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5.4.08

Coelhone na Mota-Engil (actualizado)

. 5.4.08

Jorge Coelho já tem tacho.

Será o futuro presidente executivo da Mota-Engil.

Houve concurso? NÃO

Não?

Mas vai haver ............................................... .................. ...................................
....................................................... ..............
...............
................ ........ ........ concursos públicos!!!!!!!!!

(actualização)
Pois é... mas afinal isto é uma retribuição de favores!
Diz o Expresso:
Coelho ‘deu’ à Mota-Engil maiores negócios das SCUT - Não há ilegalidade, mas há muita promiscuidade. A construtora passa a ter dois ex-ministros e um ex-secretário de Estado das Obras Públicas na direcção.

17 comentários democráticos:

Anónimo disse...

Parabéns!
Portugal país livre de corrupção.

Anónimo disse...

Noutros países vai-se de empresário para político. Em África vai-se de político para empresário...

Ludo Rex disse...

Concursos públicos, Onde? esses rapazes não passam por esse tipo de situações...

Anónimo disse...

Com o concurso publico para a concessão e construção da 3ª travessia sobre o Tejo, dá para perceber porque é que esse senhor foi contratado para a presidencia da Mota-Engil!!! Só mesmo em Portugal!

Beezzblogger disse...

Epá, então o coelhone, demitiu-se por causa da queda da ponte Hintze Ribeiro, e agora é o chefão da Mota-Engil???

Pode ser que a Mota-Engil, agora pague o que deve à minha empresa, assim escua a minha de andar aflitinha com as contas.... cambada de chulos, isto só lá vai à bomba...

Abraços do Beezz

Magno disse...

Alguém se lembra:
1º Entre os Rios - " A culpa não vai morrer solteira"- Jorge Coelho quando se demitiu do cargo de Ministro das Obras Publicas.
2º Ferreira do Amaral, no último ano como Ministro da mesma pasta dotou a Lusoponte da concessão da Ponte 25 de Abril e da Vasco da Gama, hoje é um dos admnistradores desta empresa.

Anónimo disse...

Mão há vergonha nem medo neste país de ... Não há tomates entre os portugueses...Só à lei da ... é que isto ia aos eixos.

cadeiradopoder disse...

Votem PS... e corem de vergonha!!!!

Anónimo disse...

Boa Tarde!
Recebi um mail com este maravilhoso blog!
Estão de Parabéns!
Meus caros se estamos num país livre, democratico porque não haver um força do zé povo e demolir aquilo que está seguro por palitos?

Abraços

André disse...

A promiscuidade entre o sistema politico e económico no seu melhor!!!

Anónimo disse...

Pensem nisto: Em dias de debate mensal na Assembleia da Republica porque não um grupo de corajosos portugueses sequestrar aquela cambada de chulos e obrigá-los a confessar toda a podridão que durante décadas cometeram. Em frente às câmaras...seria sem dúvida o melhor momento da nossa história. Talvez dessa maneira a maioria não pensante deste país se desse ao trabalho de usar o cérebro.
É possível, basta ter coragem.

Vale a pena pensar nisto...

João Paulo Curto disse...

recebi este email de um amigo e vou passar a mais amigos. Acredito que Portugal é um país cada vez mais corrupto (as estatísticas de várias organizações europeias assim o confirmam). E o rigor e seriedade é só para quem não tem compadres e está fora do esquema. A questão é como sair deste círculo vicioso em que o poder atrai os corruptos e corrompe os que atrai. E já agora, parabéns ao Tribunal de contas e Oliveira Martins. Mas só pode ser assim num país que não acredita na justiça que tem... Um abraço e força!

José Luís disse...

Coelhone - PS
Ferreira do Amaral - PSD
Isto é tudo distribuído entre eles! Belos políticos que temos em Portugal, sejam lá de que partido forem! Isto precisa é de uma revolução a sério, não é com cravos. É limpar o sebo a certos sujeitos que descaradamente roubam o povo e nós, sempre carneirinhos, vamos falando e não fazemos nada. Até as nossas forças armadas, que são quem tem as armas, refilam por estarem a ser espoliada e nada fazem...

Anónimo disse...

