30.11.08

ACORDA Portugal!!!!

Quando este governo tomou posse, deram-lhe um estado de graça, que ele aproveitou para:

- Aumentar o IVA, mesmo depois de ter prometido que não aumentaria impostos;

- Aumentar a idade da reforma, apesar de ter prometido que o não faria;

- Congelar as carreiras de alguns sectores da Função Pública.

O povo continuou adormecido.

Depois, provou-se que o Primeiro-Ministro falsificou documentos da Assembleia da República para que o tratassem por Engenheiro, que tirou um curso de Engenharia sem ir às aulas, enviando trabalhos por fax, e que, enquanto recebia um subsídio de exclusividade, assinava projectos.

O povo mostrou-se indiferente, achando que, se ele queria que o tratassem por Engenheiro, era lá com ele.

De seguida, decidiu fechar escolas e urgências; a população começou a despertar e o ministro da saúde foi demitido, mas a política continuou.

Posteriormente, vieram as aulas de substituição gratuitas e a responsabilização dos professores pelo insucesso dos alunos.

Os professores acordaram e os tribunais deram-lhes razão na ilegalidade das aulas de substituição não remuneradas.

Depois veio o Estatuto da Carreira Docente, que dividia os professores em duas categorias, sem qualquer análise de mérito, e impedia que dois terços dos professores atingissem o topo da carreira.

Os professores ficaram atordoados e a Ministra aproveitou para esticar a corda ainda mais, tratando os docentes por "professorzecos" e criando um modelo de avaliação que ela própria considerou "burocrático, injusto e inexequível" e que prejudica os professores que faltassem por nojo, licença de paternidade, greve ou doença.

Aí os professores indignaram-se e vieram para a rua. O Governo e os sindicatos admiraram-se com a revolta dos professores e apressaram-se a firmar um entendimento que adiava a avaliação.

No ano lectivo seguinte, os professores foram torturados com o suplício de pôr a andar um monstro, cavando a sua própria sepultura. Em todas as escolas, começou a verificar-se que esse monstro não tinha pernas para andar. Os professores começaram a pedir a suspensão do processo e marcaram uma manifestação para o dia 15 de Novembro. Os sindicatos viram o descontentamento geral e marcaram outra manifestação para o dia 8 de Novembro.

Os professores mobilizaram-se e a Ministra tremeu… Os alunos aprenderam com os professores o direito à indignação e aperceberam-se de que o seu estatuto também era injusto, porque penalizava as faltas por doença, e começaram a manifestar-se. A Ministra percebeu que tinha de aliar-se aos alunos e cedeu nas faltas, culpando os professores pela interpretação da lei. Conseguiu mesmo alterar sozinha uma lei aprovada pela Assembleia da República perante os mudos parlamentares.

O ambiente na Escola tornou-se tão insustentável que a Ministra deixou de ter coragem de visitar escolas. Então, decidiu alterar novamente o seu modelo, sem o acordo de ninguém, pois só ela não entende que está a mais no Governo, defendendo um modelo que sabe que é errado, só para não dar o braço a torcer (lembrando a teimosia de Paulo Bento que, para afirmar o seu poder, prefere perder). Se fizesse uma auto-avaliação, percebia que está tão isolada que até o representante das associações de pais, aliado de outras batalhas, tomou consciência do que estava em causa.

Agora, o Secretário de Estado Adjunto vem dizer que a Lei é para cumprir. Mas qual Lei? A da Ministra que não respeita os tribunais, que altera as leis da Assembleia da República a seu belo prazer, que manda repetir exames, mesmo sabendo que é inconstitucional, que penaliza os professores pelo direito à greve e às faltas por nojo, por doença ou por licença de paternidade?

Quem deixou de cumprir a Lei foi a Ministra e o Governo. Lembram-se de alguém que fumou ilegalmente num avião, afirmando que desconhecia uma Lei imposta por si? É o mesmo que vem dizer que nem ele está acima da Lei.

Já que a Comunicação Social está instrumentalizada e não há oposição firme, o povo devia seguir a lição dos professores e manifestar-se:

- Contra o elevado preço dos combustíveis, uma vez que o preço do petróleo desceu para um terço do que custava há meses e em Portugal os combustíveis ainda só desceram cerca de 20%;

- Contra os elevados salários de gestores de empresas públicas que dão prejuízo;

- Contra a entrega de computadores "Magalhães" que depois têm de ser devolvidos, como quem tira doces a crianças;

- Contra o financiamento público de bancos que exploram os clientes com elevados juros;

- Contra as listas de espera na saúde;

- Contra as portagens nas SCUT;

- Contra a criminalidade e a insegurança que se vive em Portugal;

- Contra as elevadas taxas de desemprego;

- Contra o desvio do dinheiro de impostos para o TGV;

- Contra as mentiras.

Se os Portugueses acordarem e seguirem o exemplo dos professores, os governantes deixarão de se "governar" e passarão a defender o interesse das pessoas.

"Ao emendar aquilo que precisa de correcção, o bom professor não está a ser rude." Quintiliano

Este post foi "gamado" ao MUP. Obrigadinho!!!

COMENTÁRIO: Não consigo compreender como é possível enganar um POVO desta forma e continuar no poder alegremente. Infelizmente ELES estão para durar. E não me venham com a conversa de que a oposição não presta. Eu prefiro QUALQUER um da oposição a esta malandragem comandada pelo aldrabão mor.


Este FDP disparou sobre o cão para castigar os filhos


Que dizer de um Homem assim: CRIMINOSO
Que dizer de um pai assim: MAU PAI

E agora?

Para variar, não vai acontecer nada. Era SÓ um cão!

Vergonhoso.
Quando é que este país se tornará civilizado? Para quando legislação que humanize os tratos aos animais?

Estes filhos deviam ser retirados a este pai. Este pai é perigoso. Não é um bom educador.

Mas já se viu que a Educação não é uma prioridade para os nossos governantes...

