28.2.07

NOVO AEROPORTO PAGADOR DE CAMPANHAS ELEITORAIS PELOS EMPREITEIROS

Já muito se falou sobre a OTA - "NOVO AEROPORTO PAGADOR DE CAMPANHAS ELEITORAIS PELOS EMPREITEIROS".
Já aqui neste blog de denúncia foram postados vários artigos que definem bem o que é e para que servirá esta nova OBRA PÚBLICA:
Ota - o maior embuste jamais vendido aos portugueses
OTA - um aeroporto ecológico

Agora vamos contar uma história de 2 pequeninos aeroportos:
OTA
(por Miguel Sousa Tavares) - Uma historia de 2 aeroportos:

Áreas:
Aeroporto de Malaga: 320 hectares.
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Malaga: 1 pista.
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano!!!!!!!
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista. Estes Espanhóis são uns agarrados (que forretas).
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.

Mas há mais:
PETIÇÃO
O governo insiste na construção de um novo aeroporto para Lisboa. Os cidadãos que subscrevem esta petição consideram que tal projecto é ruinoso e que Portugal não necessita qualquer novo aeroporto (seja qual for a sua localização).
As razões para assumirmos esta posição fundamentam-se nas seguintes considerações:

1- O mundo atinge agora o Pico de Hubbert, a partir do qual a produção petrolífera não mais poderá continuar a aumentar.
2- Em consequência, o consumo mundial dos derivados de petróleo passará a ser restringido pela limitação da oferta.
3- A procura constante por derivados de petróleo e a restrição da oferta tenderão a elevar os preços dos combustíveis petrolíferos.
4- Esta realidade afectará fortemente a aviação mundial. O seu volume de tráfego não poderá continuar a crescer indefinidamente às taxas anuais que se verificaram no passado.
5- Os estudos económicos relativos ao novo aeroporto foram efectuados através de projecções dos volume de tráfego dos últimos anos. Afirmamos que tal método é errado devido ao exposto anteriormente.
6- A data anunciada para o arranque do novo aeroporto (cerca de 2015) iria coincidir exactamente com a 3ª fase do mundo pós-Pico de Hubbert, de acordo com a classificação de Ali Bakhtiari (ver http://resistir.info/energia/bakhtiari_out06.html e http://resistir.info/energia/bakhtiari_4_fases.html). Nessa altura já estaremos a sentir de forma mais intensa o impacto da escassez de petróleo.
7- A inconsciência energética quanto a estas realidades é gritante. Verifica-se que o governo não tem política energética digna desse nome e que, lamentavelmente, os organismos oficiais de planeamento energético que já existiram em Portugal foram desmantelados.
8- Em consequência, Portugal está a perder um tempo precioso: a actual primeira fase do mundo pós-Pico de Hubbert, relativamente benigna, deveria ser um período de preparação para enfrentar as fases seguintes.
9- Seria trágico que o futuro do país, nesta geração e seguintes, fosse arruinado por mesquinhas considerações de interesses de bancos, empreiteiros de construção civil e especuladores imobiliários. A política económica e energética não pode e não deve ser submetida a tais interesses.
10- Portugal, que já tem inúmeros e sérios problemas económicos, não deve investir em mais elefantes brancos que jamais poderão gerar receitas suficientes para se pagarem a si próprios.
11- Obras deste vulto têm necessariamente de ser analisadas de um ponto de vista macroeconómico e têm de levar em conta o panorama energético mundial. Assim, em termos macro, é irrelevante a argumentação de que os recursos para o dito aeroporto não sairiam do Orçamento do Estado e sim da iniciativa privada (o que, aliás, não é garantido).
12- Muitos técnicos portugueses consideram que o actual Aeroporto da Portela pode suportar os volumes de tráfego expectáveis no médio prazo. Além disso, a sua área de armazenagens pode ser ampliada com custo baixo recorrendo às instalações agora ocupadas pela Força Aérea na Quinta do Figo Maduro.

Assim, fazemos um apelo às autoridades constituídas e às forças vivas do país para que reconsiderem o projecto megalómano do novo aeroporto e impeçam a consumação deste erro grave para a economia nacional e até para o ordenamento territórial.

Portugal está esgotado pelos maus investimentos que o arruínam, provocam défices e endividamentos que comprometem as gerações presentes e vindouras. Os interesses nacionais têm de estar acima da ganância de alguns particulares.

Para assinar a petição para tentar impedir esta construção clique AQUI

Povo de Carneiros – Políticos Lobos

Os partidos políticos são compostos por cidadãos nacionais, os quais, antes de aderirem aos partidos de qualquer forma, têm, evidentemente, as características gerais da população. As mesmas qualidades e defeitos, mesma formação, mesmo tudo. Além disto, cada pessoa tem as suas características próprias ditas individuais, as quais continuam a enquadra-se nas globais.

A partir do ponto em que um indivíduo inicia a sua vida como militante dum qualquer partido, começa a adoptar os princípios por que esse partido se rege, independentemente da ideologia que fundou o partido. Estes factores divergem e patenteiam-se pelas acções que se observam no comportamento dos partidos. Assistimos assim frequentemente a partidos que tomam decisões que contrariam as suas ideologias de base.

Estes acontecimentos desorientam o eleitor, o qual pode optar por continuar a votar no «seu» partido por ser o «seu» ou votar noutro, iludido por discursos falaciosos e por promessas falsas. Enganados, esquecem-se completamente de que os partidos não são matérias inertes, mas matéria viva composta por pessoas, boas ou más, capazes ou incapazes, maldosas ou corruptas, gananciosas, que em lugar de servirem os seus países por intermédio das ideologias dos seus partidos se servem dos países para satisfação exclusiva dos seus interesses pessoais egoístas, servindo apenas aqueles que lhes pagam luvas.

Alguém acredita que o partido no Governo que se intitula de Socialista, siga a ideologia Socialista? Não será mais comparável à história do lobo do Capuchinho Vermelho? Pretende fazer-se passar pelo que não é. E o governo anterior, que se dizia Social Democrata? Onde estava a Social Democracia em querer destruir com uma ainda maior eficiência a Segurança Social do que o actual já fez? Um ministro mais falso que a própria falsidade, a mentir descaradamente que o que queria fazer era o que se tinha feito noutros países da Europa! Pudera, quando os jornaleiros mantém a população na mais profunda ignorância, esta torna-se pasto dos corruptos malditos. Que admiração que um povo já por si carneiro por natureza aplauda os seua algozes votando neles.

Um país como Portugal, em que o povo se caracteriza por falta de vontade, indecisão e impotência de acção, é manifestamente um ambiente ideal para a proliferação de todos os piores defeitos que os políticos possam ter.

Não se enxerga qualquer razão para que os políticos deste país mudem de modus faciendi ou de modus vivendi sem que sejam obrigados a prestar contas pelas suas canalhices e perversidade. Por que razão haveriam de querer abandonar o verdadeiro paraíso de corrupção, irresponsabilidade e impunidade em que vivem e que tanto lhes custou a criar, formando a embrutecendo a mentalidade tosca da população. Tanto trabalho têm tido em programas de marketing para se promoverem como falsos benfeitores enquanto tudo roubam a um povo que anestesiaram e que mantiveram na ignorância com a ajuda dos jornaleiros.

Quando não se sabe o que se passa em países democráticos e se é vítima de vendedores de banha da cobra que com as suas palhaçadas e artimanhas ignóbeis convencem que esta corrupção generalizada em que vive é que é democracia e não se conhece mais nada, nem se sabe de que reclamar nem como, acaba-se domesticado por monstros.

Não é realmente um paraíso para toda esta canalha? E está para durar, porque a única maneira de corrigir a situação é a de obrigar os sabujos a prestarem contas pelos seus feitos e acções. E eles debater-se-ão até à morte para conseguirem manter a impunidade e os privilégios anti-democráticos de que gozam indevidamente, assim como o que roubaram desonestamente, as leis que fabricaram para se desresponsabilizarem, a influência sobre os tribunais e tudo o mais.

Onde está o estado de direito?

Nunca prestam contas do que planeiam, publicando os seus projectos, intenções, etc. Nunca prestam contas do que fazem ao povo soberano. Nunca falam à população sem que seja um discurso de publicidade sabuja e nojenta dos repugnantes que assim demonstram ser. Até pelo Natal e pelo Ano Novo aproveitam para pronunciarem palavras de logro. Durante as eleições prometem mundos e fundos, frequentemente coisas que não podem fazer, apenas para ludibriar e caçarem os votos dos papalvos. Depois fecham-se em copas e jamais prestam vassalagem ao povo seu suserano, informando-o e solicitando a sua opinião e acordo.

Já que não querem admitir que este sistema que deturparam ab-rogou a democracia, há que obrigá-los. A bem se possível, se não pela força. Muita gente protesta actualmente, mas os jornaleiros encobrem e a canalha faz ouvidos de mercador. Se este modo simples e modesto continuar a não produzir resultados, outros mais vigorosos serão necessários para os fazer compreender que eles não são mais do que nossos servidores. Os patrões somos nós e não eles, donde a sua obrigatoriedade de nos prestarem contas. Há que ir para a rua, gritar os nossos protestos e exigências lícitas. Não queremos mais a mesma canalha que já provou ser indesejável e funesta para a nação. Queremos novos políticos que ainda não se tenham queimado com o seu comportamento. Queremos, sobretudo, que o nosso direito seja satisfeito pela sua obrigação a prestação de contas sejam cumpridos.

