Arménio Matias sai da CP depois de passar seis anos sem fazer «rigorosamente nada» e a ganhar 3500 euros por mês.É assim, num texto publicado no seu blogue «Falando de Transportes», citado pelo «Público», que um dos quadros mais conhecidos do sector ferroviário justifica a rescisão do contrato com a empresa para onde entrou há 35 anos. Arménio Matias foi administrador da CP entre 1985 e 1990, tendo depois feito uma incursão na área das telecomunicações na Teledifusão de Portugal. Regressado à ferrovia, foi administrador do Metro do Porto, do Metro Mondego e mais tarde da Rave onde, em conjunto com Manuel Moura, delineou o desenho da rede de alta velocidade que viria a ser escolhido pelo governo de Durão Barroso.
Em declarações ao jornal, o também ex-presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (Adfer), disse: «Desde que saí da Rave estive rigorosamente sem fazer nada.» Arménio Matias diz que não é caso único e que há mais quadros qualificados na prateleira, enquanto sucessivas administrações, «num processo que começou com Dias Alves (ex-presidente da CP) e que tem vindo a acentuar-se», vão contratando pessoas do exterior.

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