Maria de Lurdes Rodrigues e o Efeito Doppler

Imagem do KAOS
Ninguém me poderia dizer que, há duas horas atrás, eu viria começar esta crónica nocturna com o Espectro Electromagnético, mas a vida leva tantas voltas que me vou deixando andar.
Antes de mais, um pequeno desvio por um tema que agrada a toda a gente: Maria de Lurdes Rodrigues. Pelo fausto e pelo fado, cruzei-me, esta semana, numa das minhas sete vidas, com alguém que me disse conhecer muito bem a senhora, e ser amiga da família... Falou-me de uma pessoa afável, e eu fiquei de boca aberta, enfim, nem por isso: pus aquela blindagem do tempo em que concorria, no Palácio das Necessidades, para integrar o Protocolo de Estado, e fiz um assentir de cabeça, cordato, diplomático e serenador, de quem concordava com todas as palavras. Sou, de facto, suficientemente polido para poder aceitar todas as opiniões e testemunhos, sobretudo, aqueles que são timbrados na voz da primeira pessoa, e esta era só mais uma, embora no limite do suportável. (Deus me perdoe, até email e telemóvel anotei, para reatar estes extremos da minha boa educação, e cumprir uma função de transmissor: suponho que os embaixadores dos Gregos a Xerxes se tenham sentido exactamente na minha pele...)
De Lurdes Rodrigues, que tutela uma zona fragilíssima das franjas sociais, onde os Valores se constroem e os exemplos têm de ser exemplares, tenho a opinião do comum dos mortais, acrescentada, das minhas outras sete vidas, onde sou forçado a teclar no pantanoso terreno da Filosofia da Educação: que Educação se pode dar a uma juventude que assiste, em directo, a uma face específica do Poder Político, que, sistematicamente, desautoriza o papel do Educador, e mostra que os valores DE CIMA podem ser marcados pela arbitrariedade, pela insolência, pela prepotência, pelo insulto, pela traição e pela pública delapidação?...
Embora não o seja, por vezes, enfio-me na pele do Português comum, e começo a pensar: que exemplo poderá transmitir-se aos filhos, quando a imagem do educador é de tal modo denegrida, e fica patente um Sadismo de Estado, filho de baldes de água de infâncias em Casas Pias, de abandonos de pais incógnitos, de complexos de inferioridade de percursos académicos, já evidenciado em frases que fizeram história, como o "tivémos de fazer algumas "maldades" à Função Pública (!)", por acaso, na boca de alguém que também tutelou o Ensino; de outro que diz que "ou a Função Pública cumpre as leis, ou é "trucidada" (sic.)", isto, já para não falar da célebre frase do miserável Cavaco, quando disse que a solução para a Função Pública era "esperar que morressem todos (!)".
Creio que a Função Pública, neste momento, pensa exactamente o mesmo, desse eméritos cavalheiros.
Quanto a Lurdes Rodrigues, depois do desastre da Entrevista ao "Público", que, como é habitual, não li, logo, estou apto a comentá-la, fica-se por coisas extraordinárias, como o confessar que, por detrás daquela figura com ar de viúva de Gato Pingado, está uma alma "anarquista".... Era frase para fazer de Bakunine um novo Lázaro, mas, e isto é um título entrevisto entre duas cabeças de cabeleireiras tardias, um grande título -- adoro grandes títulos de jornais, porque me deixam antever o que lá está dentro, sem ter de ler mais uma linha... -- onde ela diz que "as pessoas estão cansadas, mas ela também está".
Com o cansaço dela posso eu bem, com o meu... cada vez menos, e o meu cansaço já não se chama cansaço, chama-se "náusea" e chama-se também... "repulsa".
Mas voltemos ao Protocolo de Estado, e ponhamo-nos na pele da senhora. Ela vem das Ciências Flácidas, onde há sempre, como Comte previa, uma Expectativa da "Acção": os cenários são desenhados por grandes fluxos históricos, e subitamente, aparece uma mente iluminada, que, julgo, ela se imagine, e isso até poderia ter algo de Estético, como Borges o antecipa -- o Belo, a iminência de uma revelação (que bem que eu estou a falar hoje...) -- mas o verdadeiro problema não está no que ela, Lurdes, se julga, porque, neste momento, não consigo ver nela mais do que uma figura completamente metralhada, que uma multidão de mãos, por detrás do seu cadáver, usando abusivamente de um desgaste político insustentável, a continua a empurrar para a frente.
Lá me desculparão, mas é contra essas mãos cobardes, bastante mais do que contra Lurdes Rodrigues, que hoje vocifero: são os chamados "peões rotativos", o pedófilo do Trabalho, que lhe dá toda a razão, mais o das Finanças, que nos intervalos dos fedorentos Conselhos de Ministros lhe sussurra, "veja lá, que isso das Avaliações tem mesmo de ir para a frente, porque nós não podemos promover todos os excelentes, mas apenas os Afunilados da Excelência", e mais o Augusto Santos Silva, que finge que dialoga com o Parlamento, mas lhe rosna que "tens mesmo de avançar", e mais os Lindos Olhos da "Mariana", que está a usar o Secundário como laboratório de ensaio para o descalabro em que vai lançar o Superior, e mais o Justino, ex-vereador do Isaltino, e Assessor do Presidente da Bandeira de Croché protegida por uma Marquise de Belém, e o próprio Aníbal, em si, a hipóstase mais acabada do atraso cultural, político, financeiro, económico e social de Portugal.
Neste cenário, Lurdes Rodrigues é uma mera sombra de Teatro Tailandês, e todos devemos solidarizar-nos com o seu afastamento, já que mantê-la no cargo é um típico exemplo da violência doméstica de um Governo que enveredou pelo Alcoolismo Crónico, e bate na mulher, a sua Lurdes.
Quanto ao Doppler, é uma velha história de Hubble, um ignaro a quem ainda não tinham ensinado que o Universo era uma plataforma plana, sustentada nas costas de uma tartaruga, perpetuamente navegando no Oceano Primordial. O homenzinho, que não teve a sorte de frequentar o ISCTE, a "Independente" e as Novas Oportunidades, ainda achava que o espectro das galáxias distâncias, ao afastar-se, se distendia, arrastando um desvio das riscas para o Vermelho... -- olhem, sinceramente, não me apetece dar lições de Astrofísica a esta hora, dirijam-se ao "Google" mais próximo... --, pelo que a Política Portuguesa acabou, com a Crise Mundial, por ser apanhada num Efeito Doppler, ou, sendo mais culinário, imaginem um belo bolo de noiva, muito bem preparado, por camadas, que, de repente, apanha um safanão, e aquilo desliza tudo por camadas, na horizontal, deixando os remoques e alicerces à vista.
O Sr. Sócrates e a sua pandilha, apoiados no Great Portuguese Disaster, instalado em Belém, com o advento da Crise (?) Mundial apanharam com uma coisa semelhante àquelas pessoas que, furtivamente coladas com as paredes, subitamente levam com um holofote em cima, e ficam totalmente a descoberto.
Eu explico: neste vai não vai, do resiste não resiste, da manipulação da informação, dos telefonemas histéricos paras redacções dos jornais e televisões, da afinada máquina de controlo da circulação nos circuitos sociais, a meta era 2009. Até lá, reinava Átila e os seus discípulos; depois, com a validação da Segunda Maioria, começava a Cornucópia da Abundância e as generosidades de um Estado Providência de segundas núpcias.
Teve azar: o Cavaquistão desmoronou-se, através de escroque, chamados Oliveira e Costa, Cadilhes, Dias Loureiro e outros tantos, e as tais fortunas privadas, dos Balsemões e anexos, com porta-vozes do calibre do Júdice -- esse é como Deus: é um horror que está por toda a parte... -- e o Estado viu-se forçado a desbloquear fundos só deus saberá se não já do Último Quadro Comunitário de Apoio, para impedir as Grandes Fortunas de fugirem pelo ralo, enquanto o Português Comum penava com todos os estigmas da Cauda da Europa: Iliteracia, Pobreza, Doença, Má Nutrição, Desfasamento Histórico e Índices de Desenvolvimento Humano indignos de uma das Nações mais antigas da Europa.
Passo a passo, Sócrates está agora forçado a tirar, antes de tempo, os seus fraquitos coelhos da cartola: uma vez, a ameaça de nacionalização da Banca do Branqueamento, outras, com Orçamentos de Desatar a Rir de Chorar, outra, mais grave ainda, com tirar completamente o tapete ao Sistema Financeiro, passando, atrever-me-ia a dizer "estalinisticamente", a distribuir directamente dinheiro a empresas, num estatuto de semi-nacionalizadas.
No meio disto tudo, Portas discursa à PCP, e o Bloco de Esquerda encosta ao Oportunismo, com a sua mais maravilhosa epifania, Sá Fernandes.
Sim, eu sei, leitor, o texto vai longo, sobretudo para mim, que o estou a fazer de chofre, pelo que o vamos deixar por aqui, não sem antes vos dar uma palavrinha de esperança: para a semana ainda será pior...

