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26.11.07

Mulher agredida numa Urgência Hospitalar morre

. 26.11.07

Virgínia Melo, doméstica, deslocou-se aos HUC para fazer companhia a Conceição Carvalho, uma vizinha do Bairro da Conchada que estava nas urgências com uma filha menor.
Quando ambas esperavam pelas informações médicas, na sala de acompanhantes, entrou um indivíduo que “baixou o som da televisão e preparou uma cama para dormir”.
Segundo Conceição Carvalho, Virgínia teceu um comentário acerca da “falta de consideração” do homem e ele não gostou. “Começou a insultá-la e eu fui chamar o vigilante.” No momento em que as mulheres expunham as suas queixas, “ele deu um brutal pontapé na barriga da Virgínia e ainda lhe bateu com um livro na cabeça”, recorda Conceição.
A PSP foi chamada e o agressor foi identificado, pelas 06h00.
As autoridades abandonaram o local e aconselharam a vítima a ser consultada, para sustentar uma eventual queixa por agressão. Só que, pouco depois, “começou a sentir-se mal”. Os médicos ainda lhe fizeram manobras de reanimação, mas não a conseguiram salvar. Pelas 09h00 declararam o óbito.
“Como é possível acontecer uma coisa destas num dos melhores hospitais do País?”, interrogava-se ontem Telmo Melo, filho da vítima.
O caso está entregue à Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra (ver caixa) e o Conselho de Administração (CA) dos HUC abriu um inquérito interno para averiguar as circunstâncias que rodearam esta morte. “Temos os meios de segurança que julgamos adequados, mas vamos avaliar. Se for possível fazer melhor, agiremos”, disse o presidente do CA, Fernando Regateiro.
PJ ESPERA POR RESULTADOS DA AUTÓPSIA
As causas da morte de Virgínia Melo só serão conhecidas depois da autópsia, que está prevista para hoje. Os resultados dos exames médico legais serão uma peça fundamental para as autoridades policiais, pois podem esclarecer se a morte derivou da agressão. Se as conclusões do Instituto de Medicina Legal não forem taxativas, cabe à Polícia Judiciária de Coimbra proceder à despistagem de todos os elementos de prova, para apurar se há motivos para avançar com uma acusação por homicídio involuntário. O autor das agressões está identificado: é um homem residente em São Martinho do Bispo, com 30 a 40 anos. Mas até à conclusão dos exames forenses, será difícil haver uma detenção. “Para já, o que sabemos é que houve uma agressão às 06h00, que a mulher se sentiu mal perto das 09h00 e acabou por morrer: Mas não é possível ainda estabelecer uma relação entre as duas situações”, explicou um elemento da PJ. Virgínia Melo tinha dois filhos, um deles o mágico Telmo Melo.
HOSPITAL INSTAUROU INQUÉRITO INTERNO
O presidente do Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Fernando Regateiro, conta com as autoridades policiais para o apuramento das circunstâncias da morte de Virgínia Melo. A nível interno, mandou instaurar um inquérito para averiguar se o sistema de segurança funcionou e foi eficaz. Embora lamente o sucedido, o responsável salienta que a situação ocorreu numa sala de espera aberta ao público, contígua às Urgências, que é considerada “uma zona pacífica, onde as pessoas entram por bem”, sem segundas intenções. No exterior existem câmaras de videovigilância, mas Fernando Regateiro recusa revelar se as agressões foram registadas pelo sistema. “Está tudo nas mãos da polícia”, justificou.
COMENTÁRIO:
Porque é que a polícia não o prendeu? RIDÍCULO! Só cá! Porque é que o administrador do hospital não revelou se havia ou não vídeo? AINDA VÃO DECIDIR SE O VÍDEO COMPROMETE O HOSPITAL? E se assim for desaparece!!!

2 comentários democráticos:

Beezzblogger disse...

I N A D M I S S I V E L !!!

Eu se fosse filho da vítima, dava-lhe um arraial de faxo, que el andava no mínimo 15 dias a cagar fininho...

Mas, isto porque a justiça está nas nossas mãos, depois quem ficava solto era eu.

Abraços do Beezz

Mentiroso disse...

Portugal é um dos países onde a miséria mais tem crescido nos últimos anos. Estatística confirmada.

Portugal é um dos países onde a criminalidade mais tem aumentado nos últimos anos. Estatística confirmada.

Haverá alguém que note a correspondência de semelhantes acontecimentos?
Ou será a solução como dizem os opressores: "Pôr mais polícias na rua"?

Não é só isto, é bem pior. Consoante os pequenos criminosos vão crescendo vão-se também transformando em grandes criminosos. Sobretudo ao observarem os seus familiares já apanhados pela engrenagem.

Quem são os culpados? Quem tem causado este estado que se vai tornando insuportável? Daqui a nada estamos como no Brasil!
Porque se permite a continuação do agravamento dum problema que vai acabar por minar completamente a vida a todos sem excepção? Dum lado os miseráveis que se tornam criminosos, do outro a restante população que se torna nas suas vítimas.

Não se pode apenas lamentar casos mesmo tão lamentáveis como este. É preciso agir sem ficar à espera que os outros o façam por nós, porque não o farão. Muitos cantarolam que «o povo unido jamais será vencido», mas é evidente que ignoram completamente que o contrário também é verdade.