ser fundado o "Movimento para a Democracia Directa - DD". Se aceita a Declaração de Princípios que abaixo publico, junte-se a nós, venha á reunião de fundação em Alcobaça, divulgue a nossa proposta nos blogues, nos fora e por mail, e traga um amigo também.

"Declaração de Princípios do
Movimento para a Democracia Directa - DD

Tendo em conta a degenerescência irreparável da democracia representativa para uma oligarquia de representantes, só aproximando os cidadãos da escolha e decisão políticas será possível desenvolver continuamente em Portugal os valores da Democracia, do Estado de Direito, da Liberdade e da Dignidade Humana. Assim, os membros concordam com a afirmação e a promoção de um Movimento para a Democracia Directa.

    1. O Movimento para a Democracia Directa defende eleições primárias dentro dos partidos para a escolha dos candidatos a cargos electivos do Estado e autarquias, bem como eleições directas nos partidos para os cargos dirigentes das suas estruturas nacionais, regionais e locais, sempre dentro de regras legais de estrita democraticidade interna dos partidos.

    2. O Movimento para a Democracia Directa pugna pela total clareza do financiamento partidário e eleitoral, fiscalizado por entidade judicial, com sanções penais e de perda de mandato para os casos de incumprimento;

    3. O Movimento para a Democracia Directa defende, como forma de transparência do sistema político, o escrutínio e prestação de contas, mormente através da audição parlamentar obrigatória de todos os escolhidos para cargos governamentais e para cargos dirigentes de nomeação do Governo e da Assembleia da República;

    4. O Movimento para a Democracia Directa considera fundamental a responsabilização pessoal dos eleitos, designadamente a consagração da convocação popular de eleições (recall), a suspensão do mandato de titulares de cargos políticos acusados de crimes de relevo e a supressão da imunidade por factos estranhos ao mandato político;

    5. O Movimento para a Democracia Directa considera indispensável para o bom funcionamento das instituições democráticas a obrigatoriedade de registo dos interesses dos candidatos a cargos políticos, de nomeação política, partidários, magistrados e altos cargos da administração pública (nomeadamente a sua pertença a organizações secretas), além da apresentação obrigatória da declaração de rendimentos e patrimonial, com perda automática de mandato, ou demissão, por incumprimento ou falsas declarações;

    6. Para o Movimento para a Democracia Directa afigura-se necessária à aproximação entre representantes e representados a adopção de um sistema eleitoral misto nas eleições para a Assembleia da República, com circunscrições de eleição uninominal e um círculo eleitoral nacional que garanta uma representação parlamentar de tendências minoritárias;

    7. O Movimento para a Democracia Directa defende uma real separação dos poderes legislativo, executivo e judicial, nomeadamente um verdadeiro auto-governo das magistraturas através de Conselhos Superiores sem representantes de nomeação política;

    8. O Movimento para a Democracia Directa defende a possibilidade de apresentação de candidaturas independentes a todos os órgãos políticos electivos, incluindo a Assembleia da República, facilitando o procedimento de formalização;

    9. Para o Movimento para a Democracia Directa são imprescindíveis a simplificação do direito de iniciativa popular de apresentação de propostas legislativas sobre quaisquer matérias, o direito de queixa constitucional (recurso de amparo) e o aproveitamento de actos eleitorais para consultas populares, numa plena utilização das virtualidades do referendo como meio normal de decisão política, designadamente em matéria de revisão constitucional."

Peço, a quem concordar, que divulgue a fundação do Movimento pelo grupo de contactos e a publique nos respectivos blogues. Quem esteja interessado em aderir, mas não possa vir à reunião de fundação em Alcobaça neste sábado, ou o pretenda fazer posteriormente, escreva para democraciadirecta.portugal@gmail.com.

Claro que lá estarei!

25.3.09

Papás Papões

Aldo Naouri
"Os maus pais são os que acham que as crianças tem direito a tudo"

