19.1.07

Aumentos de 200% a gestores públicos

Os gestores públicos continuam a receber muito acima da remuneração base definida e actualizada através de várias resoluções do Conselho de Ministros. De acordo com uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas a quatro grandes empresas públicas (Águas de Portugal – AdP, Caixa Geral de Depósitos – CGD, CTT e ANA – Aeroportos de Portugal), as remunerações dos presidentes dos Conselhos de Administração e respectivos vogais estão mais de 200 por cento acima das fixadas na resolução do Conselho de Ministros.
No caso da CGD, por exemplo, o valor base fixado para o período de 2003 a 2005 era da ordem dos 4752,55 euros, mas os presidentes da instituição (e foram quatro: António de Sousa e Mira Amaral, Vítor Martins e Santos Ferreira), auferiram 24 939,89 euros.
A instituição presidida por Guilherme d’Oliveira Martins tem vindo a alertar o Governo para a necessidade de aprovar um novo Estatuto do Gestor Público “que constitua um sólido, consistente e coerente quadro legal de referência aplicável ao desempenho de cargos de gestão de empresas e sociedades públicas”. Esta reclamação teve resposta em Outubro de 2006, quando o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, aprovou um novo diploma.
Para além do salário, os gestores públicos recebem também “despesas de representação” e “prémios de gestão” que fazem parte da chamada “remuneração global”. São também atribuídos “benefícios suplementares” tais como a possibilidade de adquirir as viaturas de serviço por um valor equivalente a 20 por cento do seu valor residual ao fim de três anos de utilização (benefício que terminou com a resolução 121/2005), a atribuição de planos complementares de reforma pagos pela empresa e o pagamento de despesas de comunicação (telefones fixos e móveis).
Outra das situações que o Tribunal critica é a falta de controlo da riqueza dos titulares de cargos públicos. Segundo a lei, aqueles responsáveis são obrigados a entregar no Tribunal Constitucional, no prazo de 60 dias contados a partir da data de início do exercício de funções, uma declaração dos rendimentos bem como uma inventariação do seu património e cargos sociais exercidos, com indicação dos rendimentos brutos auferidos.
Dos vários gestores que exerceram funções na AdP, CGD, CTT e ANA durante os anos de 2003 a 31 de Março de 2006, só 42 por cento tinham cumprido, na íntegra, a obrigação de declaração de riqueza junto do Tribunal Constitucional.
Face a esta situação, o Tribunal considera que não houve cuidado na observação da imposição legal por parte dos gestores das empresas públicas, “o que contribuiu para o incumprimento do dever de transparência no desempenho de cargos públicos, aliás, legalmente imposto”.
As empresas analisadas nesta auditoria do Tribunal acataram em 87 por cento as recomendações feitas.
SALÁRIO AUFERIDO PELOS GESTORES COMPARADO COM O DEFINIDO NA LEI
AdP (2003/2004/2005
Presidente: 9.049,00 euros (Remuneração auferida) / 3.655,81 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 5.393,19 euros (Diferença em excesso) / 148% / 8.775,00 euros (Auferida 2001)
Vogais: 8.445,00 euros (Remuneração auferida) / 3.233,98 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 5.211,02 euros (Diferença em excesso) / 161% / 8.199,00 euros (Auferida 2001)
CGD (2003/2004/2005)
Presidente: 24.939,89 euros (Remuneração auferida) / 4.752,55 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 20.187,34 euros (Diferença em excesso) / 425% / 24.939,89 euros (Auferida 2001)
Vice-Presidente: 21.198,91 euros (Remuneração auferida) / 4.496,65 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 16.702,26 euros (Diferença em excesso) / 371% / 21.198,91 euros (Auferida 2001)
Vogais: 17.457,93 euros (Remuneração auferida) / 4.204,18 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 13.253,75 euros (Diferença em excesso) / 315% / 17.457,93 euros (Auferida 2001)
CTT (2003/2004/até 31-05-2005)
Presidente: 18.217,69 euros (Remuneração auferida) / 4.752,55 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 13.465,14 euros (Diferença em excesso) / 283% / 4.625,37 euros (Auferida 2001)
Vogais: 4.204,17 euros (Remuneração auferida) / 4.204,17 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.091,67 euros (Auferida 2001)
ANA (2003/2004/até 29-04-2005)
Presidente: 4.752,55 euros (Remuneração auferida) / 4.752,55 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.625,37 euros (Auferida 2001)
Vice-Presidente: 4.496,65 euros (Remuneração auferida) / 4.496,65 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.376,45 euros (Auferida 2001)
Vogais: 4.204,18 euros (Remuneração auferida) / 4.204,18 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.091,67 euros (Auferida 2001)
CARLOS SANTOS FERREIRA (Presidente da CGD desde Agosto de 2005)
Empresa: Caixa Geral de Depósitos
Ordenado actual: 24.939 euros
Carro: 98.025 euros
Seguros (Saúde, Vida): 0 euros
Prémios de gestão: 0 euros
