14.12.08

Segunda Carta Aberta a Fernanda Câncio ou de como apesar de isto ser um país de touradas as quotas para Choca estão sujeitas a 2 "Excelentes" seguidos

Imagem do KAOS
Sim, eu sei: sobra sempre para mim. A verdade é que o tema é irresistível, e lá vou eu outra vez para a rampa de lançamento.
Por toda a Blogosfera, e suponho que, com os Professores à cabeça, se pedem respostas imediatas a todos os disparates que circulam pela Imprensa Escrita, e, desta feita, é outra vez a Menina Câncio que se abeirou da sacada, para deitar beijos à multidão. Tenho, entre tantos dos meus defeitos, o de nunca ter lido uma linha da Câncio, de maneira que estou perfeitamente à vontade para comentá-la.
A coisa começou por girar por email, e parece-me, que não a li, estar ao nível de "o casamento é para procriar", da Ferreira Leite: aliás, propunha, desde já, como mediador de conflitos, que se fizesse uma inversão de papéis e se pusesse a Bruxa do PSD a receber o Prémio-Ilga, "Arco-Íris" 2008, enquanto a "Namoradinha de Portugal" se enfiava debaixo do Trafulha de Vilar de Maçada, e o obrigava a procriar.
Ia ser um sofrimento para as três partes, mas a Crise é mesmo assim, apertar o cinto, e dar lugar à imaginação, pois então.
Vamos à Linha da Frente, banda-larga, puro "Magalhães": a Srª. Câncio odeia a Blogosfera tanto quanto as Sociedades Secretas, que nos governam, detestam a Transparência e o Apuramento da Verdade.
Tenho, com ela, uma relação de profundíssimo amor, por razões várias, a primeira, evidentemente, por ter andado a servir de pau-de-cabeleira ao Primeiro-Ministro, efectivo frequentador de outros colos, mas que insiste em que surjam brisas de rumor por tudo quanto é pasquim e de leitura de cabeleireiro de que há algo entre ele e a matrona, e há, é aquilo a que eu chamo a Síndroma de Marco Paulo, ou a Trissomia Betty Grafstein, só que com muito menos diamante e milhões à mistura, e com o inconfundível verniz do "Lesbian Chic"...
É natural que que menina ganhe os Prémios da ILGA, num país onde a homossexualidade se veste de Fatos Armani e veta as Uniões de Facto, durante o período favorável das suas Maiorias Absolutas. Como diz a voz do povo, paneleiros são sempre os outros, mas isso nem é chamado para aqui, porque respeito tanto essa menina que até me dei ao trabalho de a imortalizar na "Wikipédia", coisa que a enfureceu, no início, mas trata agora do SEU ARTIGO como uma mãe serôdia amamenta o seu rosado quatro quilinhos de parto-cesariana. (Vá lá revê-lo, porque já há mãos malignas a conspurcá-lo...)
Querida, perceba que quando a tornei num miminho wikipédico não lhe estava a conceder as graças da Maternidade, antes lhe estava a colocar ao colo um nascituro morto, para que a menina o embalasse, e parece que adorou: sabe, é a minha especialidade, não me reproduzo, mas dá-me um prazer enorme e afectuoso pôr nos braços de cada um o bebé que tanto gostariam de ter...
Chega de ironia: parece que a menina já percebeu que foi alvo de várias conspirações blogosféricas, que tinham por detrás mentes docentes, académicas e intelectuais -- é para isso que servem os seus convívios com as Secretas do Héron-Castilho, ou será que nem disso lhe dão a mamar?... -- e como a Blogosfera estava, e está, a provocar estragos no Jornalismo Arrumadinho das Ideias Feitas e das Notícias por Encomenda, a que pertence, só deus saberá se alguém não lhe encomendou disparar contra o que julga serem Calcanhares de Aquiles.
Minha querida, vamos começar pelo começo, e por aquilo que, no meu humilde saber, de Quarta Classado dos Antigos, costumo associar a Jornalismo.
Já leu, por acaso, o texto de António Balbino Caldeira, sobre o "status quo" e as brisas do "Aventalinho"?...
Não leu!?... Pois... vá ler.
Atreva-se a fazer uma "reportagem" daquelas e publique-a no seu Jornal de Trabalho, e vai ver que tipo de "avaliação" lhe fazem imediatamente... Ah... que disparate... lá cometi eu um "lapsus linguae"... que chatice, mas, olha, já está, é isso mesmo... Avaliação...
A Fernanda Câncio já alguma vez foi avaliada?...
A Fernanda Câncio chegou a Jornalista por Concurso Público, Nacional, e publicado em "Diário da República", como qualquer Professor deste País, ou foi por... "convite"?... Não, claro que não, você jamais seria convidada, e entrou sempre por concurso, e foi sempre avaliada, e tem um horário de trabalho extensíssimo que lhe dá para aquelas coisas todas que a gente sabe, nomeadamente, servir de alimento a todas as anedotas de baixo nível a que deu o flanco, e que ainda achou, só deus saberá... "protagonizantes".