Já está reformado, mas antes de ter deixado o exercício da pediatra ainda observou os netos de uma das suas primeiras doentes, orgulha-se. Sabe dizer “não tenhas medo” em 48 línguas, tantas quantas as nacionalidades de doentes que recebia no seu consultório, em Paris. Escolheu ser pediatra porque acreditava que não ia lidar com a morte. Enganou-se. Agora dedica-se à escrita de livros. Em Educar os Filhos: Uma Urgência nos Dias Que Correm, publicada pela Livros d´Hoje, defende uma educação sem relações democráticas, onde as crianças são postas no seu lugar, que é o de obedecer sem questionar. Eles não têm direitos, porque não são o centro do mundo. Conservador? “Sim, mas no bom sentido da palavra”, admite.
Defende que os pais são muito permissivos e que devem exercer mais a autoridade. Como é que chegou a essa conclusão?
Quando os bebés vêm ao mundo, passam por um processo muito violento que é o da expulsão do corpo da mãe. Desde o primeiro dia que os pais procuram ajudá-los a adaptar-se e quando o bebé chora, a resposta dos pais é imediata na procura do seu conforto. Os pais acorrem imediatamente e o bebé compreende-o. O que defendo é que o bebé precisa de regras desde cedo, porque se estas não lhe forem ensinadas, ele permanecerá um bebé para o resto da vida.
Não é um cenário exagerado?
Não. A sociedade será constituída por indivíduos que estão centrados sobre si próprios, para os quais as regras e os outros não interessam. O problema da educação é não é só de cada uma das famílias, mas diz respeito directamente a toda a sociedade.
É por isso que defende que uma ordem, dada pelos pais, não deve ser explicada, mas executada?
Os pais e os filhos não estão no mesmo nível geracional, entre o pai e a criança a relação é vertical. Ao educarmos a criança, queremos elevá-la, fazê-la ascender ao nosso nível, ou seja, partimos do bebé para fazermos um adulto. Quando damos uma ordem e a explicamos, a relação vertical torna-se horizontal porque permitimos à criança que possa negociá-la. No entanto, ela precisa de saber que há limites.
Mas se aplicarmos este princípio, não estaremos a criar adultos sem pensamento crítico, que executam ordens sem perceber, nem contestar?
Este é um conceito que deve ser aplicado em qualquer idade: os pais dão a ordem e a criança executa. Claro que a ordem pode ser explicada, mas só depois. Dizer “não” a uma criança é como o parapeito de uma ponte, em cima da qual ela se encontra. Se não houver esse parapeito, a criança cai para o vazio e nenhum pai quer que isso aconteça. O “não” é uma protecção.
Os pais nunca pedem desculpa, nem mesmo quando erram ou são injustos?
Nunca! Os pais nunca pedem desculpa. Devem falar com firmeza e ternura. Nunca temos de nos justificar, nem de dar argumentos à criança. Podemos explicar, mas não justificar. O limite entre ambas é ténue, por isso defendo que na maior parte das vezes nem se explique.
O modo como os pais educam, por vezes, não é em reacção à forma como foram educados? Ou seja, eles tiveram pais rigorosos e autoritários, logo, são mais democráticos?
Justamente, quando os pais se tornam pais, por vezes, recordam que há algum ressentimento em relação aos seus pais e não querem repetir, nem querem que os seus filhos o sintam mais tarde. O que digo a esses pais é que as crianças estão condenadas a amá-los, porque foram eles que as educaram. É inútil entrar no jogo da sedução, esse é que é perigoso. Quando dizemos “não”, estamos a impor limites, estamos a dizer à criança: “O teu percurso é por cima desta ponte e esta tem parapeitos para que não caias à água.” Se os pais disserem “não” com tranquilidade, a criança não vai contestar.
Não haverá uma altura em que a criança quer espreitar por cima do parapeito ou pôr-se em cima dele?
A criança vai querer abanar a ponte, transgredir para ver se a ponte é sólida. Essa transgressão vai ajudá-la. As crianças são extremamente sensíveis aos limites, porque têm medo. A autoridade não é nociva, porque dá-lhes boas indicações sobre como é que devem seguir o seu percurso.
Por isso defende que é preferível educar as crianças de uma forma ditatorial a uma democrática?
Os pais são permissivos porque a ideia da democracia e dos direitos está muito espalhada. Ao criar as crianças de um modo ditatorial e autoritário, estas vão aprender a reprimir. A partir desse momento, compreendem que os outros também existem e, no futuro, serão democratas. Mas, se os criarmos em democracia, como se fossem iguais aos pais, vão crescer centrados sobre si mesmos, vão crescer como fascistas. O que é um fascista? É um indivíduo que pensa que tem todos os direitos.
Os pais têm mais direitos do que os filhos?
Hoje os pais procuram o prazer da criança e devia ser ao contrário. Os pais têm mais direitos, mas também mais deveres. O direito de saber o que é que lhes convém e às crianças e o dever de o impor à criança.
Não é isso a ditadura?
Não! Não é ditadura, mas autoridade. Se os pais continuarem a dar todos os direitos à criança, começam a pedir-lhe autorização para sair à noite, para fazer esta ou aquela compra. Em França, 53 por cento das decisões sobre que produtos comprar são decididas pelas crianças. Alerto para o risco de estarmos a criar tiranos.
Que tipo de adultos estamos a criar?
A mensagem do marketing insiste na importância dos filhos, o que paralisa os pais. A mensagem tem como objectivo aumentar o consumo. E estamos a criar crianças tiranas, autocentradas, perversas, que só pensam nelas.
São crianças que não sabem reagir à frustração? Que efeitos pode a actual crise económica ter sobre elas?
A crise económica é já um resultado de uma educação irresponsável.
Isso significa que as duas gerações anteriores já foram educadas nesse paradigma de que a criança é o centro do mundo?
Sim. As coisas começaram a mudar a partir do momento em que entrámos numa sociedade de abundância. Antes disso, dizíamos: “Não se pode ter tudo.” A partir dos anos de 1955/1960, passámos a dizer: “Temos direito a tudo.” A partir desse momento, começou a crescer a importância do “eu, eu, eu”.
Sempre pensou assim, ou, à medida que foi envelhecendo, foi mudando?
As crianças vão ao meu consultório e não têm problemas. Porquê? Porque trato rapidamente desta dimensão da educação com os pais. Quando estes falam com outros pais, recomendam-me: “Vai falar com Naouri.” E eles vêm. Preciso de duas ou três consultas para resolver os problemas com eles. Porquê? Porque dou este tipo de explicações.
Quais são as principais queixas dos pais?
Falta de disciplina, mau comportamento, desobediência nas horas de comer, tomar banho ou de dormir. Os pais pedem socorro, porque não conseguem reprimir as pulsões das crianças. Seja uma criança de um, três ou sete anos, procedo sempre do mesmo modo. Falo com os pais, escuto o que se passa, agradeço à criança por me ter vindo ver e ter trazido os pais e digo-lhe ainda que me vou ocupar dos pais. Em 80 por cento dos casos, as coisas ficam em ordem.
Como é que os pais sabem que são bons pais?
Os bons pais são os que permitem à criança poder desejar. Os excelentes não existem. Todos os pais têm defeitos, os maus são os que acham que a criança tem direito a tudo.
Qual é a sua opinião sobre as novas famílias, as monoparentais, as homossexuais, as divorciadas que voltam a casar... Podem ou não ser boas educadoras?
Em nome do egoísmo pessoal tomamos decisões que são prejudiciais para as crianças. As crianças filhas de pais divorciados divorciam-se mais rapidamente. As crianças de famílias monoparentais são crianças sós. Quanto aos casais homossexuais, a criança é como que um produto. Temos direito à felicidade, à saúde, a tudo o que queremos e também a uma criança. Isso é desumanizante.
Deviam existir escolas de pais, para estes aprenderem a educar?
Pessoalmente acho que a escola de pais vai ainda paralisá-los mais. Eles recebem demasiadas mensagens, algumas contraditórias e que paralisam. Defendo que os pais devem ser pais, que não tenham medo de o ser e de ter confiança. Se assim agirem, saberão o que fazer.
Disciplinas como Educação para a Cidadania ou Educação Sexual são necessárias?
Tudo é necessário. A função da escola não é educar, a educação deve ser dada nos três primeiros anos de vida, pelos pais. A escola faz isso como paliativo, mas não chega, porque a educação é um problema e responsabilidade dos pais.
Porque é que os pais não são mais firmes? Porque têm medo que os seus filhos os deixem de amar?
As crianças olham para o mundo como os pais o apresentam. A firmeza, quando é usada, vai passar a ser uma dimensão natural do mundo. Por vezes, as coisas não são perfeitas e é preciso gastar mais energia e mais tempo, mas os pais devem manter-se firmes, sem nunca esquecerem a ternura.
No seu livro afirma que as crianças não têm direitos. Porquê?
Explico no livro que quando a França tencionava assinar a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, os especialistas reunidos pelo Governo, entre os quais eu me encontrava, recusaram a sua assinatura porque é um documento que não se adequa ao contexto europeu, porque são só direitos, sem enunciar qualquer dever, o que leva ao laxismo. No entanto, o Governo já a havia assinado.
Mas há crianças europeias que vivem na miséria, são vítimas de abusos e de maus tratos. Não precisam de ter direitos?
São poucas as que vivem essas situações. É importante sublinhar que o direito mais importante a que a criança tem direito é à educação. É curioso verificar que "educar" e "seduzir" são construídas a partir da mesma palavra do latim "ducere", que quer dizer, "puxar para si", "conduzir", o que deu "ducare", "educar". Mas "ducere" parte do radical "dux" que quer dizer "chefe". A ideia de chefe ou do exemplo que dele se destaca. Ora "seducere", é exactamente o contrário, é colocar de parte o exemplo do chefe. Educar implica impor à criança um constrangimento ou uma privação que faça sentido em si. E que não é para ter efeito imediato, mas a longo prazo.
Em consultório, já houve pais que discordaram consigo e deixaram de o consultar?
Há pais que ficam chocados com o que digo. Não posso fazer nada. Pelo meu consultório passaram pessoas de 48 línguas diferentes. Quando vejo alguém pela primeira vez cuja língua materna não é o francês, pergunto como é que na sua língua se diz "não tenhas medo" e transcrevo foneticamente. Sei em chinês, grego... E quando pego na criança digo-lhe "não tenhas medo". À criança digo pouca coisa, trato-a com ternura e ela sente-a. Mas falo sobretudo com os pais. O que é surpreendente é a rapidez com que os pais recuperam as suas capacidades de educadores. Falo com eles e é como se se encontrassem e se sentissem autorizados.
Já foi acusado de ser de extrema-direita?
Sim, por uma imprensa que recusa totalmente a possibilidade de educar. Digo que são pessoas que não sabem nada de educação, que me acusam de fazer muito barulho e de querer impor um modelo e de dar uma ideia de catástrofe. Mas é preciso chamar a atenção para os perigos de uma educação permissiva. Contudo, a maior parte das reacções, as centenas de cartas e de e-mails que recebo são de pais que me agradecem.
E os investigadores e outros autores estão de acordo com as suas ideias?
A maior parte está de acordo. Os psicanalistas que conheço, excepto, dois ou três, dizem que o meu trabalho é excelente e necessário.
Os pediatras devem ser mais do que médicos que fazem diagnósticos?
Antigamente, os pais pediam aos pediatras: Faça tudo para que o nosso filho não morra e que tenha uma boa saúde. Agora, pedem-nos para colaborar com eles na educação. Mas os pediatras não sabem responder e é uma pena.
Não sabem responder porque falta formação nessa área?
Sim, há 60 anos que a pediatra continua a ser ensinada da mesma maneira. Os estudos deviam preparar os pediatras para saber responder a todas as dúvidas educacionais dos pais. Um dos problemas da pediatria é que as palavras “pai” e “mãe” não existem e os médicos só conhecem as palavras “bebé” e “criança”.
Os pediatras deveriam ter mais conhecimentos de psicologia e pedagogia?
Absolutamente. Os pediatras deviam perceber que os pais quando têm problemas com o comportamento dos filhos não querem ir falar com um psicólogo, mas com o médico que acompanha os seus filhos. É preciso mudar. Eu estudei psicanálise, mas também antropologia, sociologia, linguística. Fui-me formando e os meus colegas pedem-me para falar com eles sobre estes temas porque percebem que têm essa dificuldade.

23.3.09

Calabote... o coitado. Benfica... o purificador!!!

Só para chatear alguns amigos........hé hé hé

Fez ontem 50 anos, e já nasceu mais um Calabote:

CSI: Calabote Scene Investigation

Todos nós já ouvimos falar do caso Calabote. Conhecem-se alguns factos, emitem-se algumas opiniões e fazem-se juízos de valor, muitas vezes baseados em pressupostos falsos. Poucas pessoas sabem, com precisão, o que envolveu este caso que resistiu à passagem do tempo e ainda hoje é referido em várias discussões de futebol. É preciso não esquecer que tudo isto aconteceu há 49 anos, daí ser natural que muita informação se tenha perdido no tempo, muitos dados tenham sido alterados e outros mesmo omitidos, de acordo com algumas conveniências.