( Gôndola Lúgubre, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

28.11.08

MANIFESTO ANTI-SÓCRATES



LOOOOOOOOOOOOOOOOL

PELA VERDADE DESPORTIVA

COMO: INTRODUÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA REDUZIR A MARGEM DE ERRO DAS EQUIPAS DE ARBITRAGEM

ONDE: NA MODALIDADE FUTEBOL À SEMELHANÇA DO QUE ACONTECE COM OUTRAS MODALIDADES

PORQUÊ:
PORQUE A INDÚSTRIA DO FUTEBOL MOVIMENTA MILHÕES;
PORQUE OS CLUBES OU SAD NECESSITAM DE FAZER APOSTAS CADA VEZ MAIS SEGURAS E PONDERADAS FACE AO CENÁRIO DE CRISE;
PORQUE OS CLUBES OU SAD NÃO PODEM CONTINUAR A SUPORTAR PREJUÍZOS DECORRENTES DE FACTORES EXTERNOS;
PORQUE É PRECISO DIMINUIR O RUÍDO EM BENEFÍCIO DO JOGO E DA SUA QUALIDADE.
ASSINA AQUI.
http://www.ipetitions.com/petition/pelaverdadedesportiva/

Para a sua adesão ser VALIDADA é necessário que volte a assinar com pelo menos dois dos seus nomes. Por uma questão de credibilidade deste movimento, não se aceitam 'anónimos'. Em www.ipetitions.com/petition/pelaverdadedesportiva

Divulgue entre os seus contactos e amigos, através da sua mailing list.
Obrigado! Vamos lutar por um futebol mais verdadeiro!
O movimento PELA VERDADE DESPORTIVA está a crescer. Já aderiram, entre outros:

Quique Flores José Alberto Costa Paulo Futre João Gabriel Jorge Coroado Oceano António Sérgio Carlos Xavier Jorge Jesus Manuel Cajuda Carlos Mozer Subtil de Sousa Álvaro Magalhães António Veloso Ramon Font José Pereira Isabel Trigo de Mira Ulisses Morais Rui Caçador Mariano Barreto João Vieira Pinto Jorge Andrade Agostinho Oliveira Jorge Sampaio João Cravinho José Ribeiro e Castro José Manuel Constantino António Lobo Xavier Tomás Morais Jorge Mendes da Silva António Maria Aguilar Luís Nazaré Ribeiro Cristóvão Hermínio Loureiro Pinto Balsemão Manuel Alegre Carlos Queiroz Nelo Vingada Carlos Carvalhal José Leirós António Boronha Joaquim Evangelista Artur Fernandes Dias da Cunha José Peseiro Joaquim Letria Fernando Seara Paulo Madeira Pedro Valido Manuel Boto António Aguilar Sérgio Abrantes Mendes Rui Moreira José Neto Jorge Costa Litos Paula Pinho Jaime Pacheco João Carvalho Jorge Galrão António Simões Bagão Félix Mário Negrão Medeiros Ferreira Gaspar Ramos Laurentino Dias

Alguns depoimentos estão online em:
www.noticias.sic.pt/tempoextra e a adesão também pode ser feita pelo site da Sic.

O movimento já é conhecido em Espanha e vai internacionalizar-se. O processo de validação das adesões tem sido muito selectivo: é um movimento A FAVOR do futebol (contra ninguém), não sendo aceites ‘anónimos’ ou adesões mal identificadas.

Obrigado
Rui Santos
"Tempo Extra"

Música da Semana

Guns N' Roses -Welcome to the Jungle


E Portugal continua uma selva...
E os predadores "andem" aí.

26.11.08

RTP/Prós & Contras/PS/Governo/M.E. = vergonhoso

Ontem vi o Prós & Contras da RTP1. O tema era a Avaliação dos Professores.
Foi a mais baixa e vergonhosa manobra de desrespeito pela Democracia de que me lembro nos últimos tempos.

Pergunta 1 - PORQUE DEMOROU SÓ 1h30m? Quando o tempo normal do programa é de 3h. As audiências deste tema devem ter sido bem elevadas mas pelos vistos a RTP não precisa...

A RTP, mais uma vez, continua a ser "manobrada" pela ditadura política. Não interessava dar tempo ao país para tentar perceber o que se passa na Educação. Fazer passar a ideia que os Professores são uns malandros é o que se pretende.

Pergunta 2 - QUEM ERAM OS PROFESSORES DOS PRÓS M.E.? Uma das Sras. que falou, a favor do M.E., era Professora (!!!) mas...http://www.ps.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=824&Itemid=26

Pergunta 3 - PORQUE A MINISTRA NÃO FOI? Talvez para não voltar a mostrar a sua arrogância e prepotência e, DIGO EU, má educação. Como ficou demonstrada na última entrevista que deu...

ou "naquele" momento de delírio de coruja...


Pergunta 4 - PORQUE NÃO DERAM A PALAVRA A ALGUNS CONVIDADOS MAS ALGUNS (dos prós M.E.) ATÉ REPETIRAM? Uma mentira repetida muitas vezes...

Pergunta 5 - ÓÓÓÓÓHHHHH CAVACO, QUANDO ACORDAS?. Tira lá o rabo do sofá oferecido pelo clube Bilderberg e ajuda o País que te sustenta.