Se não, que se corra com a máfia, que se dissolva o parlamento o governo e os partidos. Que se forme um governo transitório de salvação nacional até que se reestruturem os partidos em que os actuais políticos não entrem.

Fora com a canalha parasita e mafiosa!

27.2.07

ALGUMAS REFLEXÕES COM ACTUALIDADE

Algumas reflexões sobre a actualidade nacional

Sinto prazer em descobrir contradições, incoerências, coincidências espontâneas, etc. sendo a sua descoberta um exercício mental estimulante. Hoje, ainda o sol, vinha para lá dos montes, mais precisamente, para além das chaminés, já tinha inserido num comentário ao post de um colega blogger o seguinte alerta:

«ao escrever aqui, qualquer artigo ou opinião, devemos ter presente que vamos ser lidos pelo Mundo, por terras de todos os continentes e não devemos contrariar ou prejudicar as tácticas positivas da nossa diplomacia e a publicidade dos exportadores. Mas, aos nossos emigrantes digo que isto por cá não é mau. Nós estamos cá e continuaremos, apesar das imperfeições que estamos a tentar melhorar. Cada um de nós é accionista desta empresa chamada Portugal e estamos interessados no seu desenvolvimento, tudo devendo fazer para isso, cada um com as suas capacidades, com calma e perseverança, e quando necessário, com alguma dureza.»

Pouco depois de ter martelado isto no teclado, abri, como faço diariamente, dois jornais on-line onde encontrei dois temas muito interessantes para mostrar aos nossos emigrantes a atractividade do nosso País em qualidade de vida e segurança, além dos temas ultimamente muito debatidos relacionados com o Serviço Nacional de Saúde

Somos um País em que muitas pessoas ganham muito bem. Segundo o DN: «Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454 euros. Estes são alguns dos números que se podem retirar da declaração que o governador do banco central entregou no Tribunal Constitucional (TC), relativas aos anos de 2005 e 2004, e que o DN consultou.

Vítor Constâncio é ainda titular, nalguns casos a meias com a sua mulher, de uma habitação em Oeiras, 25% de um outro apartamento e de quatro prédios urbanos na zona de Estremoz. Em comparação com 2004, a situação económica do governador não se alterou significativamente: ganhou nessa altura 272 628,08 euros, não tendo modificado a carteira patrimonial ao nível imobiliário»(...). Mas há muitos outros a receberem várias pensões de reforma, em acumulação, somando muitos milhares de euros, sendo alguns ministros e administradores de empresas públicas. Houve um privilegiado que por se despedir de uma empresa pública, por sua iniciativa ficou a receber até conseguir outro emprego um batelada equivalente a umas centenas de salários mínimos. É um maná ser-se funcionário superior da CGD, da GALP, da EDP, da PT, etc. Mas, apesar de tudo isto, há uns maldizentes que afirmam que se vive mal e se perde poder de compra! Mas o que é certo é que ninguém tem culpa de não terem seguido com «dedicação» e «competência» a carreira política !!!

Outro aspecto muito positivo que hoje vem nos jornais é o melhor funcionamento dos tribunais, tendo o ministro garantido que o "monstro" que ameaçava a justiça está a emagrecer, referindo-se à diminuição do número de processos judiciais pendentes nos tribunais. O primeiro ministro José Sócrates considerou aquele emagrecimento "absolutamente extraordinário", uma vez que representa, pela primeira vez numa década, a inversão do crescimento.
No entanto os juízes vêem estas afirmações optimistas com muito desdém

Para esta redução dos processos pendentes, houve medidas muito significativas, pois uma lei recente transformou muitas contravenções em contraordenações do que resulta aliviarem os tribunais e serem resolvidas pelos canais administrativos, por deixarem de ser crime, caso que abrange, por exemplo, os cheques sem cobertura até um valor relativamente elevado. No próximo ano as estatísticas serão ainda mais optimistas, porque a corrupção não está ser atacada como fora proposto por Cravinho e o povo não é contra ela.
Também a despenalização do aborto até às dez semanas aliviará em muito os tribunais e já há pressões para as mulheres que o façam depois das dez semanas
não serem chamadas a tribunal. Muito aliviados irão ficar os tribunais, e mais ainda se a despenalização abranger a morte dos recém nascidos e, a seguir dos menores de xis anos, ou, porque não? dos homicídios independentemente da idade. A solução mais eficiente e a justificar o entusiasmo do ministro e do Governo seria deixar de considerar crime qualquer acto menos tradicional!!!

País de brandos costumes? Ou de minhocas ou lesmas, que bebem todas as palavras dos ministros sem as submeterem a um raciocínio crítico? Porque havemos de acreditar piamente nas patranhas que nos impingem a cada momento? Mas parece estarmos a sair da modorra, a acordar para as realidades. Lia-se no Destak de hoje, «segundo um inquérito das Selecções do Reader’s Digest (...) o estudo Marcas de Confiança 2007 revela que 97% dos 1228 leitores inquiridos não depositam qualquer confiança nos políticos» os quais estão no topo da tabela, seguido-se os vendedores de automóveis com 93%, e ficando os juízes com 38%.
Já era notória a falta de confiança sobre estes homens que nos mentem descaradamente com promessas e afirmações incríveis como se pensassem que só eles têm neurónios, mas estes números falam por si. E, se para os políticos os seus números são credíveis, para nos convencerem, nós acreditamos mais nestes do Reader’s Digest.

E se fossem todos...

O governo preparara-se para despenalizar o uso dos cheques carecas, com o argumento que os nossos tribunais se encontram entupidos com processos resultantes desta prática.




O espaço em branco é para tentar demonstrar o quanto a minha alma ficou parva com a simplicidade desta ideia. Ainda bem que estou a escrever e não a falar, porque continuo com a boca aberta de espanto. Como é que ninguém se lembrou disto antes? Consigo até visualizar a reunião em que o génio criador desta ideia a transmitiu aos colegas. Até deve ter sido mandado ao ar, por ter arranjado um processo tão brutalmente simples e económico de aliviar os tribunais portugueses. Só espero que não se fiquem por aqui, pois se a solução passa por tornar legal o que antes era crime, as possibilidades são quase ilimitadas. Quantos processos por corrupção existem? E transgressões de trânsito? E por homicídio?

Só não mexam na Lei que proíbe o espancamento de políticos porque aí, meus amigos, não há-de haver quem vos salve, nem mesmo essa estrela que tão brilhantemente guia a vossa acção governativa.

Um grande RAUF para todos!

INADMISSÍVEL...INTOLERÁVEL...PUNÍVEL...

Recebi por e-mail reenviado por uma amiga de respeitável idoneidade, com o espanto de quem teve dificuldade em compreender. Porém, os nomes do aluno e do professor dão aspecto de verosimilhança. Não sou jornalista para ir averiguar as fontes, mas espero que os visitantes possam dar algum esclarecimento desta situação anómala.


Colegas e alunos,

No dia 28 de Junho de 2004 na sala 133 do Colégio Luís António Verney na realização de orais sobre os trabalhos desenvolvidos na Disciplina de Geologia do Ambiente um aluno (Rui Robalo, nº 15 617) apresentou-me um trabalho que não respondia ao tema proposto e muito clara e notoriamente não tinha sido realizado por este.

Ao informá-lo que reprovara e que teria de voltar na época de Recurso a reacção do indivíduo foi violenta, ofensiva e agressiva. Não me agrediu fisicamente apenas porque alguns colegas, à força, o impediram e o levaram para fora da sala de aula. As ameaças continuaram a ser gritadas durante largos minutos no corredor.

Nunca antes tinha tido qualquer situação conflituosa com este indivíduo, fora da UE ou nas aulas, até porque a poucas aulas foi.

Passadas cerca de duas horas o indivíduo regressou à sala, onde ainda decorriam orais, e repetiu a cena. Alguns dos alunos, colegas, nesse mesmo dia, avisaram-me para levar a situação muito a sério e ter muito cuidado. Recebi dezenas de ameaças e ofensas por via telefónica e de viva voz, às vezes, aos gritos, na rua. Nos dias seguintes, eu e a minha família fomos perseguidos e ameaçados de forma tão grave e séria que a policia me protegeu.

A confiança desde indivíduo que algo o protege é tal que assina as mensagens, identifica-se por voz e na inquirição da Policia confirmou o meu depoimento.

Fiz uma exposição ao Reitor, outra ao Departamento a que pertenço.
Nessa altura formulei duas queixas - crime. Uma delas já foi a julgamento e condenou o arguido.

Em Outubro desse ano (2004), no recomeço das aulas, pela insegurança que senti meti baixa médica. Entretanto, passados alguns meses, a 9/11/2004 uma Comissão de Inquérito designada pelo Reitor inquiriu-me. Como estava perante três senhoras, por vergonha e pudor, em pronunciar, tive que escrever as ofensas e ameaças que estava a receber. O indivíduo não compareceu perante a referida Comissão. Não conheço a conclusão desse inquérito, se a tem?