Este é um primeiro Comentário de uma série intitulada o Estado do País:
Como estava o País no tempo de D. João I
Quando D. João I tomou finalmente conta do poder, depois de vencida Castela em Aljubarrota, teve que fazer enormes cedências à nova "nobreza de pé descalço" que teve que criar, como recompensa pela ajuda que lhe haviam dado na eleição para Rei e na luta contra Castela, tal como hoje os partidos fazem aos “pés descalços que os ajudam a ganhar as Eleições.. Mas os nobres que tinham ficado em Portugal (muitos passaram-se para Castela) e que tinham estado ao lado de D. João, também exigiam a paga.

O país já estava empobrecido pelas guerras de D. Fernando e mais ficou. *

E nestas alturas quem sofre mais, adivinhem quem é - o Povo !

A pesar de D. Duarte ter herdado um Reino melhor, dez anos antes de subir ao trono ainda existiam grandes e graves problemas por resolver.
Quem nos dá conta do "Estado da Nação" nos últimos dez anos da governação de D. João I, é o seu filho, o Infante D. Pedro, irmão de D. Duarte, do Infante D. Henrique e da Duquesa da Borgonha, D. Isabel.
D. Pedro havia saído do País numa longa digressão pela Europa e, entre 1425 e 1426, em Bruges, junto de D. Isabel, escreveu uma carta a seu irmão, o futuro Rei D. Duarte, em que lhe dá a sua opinião quanto às coisas que não corriam bem em Portugal.
Não é esta a altura nem o local para transcrever toda esta tão esquecida e importantíssima carta, mas dela vamos fazer ressaltar os pontos mais directamente aplicáveis às questões que ainda hoje nos preocupam:
O Ensino:
"...que na dita universidade houvesse dez ou mais colégios, em os quais fossem mantidos escolares pobres, e outros ricos vivessem dentro em eles à suas próprias despesas...
A Administração Pública:
"...Porque a fortaleza, depois da ajuda de Deus e dos bons corações, está na multidão de gente e em ser bem corregida, e em quantas mestrias se buscam na vossa terra, para os que nela estão, se irem para outra, e os que nela não estão, terem muito pequena vontade de se irem para ela...
Os Funcionários:
"...os vassalos...a mim parece que vós devieis ordenar um certo número deles em toda a vossa terra, repartindo-os pelas comarcas...e disto não fossem acrecentados por rogo ou requerimento que alguma pessoa pudesse fazer...
Obras Públicas:
"...E a regra que eu ate agora vi ter em vosso reino sobre tudo isto, é que as obras necessárias são muitas vezes esquecidas e sobre as voluntárias se dá grande trabalho ao povo e se faz grande despesa...
Abuso do Poder:
"...Mas a maior parte dos seus agravos nasce dos desordenados constrangimentos que lhe fazem vossos oficiais...
A Justiça:
"...A Justiça, senhor, que é outra grande virtude, me parece que não reina no coração daqueles que têm o encargo de julgarem a vossa terra...Parece-me, senhor, que a Justiça tem duas partes, uma de dar a cada um o que é seu, e a outra dar-lho sem delonga...aqueles que tarde vencem, ficam vencidos...
Os Magistrados:
"...muitos oficiais de justiça e de todos eles sair muito pucos desembargos...
O Trabalho:
"...Porque nenhum se contenta de aprender ofício que seu pai havia nem de servir outros senhores, se não lançarem-se à corte, na esperança de serem escudeiros...

Como se pode ver, as magnas críticas que merecem a atenção do Infante são:

1ª - O Ensino, propondo que o Estado pagasse o estudo dos pobres e que os ricos satisfizessem as suas próprias despesas;
2ª - A boa governação do Estado, para que os nacionais não quizessem emigrar e os emigrados quizessem regressar, ao contrário do que então sucedia e hoje ainda sucede;
3ª - O número e distribuição dos vassalos (os membros do partido daquele tempo), que não só comiam do Estado, mas também do povo das comarcas, e que ainda queriam mais...;
4ª - As obras públicas, queixando-se que não se faziam as necessárias e que se gastava muito dinheiro nas supérfluas;
5ª - Os abusos que os oficiais exerciam sobre o povo, e que eram o seu maior agravo;
6ª - A Justiça, que não funcionava, porque os juízes julgavam mal e pouco, e que as acções, não só eram mal julgadas, mas demoravam tanto tempo, que os justos, que as deveriam ganhar, quando ganhavam, já tinham perdido mais que os agravos, pela demora;
7ª - Muitos magistrados, mas inaptos, incompetentes ou preguiçosos;
8ª - Que ninguém quer trabalhar, ou aprender qualquer ofício, mas que vêm à Côrte (ao Governo) para assim ganharem a sua vida sem trabalhar:

Onde é que já ouvimos isto ?
Quantas vezes já vimos este filme ?
Qualquer um menos avisado, poderia pensar que o mal já é crónico, que é do povo, quando na realidade, não é, e o povo bem dá provas disso quando, desalentado, emigra para Países organizados e bem geridos.
É dos governos que nos vemos obrigados a eleger, sem possibilidade de escolha que não seja entre o pior e o mau.
O exemplo vem sempre de cima para baixo; quando o governo é permissivo, quando é fraco, quando é incompetente e tem que sobreviver pelo apoio de gulosos que se lhe arrimam e o apoiam na degradação, porque não sabem fazer mais nada, então o povo, normalmente o guardião dos bons costumes, da moral e da ética, também se corrompe.
Veja-se num escritório, numa fábrica - se o patrão ou o chefe chega cedo e sai tarde, se exerce e cumpre as suas funções, os subordinados cumprem, e se não cumprem, há moralidade para o pôr na rua; se, ao contrário, o responsável chega tarde, sai cedo e não faz nada, o local deixa de ser de trabalho, para ser de rebaldaria.
E, no entanto, os funcionários são os mesmos.
Se o chefe é desleixado, os outros, também; se o chefe rouba, os outros também.
Se o chefe não percebe nada do assunto, os empregados não só o gozam como, se for possível, o induzem em erro e o "queimam".
Porque um chefe, seja do que for, seja ministro ou secretário de estado, seja director-geral ou presidente do conselho de administração, seja capataz ou encarregado, tem que saber do ofício e depende SEMPRE da hierarquia, de baixo para cima. Se ele não percebe nada do ofício, e tem por baixo outros que também não percebem, e ainda por cima, ganham todos muito mais que os chefes sabedores e de carreira, estes, por de trás das suas costas, fazem-lhes o manguito moderno de um só dedo ... e deixa andar !
E ainda mais, se a cúpula é de panforrões (que o mesmo é dizer partidária e assim, desde logo, ignorante e cheínhos de euros-gula) !
O que é que fica para o País, da pseudo-actividade de ambos, políticos e cúpulas nomeadas pelos “compadres” ?
Degradação, corrupção e a miséria latente do POVO !

Quase seis séculos depois, o paralelo da situação é por demais óbvio para que não seja relembrado.
Só resta acrescentar que o Infante D. Pedro, autor da carta, viria a sofrer do ódio dos tais “panforrões”, e foi morto na Batalha de Alfarrobeira, mais ou menos como hoje se morre num “acidente de automóvel".
Mas, pelo menos, teve tomates para escrever a carta !

Anónimo disse...

Anónimo,
Comentários assim para quebrar o bate-bate na avó são sempre bem vindos. Actual, interessante e erudito.

Anti-Zé do Restelo disse...

Não percebo porque andam a perseguir o Sr. Jorge Coelho. O pobre do senhor resolveu o problema de Entre-os-rios em dois tempos fez duas pontes e os culpados ficaram com remorsos por causa da sua demissão... Penso que ainda não conseguem dormir...
Enquanto foi ministro das obras públicas foi sempre solidário com as construtoras e famílias afins. Deu muito trabalho à construção civil retomando o início do nosso actual Ex.mº sr. Presidente da República na década de 80 (betão, betão e mais betão)... Compreende-se perfeitamente o reconhecimento de algumas "pobres famílias" que subsistem á custa do betão.
Enalteço o optimismo e os feitos deste senhor porque não podemos ter dúvida alguma da grande contribuição para com este país e estado deste.
Não entendo foi a atitude das construtoras dos nuestros ermanõs em não reconhecerem a ajuda desta personalidade.

Anónimo disse...

Estavam à espera de quê? Para que é que se fez o 25 de Abril parvalhões? Vocês ainda não viram nada! A populaça tem que trabalhar mais e reduzir o salário ao mínimo. Só assim é que nós classe política vamos sobrevivendo.