Este foi apenas um exemplo do que os benfiquistas querem a todo o custo negar. As evidências estão aqui, é só ter a coragem de as assumir. E no meio de tudo o que vão ter a oportunidade de ler, o árbitro era a questão menor. Não inocente, mas efectivamente menor. O Benfica tinha um ascendente sobre os clubes mais pequenos, controlando-os, fazendo o que bem entendesse, tanto a nível de treinadores como de jogadores. Este ascendente estendia-se aos jornalistas, sempre prontos a defender o seu clube de coração e a criar mitos (como ainda hoje se verifica). Há muitos blogues benfiquistas que se têm dedicado a, segundo eles, repôr a verdade (deles), atribuindo a Calabote o estatuto de história quase ficcionada. O que esses textos que abundam na net (e um célebre *.pdf que o Benfica colocou no seu site) não contam é a história “para além” de Calabote. A história que aqui poderão ler, na íntegra.

O título desta rubrica é CSI – Calabote Scene Investigation, aludindo ao nome de Inocêncio Calabote, um árbitro de futebol. Mas o âmbito deste trabalho vai muito para além deste homem. De facto, como já disse antes, a questão do árbitro que esteve no Benfica-CUF de 1959 é apenas um pormenor, como terão oportunidade de constatar. O conjunto de textos que a partir de hoje se publicam no Pobo do Norte resultam de uma leitura atenta de jornais da época. Quem não acreditar no que aqui se escreve, tem onde comprovar.

CSI – Calabote Scene Investigation (I) - Contextualização

Estamos na época de 1958/1959. Na 25ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, o Sporting vence o Benfica por 2-1, deixando o FC Porto à frente da classificação a uma jornada do fim. No entanto, Benfica e Belenenses ainda têm um jogo para disputar entre si. Eis a classificação:

1º FCP – 25 jogos – 39 pts. (78-22)
2º SLB – 24 jogos – 38 pts. (70-18)
3º Belensenses – 24 jogos – 35 pts. (62-25)
4º SCP – 25 jogos – 31 pts. (49-26)

A 19 de Março de 1959, Belenenses e Benfica repetem o jogo que tinha sido anulado por ordem da Federação devido a erros técnicos do árbitro em prejuízo do Belenenses. Na altura do jogo anulado (1 de Fevereiro de 1959), o SLB comandava o campeonato com mais 3 pontos que o Belenenses e mais 4 que o FCP. O Belenenses protestou o jogo. Sendo contrariado pelo Conselho Técnico da Federação, recorreu para o Conselho Juridiscional, que considerou procedente o protesto e anulou o jogo. Recorde-se que a grande rivalidade da época era entre o Benfica e o Belenenses.

Ironia do destino: O Belenenses, que, na altura do primeiro jogo, poderia aspirar seriamente ao título se tivesse ganho (o que não aconteceu, pois ficou 0-0), agora, na repetição, já sabe que nem com a vitória poderá lá chegar, nem sequer melhorar o 3º lugar que ocupa. Quanto ao Benfica, se ganhar este jogo em Belém, pode passar para primeiro lugar, com um ponto de vantagem sobre o FCP, a uma jornada do fim. No entanto, o resultado verificado é... 1-1! E FCP e SLB entram para a última jornada empatados em pontos, mas com o FCP a superiorizar-se no desempate por goal-average geral, com 4 golos de vantagem: mais 7 marcados que o SLB, mas mais 3 sofridos do que a equipa da Luz. Isto porque no confronto directo entre as duas equipas, a questão está igualada, pois nas Antas registou-se um 0-0 e na Luz 1-1... Conclusão: na última jornada o SLB tem de ganhar sempre por mais de 4 golos de diferença em relação aos números da possível vitória do FCP sobre o Torriense.

1º FCP – 25 jogos – 39 pts. (78-22)
2º SLB – 25 jogos – 39 pts. (71-19)

Note-se que o FC Porto foi considerado arredado do título, tendo estado a 5 pontos do Benfica (numa altura em que a vitória vale 2 pontos...). Mudou de treinador durante a competição, e com Bella Gutman chega à última jornada com uma série de 15 jogos consecutivos sem conhecer a derrota.

De Bela Guttman conhece-se a frase "Se a bola não é nossa, marca. Se é nossa, desmarca”, mas não será esta que ficará para a história. É ele que vai levar o FC Porto à vitória no campeonato, depois de ter chegado a meio da época (1958/1959). É húngaro e antes de vir para o FC Porto, treinou em Itália (AC Milan, entre outros) e no Brasil (São Paulo FC). Foi neste país que implementou o seu sistema revolucionário de 4-2-4 que foi adoptado pelo Brasil na primeira vitória num campeonato do mundo (1958, Suécia). Depois do FCP, seguir-se-á a selecção nacional e o Benfica, ao serviço do qual treinará Eusébio e companhia. Será dele, quando sai do Benfica, a tal frase que o imortalizará: "Sem mim, o Benfica nunca mais ganhará uma Taça dos Campeões Europeus". E nunca mais ganhou.

Voltemos à 26ª e última jornada do campeonato naciona de 58/59. O Benfica recebe a CUF (8º lugar e em risco de ir jogar o torneio de mudança de divisão) e o FC Porto vai ao terreno do Torriense (14º lugar e último, em riscos de descer). Portanto, ambos os adversários dos dois grandes têm muito a perder, jogando uma cartada decisiva para a manutenção na 1ª Divisão.

CSI – Calabote Scene Investigation (II) – A arbitragem

1. Penaltis

No jogo Benfica-CUF, Inocêncio Calabote assinala três penaltis a favor do Benfica. Todos os jornais são unânimes em considerar os penaltis como tendo realmente existido, à excepção do primeiro, que origina o 2-0.

O Mundo Desportivo (23/03/59) diz que "...foi à custa de uma grande penalidade inexistente que os lisboetas conseguiram marcar o segundo tento. Cavem foi de facto obstruído (...) e a falta só exigia livre indirecto." E acrescenta: "Talvez por isso o sr. Inocêncio Calabote tenha tido tanto cuidado na apreciação das faltas dos cufistas evidenciando o propósito de, a ter que se enganar, o fizesse em relação à equipa que nada sofresse com a derrota. Assim podem anotar-se-lhe frequentes erros de julgamento, benefícios do infractor e, para culminar, aquele exorbitante "penalty" que deu o segundo golo dos encarnados."

2. Minutos de compensação

Numa altura do nosso futebol em que apenas se pode fazer uma substituição, Calabote dá alguns minutos de compensação. Há jornais que falam em 3 outros em 4. O Presidente da Comissão Central de Árbitros falará, mais tarde, em 5 ou 6 minutos. Note-se que o jogo já começou oito minutos depois da hora marcada, o que leva a que os jogadores do FC Porto fiquem em campo cerca de um quarto de hora depois do seu jogo terminar ouvindo o relato pelos rádios dos adeptos que acompanharam a equipa a Torres Vedras. O entrar em campo propositadamente atrasado é, portanto, um hábito que vem de longe.

O Mundo Desportivo (23/03/59) considera “exagerado (...) o período de três minutos regulamentar para contrabalançar os momentos gastos em propositada demora pelos cufistas". Este jornal fala de três minutos e na crónica do jogo não há referência a qualquer tipo de anti-jogo ou jogo violento da CUF. No Jornal de Notícias, fala-se em 4 minutos de descontos numa “partida que foi jogada a grande velocidade e sem perdas de tempo”. Só A Bola, na voz de Alfredo Farinha, diz que a CUF “queimou muito tempo”. Alfredo Farinha, sim, esse mesmo...