Planos de reforma: 30.988 euros
Telefone (fixo e móvel): 26.651 euros
VÍTOR MARTINS (Presidente da CGD de Setembro de 2004 a Agosto de 2005)
Empresa: Caixa Geral de Depósitos
Ordenado: 24.939 euros
Carro: 98.025 euros
Seguros (Saúde, Vida): 0 euros
Prémios de gestão: 137.169 euros
Planos de reforma: 40.210 euros
Telefone (fixo e móvel): 25.718 euros
GUILHERMINO RODRIGUES (Presidente da ANA desde Abril de 2005)
Empresa: Aeroportos de Portugal SA
Ordenado actual: 4.752 euros
Carro: 54.321 euros
Seguros (Saúde, Vida): 18.552 euros
Prémios de gestão: 14.257 euros
Planos de reforma: 6.653 euros
Telefone (fixo e móvel): 19.056 euros
CARLOS HORTA E COSTA (Presidente dos CTT de 2003 a Julho de 2005)
Empresa: CTT
Ordenado: 18.217 euros
Carro (renda anual): 26.660 euros
Seguros (Saúde, Vida): 21.685 euros
Prémios de gestão: 35.000 euros
Planos de reforma: 0 euros
Telefone (fixo e móvel): 23.741 euros
POÇAS MARTINS (Presidente da AdP de Junho de 2004 a Junho 2005)
Empresa: Águas de Portugal
Ordenado: 9.049 euros
Carro: 60.000 euros
Seguros (Saúde, Vida): 19.485 euros
Prémios de gestão: 36.196 euros
Planos de reforma: 9.759 euros
Telefone (fixo e móvel): 14.977 euros
LUÍS MACHADO (Presidente da AdP Entre 2002 e 2004)
Empresa: Águas de Portugal
Ordenado: 9.049 euros
Carro: 60.000 euros
Seguros (Saúde, Vida): 19.610 euros
Prémios de gestão: 0 euros
Planos de reforma: 19.002 euros
Telefone (fixo e móvel): 16.419 euros
PLANOS DE REFORMA ELIMINADOS
O Governo vai acabar com os planos complementares de reforma dos gestores públicos no futuro Estatuto do Gestor Público (EGP), cuja revisão está em fase final de preparação. Em resposta à auditoria do Tribunal de Contas sobre o Sistema Remuneratório dos Gestores Públicos, o chefe de gabinete do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, não deixa dúvidas: “As regalias e benefícios respeitantes a planos complementares de reforma foram eliminados.”
Mais: a missiva, assinada por Eduardo Silva Lima, garante que o futuro EGP estabelece a “consagração do princípio da gestão assente em objectivos quantificados”.
Com a eliminação do plano complementar de reforma, o Governo evita que as empresas públicas despendam alguns milhões de euros com estas regalias. Entre 2003 e 2005, Águas de Portugal (AdP), Caixa Geral de Depósitos (CGD) e ANA - Aeroportos de Portugal atribuíram aos seus gestores complementos de reforma totais de quase 1,5 milhões de euros. Para este valor, a CGD contribuiu com 350 mil euros, em 2003, e 405 mil euros, em 2005. Já os CTT – Correios de Portugal, ao não atribuírem estas regalias, foram a “excepção” nesta matéria.
O objectivo do Governo é “instituir um regime de gestor público integrado e adaptado às circunstâncias actuais, que abranja todas as empresas públicas, independentemente da respectiva forma jurídica, e que fixe sem ambiguidades o conceito de gestor público, defina o modo de exercício da gestão empresarial e as directrizes a que a mesma deve obedecer, regulando, ainda, a designação, o desempenho e a cessação de funções pelos gestores públicos”. Deste modo, defende-se o estabelecimento “em breve” de “padrões elevados de exigência e transparência, os quais são uma decorrência de uma ética de serviço público”.
A cessação dos mandatos dos administradores das 25 empresas públicas verificadas implicou o pagamento de indemnizações no valor de 5137 milhões de euros, dos quais 4202 milhões se referem à CGD. Ainda que em algumas situações não tenha sido paga indemnização. No caso da AdP está em contencioso.
APELOS IGNORADOS
O Tribunal de Contas concluiu que, das recomendações feitas ao Estado português desde Junho de 2003 a Outubro de 2006, o “nível de acolhimento fica abaixo do que seria desejável”.
O organismo presidido por Guilherme d’Oliveira Martins disse que “seis recomendações não foram acolhidas por parte do Estado.”
Na conclusão da auditoria ao sistema remuneratório dos gestores públicos e práticas de bom governo societário, o Tribunal de Contas frisou que, no período mencionado de três anos e quatro meses, “três recomendações foram acolhidas pelo Estado e quatro foram parcialmente acolhidas.”
MINISTRO E SECRETÁRIO DE ESTADO NA AdP
O grupo Águas de Portugal (AdP) teve lucros com uma variação positiva de 350 por cento em 2003, 2004 e 2005. Dos anos analisados pelo Tribunal de Contas, o melhor foi o de 2005, em que o grupo lucrou 13,446 milhões de euros. Recorde-se que foram administradores do grupo Mário Lino, actual ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e Paulo Campos, que exerce o cargo de secretário de Estado.
SUCESSÃO PROBLEMÁTICA
Luís Nazaré substituiu Carlos Horta e Costa à frente dos CTT em Julho de 2005. A questão do salário foi um problema que se colocou de imediato. Segundo declarações do próprio Luís Nazaré ao CM, o gestor abdicou do salário nos primeiros seis meses de gestão uma vez que o despacho que oficializava a sua remuneração só foi posto em prática em 2006.