MILU, um cadáver político

Relato de uma professora de matemática


Na semana passada comprei um produto que custou 1,58€.
Dei à menina no balcão 2,00€ e peguei na minha bolsa 8 centimos, para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou no dinheiro e ficou a olhar para a máquina registadora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centimos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou a contar isto?
Porque me dei conta da evolução do ensino da matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino da matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou €80,00.
Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é € 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por € 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é €80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )€ 20,00 ( )€40,00 ( )€60,00 ( )€80,00 ( )€100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por € 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é € 80,00.
O lucro é de € 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.
O custo de produção é € 80,00.
Se você souber ler coloque um X no € 20,00.
( )€ 20,00 ( )€40,00 ( )€60,00 ( )€80,00 ( )€100,00


COMENTÁRIO: é mesmo isto que se passa nas escolas!!! Os nossos filhos estão a ser transformados em "cordeiros" mansos. Ignorantes!!! Os filhinhos da trupe política anda no PRIVADO e salvaguarda o seu futuro. E os nossos???

- Agora dizem que é anti-pedagógico obrigar a decorar...

Logo, não sabem a tabuada.

- Usam máquina de calcular desde o 1º ciclo (primária)...

Logo, não sabem a tabuada.

Estes são apenas pequenos exemplos...

"The Freaks", ou Hipopótamos há muitos, seu palerma!...

Imagem de Luís Alves da Costa, dedicada à Margarida (miúda, temos mesmo de voltar às artes...) e a todos os Professores do Norte, mais uma vez vexados por uma criatura que antes devia estar a lavar pratos, com todo o respeito para quem tem mesmo de viver a lavá-los
Os dias sucedem-se em glória, parece que voltámos à Era do Diploma: mal se levanta uma pontinha do cobertor, vem de lá um cheiro que nos relembra toda a falta de higiene de trinta e tal anos de Democracia mal sedimentada. Há nisto tudo uma mistura da "Fantasia" de Walt Disney com o grande clássico, "The Freaks". Por um lado, temos licenciados, do Norte, a serem ameaçados, por um Hipopótamo, que, ainda por cima, nem dançar sabe. Simplificando: mais uma gaja de habilitações deficitárias, e arrogância correlacta, a ameaçar com processos disciplinares (!), se houver professores a entrarem em qualquer coisinha que se atreva a ser uma sms de convocação para a desobediência e o direito de indignação a ter de assistir ao vergonhoso espectáculo em que se tornou a espinha dorsal de qualquer nação civilizada: a Educação das gerações futuras.
Por mim, só não mando as sms que não posso.
Vai daqui, de Lisboa-Capital, um abraço gigantesco, e um convite a que todo o Portugal se una, para correr, já, com esta corja toda dos postos-chave.
O Primeiro-Ministro está em fase de demência precoce, e insiste em ver triunfos, de cada vez que as cabines do nosso "Titanic" apanham com mais uma golfada de maré gelada. Faz o papel de circo da Doida Ninfomaníaca. Vive no virtual, e nos vapores das saunas do "Clube 7". Como dizia o outro, para lá do Héron-Castilho e do "Clube 7", tudo o resto é província, mas é nessa província que estão obrigatoriamente acotovoladas 10 000 000 de almas inquietas, que só agora perceberam que o Poder é exercido por gente que oscila entre o turvo, o suspeito, e a falta de pulseira electrónica.
Caso clínico, e que me tem levado a passar dias inteiros lavado em lágrimas é a o Fenómeno do Entroncamento, chamado Aníbal Cavaco Silva de Dias Loureiro.
Sim, eu sei que vocês não sabem, mas saíram hoje do Hospital da Cuf-Descobertas... Foi mau... Eu estava sentado no banquinho, couro do melhor, ar condicionado, e a belíssima Katia Guerreiro, a miar o seu último êxito de cavalariça branda, saem os médicos, e olham para mim com o ar daqueles programas da manhã da TVI, em que todos os casos clínicos da nossa avançadíssima patologia social obriga a soltar, não lágrimas de crocodilo, mas lágrimas de Carlos Cruz.
Sim... estava "desenganada": Aníbal e Dias Loureiro eram duas siamesas inoperáveis: passaram-me as TACs para as mãos e estava lá tudo: intestino, estômago, pulmões, alma e coração... tudo era comum. Só a inteligência divergia: um era um saloio do Sul, e estúpido, o outro era um grunho, armado em chico-esperto, que achava que, no País da Camorra, ser mafioso dava lugar a Conselho de Estado.
Dava e deu.
A verdade é quanto mais o Presidente da Bandeira de Croché se colar aos negócios do "Pai, já sou Ministro!..." menos crédito terá, se é que ainda de algum goza. Aliás, Aníbal arrisca-se a ter um futuro extraordinário, e a ser o primeiro Presidente da República, após 1974, a não ser reeleito, e é muito, muito, muito bem feito, mas isso é um problema dele: por mim, conto ansiosamente pela chegada dessa hora.
Neste circo de aberrações, Constâncio faz o papel do anão trapezista: o importante é a tal fortuna que ganha todos os meses, para varrer para debaixo do tapete todos os escândalos financeiros que são a espinha dorsal dos bancos portugueses. Agacha-se e tenta passar pela fresta da porta, por mais apertada que a fresta seja. Aliás, vou mais longe: a única função de Vítor Constâncio é ter posto o Banco do Estado a branquear os branqueamentos de capitais de todos os bancos dos arredores, e nesta frase fica tudo condensado.
Em qualquer país com Opinião Pública amadurecida, com movimentos de cidadãos a processarem sistematicamente esta Mafia, por violação da Constituição, da Carta dos Direitos Humanos, dos Códigos de Processo Administrativo, e tantas outras ancoragens e suporte legais, os tribunais já teriam bloqueado esta agonia do Estado de Direito, e enfiado na jaula um punhado de tipos destes, e não vou aos nomes, porque todos vocês os conhecem de cor.
A nota final é ainda mais subversiva: muitos dos que me lêem pertencem a uma das classes mais ultrajadas, desde que Durão Barroso, Ferreira Leite e Sócrates tomaram o Poder, a Função Pública. Soou, por aí, que ter a Caixa Geral de Depósitos sido obrigada a engolir as brincadeiras-BPN dos meninos do Cavaquistão nos vai cair nos bolsos, sobretudo dos clientes da Caixa, essa mesma Função Pública, que por aí é "forçada", mensalmente, a receber salários e pensões de reforma.
Está aí a vir o Subsídio de Natal.
A mim, e a muitos como eu, não apetece, claramente, vir a pagar em comissões acrescidas de uso de multibancos, cartões de crédito, transferências bancárias, carregamento de telemóveis, pagamento automático de créditos, ou débitos automáticos de águas, luzes e gás, as falcatruas e os negócios obscenos que colaram essa escória da baixa finança aos nossos medianos rendimentos.
Querem dar uma boa prenda a esses cavalheiros?...
Então, vamos todos a uma acção cívica concertada: toca de levantar o cacau todo da Caixa e pô-lo em bancos que sejam fiáveis -- ai, não custa nada sonhar... -- e deixá-los a digerir o seu BPN sozinhos.
Em três dias vinham Aníbais e Sócrates, de joelhos, implorar, por favor não façam isso...
Ora, muito boa noite, como dizia o defunto pianista António Melo, que no tempo do meu paizinho, acompanhava maravilhosamente os programas do António Lopes Ribeiro.
"Muito bôa nôte."