Entretanto continuei a receber o mesmo tipo de ameaças e, cerca de um ano mais tarde (2005) - por altura das notas do semestre par, estas aumentaram muito de tom e tornaram-se bastante mais persistentes e graves, envolvendo a minha família e mesmo o meu falecido pai. Formulei nova queixa – crime onde as ameaças foram registadas.

Na sequência escrevi uma missiva ao Reitor onde relatava os mais recentes (2005) acontecimentos e pedia um ponto da situação. Nunca me foi dada qualquer resposta.

Entretanto este indivíduo continuava e continua a frequentar a Universidade como se nada fosse.

Há cerca de 3 ou 4 meses (2006) as ameaças aumentaram novamente de tom. As chamadas telefónicas chagaram a ser duas dezenas numa noite, normalmente de madrugada.

No dia 16 de Outubro último, pelas 15 horas, junto ao portão do Verney fui agredido pelas costas, repito, pelas costas, derrubado, e quando o chão esmurrado e pontapeado por este indivíduo. Recebi tratamento no Banco de Urgência do Hospital Espírito Santo. No dia seguinte apresentei a quarta queixa-crime na Policia. No dia 18 de Outubro fui observado pela equipa médica de peritos que confirmaram as lesões e a causa. No dia 22 tive que voltar ao Banco de Urgência Hospitalar porque as feridas internas na boca se agravaram e me davam dores horríveis.

Desde então nunca mais consegui dormir uma noite tranquila o que me levou, no dia 23 de Outubro a procurar o médico de família. Nessa consulta aceitei a baixa médica que os outros clínicos já me tinham aconselhado e que tinha recusado.

A minha indignação não se limita "ao professor agredido"; quem me conhece sabe como prezo a cidadania. Como cidadão não me conformo em viver numa sociedade em que um indivíduo tem um comportamento destes impunemente.

Não aceito pertencer a uma instituição que tolera passivamente, não compreendo à luz de quê (?), este tipo de situações.

Entretanto este indivíduo continua a frequentar e a receber aulas como se nada fosse, um dia destes será Engenheiro Geólogo.

Afirmo:

- este individuo não tem capacidade intelectual para conseguir obter aprovação numa única disciplina na Universidade.

- o meu "erro" foi e é ter resistido aos métodos seguidos pelo indivíduo. (muitas vezes me disse que apenas queria uma nota de dez e que ficaria tudo bem)

Pergunto:

- como justifica a Universidade de Évora tamanha inércia com um assunto tão grave?

- como chegou até aqui? (julgo que terá mais de metade da licenciatura feita)

- o que tem de acontecer mais para a Universidade de Évora tomar uma posição conforme?

- o que devo fazer quando me cruzar com este indivíduo num corredor da UE?


Todas estas questões têm resposta e nomes.

Como se torna evidente quis, até agora, preservar a academia de tamanha monstruosidade, esperei dois anos e meio, vou até onde for necessário.

Carlos Alberto Cupeto

NOTA vinda no e-mail: ACONTECE TAMBÈM NO ENSINO SECUNDÁRIO. O GOVERNO NÃO QUER TOMAR NENHUMA POSIÇÃO. É UMA VERGONHA.

PARECE FICÇÃO mas... Aconteceu na Universidade de Évora, são estes os futuros doutores" deste belo país e é esta a nossa justiça, este menino já devia saber que educação ...não é instrução.

26.2.07

Para TODOS os Professores Unidos

De um engenheiro, marido de uma professora a propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte:
Em vez de fazerem greves inócuas*, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho.
Passo a explicar:
Pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho. Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica. Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas, etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado (mal) a fazer em casa. É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho. É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho.
No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer. Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa?
Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?
Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo. TODOS para as escolas desde manhã a cumprir o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural. Atasquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto. Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal. Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente.
Substituam os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os assuntos de forma séria.
Sejam de uma vez por todos PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
**E NÃO SE QUEIXEM.**
Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.
Agora façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos amigos, especialmente os professores . Comecem a divulgar esta ideia e pode ser que tenham um futuro melhor.

O valor das suas ideias

“Alto deve ser o valor de suas ideias, não o volume de sua voz.
O mundo ouve mais quem fala baixo, mas pensa alto.
Enquanto Hitler gritava bastante, Ghandi falava baixo,
Chaplin fazia cinema mudo, e Cristo não levantava a voz.
Fale baixinho...
Mostre que seu pensamento caminha além de sua voz”

Desconheço o autor

(E assim o mundo ouvirá melhor o que você fala)

25.2.07

DIFICULDADES DA JUSTIÇA

Em complemento e apoio da NOTA incluída no post que versava a referência de um jurista às palavras do CEMFA, transcreve-se o artigo seguinte:

PGR diz que corrupção não é punida pelo povo
Paula Carmo, DN, 070225

O procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, colocou ontem, mais uma vez, a tónica no combate à corrupção em Portugal, uma vez que entende haver "determinados tipos de ilícitos que não são punidos pela consciência moral do povo".

Ao intervir, em Coimbra, numa aula do 10.º curso de pós-graduação em Direito Penal Económico - precisamente na sala onde se licenciou na faculdade de Direito coimbrã -, Pinto Monteiro recordou as suas raízes beirãs para exemplificar o problema da corrupção: "Quem, como eu, nasceu perto da raia, sabe que o crime de contrabando não era censurado por ninguém. O contrabandista era um homem simpático, agradável, a quem toda a gente pedia favores."

Durante a conferência intitulada "Comunicação Social e Ministério Público", o procurador-geral da República (PGR) atribuiu um papel preponderante aos jornalistas na denúncia pública dos casos mais gritantes. Contudo, admitiu que tal aumenta a pressão sobre os magistrados do Ministério Público. E exemplificou com a actual investigação à Câmara de Lisboa: "Se a câmara cair, cria-se uma pressão política sobre o Ministério Público. Se nas eleições seguintes ganhar outro partido, ir-se-á especular que a Procuradoria está a beneficiar determinada força política."

Reportando-se à relação entre a comunicação social e a vida judiciária, Pinto Monteiro não esqueceu os conflitos que daí surgem: "A liberdade de imprensa é um direito fundamental. O problema que se põe é o das suas limitações, a colisão entre o valor que é a liberdade de imprensa e os valores jurídico-penais pessoais (honra, dignidade, direito à privacidade). Tudo isto gera uma conflitualidade que hoje está na moda." Sobre a eventual contratação de assessores de imprensa nos tribunais portugueses, Pinto Monteiro colocou o acento tónico na poupança: "Não haveria dinheiro para ter mais de mil assessores espalhados pelo país."

Perante uma audiência onde abundavam professores de Direito, o PGR não se furtou a abordar os "problemas complicadíssimos" do segredo de justiça. "O Direito não acompanha facilmente a vida. O tempo dos tribunais e os das notícias é completamente diferente", alertou, embora rejeitando o aumento das penas para quem o viole. O magistrado defendeu, isso sim, a diminuição do número de processos abrangidos pelo segredo de justiça, para evitar que continue a ser "violado de forma impune".

Pinto Monteiro não deixou de notar, ainda, que os tribunais não estão preparados para os holofotes da mediatização. "A imprensa influencia muitas vezes a sentença dos tribunais. Não deveria ser assim, mas a justiça não é uma ciência exacta. O direito a informar é sagrado mas até onde vai? Eu próprio não tenho a certeza", disse.

JUÍZES NERVOSOS E BARALHADOS

O CEMFA (chefe de Estado-Maior da Força Aérea), general Luís Araújo - segundo o DN – a respeito da decisão do Tribunal Administrativo de Sintra de mandar suspender a pena de detenção aplicada a 10 sargentos por se terem manifestado no Rossio de Lisboa no chamado "passeio do descontentamento" que levou centenas de militares à rua em 23 de Novembro p.p., afirmou que "não há juízes civis no campo de batalha" e especificou que a acção de comando das chefias militares "exige autoridade". Dava conta também de que a Força Aérea vai recorrer daquela decisão judicial.

Em reacção a estas palavras do chefe militar, Bernardo Colaço, procurador-geral-adjunto no Supremo Tribunal de Justiça, entende, no entanto, em declarações ao JN, que as palavras de Luís Araújo "atingem a credibilidade da Justiça". Para o jurista, que há muito acompanha as questões ligadas ao associativismo militar e policial, "se essas palavras fossem proferidas por um cidadão comum ainda se percebia, mas quem as disse foi o chefe de Estado-Maior da Força Aérea que é uma das mais altas patentes das chefias militares". Para o procurador, as palavras do general Luís Araújo "ofendem os valores de Justiça, os fundamentos do Estado de Direito democrático" e salienta que "não se inserem no espírito da Constituição da República".

NOTA: Não há dúvidas de que as Forças Armadas como qualquer instituição ou cidadão não estão acima da lei, mas têm uma tradição de condições específicas e a sua operacionalidade exige disciplina e um correcto exercício da autoridade. O que neste caso se apresenta curioso e muito significativo é que os senhores juízes parecem demasiado nervosos e baralhados à procura de um bode expiatório pra as suas deficiências corporativas. E um militar é sempre um alvo apetecido. Porém, a descredibilidade da Justiça não nasce das palavras de alguém alheio a esta, mas sim dos seus principais agentes.