Estes minutos de compensação estarão na base da irradiação do árbitro. No Jornal de Notícias (26/03/59) pode ler-se uma notícia com o título "BENFICA-CUF e o relatório do sr. Inocêncio". O texto é o seguinte: "A Comissão Central de Árbitros decidiu pedir esclarecimentos ao árbitro sr. Inocêncio Calabote sobre certos passos do relatório do jogo Benfica-CUF (...). Naquele seu documento, o sr. Inocêncio teria declarado que o jogo principiou às 15h, terminado a primeira parte às 15:45h. No que respeita à segunda parte, concedeu dois minutos como compensação de tempo perdido, registando o fim do encontro às 16:42.
Atendendo a que o jogo foi minuciosamente relatado pela rádio e seguido com extrema atenção por milhares e milhares de pessoas, estas declarações oficiais do sr. Inocêncio não deixam de reflectir com despudor (para se não ir mais longe...) a todos os títulos lamentável – já pela sujeição voluntária à desconfiança pública, já pelo desprestígio daí decorrente para a função.
E estamos certos de que a CCA, já com obra notabilizada em todos os aspectos da arbitragem (...) não deixará de corrigir esta ofensa à... evidência pública."

O Norte Desportivo (26/03/59) escreve o seguinte título: “Inocêncio Calabote em “maus lençóis”! E acrescenta que “No boletim do jogo SLB-CUF, o árbitro eborense faltou à verdade.” O texto acusa o árbitro de “falsear a verdade num boletim” e revela que “Antes de ser irradiado, esse indivíduo apressou-se em pedir a demissão...”. Mais adiante acrescenta: “Na verdade, o senhor Calabote deu-se ao luxo de redigir o mais falso de todos os boletins de todos os jogos de futebol”, pois, segundo o relatório do árbitro “O jogo principiou às 15h e a 1ª parte terminou às 15:45. A 2ª parte começou às 15:55 e terminou às 16:42 (dei 2 minutos de compensação)”. O Norte Desportivo qualifica este relatório como “...a mais sensacional mentira do ano, com a gravante de ter sido num documento oficial...”. Segundo os dados do jornal, “O jogo SLB-CUF começou às 15:07, isto, 7 minutos depois do das Covas” (nr: Covas era o nome do campo do Torriense, onde jogava o FCP). “O encontro Torriense-FCP terminou às 16:48”. “Se fosse assim, não se teria passado nas Covas o que milhares de pessoas viram, isto é, toda a gente aguardando o termo do embate entre o Benfica e a CUF.”

Nesta mesma edição de o Norte Desportivo, publica-se este curioso texto: “UM RELÓGIO PARA O SR. INOCÊNCIO CALABOTE
Um leitor escreveu-nos a fazer a sugestão que não podemos perfilhar. Pretendia que nas nossas colunas abríssemos uma subscrição para se adquirir um relógio que seria oferecido ao sr. Inocêncio Calabote, de Évora. Dizia o nosso correspondente: “Se o seu relógio se atrasa 5 em 45 minutos, o sr. Calabote corre o risco de chegar ao campo numa 2ª feira para arbitrar um desafio marcado para o domingo anterior” A sugestão tem graça – e não ofende!”

O Norte Desportivo de 9/04 publica o seguinte texto, com muita ironia à mistura:
“O árbitro Calabote respondeu e foi imediatamente suspenso!
Vai ser levantado um inquérito às declarações do juiz eborense que deve ser considerado como o inventor do "relógio-elástico".
Finalmente o sr. Inocêncio Calabote respondeu ao questionário que a Comissão Central de Árbitros lhe enviou, solicitando esclarecimentos sobre a cronometragem do jogo Benfica-CUF, no qual o referido indivíduo interveio como juiz da partida.
O sr. Calabote limitou-se a dar uma resposta ultra-sintéctica, afirmando que no seu relógio eram precisamente 15 horas quando deu o início ao jogo. Isto é, confirmou as declarações que redigiu no boletim. Em face da firme atitude do enérgico árbitro, a Comissão Central que – honra lhe seja feita – pugna pela manutenção do prestígio da causa que orienta, resolveu suspender preventivamente o sr. Inocêncio Calabote até à conclusão de um inquérito a que mandou proceder. A suspensão é admissível, porquanto o regulamento a tal permite.
Assim, para já, o sr. Calabote corre o risco de deixar de apitar, visto que será fácil ao inquiridor colher os elementos indispensáveis para comprometer irremediàvelmente o árbitro.
Não será exagero aifrmar-se que cerca de 500 mil pessoas, pelo menos, tomaram conhecimento da irregularidade da cronometragem no referido jogo. A Imprensa e a Rádio (as excepções confirmam a regra), em coro, apontaram a deficiência. Por conseguinte, não é de crer que um homem só, malèvolamente, fique a coberto de qualquer sanção disciplinar severa.
O sr. Inocêncio Calabote ao reafirmar o que escreveu no boletim fez admitir que inventou um relógio elástico, visto que só concedeu, segundo disse, dois minutos por tempo perdido quando, na verdade, esse prazo atingiu os 5 minutos.”

Sete meses mais tarde, o Mundo Desportivo (12/10/59), numa pequena caixa, num cantinho da página, refere que "O árbitro Inocêncio Calabote, da Comissão Distrital de Évora, foi irradiado após conclusão do respectivo processo disciplinar".

A Bola, do mesmo dia, dá a mesma notícia num cantinho da primeira página e, em 7 de Novembro, publica uma entrevista ao do Dr. Coelho da Fonseca, Presidente da Comissão Central, que justifica a irradiação do árbitro: "O sr. Inocêncio Calabote foi demitido de árbitro por motivos ligados ao prolongamento do jogo Benfica-CUF (...) Como é do conhecimento público, esse jogo principiou cerca de dez minutos depois da hora marcada e teve um prolongamento de cinco ou seis minutos. Tanto o atraso como o prolongamento não constituem, em si mesmos, ínfima matéria de culpa. O erro do sr. Calabote consistiu em pretender convencer-nos, contra as evidêncidas dos factos, de que principiara o encontro às 15h precisas e de que o prolongara por dois minutos apenas. É aqui, nesta atitude escudada e incompreensível, que o antigo árbitro eborense deixa de merecer a confiança do público e da CCA".

Ao Norte Desportivo (15/10/59), o Dr. Coelho da Fonseca diz que Calabote “é (...) um caso de ordem moral. Inocêncio Calabote fez uma coisa em campo, aliás controlada por toda a gente, e escreveu, precisamente, o contrário no boletim de jogo. Isto somado a uns tantos casos já passados com o referido árbitro levou-nos à decisão tomada.”

Agora eu pergunto, por que razão se manteve Calabote fiel à sua versão, se lhe era tão fácil admitir que tinha começado o jogo mais tarde e prolongado o mesmo para além dos limites do razoável? A quem serviria esta teimosia do sr. Calabote? Por quem se sacrificou o sr. Calabote? A resposta está boa de ver...

CSI – Calabote Scene Investigation (III) – Os jogadores

1. Gama e António Manuel

No Estádio da Luz, o guarda-redes da CUF, de nome Gama, foi substituído quando a equipa perdia por 5-1. Os jornais dão conta de que terão sido os próprios jogadores da CUF a pedirem ao treinador que substituísse Gama. De facto, havia algo de errado com aquele guarda-redes.

No Mundo Desportivo (23/03/59) pode ler-se: “Gama, o guardião da turma que a determinada altura foi substituído aparentemente cansado do trabalho aturado que teve de suportar, respondeu-nos quando o interpelámos: "Faz pena, depois de tamanho esforço e tenacidade desenvolvidas verificar que o Benfica não conseguiu o número de golos suficiente para chegar a campeão! E a verdade é que ocasiões não lhe faltaram." Ora, um homem que tinha encaixado 5 golos e via o seu clube ter de disputar um torneio para conseguir a permanência, lamentava o facto de o Benfica não conseguido “o número de golos suficiente para chegar a campeão”. Que pensarão os adeptos benfiquistas donos da moral e da verdade sobre estas declarações?

Uns dias mais tarde, Gama, por se saber alvo de "malévolas insinuações" pediria para ser ouvido pela direcção do clube... O que é certo é que as suas declarações não ajudaram em nada e contribuíram, digo eu, para concluir sobre o ascendente psicológico (para não lhe chamar outra coisa...) que o Benfica tinha sobre os adversários.

José Maria, o guarda-redes substituto, diria: "Os benfiquistas obrigaram-me a trabalho intenso, e confesso que tive de realizar várias defesas em condições difíceis. Quanto ao resultado, considero-o expressivo em demasia, visto que nele interferiu o desacerto da arbitragem." Repare-se na diferença entre as declarações de um e de outro.