(Pentagrama de teatro de revista, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

23.11.08

Nota brevíssima

Lá me desculparão a impertinência, mas esqueci-me, no meio desta balbúrdia toda, que o núcleo inicial do "The Braganza Mothers" tinha começado a sua actividade, AQUI, em Novembro de 2005, contra a candidatura do Aníbal.
3 anos depois, viu-se que tínhamos razão.
A única coisa que em Portugal está de pedra e cal são os escândalos e a corrupção e... ah, sim, Lurdes Rodrigues, esse espantalho que se presta a todos os enxovalhos, e parece que ainda ninguém percebeu por quê.
Como prometi, a nota será breve, até porque já todos terão verificado que, sempre que se atira uma bola à boneca de trapos, imediatamente emerge um Augusto Santos Silva, um Sócrates, um imbecil qualquer, para a defender.
O último, por acaso, veio trazer alguma luz, às "orchestral manouvers in the dark" que, por detrás dela se ocultam. Aquele crápula, incompetente, do Politécnico da Covilhã e das faltas injusticadas de Penamacor, sonha, e é um sonho partilhado por muitas mentes minúsculas do Crime Organizado que nos governa, e já deve ter sido escrito em N lugares, mas eu volto a repeti-lo, é transformar os Professores, do Ministério da Educação, em "Formadores", do Ministério do Trabalho, Escravos preparadores de novos escravos, com recibos verdes, a 5 € à hora. De certo modo é o "Brave New World", onde as habilitações mais elevadas acabarão nuns semestes de mão-beijada, eventualmente dados por ilustres licenciados da Independente, como Armando Vara, ou Doutorados da Lusófona, como Vasco Franco.
Não corram com ela, não.
Será uma agradável nova Idade Média, para si e para todos.
(P.S. - Desculpem-me não escrever mais, mas estou com os auscultadores a ouvir "La Cetra", op. 9, de Vivaldi, para evitar olhar para o espelho e desatar a chorar, à minha pala e de mais 10 000 000 de condenados...)


(Pentagrama vivaldiano, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

22.11.08

A Semi-Sinistra Ministra

Imagem do KAOS
Tenho tido uma semana particularmente divertida, com todas aquelas figuras que são os meus ódios de estimação a serem enxovalhadas por tudo quanto é sítio: ele é o Dias Loureiro, ele é a Sinistra Ministra, ele são as "gaffes" do Sócrates, ele é o Teixeira dos Santos a ser considerado o pior Ministro das Finanças do Espaço-Euro, ele é a cabeça do Constâncio em vias de rolar, deus meu, só docinhos, uma pessoa a enfardar assim ainda acaba numa barrica anã, tipo António Vitorino.
Acima de tudo, claro, o meu carinho vai para Lurdes Rodrigues, que, brevemente, irá abandonar a Pasta da Educação, para voltar ao sector onde é especialista: limpezas e desentupimento de chaminés. Consta, no I.S.C.T.E., ilustre casa de Paulo Pedroso e Ferro Rodrigues, entre outras das gangrenas do Estado, que mal o "Casa Pia" termine, com a condenação do "Bibi", já está reservada uma verba, no Orçamento-2009, para a plástica de ambos, para que possam voltar a ter uma vida de cidadãos decentes. Seria injusto que Lurdes Rodrigues, até ao fim dos seus dias, fosse atormentada em cada rua, cada loja, cada restaurante, por gente que a mimoseasse com aqueles carinhos com que os Portugueses são exímios em tratar os árbitros. Quanto a Valter Lemos, prevejo um futuro mais sombrio, já que o dinheiro não dá para tanta plástica. Com um bocadinho de sorte, e com aquele pelinho encaracolado de caniche, acabará num canil para animais desvalidos, da zona de Sintra. Sintra por Cintra, talvez o Sousa Cintra o adopte... para abate.
Finalmente se percebeu, pelas ruas, e por todos os recantos deste país, que a malta se está borrifando para a Avaliação, e do que se trata agora é de REJEIÇÃO e de que é fundamental colocar no olho da rua a figura mais odiada de toda a história da III República.
Boas novas, para não ser tudo negativo, chegou às lojas o computador original, que o "Magalhães" plagiou. Pode comprar AQUI. O Sr. "Engenheiro" nem sabia que ele existia, porque a publicidade exigia conhecimentos aprofundados de Inglês Técnico, coisa na qual ele é profundamente falho.
Quanto às novidades, são escassas: corre aí o boato de que esta súbita explosão de informação toda, tão liberal, esfusiante, e, aparentemente, fidedigna é uma mera cortina de fumo para andarmos entretidos e não podermos vislumbrar o lá bem no fundo, onde se estão a perfilar coisas mais sinistras. Que venham. Aparentemente, este Governo já não existe, e o Estado está entregue a si mesmo, o que é saudável, enfim, desde que nos paguem.
A outra boa nova tem ar de ser bem mais fiel: correm uns zunzuns de que a Mota-Engil, em queda a pique, está interessada nas instalações militares da Rua da Madeira, para instalar uma nova sede, aliás, quartéis à venda sempre são uma maneira de evitar que, de dentro de Lisboa, parta a ideia de alguma, enfim... aventura chavista, que apeasse a Camorra de Estado.
Lá para 2009, com a Maioria Absoluta reforçada, ou o Centrão instalado, a dupla Sócrates/Ferreira Leite, ou Sócrates/Sucessor de Ferreira Leite já estará mais segura, e poderá fazer o que a Alemanha fez aos seus militares: cortar-lhes, duro e puro, o Subsídio de Natal.
Aliás, em 2009, quando a Corja for reconduzida no Poder, todos nós seremos militares...

(Pentagrama ensonado, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

21.11.08

Portugueses são dos mais infelizes da Europa

A felicidade é algo de muito subjectivo, também expressa pelos termos alegria, júbilo ou contentamento e, por isso difícil de medir e comparar. Trata-se de um sentimento humano de bem-estar, euforia, empolgação, paz interna, sendo o seu oposto a tristeza. Os sentimentos, de uma forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivem.