Basta dar uma vista de olhos às notícias que nos têm chegado via Comunicação Social para ver os contributos de juízes que "atingem a credibilidade da Justiça". Um ilustre Juiz em altas funções foi detectado a mais de 200Km/h em viagem do Algarve para Lisboa, dando um mau exemplo de desrespeito da lei; no célebre processo da Casa Pia, houve declarações públicas incoerentes; no caso do «sequestro» de uma criança por um sargento do Exército, também foram contraditórias as declarações de juristas que emitiram opiniões públicas; sempre que de um recurso resulta alteração da sentença anterior, pode, de certo modo, concluir-se que os juízes são falíveis como qualquer mortal; as declarações contraditórias de vários juízes sobre as penalizações dos subscritores de um pedido de habeas corpus atingiram, sem dúvida, a credibilidade dos juristas; as repetidas fugas de segredos de justiça, a preocupação de os juizes aparecerem na televisão com palavras que deviam não ser ouvidas fora dos tribunais; a quantidade de processos que prescrevem, etc.

Portanto, o Sr. jurista Bernardo Colaço, ao referir-se ao general, esqueceu que o povo tem alguma memória, principalmente quando se trata de coisas que afectam a vida do conjunto dos cidadãos. A credibilidade para ser merecida e mantida exige serenidade, coerência e cultura da excelência em todos os actos quotidianos.

Parece haver aqui uma luta de poderes corporativistas, com culturas diferentes embora convergentes nos objectivos finais. Ficamos a aguardar a decisão sobre o recurso interposto pela Força Aérea da decisão judicial do Administrativo de Sintra?

SORO PROVOCA INFECÇÃO

Esta é a minha primeira contribuição para este blogue que, em pouco tempo de vida, já marcou uma posição de destaque. Agradeço o convite que ontem à noite recebi e farei o que me for possível para não o desmerecer.

Lamento não poder iniciar com uma palavra de optimismo, mas este não parece ser abundante na nossa sociedade. Fiquei impressionado com a os riscos que a nossa saúde está a correr. No Correio da Manhã de ontem era noticiado que «Onze marcas de soro fisiológico para lavagem das fossas nasais estão a ser retiradas do mercado por poderem provocar infecções aos utilizadores. A ordem partiu do Infarmed – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, que detectou uma concentração de bactérias demasiado elevada nos produtos analisados». No corpo do artigo vinham marcas de vários estabelecimentos de grande superfície que, por legislação do actual ministério, estão autorizados a vender produtos para a saúde.

Estranho a incoerência do ministro. Por um lado apoiou que os abortos por uma questão de higiene e segurança deixassem de ser feitos às escondidas no escuro de caves e garagens e passassem a ser praticados em clínicas com boas condições sanitárias. Com isso beneficia as abortantes e principalmente as clínicas que já então se propunham realizar esses complexos trabalhos. Mas, por outro lado, não hesitou em permitir a venda de medicamentos em supermercados. Fê-lo apenas movido por raiva contra as farmácias e à Associação Nacional de Farmácias, a quem o Estado devia avultada quantia.

As farmácias que conheço são cuidadosas naquilo que vendem e nas explicações que dispensam aos clientes, geralmente pessoas em situação debilitada que merecem atenções especiais, competentes e personalizadas. A sua rede permite encontrar sempre uma perto de casa e uma de serviço permanente a curta distância. Uma farmácia em que compramos artigos de alta especialização para a saúde, não se coaduna com o ambiente de supermercado, mesmo que neste exista um espaço em que funcione uma farmácia com todos os requisitos tradicionais. Mas estes requisitos prece estarem aligeirados, como tudo nas grandes superfícies.

Oxalá não apareçam muitos casos como este que, felizmente, segundo a notícia ainda não provocou crise generalizada. Merece elogios a actuação do Infarmed e esperamos que a sua atenção seja redobrada a fim de a má qualidade dos medicamentos em que depositamos a esperança de minorar os nossos males, seja detectada e evitada para que eles sejam realmente eficientes e não venham, pelo contrário, agravar as nossas condições de doença. Temos esperança neste Instituto para bem do tratamento das nossas doenças, mas não a temos no arrogante ministro, que se considera o único «inteligente» do Pais e faz zigue-zague com os dinheiros públicos, criando cada vez mais dificuldades aos doentes em vez de lhes melhorar as condições de tratamento, sendo de estranhar que ainda continue no Governo, apesar de ser duramente criticado até por dirigentes da máquina do partido no poder.

Bater ou não, com a porta!


Caríssimos, recebi por e-mail este post que aqui coloco e decidi, publicar por achar interessante!



Assim também me demito
Jorge Vasconcelos 'bateu com a porta'.
Mas o presidente da Entidade Reguladora do Serviços Energéticos (ERSE) não vai de 'mãos a abanar':vai receber 12 mil euros por mês até encontrar um novo emprego.
Vejam esta notícia em pormenor no Correio da Manhã …
O escândalo é óbvio. Mas vejamos mais pormenores.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil Euros mensais mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil Euros, seriam mais de 3600 contos, ou sejam mais de 120 contos por dia.
O senhor Vasconcelos não foi despedido. Ele demitiu-se, (despediu-se por vontade própria) e fica a receber dois terços do ordenado durante dois anos, os tais 12 mil Euros por mês). Qual é o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?
Além disso, "Questionado o Ministério da Economia, uma fonte oficial adiantou que o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria entidade ". E "De acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar dos presentes estatutos "".
Mais: "Jorge Vasconcelos foi presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desde a sua criação".
Ou seja, o senhor Vasconcelos e amigos criaram este esquema para eles próprios, tendo o estatuto de gestores públicos, excepto quando os seus próprios estatutos são ainda mais vantajosos (que é o caso quando se demitem do cargo).
E o que é a ERSE? "A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético". Mas para fazer cumprir a lei não basta o Governo, os Ministérios, os Tribunais, a Polícia, etc.?
"Após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço."
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.
Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?
O senhor Vasconcelos demitiu-se porque não concorda que o Governo tenha decretado que a electricidade suba uns escandalosos 6% no próximo ano.
Ele e a sua ERSE tinha proposto uns ainda mais escandalosos 14,4%.
Certamente seria, entre outras coisas, para cobrir mais umas benesses dos administradores da ERSE.
Alguns comentários à notícia, no sítio do Correio da Manhã, na Internet:
Bem, o Senhor Primeiro Ministro deveria ter vergonha: pois tem alguém no desemprego que ganha mais que ele. Isto é mais uma das vergonhas deste desgraçado PAÍS. É certo que este Senhor tem valor.
Mas penso que não ganharia isto em nenhum outro país da EUROPA.
Viva Portugal, enquanto der que … quem puder.
Em Portugal houve um 25 de Abril para deitar o regime que existia abaixo para criar outro onde pudessem mamar mais e melhor. Com o Salazar não se safavam,claro: teve de ir abaixo!...
[Infelizmente há a tendência para termos que concordar com este comentário.]
Se a demissão implicasse passar a receber o rendimento mínimo ainda lá estava agarrado que nem lapa à rocha.
Ora aqui está um exemplo de um homem de coragem que não tem medo de perder oemprego. Nessas condições ninguém tem.


Recebido por e-mai de leitor identificado.

24.2.07

Kamov Ka 32 - Deficitária Gestão de Recursos Nacionais


Portugal adquiriu seis helicópteros Kamov Ka 32, através de concurso público. O ridículo desta aquisição prende-se com a não certificação Europeia pela entidade certificadora, EASA
( " European Aviation Safety Agency").
Será caso para perguntar, em que país vivemos?
Com atitudes, e práticas deste tipo é o renegar de todos os conceitos e padrões de uniformização e garantia da qualidade e de conformidade, com as normas Europeias.

Quando os privados e as empresas privadas, são convidados a adoptar directrizes da Europa, transpostas para a legislação nacional, sob pena de elevadas sansões.
Quando, para podermos competir e fornecer os clientes externos, temos de adoptar políticas de gestão condizentes. Sobretudo apostando nas diferentes certificações de Qualidade, Ambiente e Segurança.
Como é possível adquirir um equipamento não certificado, com limitações de operacionalidade e de aproveitamento de recursos? Os factos, são que esta aeronave, não pode operar com matrícula civil por não estar certificada. O mesmo quer dizer que, só poderá ostentar matrícula de Estado... uma forma de contornar a lei própria de países terçeiro-mundistas e que pareçe que somos exímios malabaristas.

Os helicópteros Kamov Ka 32, não poderão ser utilizados para além do combate a incêndios, pois a inexistência de certificação impede o transporte de passageiros. Actividades como o transporte hospitalar de doentes, busca e salvamento.


A pergunta será, porque se adquirem meios, que no seu todo não serão rentabilizados e ficam subaproveitados pelo impedimento legal.

Quem ganhou com esta aquisição? Portugal, e os portugueses não foram concerteza!


Ganhamos mais uma Empresa Pública, para gerir esta frota, a Empresa de Meios Aéreos SA.
Concerteza, mais uns amigos e umas nomeações de gestores de elevada craveira técnica!

A ministra da Educação está a ficar louca ?