Ao Norte Desportivo, o treinador da CUF, Cândido Tavares, declara: “Não posso acreditar no que se diz a respeito de Gama e, embora não seja seu costume falhar tantas jogadas, creio na sua honestidade!” “Simplesmente ele esteve, no domingo, demasiado infeliz.” “Vendo isso, e ainda porque dois dos seus próprios companheiros me solicitaram que alterasse o desempenho posto, mandei-o sair do terreno. Estava muito nervoso, e manifestava sintomas de total desorientação. Todavia daí a aventarem-se torpes insinuações terá de percorrer-se larga distância.” Bem, algo vai mal quando são os próprios colegas a solicitarem a substituição do seu guarda-redes...

2. Torres Vedras

A equipa do FCP no jogo contra o Torreense era composta por Acúrsio; Virgílio, Miguel Arcanjo e Barbosa; Luis Roberto e Monteiro da Costa (cap.); Carlos Duarte, Hernâni, Noé, Teixeira e Perdigão. O presidente do clube era o Dr. Paulo Pombo.

Dias antes do jogo, Monteiro da Costa, capitão do FC Porto, declarava: "Calcule que nesta semana não pudemos realizar um treino de conjunto com todos os nossos jogadores. Faltaram-nos o Hernâni, o Arcanjo e o Barbosa, os três em Lisboa por causa da selecção militar. Eu compreendo os interesses da selecção, mas numa altura destas de campeonato, com um jogo decisivo para a tribuição do título, é, evidentemente, uma dificuldade que nos foi criada". O regime funcionava a favor do clube da capital.

A força psicológica dos jogadores do FC Porto via-se nestas declarações de Pinho: "Para nós o jogo de Torres Vedras inicia-se com 4 golos do Torriense. Ou, começando com 0-4, o FCP tem de ganhar o jogo. Ao ataque – será a palavra de ordem. E se conseguirmos superar aquela margem, seremos campeões."

O Mundo Desportivo refere, na análise ao jogo, a "Dupla tristeza (dos jogadores do Torriense) porque, na maioria, os jogadores além da fuga ao último lugar também desejariam que o campeão se chamasse Benfica..."

A crónica fala de um penalty sobre Carlos Duarte, aos 18 minutos da 2ª parte, cuja "nitidez da falta tornou bizarra a decisão do árbitro, mandando prosseguir o jogo e ignorando a grande penalidade que se impunha assinalar". O Jornal de Notícias também se refere a esse penalti.

Na apreciação ao árbitro Francisco Guiomar, o Mundo Desportivo diz que "...foi muito "caseiro" (aquele penalty negado aos portuenses é inaceitável), contemporizou com a rudeza em excesso por demasiado tempo e regra geral acompanhou o jogo de muito longe..."

Na crónica do jogo fala-se em duas grandes penalidades por marcar a favor do FC Porto e da justa expulsão de Manuel Carlos, do Torreeense, por jogo violento.

Noticia o Jornal de Notícias que, dizia-se em Torres Vedras, "e os jogadores locais sorriam quando em tal lhes falava, que havia um prémio de cinco mil escudos para cada um no caso de conseguirem empatar ou pelo menos sofrer poucos golos." Esse prémio existiu mesmo, como vamos ver mais adiante.

Faltavam 2 minutos para acabar o Torriense-FC Porto, com o resultado em 0-1. Na Luz, verificava-se 6-1.

Nesta altura, as equipas estavam empatadíssimas na atribuição do título. Se assim tudo permanecesse até ao final jorgar-se-ia uma finalíssima entre os dois clubes. O FC Porto marcou o 0-2 e logo a seguir o SLB fazia o 7-1. Tudo na mesma. Um jogador do Torriense de nome Saldanha queimava tempo, chutando a bola para longe antes do recomeço. Por que razão queimava ele tempo, a perder por 0-2 a um minuto do fim? O árbitro, que já o tinha advertido várias vezes durante o jogo pelo mesmo tipo de conduta (atenção que o Torriense também precisava deste jogo para uma eventual, mas difícil, permanência na 1ª Divisão), considerou anti-jogo grosseiro e expulsou-o. No último minuto do jogo, Teixeira faz o 0-3, decidindo o campeonato para o FC Porto. Na Luz, o jogo acabava com 7-1. O FC Porto era campeão nacional por 1 golo:

Ambas as equipas com 17 vitórias, 7 empates e 2 derrotas.
1º FCP – 41 pts. – 81 golos marcados, 22 sofridos
2º SLB – 41 pts. – 78 golos marcados, 20 sofridos

Em declarações ao jornal A Bola, António Manuel, jogador do Torriense, dizia no final: "No meu último jogo ia dando uma vitória ao Benfica e não o consegui, o que lamento como benfiquista. O Porto talvez seja a equipa que pratica melhor futebol mas nós podíamos ter dado o campeonato ao Benfica. Paciência. Como homem do Benfica, sinto muito que assim não fosse." Note-se que o Torriense acabava de descer de divisão e a preocupação deste jogador foi a derrota do SLB no campeonato. Para o Mundo Desportivo, o jogador dizia "O Porto venceu mal. A arbitragem foi nitidamente favorável aos nortenhos." Claro que foi. E tu cheio de pena de descer de divisão.

Como final do campeonato, as competições oficiais iriam para durante 1 mês e meio, antes de se iniciar a Taça de Portugal (naqueles tempos a Taça jogava-se depois de o campeonato ter acabdo). Durante esse período, os clubes fizeram vários jogos particulares para não perderem a forma, tendo o Torriense feito dois jogos "de amizade" com o Benfica, um em
cada campo...

Virgílio, o Leão de Génova, jogador do FC Porto, com “os olhos humedecidos”, dizia ao Jornal de Notícias: "Pensava em ganhar, mas nunca julguei que custasse tanto. E já agora, um segredo: quando soube que o Benfica entrara em campo mais tarde 10 minutos para saber do nosso resultado, confesso que desanimei e julguei tudo perdido! Sabe o que nos valeu? Termos marcado muito tarde o segundo e terceiro golos! Lamento a maneira como os torreenses se portaram connosco. Mas tiveram o pago! Os jogadores e o público acenando-nos com lenços a 10 minutos do fim!... Lamentável!"

CSI – Calabote Scene Investigation (IV) – O treinador-adjunto do Benfica

Quem é Valdivielso?, perguntam vocês. Ora bem, este senhor era o treinador-adjunto do Benfica e surgiu, para surpresa e espanto de todos, no jogo Torriense-FC Porto, sentado no banco de suplentes do Torriense. Sim, leram bem. Não sei o que os adeptos benfiquistas que pugnam pela verdade desportiva pensam deste facto, nem sei se conseguem ter o discernimento para pensar nas implicações desta situação. Será que conseguem? Não vou fazer mais comentários, apenas deixar uma pergunta no ar: que tipo de ascendente tinha o Benfica, naquele tempo, sobre os clubes de menor dimensão, que lhe permitia ter atitudes destas? Passo a transcrever o que os vários jornais disseram sobre o caso. Note-se o tratamento dado à questão pelos jornais lisboetas.

O jornal A Bola, dá conta desta situação numa caixinha pequena na última página. O texto diz o seguinte: "Surpreendeu toda a gente a presença de Valdivielso, treinador-adjunto do Benfica, nos bancos dos técnicos do Torriense. Na verdade, o técnico benfiquista "viveu", longe da Luz, os "assaltos" finais deste emocionante campeonato.
Findo o jogo fomos encontrar Valdivielso, chorando na cabina do Torriense. Quisemos saber a razão da sua presença e acabámos por ser esclarecidos por Fernando Santos, orientador técnico da equipa de Torres Vedras, que nos afirmou: - Vldivielso não teve qualquer interferência na orientação da equipa, nem nós a aceitaríamos sequer. Veio a Torres como espectador e só por deferência esteve sentado junto a mim."

O Mundo Desportivo (23/03/59) apresenta um desmentido, através do qual Valdivielso diz que chegou à porta do campo e o fiscal negou-lhe a entrada porque o cartão não tinha validade. Os bilhetes estavam esgotados e dificilmente conseguiria lugar na geral. Foi saudar os treinadores do Torreense e contou-lhes o sucedido. Estes, "como cavalheiros", convidaram-no a sentar-se no banco, o que aceitou. Disse ainda que foi ver o jogo para observar um jogador do Torreense num jogo de responsabilidade com vista a futura contratação.

O Jornal de Notícias diz que Valdivielso orientou o Torriense no jogo com o FCP, tendo feito "uma longa prelecção antes de iniciado o encotro e deu novamente as suas instruções no intervalo do encontro".