9 comentários:

Júlio disse...

A quadrilha está lá.Eztamos no reino do MUGABE

Anónimo disse...

O Grande défice do Povo Português
O grande défice do povo português, no século vinte e um, nem é o estado deprimente em que vive, nem a sovinice dos ordenados que lhe são pagos, nem o facto de pagarem ordenados de princípes sauditas a governantes e seus comparsas, como todos os dias se vê em novos casos denunciados neste Blogg, nem a ausência de Justiça, nem a injustiça do sistema tributário, nem a cavalgante mortalidade dos seus anciãos pelo desgoverno, desleixo e vís poupanças no Serviço de Saúde, não, nada disto compõe o défice do Povo Português, só ajuda.
Porque este é devido, principalmente, ao baixo conceito que o Povo tem de si próprio, proveniente das ideias que ávaros e broncos pseudo-políticos e historiadores, vendidos a ideologias, lhe têm tentado inculcar desde a "revolução dos cravos":
- para esses demagogos, que ensinaram de acordo com os seus pontos de vista, os nossos antepassados não foram descobridores intrépidos, mas salteadores;
- não foram colonizadores, que ainda hoje são queridos das populações das terras que descobriram para o mundo (das quais a política e a gula internacionais nos varreu, com os resultados que estão à vista), mas ladrões;
- não foram evangelizadores junto de populações ainda na idade da pedra ou do cobre, mas inventores do esclavagismo.
Principalmente os comunistas, que pondo de lado Engels, quando disse que o primeiro passo de humanização do homem foi quando ele deixou de chacinar os vencidos para os escravizar, que ainda hoje contam a História com a sua dialética muito especial.
Para esses, sem ter em conta nem o Tempo nem o Espaço, não desenvolvemos as técnicas, nem as ciências entre os povos de além-mar (como se fosse possível passar de um dia para o outro da Idade da Pedra para a Idade das Tecnologias senão de forma fraudulenta, como hoje se faz “toma lá os benefícios da Civilização Ocidental, principalmente Televisores e Coca-Cola, e dá para cá o petróleo” e não digas que vais daqui), nem iniciámos um novo capítulo da História da Humanidade, trazendo à Europa o resto do mundo desconhecido, enquanto os outros povos da Europa ainda lutavam entre si para definir as suas fronteiras, e tão mal definidas, que ainda hoje são causas de terríveis guerras, para as quais, depois da vergonha da retirada do Ultramar, uma traição para nós, portugueses, mas principalmente para os próprios povos dessas terras, que deixámos indefesos nas mãos do Comunismo Imperialista dos Russos de então e dos seus satélites, que trinta anos depois ainda estão longe de poder recuperar a sua verdadeira auto-determinação (lembram-se dos gritos de “nem mais um soldado para o Ultramar” ?).
Mas os nossos queridos governantes, apoiantes confessos do PREC de há uns anos e do GEC (Globalização em Curso),
mandam de novo soldados para guerras lá fora, que não são nem nunca foram nossas, porque eles soldados, dizem os responsáveis, só la vão fazer figura de corpo presente e ganhar uns eurositos extra.
Para descaracterizar o Povo, e assim melhor o desgovernar, julga-se hoje a História de Portugal, dos seus Descobrimentos e dos seus Heróis (ímpar na História de todos os povos e civilizações), com os olhos hipócritas e concupiscentes da dialética comunista de ontem e agora, do capitalismo desenfreado e globalizante de hoje.
Não se comparam as acções dos portugueses com as acções, no mesmo tempo ou até em épocas posteriores e muitas vezes no mesmo espaço, dos outros povos europeus, que atrás deles e através deles, perdendo os medos do Mar Tenebroso e aprendendo as técnicas de marear e de navegação que inventámos, muitas das vezes por roubo de piratas disfarçados de corsários, se deitaram por esse mundo fóra, como ingleses, holandeses e franceses.
Foram os portugueses que começaram o moderno esclavagismo colonial, ou foram os espanhóis em Hispaniola e os Ingleses, que traficaram mais negros que o resto de todas as frotas do Mundo ?
Foram os portugueses que chacinaram populações indígenas inteiras nas Américas (a prática antiga correspondente às actuais “limpezas étnicas”), ou foram espanhóis e os ingleses emigrados na América ?