A ministra da Educação propõe que os professores que tenham dado mais de nove faltas justificadas durante um ano não possam ascender à categoria de professor titular, isto é, só chega a essa categoria quem tiver uma saúde de ferro e prescinda de realizar qualquer intervenção cirúrgica de que careça ou mesmo de engravidar, no caso das professoras.

Compreende-se que se combata o absentismo e todos sabemos que o atestado médico não vale nada em Portugal, mas se a ministra tem a coragem de combater o absentismo deve enfrentar os médicos que vendem absentismo a troco de falsas consultas bem pagas Não enfrentar o problema e tratar a doença como absentismo é cobardia, perante a incapacidade de combater os aldrabões a ministra da Educação trata todos por igual .

«Moral, Moralidades e Moralistas»

Portugal é um pequeno país à beira mar espraiado, podemos mesmo dizer que geograficamente, é um país privilegiado em relação ao velho continente europeu.
Mas infelizmente, parece que esta benesse geográfica que nos permitiu no passado através dos descobrimentos, «dar novos mundos ao mundo», episódio da nossa história, de que tantos nos orgulhamos, nem por isso fez de Portugal um país melhor.
Se em termos históricos e geográficos Portugal não deixou os seus créditos por mãos alheias, já em termos de mentalidade, cultural, político e social, parece que nunca demos um passo fora deste pequeno «apêndice» do velho continente.
Se não vejamos, em termos de mentalidade, o povo português parece não aceitar muito bem tudo aquilo que de novo vai surgindo no mundo e na vida de cada um, mantendo-se muitas vezes resistente em aceitar as diferenças, quer na maneira de ser, quer na maneira de estar na vida. Criticando o vizinho do lado, esquecendo-se muitas vezes dos podres que coabitam dentro das suas próprias casas e nas suas vidas, mercê de uma moralidade hipócrita, imatura e por vezes nojenta, o que revela, que em termos de mentalidade somos um povo mesquinho, gostamos de nos entreter a explorar os podres dos outros, empurrando os nossos próprios defeitos para debaixo do tapete.
Ir aos Domingos à Igreja bater com a mão no peito, papar a hóstia, para logo de seguida, parar na esquina a maldizer a, b ou c, por vestir desta ou daquela maneira, ou criticar a forma do penteado, ou não falar com este ou aquele, porque não partilha das mesmas ideias, revela a mais pura imaturidade mental e cultural de um povo que pouco ou nada soube aproveitar e evoluir com o facto de ter descoberto meio mundo.
Já em termos culturais, o povo português, permanece muitas vezes agarrado a conceitos e preconceitos retrógrados e mesquinhos, ao ponto de muitas vezes pensar que a desgraça alheia possa servir de consolo para os nossos males, ouvindo-se muitas vezes dizer, que apesar de estar-mos mal, ainda há quem esteja pior, como se isso resolvesse todos os problemas e, que portanto não vale a pena mudar ou lutar, para que as coisas mudem. Votando-se a um conformismo por
vezes mórbido e sórdido, enquanto outros se vão aproveitando descaradamente para conduzir em proveito próprio os destinos deste país, assente numa moralidade já há muito apodrecida e em nome de um suposto interesse e bem comum.
Quando em 1986, assinámos a nossa adesão a essa coisa, a que pomposamente chamaram União Europeia, tendo desde logo começado a beneficiar dos fundos e subsídios, vindos da tal dita cuja, para nos modernizarmos e acompanhar-mos o ritmo de desenvolvimento dos outros estados membros. Fundos e subsídios ao que sabemos não foram nada poucos, estamos a falar de milhões e milhões, tendo vindo muitos deles a fundos perdidos ao longo de todos estes anos, findos os quais, se chega à conclusão de que Portugal ao invés de ter evoluído rumo a um futuro mais próspero e próximo dos países que, mais pequenos do que nós conseguiram desde logo tomar a dianteira, evoluindo económica, política e socialmente, enquanto nós, com o nosso rico passado histórico, com a nossa privilegiada posição geográfica, que pelos vistos de nada nos vale, regredimos ano após ano, encetando nos últimos anos uma queda livre num poço sem fundo, escavado por aqueles que sendo portadores de uma moral, daquelas de trazer à tiracolo, se dizem donos da verdade e defensores da pátria…

Lembro-me da Expo/98 e do elefante branco em que se transformou o Pavilhão de Portugal, confesso que nunca lá estive, mas sei que no final as contas derraparam em muitos milhões e que pouco tempo depois, ainda na ressaca de tão grande desastre financeiro, nos metemos na aventura do Euro 2004, construindo estádios e todas as infra estruturas inerentes ao acontecimento, obras com mais ou menos atraso, mais ou menos derrapagem, custaram sem dúvida ao país e a todos nós um esforço suplementar. É verdade que as infra-estruturas e as obras ficaram, os acontecimentos só por si, foram importantes para a projecção da imagem de Portugal e do bom acolhimento, de que todos nos orgulhamos. Mas, de que vale ter uma imagem bonita por fora, se por dentro, não podíamos estar pior? lembro-me, por exemplo, daquelas vezes, em que vamos às compras e vimos umas maçãs muito bonitas, com uma pele e um aspecto muito apelativo, acabando por comprar, essa mesma maçã e, qual não é o nosso espanto, quando ao chegar-mos a casa, pegamos na faca e ao abrir-mos a tão bonita maçã, deparamo-nos com um fruto horrivelmente podre e cheio de bicho. De que vale a um país, ter bons espaços, no Parque das Nações, ou ter bons estádios, quando a maioria da sua população, não tem condições para tirar proveito de usufruto de todas essas coisas?
Será que ao longo destes anos, desde a nossa adesão à União Europeia até hoje, não tivemos tempo, nem oportunidade para realmente nos colarmos ao pelotão da frente? Será que se houvesse uma maior maturidade, política, uma maior responsabilidade económica e social, hoje não estaríamos nós numa posição de destaque em relação aos restantes membros da União?
Pois é, voltando ao exemplo da maçã, a ideia que fica depois da realização da Expo/98 e Euro 2004, é que Portugal é cada vez mais um país de fachada, ou seja, preocupamo-nos muito mais com a nossa imagem exterior do que realmente com a «merda» que somos por dentro. Não tendo vergonha de «vender» aos nossos parceiros Europeus, uma tal maçã, bonita por fora e podre por dentro.
São políticos mentirosos e esquivos, que através da falta de uma cultura de responsabilidade política, económica e social pelo seu país e por todo um povo que os elege e sustenta, que tê em ao longo de todos estes anos feito de Portugal o pior país de entre os piores, dessa coisa, que se dá pelo nome de União Europeia.
Primeiro foi o Governo de Durão Barroso, que entrou logo a matar, com a História do défice, ou lá o que isso é, levando o povo a acreditar que realmente era preciso apertar o cinto em nome do equilibro das contas públicas, para bem do país e de todos nós, fazendo crer mais tarde que a situação estava controlada, com essa coisa do défice abaixo dos 3%, mercê de uma paranóica e doentia obsessão, que viria a conduzir o país a uma recessão e estagnação económico-social, com toda a oposição, Socialistas inclusive a levantar a voz contra essa doença do défice. Défice esse, que não inibiu o Governo de Durão Barroso de se por em bico dos pés, qual vassalagem, prestada ao amigo americano, aquando da invasão do Iraque, mesmo sem o aval das Nações Unidas, suportando os elevados custos económicos e financeiros de tal empreitada, sim, porque isto de mandar a G.N.R. e demais pessoal para um país em guerra, com toda a logística necessária, tem os seus custos e, com certeza não foi o amigo americano a suportar esses custos, quanto custou? quem pagou?, então e o défice?, há!, não é para aqui chamado, desculpem, não sabia.
Mais tarde o seu ministro, lembrou-se de comprar uns submarinositos, abrindo concurso público para tal, pois era necessário equipar a marinha portuguesa para qualquer eventualidade, uma vez que o então chefe de Governo,
Durão Barroso tinha colocado este «jardim à beira mar plantado», na rota do terrorismo internacional, através da «lambidela» que acabara de dar nas botas do seu camarada Bush. E esses submarinos vieram, não vieram ou estão para vir? Confesso que acabei por perder o fio dessa meada, no entanto, pergunto; quanto iriam custar os ditos cujos, quem iria pagar?. Então e o défice?, há! Desculpem, estava distraído. Pois! Não é para aqui chamado.
Entretanto, no meio de tão grande marasmo, em que acabou por se transformar este país, eis que surge a oportunidade, de termos um compatriota cá da “parvónia”, a presidir à União Europeia. Primeiro esse ilustre senhor, na altura chefe do governo português, ainda veio a terreiro, dizer que «-tinha assumido um compromisso com Portugal e com os portugueses e, que não se encontrava disponível para tão altos voos». Para pouco depois dar o dito pelo não dito, deixando falar mais alto, os chorudos rendimentos e as chorudas mordomias, que tal cargo lhe iria proporcionar. Tendo, inclusive angariado o apoio do próprio Presidente da República, que veio convencer o burgo, de que seria importante ter um português com o carisma e capacidade do Dr. José Manuel Durão Barroso, à frente da Presidência da EU. Pergunto: - então e o compromisso com o seu povo?, será que para além dos chorudos rendimentos e das chorudas mordomias, foi também a maneira mais fácil de bater em retirada, depois de ter visto que não iria ser fácil levar o seu programa de governo até ao fim?, quando o descontentamento já era geral, empurrando desse modo, para a “cabeça do touro” o seu nº2, Dr. Pedro Santana Lopes, que foi o que se viu.
Depois de tantas “ilusões” e “desilusões”, que constituíram a passagem do Dr. Santana Lopes pelo executivo, viu-se o Sr. Presidente da República obrigado a intervir, com o propósito de pôr ordem na casa, convocando eleições antecipadas, o que, confesso, permitiu-me durante algum tempo, respirar de alívio e acreditar que, melhores dias se avizinhavam. Como se ainda fosse possível a creditar e ter esperança num país há muito moribundo.
Por seu lado, o executivo cessante, veio a terreiro dizer aos portugueses, que tinham deixado as contas públicas em ordem e que essa maldita coisa, a que chamam de défice, controlado e abaixo dos 3%, tal como era exigido pelo Pacto de Crescimento e estabilidade.
Pura mentira, fruto da falta de honestidade e verdade, daqueles que dizem procurar o melhor para o país e de prosseguirem o bem comum. Afinal o governo
anterior quando cessou funções sabia e tinha perfeito conhecimento de que acabara de deixar um défice de 6,4%, afirmando que o mesmo estaria na casa dos 2,8%, enfiando desse modo, mais uma vez o barrete a essa cambada de “papalvos”, que somos todos nós.
Eis que, chegou o grande dia, o dia das Eleições antecipadas, que, acabariam por colocar o Partido Socialista do Eng.º José Sócrates no “poleiro”.
Desde então para trás ficaram as promessas de não mexer nas reformas, de não aumentar os impostos, blá, blá, blá, etc., e tal.
Esquecendo-se de que se antes estávamos mal, agora com as suas políticas de extrema direitas é que o barco vai mesmo ao fundo.
Se não, vejamos, primeiro justificam-se as medidas mais gravosas, com uma taxa de défice na casa dos 6,83%, para depois vir o senhor primeiro ministro dizer que tais medidas tinham de ser tomadas independentemente do défice estar ou não numa percentagem tão elevada.
Não é possível, num país de baixos salários, numa economia que aposta na exploração da mão de obra barata, impor um custo vida tão elevado, com impostos altos estrangulando desse modo a maioria dos orçamentos familiares, perante isto, afigurasse-me como uma coisa do outro mundo, pedir aos portugueses produtividade e competitividade, quando as condições não o permitem.
Desde há um bom par de anos e de Governos a esta parte, que se vem assistindo a uma tão grande «filha da putice» político-institucional, que tem feito deste pseudo-país, o mais atrasado e afastado do nível de vida dentro do conjunto Europeu a 15.
Se não vejamos, a par de muitas outras coisas, como por exemplo, a fuga ao fisco, mercê de uma prolongada inércia, permissividade e incapacidade ou falta de vontade em combater a dita cuja, que ao longo dos últimos anos tem deixado a economia do país cada vez mais fragilizada e menos capaz de se tornar competitiva e robusta, estando agora, ao que parece este Governo Socialista, decidido e empenhado em combater, a ver vamos, se o consegue de uma vez por todas e aí estará de parabéns, o mesmo já não se pode dizer do subsídios de alojamento concedido ao Ministro das Finanças Teixeira dos Santos, no valor de 1.304€, isto numa altura em que se pedem sacrifícios e apertos de cinto à generalidade dos trabalhadores. Enquanto o senhor Ministro tem um vencimento na ordem dos 4.500€, mais mil e tal de representatividade, ainda tem direito ao dito subsídio.