O Norte Desportivo(26/03/59) publica uma imagem de Valdivielso no banco do Torriense. Com o título: “O treinador Valdivielso sujeitou-se a uma comédia imprópria dos desportistas”, o jornal denuncia “outras armas utilizadas e que transcendem a rotina para merecerem a classificação (lisonjeiro, acentue-se) de comédias...”. E adianta que “Antes do encontro, o treinador-adjunto dos encarnados esteve nos vestiários da equipa local e ali ministrou uma prelecção de ordem técnico-táctica. Depois acompanhou a equipa aé ao terreno e, com o mais espantoso à-vontade, sentou-se no chamado banco dos técnicos...”. E acrescenta: “Durante o jogo (...) deu instruções para o campo, fez gestos teatrais, refilou com o juiz-de-linha e até interferiu num ligeiro episódio com Hernâni”. E conclui: “Fernando Santos (nr: treinador do Torriense) é um indefectível benfiquista que reside há uma dezena de anos em Torres Vedras. Ambos prestaram um péssimo serviço à ética desportiva.”

O mesmo jornal, em 29/03, escreve: “Muitos leitores escreveram-nos e telefonaram-nos para aplaudir a censura que mereceu a atitude de Valdivielso (...) Alguns salientam a coragem que nos caracterizou. Coragem? Há exagero no emprego da palavra. Coragem teve-a o senhor Valdivielso ao desafiar, ostensivamente, o senso crítico de quem viu adoptar o comportamento que mihares de pessoas verificaram. Como estrangeiro, que presta serviço num clube português, o sr. Vladivielso devia ter estudado atentamente as consequências da sua atitude”.

E em 02/04, publica uma entrevista António Costa, defesa do Torriense, na qual ele diz: "Bem, ele não nos treinou. Esteve na cabina a conversar connosco e, depois, foi sentar-se no banco dos nossos técnicos. Mas não nos deu indicações algumas." "A verdade é esta: receberíamos, por intermédio dele, um prémio se vencêssemos ou perdêssemos com o Porto por margem escassa." "Cinco contos a cada jogador". "... quero esclarecer um ponto: Valdivielso não chorou na cabina, por termos perdido. Limitou-se a regressar a Lisboa com o dinheiro..."

O jornal Record resolve ignorar o assunto, mas vai mais longe. Pouco tempo depois, publica uma foto de Valdivielso sentado no banco do Casa Pia, num jogo particular desta equipa. Em tom de gozo, o jornal “alerta” para mais esta situação, como se fosse assunto para brincadeiras. A intenção é atingir aqueles que criticaram o comportamento do argentino. O Norte Desportivo foi um dele e não deixa o assunto cair no esquecimento. A 16/04, o jornal publica o seguinte artigo:

“VALDIVIELSO disfarça e um jornal aplaude
Causou a mais viva impressão a atitude de o Norte Desportivo ao censurar, sem evasivas, o prodecimento de José Valdivleilso, treinador-adjunto do Benfica, que por ocasião do jogo das Covas, disputado entre o Torriense e o FC Porto, se sentou no "banco dos técnicos" do clube de Torres Vedras e, com o mais espantoso descaramento, desatou a dar instruções aos jogadores do Torriense, manifestando o propósito declarado de ser hóstil ao FC Porto, numa partida cujo resultado interessava sobremaneira aos encarnados.
Um dos jornais que nada disse sobre a estranha como condenável atitude do treinador estrangeiro, que presta serviços num clube português, entendeu "colaborar" na sinistra manobra do sr. Valdivielso, publicando fotografias, decerto prèviamente estudadas, com o evidente intuito de diluir a gravidade da situação.
Trata-se do Record que não se sabe bem porquê decidiu, capciosamente, destruir a argumentação e as provas apresentadas pelo nosso jornal, conferindo a Valdivielso uma auréola de ingenuidade, admitindo como natural e defensável (!) o rosário de tristezas de que ele foi o principal intérprete.
Tendenciosamente, o Record procura estabelecer a confusão, comungando ostensivamente com o estilo do sr. Valdivielso. Este disfarça (desta vez surgiu sem óculos) enquanto um jornal aplaude.
Foi pena, realmente, que Record não tivesse iniciado a sua excelente campanha com a publicação da célebre fotografia do campo das Covas (nr. Campo do Torriense).
A provocação do sr. Valdivielso, ao sentar-se agora no banco do Casa Pia, representa um desafio à autoridade da Federação Portuguesa de Futebol. Indevidamente, embora os intuitos sejam claros, o treinador-adjunto do Benfica tomou lugar num banco de uma equipa estranha, com a agravante de se tratar de um jogo oficial.
Esperamos que a FPF se decida a zelar pela defesa da moral desportiva – punindo severamente um treinador que tão deploráveis exemplos dá aos jogadores que orienta.
A "mistificação-Valdivielso", lamentàvelmente estimulada por quem devia censurá-la, só representa um péssimo serviço prestado ao Desporto Nacional.”

José Valdivielso não seria punido e tornar-se-ia mesmo o treinador-principal do Benfica.

CSI – Calabote Scene Investigation (V) – Os jornalistas

1. Aurélio Márcio

O jornalismo afecto ao Benfica lamentava, com alguma subtileza, a perda do campeonato. Veja-se, a título de exemplo, o artigo de Aurélio Márcio, em A Bola:

"O Benfica seria campeão em França e Inglaterra

O FCP conquistou o título por um golo, que tanto pode ser o de Teixeira como o da CUF. Em França e Inglaterra, porém, o SLB seria campeão, pois o seu quociente (3,9) é superior em relação ao do FCP (3,6) (Nota: o quociente calculava-se dividindo o total de golos marcados pelo total de golos sofridos).
Fazemos votos para que numa próxima reforma do regulamento geral da FPF se recorra todos os meios de desempate, menos aos jogos extra, que não condizem com o espírito da competição."

O Norte Desportivo faz uma notícia bem corrosiva como resposta ao texto de Aurélio Márcio:

“O Benfica ficaria campeão em Inglaterra e em França, mas...

... em Portugal o campeão é o FCP.
Alguns colegas nossos do sul têm descoberto muitas coisas. São, realmente, uns verdadeiros sábios e, os seus devaneios, caprichosos, saem da vulgaridade. Agora descobriram que o SLB, se fosse na França e na Inglaterra, teria ficado campeão, pois seria utilizado o coeficiente de golos de golos. E foram tão”perfeitos” que até fizeram contas a demonstrarem que são excelentes aritméticos...
Mas a despeito dessas obrigações, ao simpático e popularíssimo Benfica o que interessava era ficar campeão de Portugal. Ora esse intuito é que não se corporizou, pois o campeão é o FCP.
Foi pena que os nossos ilustres colegas não informassem a multidão de quem ficaria campeão da Indochina, nas Filipinas ou na Patagónia.”

Excelente!

2. Alfredo Farinha

Talvez o mais nítido exemplo de jornalismo vermelho esteja na edição do jornal A Bola que fez a cobertura do jogo Benfica-CUF. Leia-se com atenção:

Título de primeira página: “JOGO EMPOLGANTE E DRAMÁTICO DE UM CAMPEÃO MALOGRADO”
Título no interior: "A EQUIPA CUFISTA QUEIMOU MUITO TEMPO!"
Excertos do texto, assinado por Alfredo Farinha:

"Estava escrito! Estava escrito que o Benfica perderia o campeonato! Eram estas, no final do empolgante e dramático jogo da Luz, as duas frases que britavam dos lábios de uma grande parte dos adeptos benfiquistas. Nem um grito de revolta, nem uma recriminação, nem um queixume. Apenas esta frase, dorida, magoada, empregnada de resignação e conformismo: "Estava escrito!".
Ela bastava, porém, para dizer tudo: para fazer justiça á grande e desafortunada exibição dos jogadores "encarnados"; para evocar as muitas oportunidades de golo perdidas por alguns dos seus avançados; para lastimar as atitudes de exacerbada hostilidade dos jogadores cufistas; para gritar o seu protesto contra a fatalidade de um campeonato perdido nos derradeiros instantes.
Mereceria o Benfica ter perdido este campeonato?
A pergunta talvez não tenha cabimento nas linhas desta crónica, que tem de cingir-se, apenas, aos acontecimentos do encontro da Luz. Calma e imparcialmente, porém, hemos de convir que na medida em que a questão do título estava dependente do número de golos que o Benfica marcasse na Luz, os seus jogadores e adeptos têm razão para se sentirem injustamente despojados do triunfo final. É que, independentemente das circunstâncias em que decorreram os últimos minutos deste histórico domingo de futebol; indepentemente mesmo do grande nível da exibição produzida pela equipa "encarnada", o Benfica poderia, deveria e merecia ter vencido a CUF por diferença superior a 6 golos"
(...)
"...a CUF não jogou, exclusivamente para si, mas também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava á margem da luta travada na Luz. Se assim foi – e por legítima temos a presunção – cremos existir aqui um problema de ética, digno de, em melhor oportunidade, ser devidamente apreciado e analizado"
(...)
Até que ponto é lícito a uma equipa defender, contra outra, de maneira ostensiva e contrária ás leis e espírito de jogo, os interesses de uma terceira? Não será esse procedimento tão incorrecto e antidesportivo como o inverso, isto é, o de facilitar, propositadamente, com o fim de prejudicar os interesses doutrem, a vitória do adversário? As perguntas aqui ficam, por ora sem resposta. Mas talvez valha a pena, em próxima oportunidade, tomá-las para tema de um artigo.”