Segundo o artigo do DN, «Só búlgaros e letões são mais infelizes que os portugueses». Dada a subjectividade do tema, esta conclusão não é um palpite, mas resulta de um inquérito sobre a qualidade de vida dos europeus A felicidade média da população da UE - calculada a partir das respostas de 35 mil cidadãos europeus em idade adulta, de 31 países europeus - ronda os 7,5 pontos, na escala de um a dez. Os portugueses nas respostas ao inquérito situaram-se na cauda da Europa dos 15 onde a media é de 6,9 pontos. Mais infelizes, depois dos portugueses, apenas os letões e os búlgaros. Os três países no topo da lista da felicidade da EU são Dinamarca, Suécia e Finlândia.

O inquérito agora divulgado por uma Agência da UE está integrado num estudo da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound), ontem divulgado.
O estudo evidencia, como é do sentimento geral, que indivíduos com ordenados elevados, emprego seguro e um nível elevado de educação são os que se dizem mais felizes na vida. Pelo contrário, as pessoas que não podem pagar pelas necessidades básicas, não podem deixar de se considerar infelizes.

Para poder chegar a conclusões numéricas, o inquérito foi realizado em 31 países em toda a Europa entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008 e abrangeu aspectos como qualidade de vida, atitude face ao futuro, condições de vida e de experiência de vida, grupos sociais e demográficos, idade, rendimentos, relações familiares e saúde (acesso, distância a hospitais e a médicos, seu custo, atrasos), e outros.

Daqui se conclui que o rectângulo lusitano constitui um óptimo desafio para os governantes e demais políticos mostrarem o que valem na consecução do objectivo de elevar a posição de Portugal entre os seus parceiros europeus. É certo que os sentimentos pertencem ao mais íntimo das pessoas, mas tais sentimentos, como mostra o referido estudo, dependem de muitos factores cuja melhoria está ao alcance de governantes e autarcas. Os portugueses devem observar mais os actos do que as palavras dos seus eleitos, a fim de concluírem do seu grau de desempenho das funções que lhes foram delegadas. As árvores avaliam-se pela quantidade e qualidade dos seus frutos, e é assim que os cidadãos devem olhar para os eleitos.

20.11.08

Os Professores descansam muito!!!

Colegas, boa resposta ao Caríssimo indignado que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores, Acho que é mesmo de ler.
Nunca tinha pensado nisto desta forma. Incrível como trabalhamos tanto e nem damos por ela.

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores...

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores, homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo...

Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas.
Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua.

Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível).

Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o Prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma.
Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o Prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o Prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o Prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período:
11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas.

Então, vamos subtrair às393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!!

O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o Prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.

Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o Prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