O que dizer então o trabalhador comum, que com um rendimento de 1 terço ou por vezes menos, tem que fazer face às despesas mensais sem direito a tão chorudas mordomias? Rigor Orçamental? Défice?, Austeridade financeira?, Sacrifícios?, Apertos do cinto?... «É já a seguir, é que, é já a seguir…». Desculpem, mas com tamanha «Filha da putice», não há Zé-povinho que aguente… Como se tudo isto não bastasse, este governo socialista, depois de ter tomado uma postura de austeridade financeira e económica, fruto de um défice, que ao que parece, ninguém sabe ao certo o valor real, castigando e massacrando mais uma vez os papalvos, que somos todos nós, vem agora com essa história do aeroporto da Ota e do TGV, mesmo depois de vários economistas terem advertido para o facto de a conjuntura actual não ser favorável a tal desmando, justificando que tais projectos iram ser executados com recurso ao investimento privado, recorrendo para isso a substituições de alguns administradores na Caixa Geral de Depósitos, que também se fizeram ouvir contra tais empreitadas, deixando desse modo mais uma factura pesada, para somar ao maldito défice, ou seja estão-se a preparar para mais uma vez enterrar o machado nas nossas cabeças, pois como já se sabe, se tal empreitada for para a frente, no final surgem as derrapagens os buracos financeiros, em que os custos foram superiores ao inicialmente previsto, etc., tendo que este ou outro que vier a seguir, pedir mais uma vez sacrifícios e apertos de cinto aos portugueses. Enfim, o habitual… Pelo menos fica-nos a consolação de pensar que afinal a situação do país, não é assim tão má como a pintam, pois se até há dinheiro para um novo aeroporto e para o TGV. Mau! Anda aqui alguém a querer lixar o burgo… Mas, enfim, o que dizer por exemplo desse flagelo dos incêndios, que todos os anos consomem hectares e hectares de floresta. Só num país mal governado ou governado ao sabor dos interesses económicos das empresas privadas que facturam verdadeiras fortunas por terem os seus helicópteros e aviões no ar, para fazer vigilância e auxiliar no combate aos mesmos. Bem, isto é um problema de há muitos anos e governos atrás, se não vejamos, há dinheiro para estádios, Euro2004, Expo98, TGV, OTA, etc., porque é que todos os anos se bate na mesma tecla? E porque é que até agora ninguém se lembrou do seguinte:O estado investir na aquisição dos seus próprios meios de vigilância e combate aos incêndios, em vez de abrir concursos a empresas privadas, cujo interesse é operar, para poderem facturar e para isso têm que haver fogos.
Segundo se sabe, o estado português investe na formação de pilotos da Força Aérea, porque não pôr esses mesmos pilotos ao serviço dos bombeiros, utilizando aviões e helicópteros do próprio Estado. Em suma, a ideia que pretendo passar é esta, em vez de estar-mos a pagar fortunas às empresas privadas, porque não pôr a OTA e o TGV de lado, aproveitando esses recursos para investir nos nossos (do Estado) próprios meios de vigilância e auxilio no combate aos incêndios. E, porque não, criar programas operacionais, envolvendo os Serviços Nacionais de Protecção Civil, o Serviço Nacional de Bombeiros, o Exército, pegando naquelas pessoas que estão desempregadas e a beneficiar do respectivo subsídio, bem com em todos beneficiários do Rendimento Mínimo de Inserção e durante os meses de Fevereiro, Março, Abril, Maio e Junho, por essa gente toda a trabalhar na limpeza e preservação das florestas, a notificação de todos os proprietários para o fazerem, sob pena de pesadas multas ou até verem as suas propriedades expropriadas em benefício do interesse público.