Esta prosa quase nem merece descodificação. Está lá tudo, para quem tinha dúvidas. Lamentavelmente, o senhor Alfredo Farinha não se pronunciou em termos críticos, nos tempos seguintes, sobre a demora propositada em começar o jogo na Luz, ou sobre as declarações dos jogadores do Torriense, do próprio guarda-redes da CUF, ou sobre o caso do treinador-adjunto do Benfica, sentado no banco de suplentes do Torriense. Confirma-se, afinal, que, tal como hoje, a verdade desportiva só tinha uma cor: o vermelho.

Mais excertos, desta vez do texto sobre "O ambiente... fora do jogo"

"O Benfica entrou em campo com mais de 5 minutos de atraso. Alguém, perto de nós, alvitrou tratar-se de um estratagema, com o fim de manter o público e os jogadores ao corrente do que se passava em Torres Vedras.
Por essa ou outra razão, o certo é que, ainda o jogo não tinha começado e já um longo sussurro de sofrimento percorria as bancadas.
- O Porto já está a ganhar por 1-0!...
Mas não era verdade. Os portadores de aparelhos de rádio apressaram-se a desfazer o descoroaçante boato. E, desfeito o acabrunhamento do terrível pesadelo, as turbas tornaram a erguer-se, frenéticas, clamando:
- Benfica! Benfica! Benfica!
E foi como se a equipa encarnada tivesse marcado o seu primeiro golo antes de se dar o primeiro pontapé na bola...
(...)
E quem poderá contar os dramas íntimos de cada um? As lágrimas que não puderam chorar-se? Os gritos de dor que ficaram represados nos peitos?
Quem poderá apreciar, medir, descrever, a tristeza daquele lento, arrastado, quase lúgubre, debandar do Estádio da Luz?..."

Texto bastante riquíssimo do ponto de vista literário, sem dúvida. Mas estamos a falar de um jornalista. Imparcialidade? Não, isso era coisa estranha para os lados do jornalismo de Lisboa. Com este tipo de prosa, estou certo que se fabricou muito mito benfiquista. E, claro, omitiu-se muita matéria passível de censura.

Como curiosidade, o título de primeira página de A Bola sobre a vitória do FC Porto em Torres Vedras é um seco “OS PORTUENSES VENCERAM A SUA PRÓRIA ANSIEDADE” (da autoria de Aurélio Márcio).

CSI – Calabote Scene Investigation (VI) – Conclusões

TORRIENSE-FC PORTO:
- O treinador-adjunto do Benfica sentado no banco do Torriense, numa demonstração de domínio sobre os clubes mais fracos e subservientes ao Benfica.
- Os jogadores do Torriense a queimarem tempo, mesmo estando a perder e precisando do jogo para não descer de divisão.
- No final, um jogador do Torriense lamenta-se por... não ter conseguido dar o campeonato ao Benfica. Sintomático.

BENFICA-CUF:
- O jogo começa com muitos minutos de atraso.
- O árbitro, que era de Évora, marca 3 penaltis a favor do Benfica. O primeiro, curiosamente, falso como Judas.
- O guarda-redes da CUF é substituído depois do 5º golo do Benfica, a pedido dos seus colegas de campo. No final, lamenta que o Benfica não tenha conseguido os seus objectivos.
- O árbitro dá mais 4 minutos de descontos, mente no relatório e permanece fiel à sua versão. A soldo de quem?

Enriquecimento «ilegítimo»?

Apesar das atitudes de vitimização, das alusões a «campanhas negras», das alegadas «tentativas de assassinato» e do muito malhar a torto e a direito, vão aparecendo pensadores dos vários sectores da sociedade a ajudar a ver claro no meio de tanta poeira, promessas não cumpriveis e agressivas acções de marketing. Em democracia, o povo deve estar esclarecido para poder exercer em consciência o seu direito de voto.

Medina Carreira (1) disse há dias em entrevista na TV:
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre, depois, não sei para onde ele irá... Em Portugal, quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
«…encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
«Quem tem interesse que se façam estas obras (megalómanas) é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

Além da referência ao engenheiro João Cravinho (2), podia parecer que o prof Medina Carreira estava a exagerar, mas aparece agora a notícia da entrevista de Maria José Morgado (3), directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, ao semanário Sol, que permite aprofundar a reflexão, pois acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito, como Cravinho já preconizara. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e, ao fim de uns anos, estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público. E disse também prever que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito.

Isso vem dar enquadramento às notícias da fortuna acumulada pelos ex-governantes hoje indiciados nos crimes económicos do BPN (4) (5) que tiveram um difícil início de vida. Mas não há só eles. Também Armando Vara (6), de acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, recebeu uma remuneração-base de 244 441 euros/ano (mais de 45 salários mínimos nacionais por mês). Um montante que fica muito aquém daquele que lhe foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros (quase 90 salários mínimos por mês). A propósito, há dias, veio em noticia que no BCP (7) o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco cobra 90 000 Euros (200 salários mínimos!) por cada reunião a que se digna estar presente.

Razão tem Medina Carreira quando diz que os políticos não se dedicam ao bem público, a uma função que exige patriotismo e sacrifício, mas sim a troco dos máximos benefícios pessoais à custa do erário público.

Infelizmente, os políticos actuais, salvo eventuais excepções, esqueceram que Política é a ciência e arte de bem gerir os interesses dos Estados para benefício dos cidadãos. Preferem ver a política - com p minúsculo - como a «habilidade» de se governarem a si e aos boys dos partidos e caçar o máximo de votos, mesmo que os métodos utilizados prejudiquem seriamente os cidadãos. São desejáveis opiniões de mais pensadores sobre o diagnóstico da crise e, principalmente, sobre a terapia para moralizar o sistema. Será conveniente a criação de um CÓDIGO DE BEM GOVERNAR, elaborado e aceite por todos os partidos, por iniciativa de Belém.

As vantagens que pretendem obter à custa das funções políticas explicam a 'foçanguice' na obtenção de votos com promessas que não podem cumprir, com mentiras, com poeira e fumaça para os eleitores incautos não verem claramente a realidade.

Também Mário Soares (8) (9), Manuel Alegre (10) (11) (12), Henrique Neto, Vítor Ramalho e outros elementos do PS, com raciocínio livre e sem peias, não deixam de criticar algo que está longe de correr na perfeição.

Outro sinal de que os políticos aspiram pelos lugares de poder com vista a aquisição de riqueza e não ao sacrifício numa função de serviço público patriótico, chega de Mondim de Basto (13), com a notícia de que uma ex-candidata ao município em 2001, como não conseguiu essa forma de enriquecer, passou a dedicar-se ao tráfico de droga, tendo agora sido detida na Colômbia na posse de cocaína.

Mas nem só os governantes ou autarcas, salvo eventuais excepções, colhem tais benesses. Também há outros cargos do Estado que agravam a injustiça social com reformas douradas, como é o caso de Víctor Melícias (14) que recebe 7450 euros (mais de 16 salários mínimos).

Esta tradução dos grandes salários e pensões de reforma em salários mínimos devia ser obrigatória para que os contribuintes soubessem o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos.