Como dizia o velho Taveira, "mais vale ter mau hálito do que não ter hálito nenhum"...
Avancemos agora pelos pragmatismos: hoje, mais uma vez, e só por tédio, juro, porque você me é totalmente indiferente, ao contrário da Blogosfera, que parece moê-la sobremaneira -- não se pode controlar, não é?..., e não vai lá por encomendas nem postalinhos... -- decidi perder três quartos de hora a redigir mais um A4 verrinoso. Como sabe, sou escritor, e a prosa brota-se-me com demasiado facilidade, e a minúcia dos termos com cirúrgica incomodidade... para os visados.
Gosta de se fazer porta-voz dos agravados e ofendidos, eu sei, mas só daqueles que é politicamente correcto defender. Eu adoro, em contrapartida, colocar-me ao lado do que bem me apetece e defender tudo o que me vier à real gana, e sou tarado, caso ainda não tenha percebido.
Sabe, querida, também já fiz jornalismo, como qualquer escritor, e, por mais que vocês forcem a tecla, todo o bom escritor passou pelo jornalismo, embora seja raro o jornalista que tenha ascendido à categoria da Grande Prosa, e isso dói, e eu compreendo, e amparo, com sinceridade, a sua imensa e irremediável dor.
Mas esses são os desaires próprios do talento e das coisas que duram a meia dúzia de anos da minúcia efémera do jornalismo das águas mornas.
Agora, que, finalmente, estamos olhos nos olhos, meu amor, vou-lhe dizer mais uma coisa, enquanto oiço Brahms, op. 118, e contemplo um fabuloso fragmento de cristal de rocha fumado, com incrustrações que fazem lembrar os esplendores de algumas capelas de São Roque, e semi-talhado por um joalheiro que costumo frequentar: meses e meses, antes de a coisa ter caído na chacota e na anedota de toda a gente que tem dois dedos de testa nesta porcaria, havia um montão de referências... olhe, o "Correio da Manhã", por exemplo, onde, semana, sim, semana, não, surgiam as pitadas dos humores de uma "relação" vossa, que se expunha pelos corredores do Amoreiras... Vou agora ao "Google" procurá-las, e bem peno eu pelo "Correio da Manhã", volátil hemeroteca, mas sempre que lá teclo "Fernanda Câncio", já só me vêm uns escassos restos de coisas outrora, tão erros meus, má fortuna, amor ardente... Que mão maligna os terá feito apagar, quando se sabe que a "Wikipedia" adora essas fontes e citações virtuais, como a minha beleza saloia poderá rememorar AQUI?...
Olhe, sabe qual foi realmente a grande maldade?... É que como quem colecciona jornais velhos, também se podem gravar páginas da Net, por mais que o bom tom e a minuciosa vontade de "verdade" outra as queiram fazer... evaporar. Até há quem o tenha feito. Um dia repostas a circular por email, tornar-se-iam verrinosas e com cheiro de enxofre, como a menina, como solta impropérios contra a Blogosfera, que devia ser bem educada, mas, afinal, como uma criança mal comportada, insiste em andar na idade dos "por quês?", até se abeirar de qualquer coisa que se lhe assemelhe à verdade, e adora... "avaliá-la".
A mais soberana avaliação da Fernanda Câncio são todas as anedotas que sobre ela correm entre as Classes Profissionais Diferenciadas, nomeadamente, a Docente.
Coisa chata, não é, mas olhe que é cartório onde não tenhi culpa alguma...
Pois é o fausto e o fado, e depois de tantas bombas de fragmentação que aqui vão nas entrelinhas, deixo-lhe uma derradeira, para lhe tocar na vaidade de pavoa (má comparação, não é, justamente com uma espécie onde é o macho que sempre brilha?...), vaidade sua, coisa a que sou totalmente indiferente, minha linda -- outros berços, outros horizontes -- sabe qual a imagem que conservo de si?... Aquela do "Público", (sim, escreva para lá, para ver se a retiram da Net, também... ) muito parecida com a "Bebedora de Absinto" (falha-se-me sempre a memória se de Degas ou de Toulouse-Lautrec Monfat...). Creio que tem isso em comum com a Srª. Lurdes Rodrigues, uma espécie de morcego que foi dependurada de uma trave de pardieiro, e obrigada a manter-se de pé, para as televisões, com a sua boca em forma de fenda: mau ar e má pinta, incapazes de um sorriso saudável, mas pretexto para imparáveis gargalhadas, deus meu, da classe com mais elevadas habilitações académicas de Portugal.
Que tal aprenderem ambas a sorrir, em vez de se associarem a chacotas e desmultiplicadas gargalhadas?...
É mau, não é, mas que poderemos nós fazer?...
Um beijo... meu... sincero, como sempre.

(Cinco vezes... coitada, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

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