Quantos naturais índigenas existem hoje em toda a América Latina (excluíndo o Brasil, que agora também vai fazendo por isso) ou nos Estados Unidos ?
Quais foram as terras "conquistadas por força de armas", no Oriente, por portugueses, para além das que estavam ocupadas ou sob a jurisdição árabe, muitas vezes contra a vontade dos autóctones, sendo que Portugal mantinha "Guerra Justa", por solidariedade com os outros povos europeus e para com a Igreja, contra os árabes ?
O território de Macau foi cedido pelos Chineses a Portugal, por serviços prestados pelos Portugueses ao Império do Sol Nascente. Daí a excepcional deferência com que o Governo Chinês tratou Portugal na entrega desse Território à China.
E comparando, como é que os Franceses e Ingleses, conseguiram os seus Impérios Coloniais ?
E os Holandeses, os seus territórios de além-mar ?
E os Ingleses, como é que se instalaram em Hong Kong ?
E os franceses e alemães, como obtiveram os Territórios da Indo-China, de África e das Índias Ocidentais?
E os Belgas, como conseguiram e mantiveram o Congo Belga ?
E os Italianos, as suas possessões no Norte de África ?
E os americanos, o direito de comerciar (leia-se pilhar) na China e no Japão ?
E tirando os Estados que compraram a dólares, como é que os EUA ocuparam Porto Rico, as Filipinas, o Hawai e tantos territórios que cobiçavam de longe, sem nunca lá terem estado ?
Como começou a "Guerra do Ópio", ou a da Coreia, ou a do Vietname ?
Está nos Livros o que é que os Americanos disseram quando se deu o bombardeamento de Pearl Harbour pelos Japoneses; mas o que é que eles, Americanos, fizeram nas Guerras do Golfo, ou na do Iraque e, proximamente, na previsível do Irão ?
Em contrapartida, quando é que Portugal tentou ocupar militarmente os seus territórios em qualquer parte do Mundo, nomeadamente em África, foi ou não depois das famintas potências europeias se terem mancomunado para definir, em Berlim, o que é que em África caberia a cada uma delas, que nunca lá tinham estado, impondo ao Mundo que "território não ocupado militarmente, seria do primeiro ocupante." ?
Porque é que se deu a questão do "Mapa Cor de Rosa" ?
Finalmente, como é que Portugal deixou as suas ex-Colónias ? Exauridas por exploração intensa, e sem recursos naturais para os vindouros dessas terras? Compare-se com os outros Países Colonizadores.
Estas coisas são Tabú no Portugal de hoje, não há historiador que queira limpar a nossa face, muito embora existam as Fontes e as Obras estrangeiras dignas de crédito !
Quando assim se deturpa a História, humilhando sem razão os antepassados de um povo, logo o próprio povo, tenta-se, por algum motivo pouco transparente, descaracterizá-lo.
Porque nós, o Povo Português, com o beneplácito dos nossos governantes, é que fomos os "maus da fita" e, portanto, o Bombo da Festa da “Descolonização” territorial, para dar lugar à nova Colonização Económica, por controlo remoto.
E quem não se sente, não é filho de boa gente. O povo sente, e está confuso.
Daqui resulta a falta de perspectiva do passado para a projecção do futuro - em última análise, daqui resulta a sua apatia, o fechar-se consigo mesmo, o seu medo de viver (veja-se o que diz José Gil), o deixa andar, a sua ileteracia, a falta do gosto pela leitura, a falta de alegria que se nota nas suas tradições populares e mesmo na vida de todos os dias.
Veja-se como morreu o Teatro de Revista, como acabaram as anedotas que provocavam as gargalhadas com a bica, no café. Visitem-se as grandes Romarias anuais, e procure-se pela Alegria de Viver. Mas esta está de Férias.
E até o gosto doentio pelas telenovelas: O povo depauperado e exangue, projecta-se na vida dos ricos e acredita, vendo os pobres novelescos, que ainda há quem viva mais pobremente. E esta é a verdadeira função da Televisão, seja do Estado, seja do Capital Globalizado, de acordo com as regras do “Protocolo dos Sábios do Sião”.
E a História diz-nos que quando todos desatam à porrada, morrem os Idealista e ficam os Oportunistas. E que sobre as ruínas do Estado, e com a bota no pescoço dos sobreviventes, os Oportunistas erguem Admiráveis Mundos Novos.