Voltando à “vaca fria”, que é como quem diz, à “filha da putice” político institucional que nos governa, ou desgoverna, é a mesma que em nome de um pseudo défice, pede aos portugueses contenção e aperto de cinto, a bem da consolidação das finanças públicas, procurando aumentar a receita e diminuir a despesa, recorrendo para o efeito ao furto qualificado das condições de vida do povo, para ao mesmo aumentar a despesa de alguns ministérios criando mais uma gabinete de não sei o quê, para com certeza dar tacho quiçá a algum comparsa partidário. Ora um Primeiro Ministro que apregoa uma coisa e age em sentido contrário, não com certeza um Primeiro Ministro sério, mostrando que está no poder par se orientar e orientar os seu comparsa e quem se f… é o “Zé Povinho”.
Ora, bem vistas as coisas, num país governado por oportunistas, mentirosos e corruptos, não se pode ir muito longe, tratando-se, por isso de um país condenado ao mais profundo fracasso económico e social, em que essa coisa de Comunidade Europeia, é cada vez mais uma miragem.
“Fantasista”, é a merda que os nossos políticos andam a fazer ao país, “fantasista” é o TGB e a OTA, “fantasista” é o furto qualificado praticado pelos políticos que se vão apoderando dos direitos e das já de si débeis condições de vida
do seu povo. Isto, para não falar das chorudas reformas e mordomias daqueles que já por lá passaram e são também eles responsáveis pela merda em que este país se encontra e que pretendem lá voltar, quiçá para engordar ainda mais as suas reformas e mordomias. Enquanto que a maioria dos portugueses são obrigados a apertar cada vez mais o cinto, para alimentar estas e outras “Filhas da Putice”.
“De mansinho pela porta do cavalo…”, eis a melhor forma que eu encontro para caracterizar a atitude do nosso Ministro da Saúde, Correia de Campos, no passado dia 15/11/05, quando pouco tempo depois de ter alertado para a necessidade de reduzir em cerca de 20%, o numero de médicos e funcionários no Hospital de Stª Maria em Lisboa, estava combinado uma entrevista no “Jornal Nacional” da TVI, a qual era antecedida por uma reportagem intitulada “Haja Saúde”, onde se fazia uma radiografia do nosso Sistema Nacional de Saúde, das suas falhas, carências e dificuldades. Da referida reportagem, o que eu retive foi que realmente a Saúde em Portugal se encontra realmente doente ou em alguns dos seus aspectos moribunda, em bom Português, “Está mais para lá do que para cá…”.
Ou seja, entre outros casos, ficou-me na memória aquele senhor que teve um descolamento na retina, correndo o risco de cegar, por não haver médicos da especialidade em número suficiente, pelo que teria de ficar em lista de espera, valeu-lhe uma ida à vizinha Espanha, onde foi prontamente assistido e tratado, evitando desse modo a cegueira. Na mesma reportagem, constatou-se o facto de haver serviços altamente equipados, mas que permanecem encerrados, ou por falta de médicos, ou por falta de enfermeiros ou, ainda por falta de pessoal auxiliar.
Depois de terminada a reportagem, deveria estar presente nos estúdios da supra citada estação de televisão, precisamente o Sr. Ministro da Saúde, onde provavelmente seria confrontado com a realidade, a mesma realidade que contraria a sua profecia em reduzir nos tais 20%, o número de médicos e funcionários no Hospital de Stª Maria, curiosamente aquele em que se verificou uma maior ineficácia dos serviços, precisamente por falta de meios e de pessoal, isto, para além de todos os outros serviços de saúde, onde em quase todos se verificou o mesmo problema; falta de meios materiais e humanos, sistemas informáticos que não funcionam, etc…,etc…,etc…
Como contra factos não há argumentos, achou por bem, o dito Ministro Correia de Campos, bater em retirada estratégica, deixando todos aqueles que, tal
como eu, estavam comodamente sentados em frente ao televisor, na expectativa de ouvir o que o Sr. Ministro iria dizer, completamente desiludidos com tamanha falta de respeito e de capacidade, perante tão atroz realidade…
No entanto, não se preocupe o Sr. Ministro, pois essa sua fuga com certeza deverá ter passado mais ou menos despercebida, pois terlhe-á valido o facto de ter na mesma hora havido a transmissão de um jogo de futebol, num outro canal televisivo. Tal facto levou a que eu na manhã seguinte, quando cheguei ao meu local de trabalho, tentei comentar com os meus colegas aquele episódio ministrial, ficando a saber que ninguém se terá apercebido, pois tinham estado a ver o futebol. Posto isto, prefiro pensar que o Sr. Ministro, cancelou à última hora, a entrevista no “Jornal Nacional” de 15/11/05, porque se tinha entusiasmado com umas bejecas e uns amendoins, frente ao canal da concorrência a ver o futebol, e por isso perdeu a hora, não podendo desse estar presente, assim, fica a esperança de que tal entrevista, tendo como pano de fundo a realidade mostrada na reportagem “Haja Saúde”, ainda possa acontecer…
Concluindo, parece-me que em Portugal os políticos, perdem muito mais tempo a fazer política do que a empenharem-se na resolução dos reais problemas, enquanto isso cá vamos nós «Zé-povinho», sendo enrabado a sangue frio… Até quando? Será que algum dia vamos ter gente capaz responsável e séria, à frente deste país? até lá, temos que nos aguentar com o que há?...
Enfim, neste pequeno e mesquinho país, insiste-se teimosamente em alimentar a tal dita cuja moralidadezinha já há muito apodrecida.
Por falar em moral, moralista e outra muitas moralidades, que mais não são do que meras desculpas de mau pagador. Se não vejamos, em apenas 30 anos de democracia, este pequeno país à beira mar plantado, que na altura, segundo reza a história, até tinha uma riqueza que lhe permitia viver com algum folgo, pese embora todos os problemas relacionados com as ex-colónias e que mal ou bem foram sendo resolvidos, no entanto verifica-se que ao fim de apenas 30 anos, Portugal foi sendo expoliado e roubado por todos aqueles que supostamente ao serviço do interesse comum, se foram apoderando de tudo aquilo que deveria pertencer a todos.
Tudo isto para dizer que, essa história do défice, não é só de agora, o défice não é mais do que o resultado de 30 anos de submissão ao interesse económico, de um mau serviço prestado ao país por todos aqueles, que hoje com a cara mais
deslavada, vêm para a comunicação social, armados em moralistas, pedir sacrifícios, apertos do cinto, etc…, enquanto esses “malfeitores da nação”, se vão divertindo e dando os piores exemplos, quando por exemplo, se baldam às suas obrigações, enquanto eleitos para servir o país e quem os elege.
Depois de tantos sacrifícios e apertos do cinto, por parte do Zé Povinho, como não podia deixar de ser, pois é sempre o mesmo a pagar as favas, vem-se a saber que afinal o Estado não consegue controlar as suas contas, constando-se que a merda do défice, não só não diminuiu, mas sofreu um agravamento.
O n/ Primeiro Ministro, já veio a terreiro dizer que irá continuar a fazer tudo para combater o défice, o mesmo, que quando candidato ao poleiro, prometeu não aumentar impostos, foi a primeira coisa que fez, e, ao que parece está disposto a continuar a fazer. Para quê tanta malhação e tanto castigo a quem já nada tem, se afinal se chega à conclusão de que, pelo menos até agora não tem dado resultado algum…
Mas, como uma “Filha da Putice”, nunca vem só e esta merda de moral putrefacta que embala esta nação há muito moribunda, leva-nos mais uma vez à vaca fria, refiro-me desta feita às novas regras de aposentação, reformas.
Se bem me lembro, quando ainda com o anterior executivo, se falou no aumento da idade da reforma, o partido da oposição de então, insurgiu-se contra tais medidas, que eram injustas e que iriam penalizar quem trabalha… Hoje esse mesmo partido, por sinal sentado na “Cadeira do Poder”, pelos vistos mudou de opinião, será que o poder lhes subiu à cabeça?, será que hoje a defesa dos direitos e garantias de quem trabalha é menos importante do que ontem?...

Bem! Que Portugal enfrenta um grave défice de políticos sérios, honestos e honrados, já eu sabia, não sabia é que a situação era assim tão grave, ao ponto de ver os nosso governantes a tomarem uma postura terrorista para com quem os elege e sustenta.
“Culapso do sistema”…, desculpa de mau pagador, pois de enrabadela em enrabadela, vão fazendo crer que nós, que trabalhamos, que damos o corpo ao manifesto e que produzimos algo para este país, é que somos os causadores do défice e é que levamos o sistema ao culapso. Então o que dizer dos nossos políticos, que ao fim de dois mandatos, como deputados, saem com uma reforma vitalícia,
nada pequena, comparada com a maioria dos trabalhadores portugueses?, o que dizer das reformas dos Ex Presidentes de República, Ministros e outros?... Reformas grandes e acumuláveis com outras prestações inerentes aos cargos por esses abutres ocupados. Será que estamos condenados a trabalhar, trabalhar e trabalhar, para sustentar, aqueles que, ao sabor do oportunismo se vão encaixando e taxando, na malga do poder, supostamente ao serviço do interesse comum. Sim, porque os sacrifícios só são pedidos a quem trabalha, por que aos políticos e oportunistas da nação nada lhes é exigido, …moral de merda esta!...

Pois para mim são esses que ao fim de meia dúzia de anos de contribuições se reformam, com grandes e vitalícias reformas que estão a levar o sistema ao culapso, tenham vergonha, deixem-se de chulices e façam algo pelo país, ou, então reduzam-se à v/ insignificância e vão à v/ vida…

Não se esqueçam de que a crise e o défice, têm um nome e uma causa, que é nem mais nem menos a corrupção há muito instalada, quer a nível político, quer a nível económico e social, portanto, mais importante do que passar a vida a castigar e massacrar quem trabalha, ou se preferirem o michelhão, é quanto a mim atacar o problema pela raiz, ou seja, quem de facto causa tais problemas, lei-se, crise, défice, etc.., que seja chamado a solucionar a questão e que sejam castigados de modo exemplar, para que tais situações não se repitam. Acabe-se de um vez por todas, com a ideia de que há-de haver que pague pelos nossos erros, que todos aqueles que no passado e no presente estão directamente ligados ao agravamento da situação económica do país, sejam chamados a repor a situação…

Era bom que se lembrassem que se Portugal é um país de baixa produtividade e fraca competitividade, isso deve-se a várias razões, entre elas, a fraca qualidade a fraca qualidade do nosso sistema educativo, os baixos salários a perde constante e progressiva dos direitos conquistados por arte dos trabalhadores, o que conduz inevitavelmente a uma permanente desmoralização e desmotivação, por parte de quem trabalha, que com tudo isso, acaba por achar que não vale a pena o esforço…