Interrupção Voluntária da Paródia

Imagem topo de gama do KAOS
Basta olhar para a imagem para perceber que era demasiado boa para não me inspirar. Do meu ponto de vista, só peca por um pequeno defeito: a nossa realidade é, hoje, ainda mais chocante, e bem pior.
Vamos por partes, como fazia o Jack, às moças que estripava:
Comecemos por Dias Loureiro. Tenho Dias Loureiro no mesmo patamar de execração de Proença de Carvalho, embora em baço, para usar uma sinestesia, e os baços, os pardos, os sonsos, como toda a gente sabe, são os piores. Este é, objectivamente, o juízo da mesa de café. O institucional, substancialmente mais grave, é que essa... coisa tem assento no Conselho de Estado, que é uma espécie de mini-Senado que o Presidente da República, quando existe -- o que não é o caso presente, em 2008 -- consulta, para tomar decisões dramáticas, como foi o caso do Golpe de Estado dado por Jorge Sampaio, contra a coligação PSD/CDS. Ora acontece que eu acho que o Sr. Loureiro devia estar na cadeia, e não em posição de poder aconselhar um homem fraco, cobarde e enfermo, como Aníbal, sobre qualquer golpe de rins político que lhe possa passar pela testa.
Podem perguntar-me o que sustenta Dias Loureiro, e só me vêm à cabeça andaimes sinistros, como os que mantêm Pinto da Costa, embora esse seja mantido por instituições que nos são mais familiares, como as Mafias Italiana, Russa e Turca, gente séria, portanto.
A deriva vai agora para a primeira novidade da noite, porque há uns passarinhos que me trazem, de quando em vez, umas novidades e rumores, que tenho o maior prazer em compartilhar, nesta hora tardia, convosco. Essa novidade é que -- e aqui vai um grande abraço para o Xatoo, uma das pessoas com informação superlativa, na Blogosfera, que, numa célebre noite de Novembro de 2005, me forneceu, por email, as conexões entre o suporte eleitoral de Cavaco Silva e a Opus Dei. Esse email valeu-me a limpeza radical de um computador, uma invasão de telemóvel, e o varrimento de um PDA e destruição de um Ipod, a 6000 Kms desta chafarica. Mal eu sabia que era a ponta do icebergue.
Muito se tem escrito sobre o BPN e as suas estranhas conexões. O que me chegou hoje, e investigue quem quiser, é que essa nobre instituição injectou milhões, para que o "lobby" cavaquista conseguisse colocar na Presidência da República aquela pungente assombração que por lá agora se arrasta. Dando um dos meus saltos, nós, Portugueses, estamos a pagar, com os nossos impostos, a campanha eleitoral de um manequim da rua dos fanqueiros, completamente obsoleto, humana, ideológica e politicamente.
Tomem e embrulhem, como diz a ralé.
A segunda novidade é um tal de BPP, Banco Privado Português, onde umas modestas 3000 famílias depositavam as suas "economias", e que vai agora avançar para a muleta financeira do Estado, que nós vamos pagar, ou seja, não havia dinheiro para as reformas das velhinhas, a Segurança Social ia falir, as urgências e maternidades fechavam, as auxiliares de 400 € por mês eram congeladas, mas, "suddenly last October", apareceu um fundo de maneio para impedir que as "economias" de 3000... desculpem-me a expressão, CABRÕES, fossem pelo ralo adentro. Ao ouvir o cavalheiro que geria essa porcaria, e que se dava com gente simples, honesta e de respeito -- ouvi, por alto, Berardo, Jardim Gonçalves e Sousa Cintra (o ex-amante do Conde Caria) -- a dizer que ia escrever um livro, só me lembrei do poema "TÃO", do outro gajo, do BCP, e fiquei tão cheio de vontade de agarrar numa metralhadora e desfazer a televisão que só tive pena de não ser um No Name Boy. Infelizmente, sou um público With Name Man, mas a vontade cá fica, bem forte e contida.
Nesta escalada do País das Maravilhas, à beira de uma coisa má que vai acontecer, mais dia, menos dia, entramos no tema preferido dos nossos quotidianos, a Educação, não no sentido clássico do termo, mas no sentido de "hoolliganismo" de que o termo hoje se revestiu. As sms entre alunos tornaram-se frenéticas, e todas apontam, sempre, no sentido de uma espécie de forma de GPS, a tentar informar onde, quando e por onde a Sinista Ministra e os seus sicaios vão viajar, ou estar, para os fazerem passar por sucessivos actos de humilhação e violência.
Tudo isto é insustentável, e tudo isto aponta para um intervenção, que, se não vier do Palácio da Bandeira de Croché -- senhores radicais, quando saltam a barreira e apeiam, simbolicamente, aquele vexame da Nação?... -- terá, inevitavelmente, de vir de qualquer lado.
A novidade, hoje, parece que era um email-isco, das DREs, a pedir, informaticamente, que se preenchessem grelhas de objectivos. Conheço gente que respondeu, laconicamente, com "FALECIDO", "JÁ NÃO MORA CÁ", ou "DEITAR ABAIXO, ATÉ DEZEMBRO, O ESCÂNDALO QUE OCUPA A 5 DE OUTUBRO".
Valentes exemplos.
As melhores, todavia, estão para vir: neste frenesi de sms e emails, que não repercute só o mal-estar de milhões de Professores, Alunos e Encarregados de Educação, que têm as costas quentíssimas, mas pelo apoio generalizado da Função Pública -- 700 000 -- diz-se, que estão a ver no que isto dá, para avançarem em outras frentes, mais os Médicos, que também serão "avaliados" (!), a Magistratura e as Forças Armadas, garante da Democracia, que estamos a ver por um canudo, ah... sim, dizia eu... no meio deste frenesi de sms e emails, chegou qualquer coisa de extraordinário, que se terá de confirmar, e que é o Currículo da Incompetente da Educação, publicado por Ilídio Trindade: "a Drª Maria de Lurdes tirou o antigo 5º (actual 9º) ano e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo eram dois anos de curso). Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5º ano + 2 anos de Magistério Primário! ). Ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno, saiu com um DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas(?!) no ISCTE, por acaso onde o sr. engenheiro fez após-graduação (mestrado?) a seguir à 'licenciatura' da Universidade Independente."
Tal como o Carrilho, nunca foi avaliada em coisa nenhuma, excepto na sua fidelidade canina ao ISCTE, comumente conotado com os "Ballets Bleux", da Pedofilia, e já que falámos do tema da Pedofilia, igualmente me chegou hoje um pequeno pormenor, "la petite histoire", que nos demonstra, dia atrás de dia, que a Realidade não é bem o que nos querem fazer engolir, e está no nível dos piores pesadelos.
Aproveito para dar os parabéns à SIC, que, desde que o Patrão de Bilderberg começou a obrigar os jornalitas a rescindir contratos, voltou a ser um Órgão de Informação correcto e militante. Brevemente, estarão todos no 5º Canal de Televisão, da Zon, a servir o Sr. Rangel, mas isso é um episódio próximo desta degradante telenovela. Foi a SIC que hoje nos mostrou os Sindicalistas a abandonar a reunião de 2 minutos com a Ogreza da 5 de Outubro, os alunos a insultarem-na generalizadamente, a CGTP a ser impedida de entrar nos CTT -- um dos maiores coios de mafiosos de que há memória neste país -- e onde está tudo o que é filho da Corja Política (até a minha prima, imagine-se...), e o tal gajo do BPP, que depois de ter gerido mal as fortunas, vai escrever um livro (!)
Uma das coisas mais saudáveis que Portugal tem é a facilidade com que se escrevem livros. Deve ser uma espécie de "Rio das Flores" do Colapso Financeiro...
Falávamos da SIC. Já roçou o sublime e a sabujice. Lembro-me da prisão de Paulo Pedroso, por mão própria do destravado Rui Teixeira. Deixo-vos mais uma pequena história, para vos fazer insónias. Lembram-se da anedota do pobre do Guterres que não sabia fazer contas?..., pois não sabia: acabara de sair do Hospital de Coimbra, com a certeza quase certa de que iria ficar sem a mulher. Experimentem fazer um discurso sereno, numa situação dessas...
Foram intoxicados até à medula com a versão de que a prisão do Pedroso, coitadinho, que também acha que a Avaliação Docente é para levar até ao fim... talvez sim, mas com a moeda de troca de levarem, também, o "Casa Pia" até... ao fim.
Aceita a aposta, Sr. Pedroso?...
Pois olhe, vou aqui também revelar aquilo que o Sr. até sabe, mas a maioria das pessoas deste país desconhece: Rui Teixeira foi ao Parlamento -- lembra-se desse dia de glória?... -- com o pretexto de o buscar, mas para esconder, mediaticamente, o que realmente lá ia fazer: interrogar, em gabinete privado, uma figura bem mais grada do que a sua cara de nádega, e da Direita Portuguesa.
Essa é a novidade com que vos deixo hoje, para que as vossas insónias ainda mais se agravem.
Investiguem, até onde quiserem.
Temos de ser uns para os outros, não é?...
Boa Noite.

(Pentagrama degradado, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

PLENÁRIO Movimento Escola Pública

EU VOU!

Será que cada um tem o que merece????

Espanha tem o governo mais feminino de sempre.

Itália tem Mara Carfagna como Ministra da Família


Portugal, tem isto!





18.11.08

Não é o pior ministro da UE. É o pior dos 19 que foram avaliados!!!

Teixeira dos Santos foi classificado pelo Financial Times como o pior ministro das finanças.
Notícia AQUI para recordar mais tarde.

Já aqui no Democracia falei sobre este assunto no post O Milagre de SÓCRATES. Vale a pena não esquecer quem está atento!!!

Estava agora a ver o programa do Mário Crespo que se "borrou" a rir quando leu o comunicado do Ministério das Finanças sobre este assunto........era mais ou menos assim:

"O Sr. Teixeira dos Santos não é o pior Ministro das Finanças da UE mas sim O PIOR DOS 19 PAÍSES DA UE QUE FORAM AVALIADOS"

Quem terá sido o BURRO que decidiu enviar este comunicado. É cada otário!!!!
É o que dá dar tachos aos boys..........................a competência não vem do berço.

Enfim, é só mais um pequeno imbróglio no País das Maravilhas.

JOSÉ PEREIRA é um herói como já não se vê neste marasmo

Parabéns grande José PereiraSr. Presidente da República, uma medalha para este Sr. JÁ!!!
Ou é só para os que dão jeito para a fotografia?