Um Povo é a projecção dos seus antepassados, no presente, e a garantia da sua projecção futura.
Mas um Povo precisa:
- de ter a consciência de que é uma Nação.
- de Modelos, para manter as tradições .
- de Heróis Nacionais, para servirem de modelos.
- de Território, para ser País.
- de Governo, para ser Estado.
- de Instrução e Educação Cívica, para poder ler e cumprir as Leis.
- de Leis justas, aplicáveis a TODOS e
- de Justiça, para ser um Estado de Direito.

E um Povo bem governado,
com Justiça e Educação,
não espera ajuda do Estado
para ganhar o seu pão.

Tenhamos em atenção o que Machiavelli, escreveu:

...Che si viene di bassa a gran fortuna più con la fraude che con la forza...
Discorsi, Libro II, 13
...Mais depressa se alcança uma grande fortuna com a Fraude, do que com a Força...

...Le republiche e gli principi veramente potenti, non comperono l'amicizie con danari, ma con la virtù e con la riputazione delle forze...
Discorsi, Libro II, 30
...As Repúblicas e os Princípes verdadeiramente valorosos, não compram a amizade com dinheiro, mas com a Virtude e a reputação da sua Força...

Lá diz o Povo que quando não há dinheiro, não há palhaços; logo, enquanto houver dinheiro, os palhaços não vão largar o Tacho, nem param de aplicar mais Taxas !

As Estatísticas não públicas, as que não se publicam, devem andar à roda disto:
3 a 5 por cento da População, ou ainda menos, detém o Controlo do Capital no País e pagam Impostos Directos e Indirectos que para eles, são irrisórios;
95 a 97 por cento do Povo, são os que pagam a grande parte dos Impostos de que resulta o Rendimento do Estado.

Mas note-se bem que os palhaços, só fazem falta depois da casa arrumada, não para governar o Povo, mas para diverti-lo, porque quando os Palhaços governam, os Países transformam-se numa Palhaçada.

Por isso, vamos varrer a casa, mandemos os palhaços embora e busquemos governantes !
E “tásse bem”, meu !

José Farinha disse...