Por outras palavras, num país em que ao invés de se valorizar e estimular quem trabalha e quem com o seu esforço e empenho produz a riqueza, atirasse-lhe para cima com as culpas da crise, fazendo de quem trabalha o culpado de todos os males e consequentemente o bode expiatório para todos os males. Pois, é mais fácil sacudir para o lado aquilo que não somos capazes de encarar de frente…
Pois bem, lembrem-se de que se somos um país de baixa produtividade, fraca competitividade e consequente baixo crescimento económico, isso, é uma consequência directa do desinvestimento no aparelho produtivo, do ataque terrorista que se tem vindo a fazer aos trabalhadores, como se fossem eles os culpados de todos os males. Enquanto assim for, não haverá por parte de quem trabalha motivação e vontade de se esforçarem cada vez mais, para quê, não vale a pena… Penso que os problemas do país só se resolve riam efectivamente, começando por uma mudança drástica de mentalidades e de atitude, responsabilizando quem efectivamente é responsável pelas situações menos favoráveis, por exemplo um combate eficaz à corrupção, conceder benefícios só e exclusivamente a quem demonstre deles necessitar e dê provas de que através desses benefícios, pode dar um maior contributo ao país, acabe-se de uma vez por todas com todo e qualquer compadrio, faça-se um combate cerrado aos políticos oportunista e incompetentes e por último, encare-se de frente os problemas e os seus causadores e deixe-se de chutar os ditos problemas para canto, que é como quem diz, deixe-se de procurar nos bodes expiatórios a solução para todos os males. O seu a seu dono…
Valorizem quem realmente deve ser valorizado e castiguem quem realmente deve ser castigado. Não nos massacrem mais, não nos façam sentir de que neste país, já nada vale a pena, nem mesmo o esforço para sermos um pouco melhor em termos de trabalho, produtividade e competitividade. Pois, quando as nossas condições de vida, o nosso poder de compra e a valorização do nosso esforço se degradam, degrada-se também a nossa vontade e empenho… Mas enfim, temos de viver com aquilo que há…
“…Parem de F…d… quem trabalha!!!
Mas, ao que parece a tal dita cuja “Filha da putice”, pretende estender os seus tentáculos cegamente a tudo e todos.
Falando agora em relação à pretensão deste governo cada vez menos social e desrespeitador dos amsi elementares preceitos consagrados na Constituição da República, viola e atropela cega e teimosamente os seus princípios.
Importa antes de mais esclarecer que a condição de deficiente não é nenhum direito adquirido muito menos um privilégio, e, que infelizmente para quem vive essa condição na pele e no seu dia a dia, sente bem as dificuldades
acrescidas em resultado dessa mesma condição. Por isso, parece-me profundamente injusto e tanto mais profundo retrocesso no nosso desenvolvimento social e humano, vir este governo impor o fim dos benefícios fiscais para as pessoas portadoras de deficiência. Usando a desculpa de mau pagador, aliás tão própria do Estado que temos e que sustentamos, de que vai ajudar menos os que mais têm, para ajudar mais os que menos têm.
Só que, esquece-se o senhor primeiro ministro, que na deficiência, que não é um direito adquirido muito menos um privilégio, não existem ricos e pobres, existem apenas pessoas que pela sua condição vivem as suas vidas com dificuldades acrescidas por uma existência infeliz.
Se não vejamos:
.1 Cabe na cabeça de alguém que uma simples cadeira de rodas custe tanto como um automóvel;
.2 O que dizer daqueles que para se manterem vivos, necessitam de medicamentos e de todo um conjunto de equipamentos, muitos dos quais não são comparticipados e custam preços elevados;
.3 Tributar para efeitos de IRS aquelas pessoas com deficiência que auferem um rendimento mensal de €700,00, já agora quanto é que ganha o senhor ministro das finanças?, porque é que temos de contribuir para o seu subsídio de alojamento?. Assim como para o de outros políticos?...

JUÍZES HÁ… E JUÍZO?

Isto está tudo maluco,

Está virado do avesso!

E, da anarquia total,

É o terrível começo!

Gente que era respeitável,

Que era mesmo modelar,

Tem uns tais comportamentos

Que é de a gente se espantar.

Nem os juízes escapam,

Se é que não são os piores!

Eles, que eram considerados

Até aqui como os melhores.

Agora… valha-nos Deus!

Assinam blogues obscenos,

Contam técnicas de suicídio…

Não fazem a coisa por menos.

Outros mandam prós jornais

Artigos que não deviam…

Que é da respeitabilidade

Que os juízes assumiam?

Eles gostam dos holofotes,

Eles querem publicidade.

Aparacer na televisão,

Querem popularidade,

Como as estrelas do rock,

Como a gente da alta moda,

Como a Lili Caneças,

Ou os palermas da alta-roda.

Isto anda tudo maluco!

O Mundo chegou ao fim!

Quanto tempo será assim?

Alguém deita mão a isto?

Alguém põe isto no são?

A coisa está mesmo a saque!

Alguém nisto terá mão?

Magalhães dos Santos

23.2.07

4000 visitantes

O nosso Portugal está pelas ruas da amargura! Prova disto é o Democracia em Portugal ter já registado mais de 4000 visitantes. Lembro que só foi criado em Dezembro de 2006.

É pena que tenhamos de celebrar estes números mas é também gratificante verificar o crescimento que tem de dia para dia e o reconhecimento que dão ao nosso trabalho.

Se és dos que reconhece mérito no nosso trabalho e se também te faz NOJO esta cambada de gatunos que destroem o nosso Portugal:

Então...


Escreve na nossa caixa das mensagens - POR PORTUGAL

Obrigado
Abraço
Tiago Carneiro

Porto de Sines

Tribunal de Contas (TC) desembarcou no porto de Sines. Aparentemente, não gostou de saber que Administração do Porto de Sines (APS), sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, “celebrou uma avença com uma sociedade de advogados que acarreta um custo mínimo mensal de cerca de 2 mil euros”, quando “a empresa tem um Gabinete Jurídico dotado de 4 juristas no quadro, cujo funcionamento custou, nesse ano, 176 mil euros.” Entende o TC que a situação pode “consubstanciar um desperdício de dinheiros públicos”.
O TC não gostou também de saber que a APS “despendeu valores que oscilaram entre os 198 mil euros, em 2002, e os 142 mil euros, em 2005, com despesas associadas a auxílio para estudos, auxílio na infância, colónia de férias (previstas no Regulamento das Obras Sociais e Culturais da APS) e subsídios ao Grupo Desportivo e Cultural da empresa.” Embora reconheça que tais montantes sofreram um decréscimo significativo em 2005, o TC considera que “são relevantes, uma vez que esta empresa tem estado numa situação económica deficitária (…), o que revela que tem existido uma gestão pouco criteriosa dos custos.
O TC torceu também o nariz ao facto de a APS ter gastado, “com as festas anuais de aniversário e de Natal, 203 mil euros, em 2002, e 61 mil euros, em 2004. Só a Festa dos seus 25 anos acarretou um custo de 185 mil euros.” Entende o TC que [s]ão despesas avultadas para uma empresa pública que tem tido sistematicamente resultados operacionais negativos evidenciando, no mínimo, falta de racionalidade económica na utilização dos dinheiros públicos que gere.
Menos ainda parece ter o TC gostado de saber que os “contratos de concessão de serviço público, celebrados com a Portsines, S. A. e com a Port of Singapore Authority, foram, ambos, precedidos de ajuste directo. A opção por este procedimento em detrimento do concurso público restringe a concorrência e não é a mais adequada ao acautelamento dos interesses financeiros do Estado, bem como à defesa do interesse público.” Acresce que o “contrato de concessão de serviço público celebrado com a Portsines, S. A. prevê um prazo de 25 anos e prorrogações, por períodos sucessivos até 25 anos cada um.
O rol de desgraças enunciadas pelo Tribunal de Contas não se fica por aqui. Leia-se o relatório aprovado por três juízes conselheiros, “que tece severas críticas à gestão da APS no período entre 2003 e 2005.” Acontece que, apesar disso, o Ministério Público decidiu arquivar o processo, segundo informa hoje o Diário Económico num artigo intitulado “Porto de Sines escapa a investigação do MP após auditoria do TC”. Diz o jornal:
«A razão prende-se com o facto de, segundo o MP, no relatório apresentado, não haver matéria que evidencie a existência de “irregularidades que possam ser apreciadas em termos de responsabilidade financeira.” No despacho do MP, enviado ao Porto de Sines (…), refere-se ainda que “não se mostram também evidenciados factos que motivem o Ministério Público a accionar outras jurisdições.
Andam três juízes conselheiros, mais uma equipa de cinco elementos, a trabalhar para aquecer — e nem um ajuste directo por um prazo de 25 anos e prorrogações, por períodos sucessivos até 25 anos cada um” merece um pouco de atenção... Depois é o CC que tem uma fixação pelo Dr. António Cluny, colendo procurador-geral adjunto junto do Tribunal de Contas.
Razão tem a Senhora Presidente da APS, que, questionada pelo Diário Económico, respondeu "que, exactamente por o processo ter sido arquivado, não faz sentido explorar as questões levantadas pela auditoria do TC." Na sua singeleza, a Senhora Presidente disse tudo. Ou seja, continue-se a fazer ajustes directos, a recorrer ao outsourcing sem justificação, a endividar-se excessivamente, a administrar mal a coisa pública... que não tem consequências. Macua de Moçambique
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