De como a Educação, em Portugal, acabou engolida por um Hipopótamo que sonhava apanhar uma geral dos "No Name Boys"

Imagem do KAOS
Sim, eu sei, isto parece o período do Diploma do Sócrates: é uma tentação não vir insultar diariamente os "zombies" da 5 de Outubro, mas eu tenho uma fixação ainda maior do que da Milú Rodrigues, que é a... pronto, vou confidenciar... a paixão da minha vida, Margarida Moreira, o Hipopótamo da DREN, que demitiu o Charrua, porque ele terá dito, em público que Portugal era "um país de bananas governado por um filho da puta".
Quando à parte do filho da puta, julgo que todos estamos conversados: há um consenso nisso, desde a Extrema Direita até aos Tiques do Louçã.
O problema, presentemente, começa no "país de bananas".
Acontece que Portugal é como aqueles burros mansos, que alomba, alomba, alomba, se deixa encher e picar por moscas, e alomba ainda, e deixa-se picar, e, de repente, passa-lhe uma coisa pelas orelhas e começa a disparar coices em todas as direcções.
Desconfiai dos povos mansos, pois eles são como as águas turvas, cujos fundos não vislumbramos.
Quando digo "não vislumbramos", estou a referir-me ao cidadão comum, aquele que acredita em que o Marco Paulo tem mesmo dois amores, e nenhum deles é um cabo-verdiano com 23 cms, que a Bocarra Guimarães foi virgem para o casamento, e depois continuou, e que o Sr. Vítor Constâncio é honesto. Há gente que acredita em tudo, e foi assim que a Irmã Lúcia, uma mentirosa compulsiva, sobreviveu eras, enfiada num convento, onde só teclava com Deus e com os Papas mais libertinos.
Depois, há o reverso da medalha, e parece que os Serviços Secretos estão a ficar inquietos com certas coisas que se sussurram por aí. Não... não vou falar de José Miguel Júdice, nem dos grandes traficantes de armas. Não vou citar os nomes dos bancos onde se faz o branqueamento do dinheiro da droga da Venezuela, onde parece que se trocam "Magalhães" por linhas da "branca"; nem vou falar das casas mais caras, que já estão vendidas, ainda em planta, enquanto a empregada de caixa do hipermercado acabou de declarar a sua insolvência à hipoteca do Millennium-BCP (boa safra, essa, também...)
Os Serviços Secretos estão inquietos porque consta que há franjas de descontentamento entre as elites do músculo, gente que foi atiradora especial na Bósnia, Comandos altamente preparados, para cenários de guerra dura, nada de polícias novatos que se suicidam, porque 600 € não pagam ter de enfrentar a Morte. Estamos a falar de gente que está farta, mas que não são reformados, nem professores, nem alunos, nem enfermeiros, nem mangas de alpaca da Função Pública, nem velhinhas que ainda acham que o Sr. Cavaco é um homem honesto. São pessoas de corpo invejável que tratam a Morte como um cão caseiro, e que têm convicções tão rígidas, como alvos certeiros.
Eu, pacato cidadão, subversivo, escritor nefelibata e de luva branca, fartei-me, à minha maneira, e disparo com a minha pior arma, a Escrita. Outros há que escrevem, como em todos os períodos críticos da História, com palavras que não são letras.
O rumor anda aí: começaram pelos Nacionalistas Radicais, que enfiaram na prisão, e o Povo olhou, sem ter percebido o que estava a acontecer. Neste momento, o pânico é mais visível: uns quantos cavalheiros, a cumprirem ordens, foram a um dos mais fervilhantes fóruns de insurreição de que o País dispõe: as claques futebolísticas, e resolveu agir... mal.
Desde Roma que se sabe que os estádios são meras metáforas para exercícios de outras virilidades. Está por aí escrito que nos anfiteatros e hipódromos se fizeram cair tiranos e Imperadores. Muitos houve que foram arrastados pelas arenas por ululantes plateias cansadas de coisas muito semelhantes ao nosso tempo.
Não percebo nada de Futebol, mas sou altamente sensível a rumores. Fartei-me de ligações lentas da Net, quando o assunto não convém, e de ecos de telefone, quando a conversa não agrada. Fecham-se bares, onde a adrenalina era descomprimida, e julga-se que os bebés vão para a caminha mais cedo. Proíbe-se, fiscaliza-se e oprime-se, para dar a ideia de que o Estado é eficaz e faz cumprir as Leis. Acontece que o Estado não é eficaz, e muito memos em cumprir as leis. As leis são para chatear o cidadão comum, e servir de pano de fundo a infindáveis noticiários de operações de balão-stop, onde ficamos com a vaga sensação de que a Ordem reina. Em Portugal, não reina a Ordem, reina a Ordem da Camorra, e o Estado está putrefacto, como vos relembram nomes como Paulo Pedroso, Vítor Constâncio, ou toda a chusma de corruptos, que diariamente, nos vem mostrar que há toda uma classe acima da lei. A definição de Democracia é a de Igualdade perante a Lei. Em Portugal, pelo contrário, reina uma devastada Impunidade de certos cavalheiros, na sua quotidiana actividade de Crime.
Como disse, nada percebo de Futebol, mas sei que, quando se prendem No Name Boys, a pretexto de não terem matrícula num cartório qualquer, o verdadeiro motivo está a ser iludido: há pessoas, nos mais altos postos do Estado que estão muito assustadas, e não com os rumores que eu ouço, mas com algumas peças da Realidade, que os Serviços Secretos lhes comunicam. Acontece que essas peças são isso mesmo... peças, peças esparsas de um estado de coisas muito mais vasto, que arrepiaria qualquer um que a eles tivesse acesso, na totalidade.
Nunca vi, mais gordos, os chefes dos No Name Boys, que agora insistem em deter. Eu prenderia primeiros os cavalheiros que vão jantar ao "Eleven" e a outros restaurantes semelhantes. Investigaria os passageiros de certos voos de Angola, Cabo Verde, Brasil e Venezuela. Passaria a pente fino alguns jactos particulares e as mercadorias que todos os dias, iludindo a Alfândega, passam as fronteiras aéreas de Faro; trataria da lista dos cartões de crédito dos cavalheiros que frequentavam os Sites Pedófilos, que o FBI nos enviou, e que nós imediatamente deitámos para o lixo, e outras coisas mais que não caberiam nos dedos todos das minhas mãos e pés.
Sou pouco de previsões, mas vou lançar outro rumor, para acabar, como comecei: parece que Lurdes Rodrigues arranjou uma paixão nova, disseram-mne, e tenho de confirmar, por quem anda por aquelas célebres... festas. Até lá, é boato; depois de confirmado, passará a ser explicação por mais este insuflar de vida, que lhe querem comunicar, e esta alegria branda, de uma mulher simples e de bom coração, que em público... se desculpa. Amanhã, com mais paciência, achincalharei essa "paixão". Agora, volto ao terreiro de caça: o país inteiro é uma maré de rumores, emails e sms suspeitos. Por outro lado, e para acabar, quando o Sistema, ainda este mês, lançar a bomba que vai ser o Branqueamento do Casa Pia, eu não gostaria de estar na pele de certas pessoas. Porque ainda há claques e são, deus meu, numerosíssimas, ocultas, incontáveis, incontíveis...
(Pentagrama em forma de panela de pressão, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")
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