Só hoje "descobri" este blog e fiquei deveras agradado,era um pouco isto que gostaria de fazer mas...falta -me o substrato e conhecimento, assim ficarei a partir de hoje vosso "cliente" .
Não sei porquê, mas fez-me lembrar um blog de alguns anos atrás que se chamava "Muitamentiroso" esse, coitado, teve alguns dissabores espero sinceramente que não aconteça o mesmo a este.Relativamente aos ordenados escandalosos,apenas direi que já era uma ajuda á crise se fosse instituído o salário máximo nacional!vamos promover uma campanha para que isso se torne uma realidade? é só decidir qual o máximo e legislar... como vêem é fácil.Cumps aos autores e continuem, se eu souber de alguma coisa que possa ser notícia cá para o interior, no âmbito deste blog farei o respectivo envio.

Anti-Zé do Restelo disse...

Temos (e temo) de dar mais incentivo em euritos a estes Boys. Porque quase todos nós damos a entender que este sistema está caduco. Então estes gestores têm de ter condições monetárias para enfrentar esta crise "repentina" sem preocupações para exercerem uma melhor gestão "pública" e "democrática".
Para defesa destes ilustríssimos gestores dou como exemplo os recentes aumentos do barril de petróleo que foram mais de 200%. E eles conseguiram o milagre de sobreviverem.
Convém dar-lhes o devido "respeitoso" valor e compensá-los dos seus fantásticos actos de gestão que realizaram e que se advinham.

Anónimo disse...

ORA E EU A PENSAR QUE ERA A GESTORA MAIS BEM PAGA NESTA TERRA DE DESCOBERTAS... DE BLOGGES BLO O Ó NEM TERMINEI A LEITURA DE TAMANHA LITERACIA E LOGO TIVE DE IR COM DIARREIA. A MIM O QUE VALE É SABER QUE A SANITA ESTÁ PRÓXIMA. DANTES CHAMAVA-SE PORTUGAL...

Anónimo disse...

ANÓNIMO CURIOSO...

GOSTAVA QUE ALGUMA DA NOSSA (COMUNICAÇÃO SOCIAL) DESCOBRISSE UM EX POLITICO OU ALGUEM COM CARGOS DE GOVERNO, ESTÁ NO DESEMPREGO OU COM UM ORDENADO MINIMO NESTE MOMENTO, PÓS 25 DE ABRIL????

Anónimo disse...

Como já estamos no fundo do poço.
Eu diria que nao fosse aprovado OE 2011, e que o governo fosse abaixo juntamente com estas leis de me... a favor de alguns. Assumissem as redeas quem de direito até novas legislações.
Abaixo as reformas milionarias e vitalicias, os ordenados acima dos 10 000 euros nas empresas do estado, as ajudas de custo. Derrapagens nas obras publicas, assumam-nas os empreiteiros e Tecnicos responsaveis, e mão pesada a quem mexer no nosso dinheiro.
Assim até dava gosto pagar impostos.

metalurge disse...

não basta dizer,falar ou escrever porque isso já se faz à mais de 30 anos (demagogia) e nunca deu em nada em qualquer país do mundo.só deu crédito aos chamados anti-fascistas(que eram todos os políticos pós 25 de abril)e que afinal sempre foram uma cambada de oportunistas,em que só se preocupam em fazer leis para se protegerem e não para defenderem os interesses do povo(contribuintes).mas o grande culpado destes mais de 30 anos de aproveitamento,gozo, mentiras,etc somos todos nós, que nunca fizemos nada para que tudo mudasse deixando sempre os mesmos a terem os tachos,os boys e os amigos a governarem este país.só vamos abrir os olhos quando chegarmos á banca rôta e tivermos de lutar ou roubar para sobreviver,mas enquanto isso continuamos todos a ir de férias para o estranjeiro,gastar os cartões de crédito,etc.
está na hora de mudança,mas a sério.
as revoluções não se fazem com cravos

Anónimo disse...

Boa Tarde

Estes gajos metem nojo...acho que toda a classe politica está corrompida, tanto que só governam a 4 anos para encher o rabinho aos amigos e conhecidos a quem devem favores. Nós o povo que cada vez mais deixou de ter classe média a custa deste novos ricos temos de fazer qualquer coisa. E como se costuma dizer...se não vai a bem terá de ir a mal...espero que quando começarem o rebentamento os nossos politicos compreendam, afinal a culpa é deles, eles sim têm de pagar...a qualquer custo...

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