Alguns textos consultados:

(1) Medina Carreira faz reflectir
(2) Corrupção cresce
(3) ‘Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários’
(4) O caso do BPN e os casos da supervisão bancária
(5) PCP faz queixa-crime contra gestores do BPN
(6) Vara duplicou salário no BCP
(7) Os novos pobres
(8) Mário Soares critica mediocridade dos líderes europeus face à crise
(9) Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa
(10) Manuel Alegre defende aumento de salários
(11) Manuel Alegre propõe medidas políticas concretas para combater a crise
(12) PS: Federação distrital do Porto quer Manuel Alegre nas listas do partido nas legislativas
(13) Ex-candidata à Câmara de Mondim de Basto detida na Colômbia com cocaína
(14) Padre Melícias com pensão de 7450 euros

22.3.09

Cães, Cabras, Parasitas e Outros Animais

Que espectáculo, a substituição do Provedor de justiça! A ganância dos políticos não é nada que não se saiba, mas o modo como este caso tem transpirado tem sido dos mais úteis por demonstrativo. Com o seu cinismo habitual, a Manela Leiteira quer-nos convencer do contrário, de que um assunto público por natureza não deveria vir a público. Felizmente que isso aconteceu para mostrar aos mais ingénuos a corja que constitui os partidos nacionais.

Têm-se invectivado de ambos os lados, no que a Manela tem de certo grande prática e habilidade. Com a sua falsidade costumeira tem querido sempre atirar com as culpas para os outros, nunca para os seus. Ao que parece, aqui, caso se atribua aos corruptos o direito de açambarcarem todos os lugares importantes, a culpa parece ser a dividir pelo meio.

Todos os políticos procedem de modo idêntico, é essa a desgraça do país. A maior desgraça, todavia, é a da população parecer cada vez mais anestesiada e totalmente incapaz de inverter a situação. A ignorância geral está bem demonstrada no que se ouve: quando se está desiludido pelos políticos abstém-se de votar. Com tal desinformação jamais se chegará a qualquer lado e nada poderá mudar.

Interessante, que nos venha hoje a chiba da Leiteira dizer que o governo actual é o culpado da desgraça na agricultura portuguesa. É evidente que só pode fazê-lo sem o mínimo receio de se mostrar ridícula por estar certa de que o povo desmiolado não se pode recordar de como os governos do Cavaco destruíram pescas, indústria e agricultura. Já todos se esqueceram? Se o povo não fosse tão estulto no seu conjunto, a máfia corrupta não se aventuraria a tanta banha da cobra e não se admitiria uma tal corrupção. Todavia, o atraso mental é tão grande que muitos até acreditam que também eles se podem aproveitar da corrupção geral fazendo-a jogar em seu favor. Só os ricos dela se podem realmente aproveitar e sempre á custa dos pobres. Ora, num país em que a pobreza tanto se desenvolveu por isso mesmo, já se vê a conclusão.

É inconcebível que a democracia não tenha ainda chegado a esta ponta da Europa por simples culpa da corrupção das oligarquias políticas assembladas em famílias autenticamente mafiosas. É inconcebível que esses execrandos não parem de falar em democracia com a única intenção de ocultarem a sua inexistência. Por outro lado, a ignorância nacional geral é tão profunda que existe, efectivamente, uma enorme maioria da população genuinamente (estupidamente) convencida de que Portugal é uma democracia, apenas porque se vota (também se votou durante a maior parte do tempo que o Estado Novo durou). Como o poderia se, quando os seus princípios básicos apenas existem nas palavras? Nenhum país é uma democracia por ter uma constituição que o afirme nem por não se parar de nelas se falar; uma democracia vive-se. Quanto mais nela se fala menos ela existe. É assim em todo o mundo e Portugal não é nisso excepção.

A correria dos cães esfaimados ao ataque dos postos que deveriam ser postos a concurso para gente competente tem que acabar. O aberto parasitismo dos incapazes que mais nada sabem fazer na vida senão parasitar tem de terminar de vez. Sem que acabe, a administração pública será sempre aquilo em que o parasitismo e a incompetência dos dirigentes dela fizeram e que tão bem conhecemos. Trata-se dum travão para o progresso nacional. É este o primeiro passo para uma democracia. Muitos outros há, mas este é o mais significativo: não há democracia com corrupção. A corrupção é humana não poderá ser erradicada por completo, mas este caso é o seu maior exagero possível e a origem de toda a corrupção subsequente.

20.3.09

Apenas mais um caso pontual

Mas pior do que a notícia é ler os comentários dos ALARVES que frequentam os fóruns de discussão do Público...
"...e Mercedes..."
"...espremer os pais dos alunos para substituir o SLK por um Maserati..."
"...só ganhamos 6 mil euros!..."
"...nao sabia que havia tantos professores com carritos desses..."

Que país!

19.3.09

África na Europa!!! PORTUGAL!!! PORTUGAL!!! PORTUGAL!!!

Este é o Médico PEDÓFILO!!!
Médico PEDÓFILO condenado MAS libertado - Tribunal acredita que actuação do médico «tenha sido um acidente na sua vida»... 4 anos de pena suspensa!!! QUE TRETA É ESTA? Que lobbie dos Pedófilos é este que protege estes grandes CABRÕES? Que justiça é esta? SR. JUÍZ, devia ter sido uma filha sua... ou neta!!! CABRÕES.

Fritzl (Monstro) condenado a prisão perpétua - Em Portugal seria condenado a 3 ou 4 anitos mas só cumpriria a pena aos 90 anos pois o julgamento só acabaria em 2025... PONHAM OS OLHINHOS NUMA VERDADEIRA JUSTIÇA!!!

PS e PSD não se entendem quanto ao nome do novo Provedor de Justiça - É o costume!!! É o saltar dos boys pros TACHOS!!! Em que país civilizado os cargos são por nomeação partidária? Por que não um Concurso de Emprego com critérios REAIS e credíveis. E quem lá ficasse ficaria a fazer carreira!!! Quem indeminização recebeu o último? Para que novo tacho foi? E o penúltimo? E o anterior?

Governo aprovou Voluntariado nas Escolas - Dizem os MENTIROSOS que não vão ocupar o lugar de Professores!!! Então? Vão lavar escadas??? Os Professores dão aulas, dão aulas suplementares de apoio, fazem substituições (que são uma treta), acompanham as salas de estudo, acompanham o trabalho nas bibliotecas, acompanham nas salas de informática. Se estes Reformados Voluntários (LOUCOS) forem fazer alguma destas funções cá está mais uma forma do Governo POUPAR dinheiro com a Educação e promover mais DESEMPREGO.
Já agora, as vagas que os ALDRABÕES propagandearam são Vagas Falsas. Dou o exemplo: em Educação Física há 700 e tal vagas a nível nacional. Porreiro!!! Parece bom. Mas é MENTIRA!!! Os QZP (Professores em Quadro de Zona Pedagógica) são mais de 1100. São obrigados a concorrer a essas vagas e ao ocuparem uma dessas vagas o seu lugar de QZP é extinto. Nem chegam para todos os QZPs (Professores já efectivos) quando mais para efectivar mais Professores Contratados Precários... É esta a estabilidade que se quer para o corpo docente? É esta a precaridade de emprego que se quer criar? Um contratado ganha menos logo está tudo explicado. POUPAR!!! E POUPAR na Educação é sem dúvida uma boa política. Só cá!!!

Padre Melícias com pensão de 7450€ - Boa Chôr Padre!!! Granda colecção de tachos. E já agora a opinião do Sr.: O padre Vítor Melícias discorda da obrigatoriedade de os membros do CES terem de apresentar ao Tribunal Constitucional (TC) a declaração de rendimentos, 'porque isso não é' um cargo político. Pois claro!!! Fica mal pedir aos fieis que façam caridade e exibir um "bolo" destes...

Mário Machado detido Quarta-feira - Não sei se o Sr. é culpado do que o acusam. Se é deve pagar... Mas que é coincidência... ter exibido documentos que comprometem a família do Pinóquio no caso Freeport... e ter ido de saco... COINCIDÊNCIA!!!

Funcionário (Porteiro) de Escola agredido!!! - Mais um caso pontual Sra. Ministra!!!

PAI, ADORO-TE.
ADORO SER PAI.

HOJE É DIA DO PAI!!!!... FELIZ, ALBINO ALMEIDA: VAMOS TODOS VISITÁ-LO E DAR-LHE UM KISS CHEIO DE AMOR: OBRIGADO, PAI!!!...

Imagem do KAOS
OBRIGADO, PAPÁ!!!...


(Pentagrama amoroso no "Arrebenta-SOL", na "Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO" e no "The Braganza Mothers )


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